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domingo, 23 de abril de 2017

Nós, os esquisitos


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
19 de abr de 2017 16:53

Por Mari Rivas

Depois de muito tempo sem assistir televisão, neste último fim de semana vi o final da Champions League por um link de um canal brasileiro. Foi divertido. E durante o intervalo observei que a publicidade e o padrão de felicidade dos brasileiros estão totalmente associados aos estereótipos dos comerciais de cerveja. Pessoas descomplicadas, sem papo cabeça, gente bonita, malhada, praia, azaração.

Gostou deste cenário? Que bom, pois eu não.

Ando com a sensação de que as pessoas estão fazendo suas escolhas pessoais como se estivessem sobre as normas de algum padrão FIFA. E com base no que exatamente? Me parece que existe um padrão comum de qualidade. Algumas pessoas são tão iguais umas as outras que parece que saíram de máquinas que formam personalidades, aparências e ambições iguais. É até involuntário. E quem sofre as consequências são também os nossos relacionamentos que se transformaram em grandes clichês. Você gosta da mesma banda que eu, temos o mesmo estilo, sou linda, você é lindo UAU fomos feitos um para o outro.

Infelizmente é assim que a cabeça da maioria das pessoas funciona.

Mas se você não fala "o meu tipo é esse ou aquele" , se você não está sempre procurando por um modelo que te agrada, mas sim por alguém que te surpreenda, se você já ouviu inúmeras vezes "Mas o que você viu nele/nela?" , parabéns, nós somos os esquisitos. Nós apreciamos aquele senso de humor esperto, aquela esquisitice charmosa e aquilo que nem você sabe o que é, mas que te encanta e que te deixa cada dia mais curioso.

A loira gostosa e o surfista sarado dos comerciais estão por ai. Aliás, o Brasil está cheio deles, basta dar uma olhada no seu Instagram. Se é isso que você quer, vai fundo, numa boa mesmo, sem julgamentos. Porque não deve ser fácil alcançar esse objetivo cujo o padrão é tão cruel, eu imagino.

Os esquisitos são mais observadores e enxergam as pessoas sempre de uma forma diferente. Os esquisitos tem paqueras e ex namorados(as) totalmente diferentes um do outro, porque não foi a casca que nos atraiu primeiramente, foi algo fascinante que só nós mesmos conseguimos enxergar. É verdade que é muito mais fácil e comum nos interessarmos por alguém do nosso círculo de amizades e de convivência. Se aquela música te agrada e agrada também a outra pessoa, as chances de vocês terem mais coisas em comum são enormes. Mas será que muitas vezes as pessoas julgam as outras antecipadamente por motivos banais? Será que é por isso que tantos casais estão terminando seus relacionamentos? Por terem acreditado num clichê de felicidade do comercial da margarina? Quando foi a ultima vez que você saiu com alguém realmente inquietante?

Eu usei este espaço para mais uma vez injetar uma reflexão sobre os tipos de prioridades nos relacionamentos da nossa sociedade e também para defender um pouquinho aqueles que teimosamente continuam pensando fora da caixa.

E você? Quer alguém que seja perfeito ou alguém que te faça feliz?

Imagem de capa: Shutterstock/frankie's

TEXTO ORIGINAL DE OBVIOUS

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Habilidades Sociais: como fazer e receber elogios?


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 17:13

Atendendo ao pedido de uma leitora, a discussão de hoje da série sobre Habilidades Sociais é: como fazer e receber elogios? Como já sabem os que acompanham a série, as idéias aqui trazidas são de Vicente Caballo, em seu livro Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais, publicado em 2006 pela editora SANTOS.
Como fazer elogios?

Elogios podem ser definidos como "comportamentos verbais específicos que ressaltam características positivas de uma pessoa"(Caballo, 2006, p. 254). O autor também cita diversos motivos pelos quais devemos fazer elogios, expressando nosso apreço – quando realmente há um porque de se elogiar. Dentre os motivos citados por Caballo, estão:
1. Os outros desfrutam, ao ouvir expressões positivas, sinceras, sobre como nos sentimos com relação a eles;
2. Fazer elogios ajuda a fortalecer e aprofundar as relações entre as pessoas;
3. Quando fazemos elogios aos demais, é menos provável que se sintam esquecidos ou não apreciados;
4. Nos casos em que precisamos expressar sentimentos negativos ou defender nossos direitos diante de alguém, é menos provável que esta pessoa reaja de maneira inadequada quando, em outras situações, outros aspectos seus foram elogiados;


Gostaria de propor um exercício aos leitores. A maoria de nós não presta atenção quando as pessoas ao nosso redor agem da maneira que nos agradam (p. 255). Quando nos desagradam, no entanto, logo reclamamos. O exercício é o seguinte: a partir de hoje, preste um pouco mais de atenção nas coisas boas que as pessoas fazem para você; e, quando elas fizerem, retribua com um elogio. Vai ver como suas relações irão melhorar.
Porém, antes de sair por aí elogiando, existem alguns aspectos que devem ser levados em consideração. São eles:
1. Os comportamentos que são valorizados por aqueles que nos rodeiam, tendem a se repetir na presença destes. Mas como lembra Caballo (p.255), ignorar o comportamento que nos agrada e punir o que nos desagrada é uma maneira nada eficaz de ensinar ao outro como queremos que ele nos trate.
2. Os elogios, normalmente, podem ser feitos sobre o comportamento, a aparência ou posses da outra pessoa. São mais eficientes quando são a) específicos, isto é, dizendo exatamente o que nos agrada na outra pessoa, e; b) referimo-nos a pessoa pelo nome.
3. Os elogios são mais significativos quando expressos em termos de nossos próprios sentimentos e não em termos absolutos. Ou seja, é melhor dizer "gostei de seu cabelo" do que "seu cabelo é lindo".
4. Muita gente tem dificuldade em aceitar um elogio diretamente. Talvez por modéstia, ou simplesmente por não saber o que dizer. Alguns autores recomendam que, para evitar este tipo de problema, o elogio seja seguido de alguma pergunta; pois, deste modo, a pessoa pode focar sua atenção em responder a pergunta ao invés de procurar como reagir ao elogio.
Caballo (idem) ainda recomenda que, para que suas expressões positivas sejam mais confiáveis, caso não seja de seu costume elogiar, você comece aos poucos, e vá aumentando a frequência progressivamente. Diz ainda que, no início, é melhor que estes sejam expressos de maneira conservadora, pois expressões repentinas de apreço levantam suspeitas. Recomenda também que não ofereçamos expressões positivas quando queremos algo da outra pessoa. Nesta situação, provavelmente o elogio não será levado a sério e ainda pode pegar mal. Explica também que devolver o elogio que recebemos com outro igual pode soar superficial – como uma obrigação.

Quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados. Para que estas trocas positivas continuem, é importante que saibamos como responder aos elogios.
Como receber elogios?

Se, ao recebermos elogios, nós os negamos ("quem? Eu?"), mudamos o foco da atenção ("eu também gostei de sua roupa"), ou recusamos ("Você gostou mesmo do que falei? Foi feito tão às pressas, nem ficou bom"), é provável que recebamos menos elogios no futuro.

Caballo (p.256.) explica que, muitas vezes, um simples "Obrigado!" ou um "Obrigado, você é muito gentil" são mais do que suficientes para que quem elogiou sinta-se satisfeito e volta e elogiar no futuro.

Para concluir, gostaria de retomar o exercício proposto lá no início. Não se esqueça de fazer elogios às pessoas que te cercam. Ao fazer isto, procure se lembrar de tudo o que foi discutido neste texto e depois me diga se suas interações sociais não melhoraram.

Imagem de capa: Shutterstock/Daniel M Ernst

TEXTO ORIGINAL DE COMPORTE-SE

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5 coisas que você faz hoje das quais se arrependerá no futuro


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 17:43

Levamos um estilo de vida imposto que nos leva a não sermos conscientes de desfrutar o agora. Ficamos o tempo todo presos ao passado e preocupados com o futuro.

Porém, há certas coisas que são negligenciadas por você, das quais você pode se arrepender mais cedo ou mais tarde. Hoje você não dá a elas a importância que merecem, mas o fará mais tarde. Você crê não ser necessário preocupar-se com isso, e que um dia dará a atenção necessária.

Mas, o que aconteceria se o dia de amanhã não chegasse?

1. Não descuide de seus relacionamentos

Você está tão cheio de trabalho e coisas para fazer que posterga os encontros e reuniões com seus amigos que lhe fazem sentir tão bem. Considera que deve dar prioridade às suas responsabilidades.

No entanto, descuidar de seus amigos  fará a relação esfriar, e quando quiser recuperá-la, talvez já seja tarde demais. Seu círculo social foi reduzido ao longo dos anos porque você permitiu. No dia de amanhã você se dará conta de que essas amizades tão sinceras já não estão ao seu lado.

O mesmo ocorre nas relações de casais quando acreditamos que não vale a pena lutar para salvar a relação em meio a situações terríveis, já que a fila anda. Entretanto, dar-se por vencido pode fazer com que você se arrependa amanhã, ao ver sob perspectiva aquilo que havia deixado escapar por preguiça.

Antes de jogar a toalha, faça tudo que for possível. Às vezes não está em nossas mãos que uma relação siga adiante, pois para isso são necessárias quatro mãos. Mas, ainda assim, você se sentirá melhor e mais satisfeito se fizer todo o possível por ela.

2. Viver para trabalhar, trabalhar para viver

Descuidar de seus relacionamentos, sua família, sacrificar seu tempo livre e de lazer para se dedicar ao trabalho é um grave erro. Ao final, você se encontrará em uma constante espiral de estresse.

É muito importante se desligar e ter tempo para si mesmo. Dar-se a oportunidade de relaxar e de deixar de pensar no trabalho por algumas horas ou alguns dias. Há muitas pessoas que não sabem diferenciar entre viver para trabalhar ou trabalhar para viver. Estes dois elementos devem estar em equilíbrio.

Você não precisa estar todos os dias enfiado no escritório, deixando que este absorva a sua vida pessoal.

Não se sobrecarregue. Você se arrependerá se não aprender a desfrutar a vida a partir de hoje.

3. Enfrente o medo

O que você quer fazer? Aonde você quer chegar? O medo não nos permite alcançar as metas que propusemos a nós mesmos e nos leva a dar passos para trás. É hora de ver o medo de outra forma. Como um desafio que você deve enfrentar para sair vitorioso.

Se você se deixar vencer constantemente por ele, o que você ganha com isso? Você se arrependerá no futuro porque perceberá que não valia a pena submeter-se aos temores que corroíam a sua mente.

4. Esqueça a vergonha, diga o que sente

Temos muita vergonha de dizer o que sentimos de verdade às pessoas que amamos. Pensamos no que podem pensar ou em como reagirão, e isso nos freia.

Muitas vezes sentimos uma necessidade de reprimir e tentar aplacar o conjunto de pensamentos negativos que se refugiam em nós. Mas, alguma vez você se arrependeu de não ter dito "eu te amo" a uma pessoa querida?

Ver a situação alguns anos depois gera outro tipo de perspectiva. Uma mais realista, que dá menos importância a todas essas preocupações que existiam antes. Você não tem nada a perder quando abre o seu coração e diz o que sente de verdade.

Nunca se sabe como reagirá a outra pessoa. Possivelmente, você se surpreenderá…

5. Cuide da sua saúde

Hoje você é jovem, logo os excessos não são preocupantes. Comida de fast food, álcool, falta de exercício… O que isso importa agora? Apesar de manter-se visivelmente saudável, à medida em que o tempo passar tudo isso que você faz mostrará suas consequências.

Pense que seu corpo é como a pele: ele tem memória.

Se você não cuidar de si mesmo agora, quando o fará? Amanhã? No ano que vem? As metas só fazem sentido se forem realizadas desde já, no presente. Se não, terminarão se convertendo em um desejo frustrado.

Os anos passam rápido, e quando menos esperar, você estará se lamentando por tudo aquilo em que sua força de vontade falhou. O agora é o que importa. Você se arrependerá no futuro por tudo que postergou hoje.

Imagem de capa: Shutterstock/puhhha

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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Pessoas com depressão tendem a buscar alvos abstratos – e isso não é bom.


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 18:13

Por Ana Carolina Prado

Os objetivos que nós temos influenciam muito a nossa felicidade. E um novo estudo do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, trouxe alguns esclarecimentos sobre esse tema.

Os pesquisadores, liderados pela psicóloga Joanne Dickson, pediram a voluntários com e sem depressão que fizessem uma lista de objetivos pessoais que gostariam de alcançar em um prazo curto, médio e longo. Depois, os alvos foram categorizados de acordo com quão específicos eram. "Ser feliz", por exemplo, é algo geral, enquanto algo como "escrever duas páginas de Word por dia" é um alvo bem mais específico.

Os resultados mostraram que, embora tanto os voluntários que tinham depressão quanto os que não tinham a doença tenham listado o mesmo número de objetivos, os depressivos listaram alvos que não só eram mais generalistas, mas também mais abstratos. Além disso, esse grupo tinha propensão muito maior a dar motivos não específicos para alcançá-los.

"Nós sabemos que a depressão está associada a pensamentos negativos e a uma tendência a generalizar demais a coisas, especialmente em relação a si mesmo e às suas memórias do passado", diz Joanne Dickson. "Este estudo, pela primeira vez, mostrou que essa característica também engloba objetivos pessoais", completa.

O problema disso é que ter metas muito amplas e abstratas pode manter e agravar a depressão. "Nós descobrimos que faltava foco nos alvos que as pessoas com depressão clínica listaram, tornando mais difícil a sua realização e, assim, gerando cada vez mais pensamentos negativos", diz a autora. Não é difícil entender o porquê: metas ambíguas são mais difíceis de se visualizar, o que, por sua vez, pode levar a uma redução da expectativa de realizá-las – o que resulta em menor motivação.

Em outras palavras: você não sabe exatamente o que quer, nem por que quer, só tem uma ideia geral. E esse negócio é tão nublado que você não consegue realmente se ver lá, então se desanima e nem tenta muito. Só que aí, vendo que a coisa realmente não está rolando como queria, você fica ainda mais desanimado – e vai se esforçar ainda menos. O resultado é um ciclo de negatividade que só vai piorando e, para os depressivos, é especialmente difícil escapar dele.

Para os pesquisadores, esses resultados podem favorecer o desenvolvimento de novas formas eficazes de tratamento da depressão. "Ajudar as pessoas deprimidas a definir metas específicas e gerar razões específicas para a realização do objetivo pode aumentar suas chances de realizá-los, o que poderia quebrar esse ciclo de negatividade", diz Dickson.

TEXTO ORIGINAL DE SUPERINTERESSANTE

Imagem de capa: Shutterstock/El Poe

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O que fazer quando a paixão por viver morre?


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
21 de abr de 2017 18:52

Devemos enfrentá-lo. A vida não é cor de rosa, muito menos um passeio cheio de felicidade e alegria. A realidade é que não podemos ser felizes em todos os momentos.

Existem instantes tristes e sensações profundas que nos fazem perder a paixão por viver.

O que o futuro nos reserva? Por que nos esforçamos por um amanhã, quando o hoje é tão vazio e difícil? Por que razão a felicidade não chega ou saiu do meu lado? Estas são algumas das perguntas que já passaram por nossa mente em algum momento de nossas vidas.

Muitos conseguiram superar estas incógnitas e encontrar o sentido de sua existência para melhorar sua situação. Mas tenha em mente que os pontos discutidos a seguir não valem para todos. Por isso leia-os e aplique-os em sua vida, e verá que as mudanças geradas serão excepcionais.

1. Deixe esse peso que você tem nos ombros ir embora

Todos estes conselhos como "Se anime e deixe as vibrações ruins irem embora", são bem intencionados, mas inúteis na maioria dos casos.

Ninguém que não tenha experimentado o que você sente agora pode te fazer mudar de parecer de uma hora para outra. Eles não entendem o que acontece de verdade com você, e você também não quer explicar.

Só existe  uma maneira de fazer com que toda essa dor e esse peso que você carrega se vá, tudo seja dito, não é de uma maneira fácil: você deve fazer as pazes.

Assim como sonha. Deve ficar em um estado de paz com o que está te causando a perda pela paixão de viver. Podem ser muitas coisas e não vale a pena nomear a todas. Mas se você conseguir perdoar, esquecer ou entender aquilo que te perturba, começará a se sentir melhor. Porém, para conseguir isso não bastará se olhar no espelho. Há várias coisas que você deve fazer antes.

2. As pequenas coisas ajudam a recuperar a paixão por viver

Os filmes ao estilo "Comer, rezar e amar", têm uma premissa interessante, mas um tanto irreais. Ao enfrentarmos um problema nem todos podem, simplesmente, deixar tudo de lado e passear pelo mundo. Porém, entre o não explícito do filme se esconde uma verdade.

Não é necessário passar anos viajando e nem ter uma profecia de algum guru: só você pode voltar a um estado de felicidade e dar o primeiro passo. Este avanço vai ser lento e não pode pular fases.

Se você quer voltar a encontrar a paixão de viver, não se mude de cidade, não viaje com suas economias e não saia só para fugir. Encontre uma velha paixão ou algo novo, algo pequeno e simples, que te distraia. Prove essa atividade, saboreie em pequenos pedaços e da mesma maneira, faça-o com os demais. Dedique-se às coisas que você gosta.

Não a tudo de uma vez, mas sim em pequenas doses, até que o humor vá voltando para você pouco a pouco. É um passo longo e pode ser que um pouco complicado mas, sem dúvidas, você deve dá-lo.

3. Entenda que ainda que a independência seja boa, a solidão não é

Se você se sente mal, é provável que não queira estar rodeado de pessoas que não param de perguntar sobre seu estado de ânimo ou que não respeitam o seu espaço e tempo para se sentir assim.

Porém, isto não significa que deva se isolar do mundo, ainda que seja o que você mais quer fazer.

É bom ter um tempo de solidão para poder se descobrir e entender as coisas de outra perspectiva. Só se lembre que, quando isso se transforma em uma solidão implacável, existe um problema maior. Para obter a paixão por viver não é preciso ter um parceiro ou um amigo que te acompanhe em todas as situações, nem muito menos.

Pessoas como os nômades ou mochileiros, podem transbordar a paixão por viver que sentem, mas isso é graças ao fato de que nunca estão totalmente sozinhos. Você deve compartilhar seu tempo e experimentar o contato com outras pessoas. Descubra o que você gosta e o que não gosta nelas.

Podemos fazer, aprender e experimentar muitas coisas quando interagimos com outras pessoas.

4. Não existe nenhum caminho a seguir

Lembre-se de todas aquelas coisas que em algum momento te disseram sobre o que você precisava fazer para ser feliz, obter sucesso ou se tornar uma grande pessoa.

Pronto? Agora pegue todas essas lembranças e jogue-as fora. Estes "caminhos para a felicidade" realmente não existem. Se a vida de verdade tivesse caminhos para escolher, seria muito fácil, mas as pessoas gostam de sentir que existe um guia. Só é preciso lembrar de uma única regra: não machuque aos demais. Nas demais coisas você pode fazer o que desejar, desde que você mesmo esteja de acordo com isso.

As pessoas te criticarão, julgarão, inclusive te humilharão, mas nada superará a satisfação de poder sentir felicidade interior. Quando isso acontece você se dá conta de que o único motivo pelo qual as pessoas julgam às demais é porque elas não são felizes.

Agora que você já sabe como recuperar a paixão por viver, só você poderá decidir quando começar.

Imagem de capa: Shutterstock/Esin Deniz

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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sábado, 15 de abril de 2017

9 dicas incríveis para criar sua própria felicidade hoje mesmo!



Você cria a sua realidade! Você faz a sua felicidade! Está tudo em suas mãos, portanto, comece a agir hoje mesmo! 

A felicidade, atualmente, é como um unicórnio em sua vida? Trata-se de algo maravilhoso, sobre o qual todo mundo fala desde a infância, mas que parece cada vez mais inventado?

Não se preocupe, é assim mesmo! Fica difícil encontrar a satisfação quando entramos na idade adulta, pois nossas rotinas se tornam muito complicadas, enquanto ela está nas atitudes mais simples.

Você quer ser feliz? Pode acreditar, não é difícil. É hora de deixar os grandes gestos de lado e parar de esperar por um momento ideal que pode nunca chegar.

Saiba mais sobre esse sentimento e veja 9 dicas para criar, a partir de hoje, a sua própria felicidade:

O que a ciência entende sobre ser feliz

Primeiro, vamos falar um pouco sobre essa tal de felicidade. Desde os filósofos gregos até os métodos científicos mais avançados, é difícil encontrar consenso quanto ao significado do termo.

Existem duas (principais) vertentes de pensamento nesse caso:

  • a primeira diz que a felicidade é um estado da mente — você é feliz;
  • a segunda diz que a felicidade é um estado emocional — você está feliz.

Seja qual for a opinião, o que nenhum cientista discorda é que se trata de algo subjetivo. Ou seja: o que te torna feliz não é o mesmo para outra pessoa.

Por isso, o grande segredo é buscar a sua felicidade do seu jeito, sem se preocupar com o que os outros vão dizer.

Então, é hora de atacar as duas frentes: mudar seu estado mental para buscar a felicidade o tempo todo e aproveitar os pequenos momentos de alegria que surgem em qualquer tipo de situação.


Como criar sua própria felicidade

Você já sabe um pouco mais sobre o que é a felicidade — o lado científico e o lado filosófico. Agora é hora de fazer algo sobre isso!

Enquanto muitas pessoas acreditam que ser feliz é algo que não controlamos, daremos 9 dicas para provar o contrário:

1. Demonstre gratidão

Comece a sua busca por felicidade se permitindo encontrá-la! Seja grato por tudo: pelo dia que começou, por um favor que te fizeram e até pelo presente que você não gostou.

Quando começamos a enxergar tudo o que acontece como uma dádiva, conseguimos nos encantar até com as pequenas coisas.


 2. Mude de atitude

Você se considera uma pessoa otimista? Muitas pessoas assumem que não e acham que não podem fazer nada a respeito. É claro que você pode! O otimismo e a felicidade devem ser praticados ativamente todos os dias.

O grande segredo da mudança de atitude é começar a se preparar para as dificuldades e encará-las como formas de crescer, aprender e aproveitar oportunidades.

Reclame menos, mesmo que dê muita vontade de fazer isso. Tente parar de culpar outras pessoas, ainda que pareça impossível. Pratique a empatia e seja menos egoísta. Você vai ver que, de repente, a vida se torna um pouco menos pesada.


3. Tenha amor próprio

Não dá para ser feliz sem amar a pessoa que mais se interessa pela sua felicidade: você!

A nossa felicidade está diretamente ligada à capacidade de acreditarmos em nós mesmos e aceitarmos nossos defeitos e nossas qualidades. Abrace as duas coisas. Tente ser uma pessoa melhor, mas não desqualifique o que você tem de bom.

Antes de qualquer outra pessoa, você deve se amar, então se apaixone! Admire quem você vê no espelho e termine o dia reconhecendo tudo o que você fez de bom.

Os erros? Você deve aprender com eles e depois deixar de lado. Amor próprio te dá força para seguir em frente.


4. Seja resiliente

Sim, a frustração acontece, mas o importante para a sua felicidade é como você reage a ela.

Tente praticar a resiliência. Em vez de se desesperar com algo ruim que aconteceu (ou evitar essa memória com distrações), entenda por que as coisas não saíram como você previu e aprenda com isso.

Ser feliz é fácil assim! É saber enxergar oportunidades até nos momentos mais imprevisíveis.


5. Pare de buscar a perfeição

Você não deve transformar derrotas em desastres completos, mas precisa parar de buscar o sucesso definitivo.

Muitas pessoas se impedem de alcançar a felicidade porque acham que só vão encontrá-la em sua forma completa. Mas não existe nada perfeito!

Aprenda a ver a beleza das coisas imperfeitas. Principalmente aprenda a valorizar as pequenas vitórias. É delas que sai a força para continuar em frente


6. Seja proativo em seus relacionamentos

Humanos são seres muito sociáveis — portanto, nossa felicidade também vem das outras pessoas. Mas não adianta ter 200 amigos no Facebook, por exemplo, se eles não representarem nada além de fotos de perfil em sua vida.

Busque por seus amigos, converse com eles, chame-os para sair. Ouça o que têm para contar e conte suas histórias também.

Grande parte da felicidade vem de se sentir útil e querido, mas isso só acontece com quem está disponível para as outras pessoas.


7. Mude seu estilo de vida

Comer melhor, praticar exercícios e meditar são hábitos não melhoram apenas a saúde física. Felicidade tem a ver com a saúde mental também.

Então, faça um esforço para mudar seu estilo de vida. Deixe que um corpo mais disposto e uma mente sã lidem com as preocupações de uma forma mais leve.


8. Aproveite o presente de vez em quando

Lembra que falamos sobre ser feliz e estar feliz? É importante dar atenção aos dois sentimentos. Buscar a felicidade é uma prática constante e, mesmo tempo, intensa.

Por isso, aproveite melhor os momentos de satisfação — aquela hora em que o filho aprende uma palavra nova ou quando começa a chover depois de um dia muito quente.

Aprender a ver a beleza nos pequenos detalhes ajuda a criar uma sensação perene de felicidade.

Ser feliz é o objetivo de todo ser humano, e você nunca vai alcançá-lo se não começar sua busca por conta própria. Basta ter vontade, amor próprio e tomar uma atitude.


E aí, gostou das nossas dicas? Então compartilhe este post em suas redes sociais e ajude amigos e familiares a transformarem a felicidade deles também! Facebook, no Twitter e no Instagram!

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Como manter a boa disposição depois do verão:


Luis Alves
13 de abr de 2017 04:44

Acabou o Verão, a estação que traz boa disposição, níveis de energia elevados e acima de tudo equilíbrio físico e mental.

O aumento da temperatura e da exposição solar, provoca uma transformação imediata na nossa autoestima, despertando um sorriso que se vai desvanecendo com a chegada do Outono e, mais tarde, do Inverno. Tudo isto ocorre pelas associações mentais e emocionais criadas desde a nossa infância.

Sempre fomos habituados a ver o Verão e as férias como períodos de liberdade, alegria, festas e convívio com os amigos. Recordamos a praia, os churrascos com a família, as viagens, as brincadeiras e muitas outras coisas. Na infância, colhemos todos os acontecimentos como herança vivencial. Todas as frases proferidas por pais, professores, familiares e amigos tornaram-se de forma inequívoca "leis" absolutas que ficaram alojadas no nosso subconsciente. À medida que fomos formando a nossa personalidade, fomos incorporando tudo o que aprendemos, dando origem aos nossos paradigmas.

Os paradigmas podem ser os nossos maiores amigos ou os nossos piores inimigos. Eles actuam no nosso subconsciente e limitam a forma como vemos o mundo. Um paradigma representa, para a nossa mente, uma verdade absoluta que de uma forma ou de outra afecta o nosso comportamento, humor, equilíbrio e bem-estar. Então como nos podemos preparar para a estação fria mantendo o mesmo nível de boa disposição?

Pois bem, antes de mais será necessário abrir as portas da gratidão. É isso mesmo. Lembra-se da última vez que agradeceu por algo bom da sua vida? Não me refiro a agradecer um presente ou um convite para jantar e sim, agradecer a si mesmo e ao universo por tudo o que considera positivo no seu dia-a-dia. Sugiro que pegue num caderno ou bloco de apontamentos e liste 50 itens para agradecimento. Agradeça pelo seu estado de saúde, pelos amigos que tem, pelo emprego conquistado, pelo seu carro novo, pelo apartamento que tanto desejou… em suma reúna tudo o que lhe traz felicidade e plenitude.

Poderá achar que 50 itens são demasiados, e que na sua vida não tem tantas coisas positivas, por isso, concentre-se não apenas no que tem de grandioso e dê importância aos pequenos detalhes que lhe trazem prazer.

Após terminar essa lista, leia em voz alta cada uma das frases de forma enérgica como se estivesse a fazer um discurso. Utilize também a linguagem corporal para dar ênfase a cada afirmação. Inicie cada frase com: "Eu Agradeço Por". Após ter terminado a leitura, deixe a sua lista na mesa-de-cabeceira. Durante 10 dias, ao levantar, coloque-se em frente ao espelho e leia 5 itens da sua lista em voz alta enquanto olha para o seu reflexo. Ao fim dos 10 dias irá notar algumas mudanças na forma como se desenrola o seu dia. Sentir-se-á com maior vitalidade, alegria e autoconfiança.

Tenha em mente que cada um dos itens representa uma conquista pessoal e/ou profissional e que, por isso mesmo, merece ser celebrado a cada dia. Durante os próximos meses, e sempre que sentir que a sua motivação está baixa, repita o processo por mais 10 dias. Comece sempre o seu dia com um ritual de Gratidão. Quando temos consciência do lado positivo da nossa vida, todo e qualquer momento menos bom pode transformar-se numa grandiosa lição de vida.

Outro dos hábitos que deverá adquirir na sua vida, para conquistar bons níveis de energia todo o ano, é relacionado com o tempo que dedica a si mesmo. Não me refiro ao tempo que passa no duche ou em frente ao espelho com tratamentos de beleza, e sim o tempo que dedica à mente e ao corpo. Recomendo que reserve de forma religiosa 1 hora por dia reservada apenas e só a si mesmo. 30 minutos devem ser dedicados a qualquer tipo de actividade física. Poderá ser academia, ginásio, corrida, caminhada ou uma simples rotina de exercícios que segue  no conforto da sua casa. O importante é trabalhar o seu corpo e dar atenção à sua parte orgânica.

Os restantes 30 minutos deverão ser dedicados à meditação e reflexão. Se nunca meditou ou não sabe como começar, utilize estes 30 minutos para fazer uma reflexão profunda sobre o seu dia. Foque a sua atenção em tudo o que de positivo aconteceu.

Poderá inclusive começar uma espécie de diário onde a cada dia irá enumerar 10 acontecimentos positivos. Faça uma reflexão sobre cada um deles e sobre a sua postura vivencial. Caso já tenha meditado ou medite neste momento, inicie com 15 minutos de meditação e 15 minutos de reflexão sobre o seu dia.

Nesta dinâmica diária, procure espaços onde consegue ter total e absoluta privacidade. É importante que não tenha distrações nem interrupções. Esta rotina tem transformado cada vez mais pessoas pois incide na matéria-prima da nossa vivência: o nosso corpo e a nossa mente. Só é possível manter a boa disposição com disciplina e autoconhecimento. É de suma importância que conquiste e reforce a sua individualidade, conhecendo cada vez mais quem você é na sua verdadeira essência.

Lembre-se que o seu estado emocional pode ser influenciado por pessoas e fatores externos, mas no final do dia a decisão de manter a boa disposição é apenas sua.

Atreva-se a sorrir e a viver em equilíbrio todo o ano!

___________

Direitos autorais da imagem de capa: alextype / 123RF Imagens

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