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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ansiedade: Como controlar?


Blog Aprova Concursos – Blog Aprova Concursos
23 de mai de 2017 11:34

ansiedadeSe você já estudou ou está estudando para algum concurso público, deve saber que se preocupar ou criar ansiedade diante das provas, dos prazos e dos conteúdos das disciplinas é bastante natural.  E isso é até um bom sinal, pois mostra que você está conectado aos seus objetivos.

No entanto, quando em excesso, esses sentimentos, como a ansiedade, prejudicam o raciocínio, causam lapsos de memória e diminuem a concentração.

O controle emocional é um fator decisivo para sua aprovação.

Porém, para não deixar que isso te atrapalhe durante a sua preparação, e até mesmo durante as provas, separamos algumas dicas para pôr em prática ainda hoje…

Xô ansiedade!

 

 

Tenha uma atitude positiva

É fundamental que você mantenha uma postura confiante durante a sua preparação para o concurso ou durante a realização das provas.

Mesmo que o conteúdo seja extenso e complicado, não desista. Pensamentos como "eu nunca vou entender essa matéria" ou "não vou passar" são o pior caminho a ser seguido. Se você tiver uma atitude derrotista, seu desempenho dificilmente será bom.

Por outro lado, se você for otimista e tiver a paciência para estudar mesmo os assuntos mais difíceis, descobrirá que sua capacidade é maior do que acreditava. O fato de uma pessoa demorar mais para compreender determinado assunto não significa falta de inteligência, mas apenas que há falta de familiaridade com a matéria.

Com um pouco de perseverança você verá que aquilo que é difícil hoje parecerá muito mais fácil amanhã.

Cuide da saúde

Está comprovado que praticar atividades físicas reduz o estresse e a ansiedade. Além disso, pesquisas indicam que exercícios físicos estimulam o cérebro, melhorando o raciocínio e a memória.

Dormir bem também é fundamental. Quando temos uma boa noite de sono, nos sentimos melhor e muito mais dispostos.

Uma outra dica é respirar profundamente sempre que for iniciar os estudos do dia ou na hora de fazer a prova. A respiração ajuda a relaxar, melhorando a concentração.

Administre o tempo

O tempo não pode ser o grande vilão da sua preparação, mas sim, seu aliado. Por isso, aproveite cada minuto de estudos da melhor maneira possível.

Saber administrar bem os seus horários trará mais tranquilidade para você. É fundamental fazer um cronograma de estudos e segui-lo de forma disciplinada. Se você deixar acumular matérias, certamente acabará angustiado, o que é muito ruim.

E nada de distrações. O momento do estudo deve ser somente para isso. Assim, seu rendimento será muito maior.

Não se cobre tanto

É normal o concurseiro acreditar que a aprovação será a solução definitiva para vários dos seus problemas. De fato, muitas coisas poderão melhorar na sua vida com a entrada no setor público – e ter isso em mente é uma grande fonte de motivação.

No entanto, é importante ser realista com relação ao tempo necessário para a sua aprovação e não impor a si próprio metas inatingíveis.

A conquista de uma vaga pode ser um projeto de curto, médio ou longo prazo. Não ser aprovado logo de início é bastante comum. Mas tenha em mente que isso faz parte do trajeto para o seu sucesso.

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

4 dicas para conviver com quem tem borderline


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
19 de mai de 2017 15:19

Por Dr Ivan Mario Braun

O transtorno de personalidade borderline (TBP) se caracteriza por um padrão de instabilidade generalizada nas relações interpessoais, na auto-imagem e na afetividade da pessoa e uma acentuada impulsividade. Para que, em psiquiatria, alguém seja diagnosticado com este transtorno, requer-se a presença de uma série de comportamentos; pelos critérios da Associação Psiquiátrica Americana, pelo menos cinco dos seguintes (1):

  • Frenéticos esforços para evitar abandono real ou imaginário: por exemplo, quando alguém ameaça abandonar a pessoa com borderline, esta reage com promessas para evitar o abandono e, quando não consegue seu objetivo, continua tentando através de ameaças
  • Padrão instável e intenso de relacionamentos interpessoais, em que num momento a pessoa idealiza ao extremo a outra, num sentido positivo e, noutro momento, (geralmente quando se sente frustrada), a desvaloriza por completo: num momento a pessoa é vista como um anjo e noutro, como um demônio
  • num momento é considerada genial e, no outro, estúpida. Da mesma forma, a auto-percepção da pessoa é também instável
  • Pessoas com borderline frequentemente se envolvem, de modo impusivo, em comportamentos que trazem ou podem trazer graves prejuízos, tais como gastos excessivos, sexo promíscuo, abuso de substâncias, direção imprudente de veículos e episódios de alimentação compulsiva. Também são comuns pensamentos suicidas e tentativas ou ameaças de suicídio, assim como comportamentos de auto-mutilação (por exemplo, cortar-se)
  • Por trás desses comportamentos há uma acentuada reatividade do humor a diversas situações, que facilmente despertam intensa disforia (?mau humor?), irritabilidade ou ansiedade. Estas alterações de humor em geral são breves, com duração de horas ou, raras vezes, de dias. Episódios de raiva desproporcional ou descabida podem ocorrer, com crises temperamentais, que podem se associar conflitos físicos recorrentes
  • Um sintoma frequente é uma constante sensação de vazio, com descrições de que nada está agradando, nada tem importância e nada é motivador
  • Em situações de estresse, a pessoa pode ter ideias de que está sendo perseguida ou apresentar comportamentos dissociativos, caracterizados por uma perda da conexão com a realidade circundante ou perda da vinculação com as próprias emoções e pensamentos. Por exemplo, ao ser sobrecarregada por problemas excessivos, a pessoa passa a comportar-se como se tudo estivesse bem e negar que haja qualquer problema. Acredita-se que não se trate de uma negação consciente, porém os problemas e os pensamento e emoções negativas simplesmente deixam de existir na mente da pessoa, por um processo de esquiva, de eliminação da consciência acerca deles.

Com tudo isso, como lidar com quem tem borderline?

Em função de toda esta instabilidade e tendências à agressividade para com outros e para consigo mesmo, é difícil lidar com alguém que a gente ama e tem borderline. É frequente que os comportamentos desencadeiem sentimentos de frustração, raiva ou tristeza, em quem está próximo.

Não existe uma "receita de bolo" para se lidar com alguém com borderline, mas há algumas dicas que podem ajudar:

1. Não leve para o pessoal

Procure não levar para um lado pessoal tudo o que diz alguém com borderline, pois o que ele ou ela fala pode ter outras funções que não magoar você como, por exemplo, desviar-se de um assunto delicado sobre o qual se esteja conversando, obter atenção (lembre-se de que a pessoa com borderline precisa muito se sentir amada) ou, simplesmente, dar vazão a alguma frustração.

Por outro lado, isto não significa que nunca se deva prestar atenção ao que diz o portador de transtorno de borderline pois, apesar de muitas vezes não conseguir expressar-se de modo adequado, suas críticas podem ser verdadeiras: é difícil, mas tente analisar com o máximo de imparcialidade o que você ouve – e, se as críticas forem procedentes, não se esqueça de que mudar seu próprio comportamento pode ser um bom exemplo para a pessoa com borderline.

2. Clareza sempre

Seja claro no que pedir à pessoa com este transtorno: mensagens mais breves, menos carregadas de emoções e objetivas frequentemente facilitam a comunicação. Sermões e argumentações, por outro lado, podem aumentar a irritação e levar a discussões infrutíferas ou mesmo a agressões.

3. Haja com coerência

Seja coerente e consequente no que você espera do indivíduo com borderline: o que você aprova ou o que desaprova não podem ficar constantemente mudando, pois isto tende a aumentar a instabilidade da relação. Se hoje você acha um comportamento aceitável, não a puna amanhã pelo mesmo comportamento e, se agora algo for inaceitável, não deve ser diferente daqui a uma hora.

Exemplificando: se sua filha com transtorno de borderline ficar pressionando para você comprar algo para ela e você achar que não deve, mantenha-se firme até o final, senão vai passar a mensagem de que, se ela pressionar o suficiente, você muda de opinião e aí se perde completamente a autoridade. Por outro lado, logicamente, todos podem mudar de opinião e, como escrevi acima, por vezes é inclusive muito bom admitir que você estava errado.

4. Conheça seus limites

Conheça seus próprios limites e os estabeleça: por mais que ame alguém, ultrapassar seus próprios limites, além de trazer sofrimento para você mesmo, pode interferir negativamente em seu relacionamento com a pessoa com borderline. O excesso de dedicação e paciência, além de seus limites, podem levar a raiva e agressões de sua parte ou mesmo a um completo desânimo que vai impedir você de continuar ajudando.

Borderline e situações de crise

Em situações de crises de raiva, agressão ou auto-agressão, procure ter em mente que seu ente querido possui um problema sobre o qual não possui total controle e que também sofre muito por causa disto. Esta postura pode diminuir seus sentimentos de raiva e frustração e ajudar a lidar com a crise.

Cada crise pode ter características e origens diferentes e você precisará, provavelmente, de orientação profissional para aprender a lidar melhor com elas. Aliás, em relação a este aspecto, é importante que você seja atendido por um psicoterapeuta, tanto para aprender a lidar melhor com seu ente querido como para cuidar de si mesmo.

Finalmente, não basta aprender a lidar com as crises agudas mas, entendendo suas origens, procurar preveni-las: transtornos de personalidade não têm uma cura propriamente dita, mas é totalmente possível que ao proporcionar um ambiente adequado e ao aprender a lidar com a pessoa portadora de borderline, ela tenha longos períodos de melhora e, com o tempo, os problemas vão se amenizando.

Referências

(1) Resumidos da 5ª. Edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana, DSM 5, acompanhados de exemplos do autor do presente texto.

American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Washington, DC.

CheourM, Luhtanen D. Borderline Personality Disorder: Advice for Family Members and Friends Kindle Edition, https://www.amazon.com/Borderline-Personality-Disorder-Members-Friends-ebook/dp/B01CPZ7V2W/ref=sr_1_39?ie=UTF8&qid=1491994658&sr=8-39&keywords=borderline+family , acessado em 12/04/2017

Imagem de capa: Shutterstock/agsandrew

TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA

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Como lidar com o estresse no Trabalho


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
19 de mai de 2017 15:49

Por José Roberto Marques

O ambiente corporativo exige muito de nós, não é mesmo? São relatórios para entregar, campanhas a elaborar, pessoas para lidar. Por um lado, é bom sempre se sentir útil e ter a capacidade de cada vez mais superar nossos limites, porém, o excesso de tarefas e a tensão podem acabar gerando o estresse no trabalho.

Esse assunto é bem sério e tem sido bastante discutido nos últimos anos, tornando-se algo até comum nas corporações, o que não é nada positivo. Uma pessoa que está sofrendo com o estresse no trabalho acaba afetando não só seu rendimento profissional, como principalmente a sua saúde e, consequentemente, diminui sua qualidade de vida. Quem sofre de estresse começa a apresentar alguns sintomas como: cansaço constante, sono excessivo ou insônia, tensão muscular, alterações no apetite, dificuldade de atenção e concentração e até mesmo doenças físicas como hipertensão, alterações no sistema imunológico, gastrite e problemas do coração.

Os fatores que mais levam as pessoas a terem estresse no trabalho são o excesso de tarefas, dificuldades em conseguir conciliar vida pessoal com profissional, conflitos com pessoas da equipe ou até mesmo problemas com a política da empresa. Existem algumas medidas bem eficazes que ajudam a diminuir o estresse no trabalho. Vamos conferir?


Organização de Tarefas

É comum que algumas vezes as pessoas acabem ficando sobrecarregadas com tarefas da empresa, porém, quando isso acontece com frequência é sinal de que algo vai mal. É necessário que você tenha um cronograma que te permita cumprir tudo o que precisa em um prazo bom tanto para você quanto para a empresa.
Estabeleça prioridades

Para que não haja problemas com a execução e os prazos de suas tarefas, faça uma lista de quais são suas prioridades, por exemplo, colocando na frente os projetos com prazo de entrega mais curtos ou que necessitem de uma atenção maior do que os outros.
Tenha consciência de seu limite

A partir do momento em que tudo se torna prioridade, nada mais é. Se você recebe uma carga de trabalho muito maior do que pode realizar, converse com seu superior. Nesse caso, é preferível que aumente a equipe, fazendo assim com que a distribuição de tarefas seja mais justa, sem sobrecarregar ninguém.
Evite distrações

Procrastinação é um problema que te prejudica tanto no lado profissional quanto no pessoal. Tenha em mente de que você tem um tempo estipulado para cada tarefa, e que parar no meio para ver uma notícia, conferir o preço daquele celular que queria comprar ou responder aquela mensagem engraçadinha de um amigo irá quebrar a sua linha de raciocínio, fazendo assim com que você leve mais tempo para realizar algo que é, de fato, mais importante.


Tenha tempo para seus assuntos pessoais

Se dedicar ao trabalho é importante sim, mas você não pode deixar sua vida pessoal de lado. Ao chegar em casa e aos fins de semana, passe um tempo de qualidade com seus amigos e familiares e busque fazer coisas que você gosta. Outro ponto que pode te ajudar a aliviar as tensões do dia a dia é ter um hobby. Por exemplo, se você gosta de cozinhar, que tal entrar em um curso onde você irá aprimorar esse talento e se divertir ao mesmo tempo?
Busque sempre ter um relacionamento bom com seus colegas de empresa

É natural que as pessoas tenham opiniões e posições diferentes, e isso acontece no trabalho, na faculdade, no seu bairro. Com isso, é necessário ter uma mente aberta e aceitar as limitações e diferenças do outro. Evite entrar em discussões desnecessárias e procure conhecer melhor seus colegas do trabalho. Caso tenha algum desentendimento com alguém, busque resolver com a pessoa da maneira mais amigável possível. Ao criar laços e demonstrar respeito por todos, você ajudará a manter um clima mais leve na empresa.
Faça o que gosta

Nem todo processo do trabalho é prazeroso, porém, você se sentirá mais feliz e motivado ao fazer atividades que gosta. Descubra no que você é bom e pratique isso, pois a partir do momento que você faz algo que te dá prazer, melhor será o seu desempenho e a satisfação consigo mesmo.
Avalie sua situação na empresa que trabalha

Você trabalha muito e ganha pouco? Seu chefe é desrespeitoso com você? Os benefícios dados não são suficientes para cobrir suas despesas? Você não tem perspectiva de crescimento em sua empresa? Você não tem os recursos básicos que te permitem realizar um trabalho de qualidade? Se a resposta for afirmativa para alguma dessas questões, então você precisará fazer uma avaliação se realmente vale a pena continuar onde está. Caso contrário, não tenha medo de buscar por outro lugar, pois não vale a pena comprometer a sua saúde em um emprego que não te traga estabilidade e nem felicidade.

Imagem de capa: Shutterstock/fizkes

TEXTO ORIGINAL DE IBC COACHING

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Como escolher o psicólogo


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de mai de 2017 16:26

Por Arnaldo Cheixas

Muitas dúvidas surgem sobre como escolher um bom profissional quando se quer começar um trabalho de psicoterapia. E também sobre como saber se o trabalho está caminhando bem. Elaborei este pequeno roteiro para ajudar quem não sabe por onde começar.

Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra, psicanalista e psicoterapeuta?

O psicólogo fez graduação em psicologia e pode atuar em áreas distintas: psicologia escolar, psicologia social, psicologia jurídica, psicologia organizacional e psicologia clínica, sendo esta última a responsável por tratar das angústias humanas no nível individual (ou no máximo de pequenos grupos: casal, família ou grupos pequenos com a mesma demanda – abuso de substâncias químicas, depressão, etc.). O psicólogo clínico ajuda o paciente (ou cliente ou analisando) a ampliar sua consciência acerca de si mesmo bem como propõe mudanças no modo como o paciente se comporta diante de determinadas situações. A psicologia trata do comportamento e dos fenômenos subjetivos a partir das relações entre o ambiente e o comportamento propriamente dito (casos da terapia analítico-comportamental e da terapia cognitivo-comportamental) ou de modelos de mente (caso das teorias psicanalíticas como a de Freud). A terapia conduzida pelo psicólogo é baseada na palavra, na consciência e na modificação do comportamento. São exclusivas do psicólogo a avaliação neuropsicológica e a aplicação de testes psicométricos.

O psiquiatra fez graduação em medicina e residência em psiquiatria. A base de trabalho do psiquiatra é a avaliação do funcionamento mental do paciente a partir de referenciais adotados como norma. Para isso, ele lança mão do diagnóstico de patologias (definidas como o que está fora da norma) a partir da queixa do paciente bem como do eventual uso de medicamentos que interferem no modo como o cérebro funciona.

O psicanalista é um profissional com curso superior (normalmente em psicologia ou medicina) que vivenciou um processo de formação em psicanálise posterior à graduação. A psicanálise é voltada principalmente para o autoconhecimento e sua forma de trabalho é menos interventiva do que em outras abordagens clínicas. Um psicólogo clínico pode basear seu trabalho em uma teoria psicanalítica (p.e. Freud, Jung ou Lacan) sem ser necessariamente um psicanalista, que é quem passou pela formação depois da graduação especificamente com esse objetivo.

O psicoterapeuta é qualquer profissional que conduza uma psicoterapia, que é um nome genérico para qualquer tipo de terapêutica dirigida para o psiquismo/comportamento humano. Em qualquer dos casos, o objetivo é grosseiramente trabalhar questões relacionadas aos produtos do funcionamento do cérebro, mas partindo de aspectos diferentes. Interessante registrar que tanto o psicólogo clínico como o psiquiatra podem ser considerados psicoterapeutas… desde que atuem como tal.

Antes de iniciar a terapia:

Indicação. Embora não seja um critério suficiente e nem necessariamente condição para a escolha, uma das formas mais eficazes para selecionar um bom psicólogo é a indicação feita por alguém de sua confiança… seja o médico, um ex-paciente daquele profissional ou um familiar seu. De modo geral a indicação diminui drasticamente a probabilidade de você chegar num profissional ruim.

Localização. Leve em conta a facilidade que você terá para chegar no endereço do profissional porque a terapia normalmente tem frequência semanal e, se você encontrar dificuldades para chegar no consultório de seu terapeuta, é provável que você não dê conta de sustentar a terapia por muito tempo.

Alternativas. Levante em princípio mais de um nome e os considere como alternativas mesmo depois da sessão inicial com sua primeira opção, caso ela lhe deixe em dúvida. De fato, até mesmo o contato inicial com o profissional ou com sua secretaria antes do primeiro atendimento já lhe dará elementos para sustentar sua escolha. Basicamente você precisa se sentir bem neste contato inicial.

Competência. O grau de competência do profissional tem um tanto de subjetividade mas alguns elementos objetivos podem ser úteis. Vale a pena buscar pelo nome do profissional na internet e acessar principalmente seu currículo na Plataforma Lattes que, embora não seja obrigatória para nenhum psicólogo, fornece as informações essenciais sobre sua formação acadêmica. Caso o psicólogo pesquisado possua website, avalie a qualidade dos conteúdos por ele divulgados.

Abordagem teórica. Não é essencial que você saiba em qual linha teórica quer fazer terapia e nem mesmo as diferenças entre elas, tanto porque isso pode ser conversado na primeira sessão com a ajuda do profissional quanto porque às vezes é mais importante a afinidade que você sentirá com o terapeuta na primeira sessão. Esse tópico é relevante apenas nos casos em que a pessoa já tem uma posição construída ou naqueles nos quais o encaminhamento feito por outro profissional já especifica o tipo de intervenção e isso já foi previamente discutido com você. Portanto, se você quer fazer psicoterapia e não conhece as diferentes linhas teóricas, simplesmente não dê tanto valor a isso. Tire suas dúvidas com o profissional e confie na sua própria percepção depois da sessão inicial.

Registro profissional. É essencial que o profissional que lhe irá atender esteja devidamente registrado em seu conselho de classe. Os psicólogos que trabalham no Brasil têm seu trabalho regulamentado e fiscalizado em nível nacional pelo Conselho Federal de Psicologia e a consulta sobre todos os profissionais pode ser feita aqui. Você também pode complementar sua consulta visitando o website do Conselho Regional de Psicologia do seu estado.

Histórico. Por meio das ferramentas de busca na internet e do relato de quem eventualmente conheça o profissional que lhe foi indicado, procure estabelecer uma avaliação sobre a seriedade do psicólogo e cheque a ausência de seu envolvimento em situações que representem faltas éticas. A simples menção ao profissional em um site de reclamação não quer dizer necessariamente que ele não seja um bom profissional, mas vale a pena levar esta informação em conta.

Honorários. O valor da sessão de psicoterapia varia com grande intervalo ente os profissionais mas há dois aspectos importantes para se considerar a esse respeito. O primeiro deles é: desconfie de profissionais que cobrem muito barato (consulte a lista de referência de honorários do Conselho Federal). Por fim, é importante você se certificar de que o pagamento dos honorários caberá em seu orçamento; isso só será possível definir depois da primeira sessão mas é bom já saber de antemão como esse gasto entrará em seu orçamento a fim de evitar uma desistência por não conseguir pagar pelo serviço. Vale lembrar que os planos de saúde são obrigados a fornecer ao menos doze sessões por ano a seus segurados.

Na primeira sessão:

  1. O consultório. Um bom consultório não precisa ter móveis caros, nem estar em um imóvel considerado chique e muito menos precisa  ser modelo de decoração. Mas é importante que seja limpo, confortável e minimamente organizado. Problemas com o espaço físico podem ser indicativos de problemas com a qualidade do próprio trabalho clínico. Preste atenção também no quanto a estrutura física garante um ambiente sigiloso e seguro para a interação psicoterapêutica.
  2. Você não precisa considerar que o psicólogo poderia ser seu amigo não fosse seu terapeuta mas é importante que você sinta algum grau de afinidade, o suficiente para estabelecer uma boa comunicação entre vocês.
  3. Mais importante do que a afinidade, a empatia na primeira sessão é um bom sinal de que a comunicação entre você e o terapeuta existe. Perceber que ele sabe do que você está falando indica que ele fará o mesmo na continuidade do vínculo.
  4. Clareza na exposição do modo como trabalha. Um bom psicólogo deve ser capaz de explicar como trabalha de forma clara, simples e objetiva logo na primeira sessão. Sair da primeira sessão com dúvidas não esclarecidas é sinal de alerta que deve ser solucionado no máximo na segunda sessão.
  5. Essencial no trabalho clínico por respeito a você, aos demais pacientes, à natureza da psicoterapia e a si próprio, a pontualidade do psicoterapeuta se correlaciona bem com sua ética e com sua competência profissional.

No decorrer do processo:

  1. Ética. É difícil propor critérios para ajudar você a avaliar se o seu psicólogo é ou não ético sem um texto longo mas, considerando a proposta aqui de estratégias simples, eu diria que um bom critério é a discrição. Um psicólogo discreto provavelmente é um psicólogo ético. Um psicólogo indiscreto, pelo contrário, pode cometer faltas éticas com mais facilidade.
  2. Interesse na sua demanda. Embora seja natural que, depois de algum tempo de psicoterapia, haja espaço para alguns momentos de relaxamento na interação entre psicólogo e paciente, é importante que o profissional jamais permita um rebaixamento de sua atenção para as demandas do paciente, sejam aquelas do início da terapia, sejam as que surgem no decorrer do processo. Achar que o psicólogo virou seu amigo pode significar que o enquadramento terapêutico se perdeu e a psicoterapia já não tem mais sentido naquele vínculo.
  3. Abertura a críticas. Um psicólogo aberto a críticas é um profissional que se mantém em evolução e crescimento profissional. Admitir que não conhece algo de vez em quando, ao contrário do que possa parecer (incompetência), é sinal de uma postura voltada para a aprendizagem, para a reciclagem e, no fim das contas, para o constante crescimento, o que é uma importante competência profissional para os psicólogos.
  4. Da mesma forma que é importante na primeira sessão, a pontualidade deve se manter ao longo de todo o processo de psicoterapia. Um psicoterapeuta renomado que não cuida da pontualidade deixou de ser psicoterapeuta, ao menos para os pacientes atuais, ainda que continue renomado.
  5. Disponibilidade para contato fora da sessão de terapia. Alguns casos de psicoterapia exigem algum contato fora do contexto da sessão (dependência química, risco de suicídio, espectro autista etc.) com o próprio paciente e/ou com familiares – situações nas quais o formato desse contato é previamente combinado entre paciente e terapeuta – mas, de modo geral, um terapeuta indiscriminadamente disponível fora da sessão está contribuindo com isso para o fracasso do próprio trabalho.

Sinais de alerta que devem lhe fazer considerar interromper (ou nem começar) a psicoterapia:

  1. Promessa de soluções fáceis ou revolucionárias. Psicólogos que divulgam soluções revolucionárias para demandas psicoterapêuticas estão, antes de mais nada, mentindo. O avanço científico normalmente é paulatino, dado em pequenos passos e extremamente cauteloso. Além disso, é raro que alguém dê vários passos de uma vez sem que os demais especialistas da área estejam a par do que está acontecendo. Uma solução mágica quase sempre é caso de charlatanismo e só se presta a promover seu proponente.
  2. Exagero na exposição de sua vida pessoal. Naturalmente em alguns momentos da psicoterapia pode ser útil o terapeuta fornecer ao paciente um exemplo de sua própria vida como um recurso para auxiliar na jornada do paciente, mas essas inserções precisam ser cuidadosamente contextualizadas e devem ser necessariamente raras na psicoterapia.
  3. Pedir favores. Já ouvi histórias de terapeutas que pediram carona ao paciente, ajuda em uma repartição pública, ingressos VIP para espetáculos e até dinheiro emprestado. Estas são faltas graves sobre as quais cabe inclusive denúncia ao Conselho Regional de Psicologia. Não aceite jamais ser abordado por seu psicólogo dessa forma.
  4. Assédio. Qualquer tipo de assédio (sexual, moral ou físico) por parte do terapeuta, por mais sutil que seja é, além de falta grave, crime. Interrompa a terapia e o denuncie.

As diretrizes desse pequeno roteiro são suficientes para lhe ajudar a escolher um bom psicólogo.

Imagem de capa: Shutterstock/VGstockstudio

TEXTO ORIGINAL DE VEJA SP

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O drama do ‘armário duplo’: a violência ‘invisível’ entre casais do mesmo sexo


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de mai de 2017 16:26

Por Antia Castedo

Erica é argentina e tinha 21 anos quando começou sua primeira relação com outra mulher, que era sete anos mais velha que ela. Pouco a pouco, ela se viu presa num círculo de isolamento e de controle asfixiante.

"Agora, quando olho para trás, é difícil entender, mas me lembro de estar convencida de que não ia poder sair disso nunca mais", relata ela à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Me ligava constantemente, também quando estava no escritório. Se eu dizia que não podia falar, me ligava no telefone do trabalho", conta.

Depois veio a violência física. A parceira batia na cabeça de Erica, deixava marcas no braço e, um dia, quebrou o nariz da namorada com um soco.

"No dia seguinte, disse a minha mãe que eu tinha caído", conta Erica, hoje com 34 anos.

A história de Erica é parecida com a de muitas outras mulheres vítimas de violência doméstica, mas se difere no fato de que não é um homem o responsável pelas agressões, mas uma mulher.

E não é um caso isolado. Coletivos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) afirmam que a violência entre casais do mesmo sexo é mais comum do que se imagina. Eles denunciam que, apesar de acontecer com frequência, pouca atenção é dada a esse tipo de violência.

"É uma violência invisível e um tabu", assegura a BBC Mundo Paco Ramírez, presidente da confederação LGBT Colegas, baseada na Espanha.
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Ainda que agressões, humilhações repetidas, ameaças ou controle doentio não sejam fenômenos exclusivos das relações heterossexuais, a violência entre pessoas do mesmo sexo é bem menos estudada.

Além disso, em muitos países a união homoafetiva não é reconhecida legalmente.

Na América Latina, muito recentemente, Argentina, Uruguai, Brasil, Colômbia e alguns Estados do México aprovaram casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto o Equador e o Chile reconhecem as uniões estáveis.

No caso do Brasil, especificamente, o Supremo Tribunal Federal decidiu em 2011 por unanimidade o reconhecimento legal da união homoafetiva. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução que impede os cartórios brasileiros de se recusarem a converter uniões estáveis homoafetivas em casamento civil.

Embora não haja estudos globais, os levantamentos existentes, principalmente centrados em países anglo-saxônicos, indicam que o problema existe e poderia ocorrer em níveis semelhantes aos de casais heterossexuais.

Essa é a conclusão de um estudo divulgado em 2014 pela Escola Feinberg de Medicina da Northwester University, de Chicago, que revisou pesquisas anteriores que sugeriam que entre 25% e 75% de lésbicas, gays e transexuais já foram vítimas de violência doméstica, para concluir que "a falta de dados representativos e a subnotificação de casos de abuso pintam um quadro incompleto do panorama real, sugerindo taxas ainda mais altas (de abuso)".

"A violência doméstica é exacerbada porque casais do mesmo sexo têm de lidar com o estresse adicional de pertencerem a uma minoria sexual. Isso leva a uma relutância em abordar questões ligadas a violência doméstica", diz o psicólogo Richard Carroll, um dos autores do estudo.

Em outra pesquisa, do Centro de Prevenção e Controle de Enfermidades de Estados Unidos, que ouviu mais de 16 mil pessoas, o índice de mulheres lésbicas e homens gays que afirmaram ter sido vítimas de violência íntima (física, sexual ou psicológica) por parte dos companheiros ou ex-companheiros foi similar e, em alguns casos, superior ao de heterossexuais.

Mesmo que nenhum estudo tenha identificado se a violência doméstica é maior em casos de casais homossexuais que nos demais – os dados normalmente não indicam o sexo do agressor e podem estar relacionados a momentos anteriores aos que pessoas passaram a se identificar como homossexuais -, os achados refletem o que muitos na comunidade LGBT já viam como um fato: as mulheres heterossexuais não são as únicas vítimas de violência entre casais, não é certo que os homens nunca sejam vítimas e tampouco que as mulheres não possam ser a parte agressora.

Crenças falsas

Carlos García, trabalhador social especializado em violência doméstica, conversou com 27 homens e mulheres na Espanha que viveram situações de violência doméstica. Observou que os homens dificilmente se identificavam como vítimas. "Me diziam: É que não podia me ver como uma dessas mulheres maltratadas que aparecem na televisão. Tinha que ser outra coisa", disse García à BBC Mundo.

"Socialmente, acredita-se que se a violência acontece entre pessoas do mesmo sexo, então tem que ser nos dois sentidos, pois não haveria dominação nem submissão", afirma García, que compartilhou seus achados no livro La huella de la violencia en parejas del mismo sexo ("A Marca da Violência entre Casais do Mesmo Sexo", em tradução livre).

Por isso, se é difícil para uma mulher hétero denunciar abusos do próprio companheiro, no caso dos homossexuais pode ser ainda pior. É o que está sendo chamado de "armário duplo": além de ter a dificuldade de admitir ser vítima de violência da(o) própria(o) companheira(o), ainda tem de se identificar como LGBT a uma autoridade em que – muitas vezes – não confia.

Além disso, há numerosos casos em que os agressores ameaçam divulgar a orientação sexual da vítima no círculo familiar ou de amizades, e usam isso como mecanismo de controle. Quando a pessoa decide denunciar, nem sempre encontra instituições ou autoridades prontas para protegê-la.

"Me disseram que riram de algumas mulheres que foram à polícia contar que o agressor é outra mulher", disse à BBC Mundo Karen Vasquez, psicóloga e coodenadora de promoção de saúde sexual da Associação de Psicologia de Porto Rico.

Algo semelhante aconteceu com um dos homens entrevistados por García. Quando ele foi à polícia denunciar as surras que recebia do namorado, não o viram como vítima, mas como alguém que tinha se envolvido numa briga.

"Se é uma pessoa trans imigrante e vítima de violência, por que vai chamar a polícia? Obviamente não se sentem seguros", assegura Genevive Rodríguez, organizadora de La Línea, uma entidade de Boston, dos EUA, que luta contra abusos de casais em comunidades LGBT e de minorias.

O maior temor é a discriminação ou baixa confiança na atuação da polícia. Na Venezuela, os tribunais também foram identificados como importantes obstáculos para denunciar este tipo de agressão, de acordo com um estudo publicado em 2003 por Reynaldo Hidalgo, professor de criminologia da Universidade de Los Andes.

Invisíveis

Tudo isso contribui para que ganhem visibilidade apenas os casos mais extremos. Como um caso recente que foi parar nos jornais espanhóis, de uma mulher de 53 anos acusada de matar sua parceira a facadas após uma discussão no meio da noite.

Na Argentina, um espaço para mulheres lésbicas e bissexuais chamado La Fulana começou a reunir notícias sobre casos de violências entre mulheres e percebeu que estes eram relatados como briga entre mulheres, entre "amigas", e que não aparecia a palavra "lésbica", segundo explicou à BBC Mundo Paz Dellacasa, coordenadora geral do centro.

Segundo Dellacasa, quando uma lésbica se arriscava a fazer uma denúncia nas autoridades, o caso era registrado como uma "briga" ou "desentendimento", e não em como violência de gênero.

"O que queremos é que nos reconheçam. O que não tem nome, não existe. E o que não existe, não tem direito", salienta Dellacasa.

No Chile, o Movimento de Libertação e Integração Homossexual (Movilh), abriu seu próprio centro para atender vítimas que chegavam à procura de proteção por não ter aonde ir. Agora, a entidade está se reunindo com representantes do Ministério da Mulher e de Igualdade de Gênero para ajudar a desenvolver políticas públicas que incorporem as lésbicas.

"Há uma vontade de ir aprimorando as leis, mas, sem dúvidas, há também uma resistência cultura", assegura Rolando Jiménez, porta-voz do Movilh. Jiménez disse que, apesar de tudo, no Chile, o deficit mais grave está no caso dos homens, "porque o ministério não tem competência para atendê-los".

"Hoje em dia, não há possibilidade de um homem agredido pelo parceiro e com sua vida perigo, procurar um centro de proteção e ser acolhido nesse espaço", diz Jiménez.

 

Vazio legal e resistência

Muitos países têm leis específicas para violência de gênero – mas nem sempre a legislação engloba os homossexuais.

É o que acontece na Espanha, onde a lei de violência de gênero protege apenas as mulheres que são agredidas por homens.

"Muitas feministas não querem que a lei seja ampliada para não diluir o objetivo. Por isso, optamos para pedir proteção e direitos por meio das leis específicas LGBT que estão sendo aprovadas em diferentes comunidades autônomas [regionais]", afirma Paco Ramírez, da confederação espanhola LGBT Colegas.

No entanto, em uma audiência no Parlamento espanhol em 2009, o centro Aldarte de atenção a gays, lésbicas e trans pediu que a lei contra violência contra mulheres fosse alterada para incluir esses grupos.

Especialistas como García veem a violência contra gays, lésbicas e trans cometida por pessoas da mesma orientação sexual como violência de gênero e pedem que as autoridades a reconheçam como tal.

"A sociedade tem que entender que a violência de gênero não é somente a do homem contra a mulher, mas de tudo que se considera 'masculino' contra o que é 'feminino'", avalia García. Para ele, 'masculino' nesse caso são atributos como salário maior, mais força física ou prestígio social.

Sob a ótima de García, os padrões de gênero, então, podem funcionar independentemente do sexo da pessoa.

Mas a realidade é sempre mais complexa.

Erica, a argentina que apanhou da primeira namorada, era, fisicamente, mais forte que sua agressora e praticava boxe, mas nunca se defendeu dos ataques com força.

"Quando ela ficava violenta, me dava taquicardia. Tentava acalmá-la e dizia o que ela queria… Se a segurasse pelas mãos e a continha, ela ficava ainda mais violenta", relata.

Apesar do medo das reações da companheira, tinha outra razão para se submeter à violência disse Erica: "No início, não podia acreditar que precisava me defender de uma pessoa que amava".

Imagem de capa: Shutterstock/Antonio Guillem

TEXTO ORIGINAL DE BBC

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Para entender melhor a depressão


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
22 de mai de 2017 13:39

Vivemos por mais tempo e com melhor saúde do que há meio século, mas nem por isso somos mais felizes. Apesar das inúmeras opções de diversão, maior poder de compra e, aparentemente, de escolha, estamos cada vez mais insatisfeitos: a depressão será o problema de saúde pública mais comum do mundo em menos de 20 anos; 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com o transtorno no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, a depressão é vista como resultado da combinação de fatores endógenos (como hereditariedade) e fatores de risco ambientais, como valores culturais e experiências emocionais.

Os sintomas se configuram de maneira diferente em cada paciente, de forma que não há tratamento definitivo. "Seria muito simples pensar a depressão apenas como resultado da maior ou menor oferta de neurotransmissores. É mais correto relacioná-la à interação desses agentes químicos – serotonina, dopamina, glutamato, e tantos outros. São vários caminhos neurais diferentes que, juntos, determinam cognição, interesse, vontade", explica o psiquiatra Ricardo Moreno, diretor do Grupo de Estudo de Doenças Afetivas (Gruda) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), em palestra no seminário "Depressão", promovido em setembro por Mente e Cérebro na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, com patrocínio da Apsen Farmacêutica.

A depressão se distingue da tristeza pela duração de seus sinais e pelo contexto em que ocorre. Por exemplo, é natural sentir-se triste e sem perspectivas após a morte de um ente querido, perda do emprego ou término de um relacionamento. Períodos de luto, de elaboração de experiências desagradáveis, acontecem na vida de qualquer pessoa e, normalmente, são superados – apesar de, atualmente, termos cada vez menos tempo e espaço para vivenciar a tristeza. Na depressão, porém, essa à sensação é duradoura. "Humor depressivo por mais de duas semanas, incapacidade de sentir qualquer prazer, tendência a sobrevalorizar eventos negativos são alguns dos sinais emocionais. Também há sintomas físicos, como problemas de sono, falta de apetite e dores difusas", diz Moreno.

NEUROCIÊNCIA DO SOFRIMENTO
Dor e depressão têm uma via neuroquímica comum. Em média, pessoas com sintomas depressivos procuram atendimento médico sete vezes mais que quem não tem o distúrbio, segundo a OMS. Menos da metade delas é diagnosticada corretamente e recebe tratamento adequado. "Queixas de dor crônica não raro estão no centro de um 'círculo vicioso'de depressão, ansiedade, estresse e insônia", explica o psiquiatra Kalil Duailibi, coordenador de psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa).

A literatura médica sugere que noradrenalina, neurotransmissor envolvido na regulação do humor, do ciclo de sono e na resposta de estresse, desencadeia eventos em cascata, que se manifestam em ansiedade, no início e, depois, em depressão. Mais de 60% dos episódios depressivos são precedidos por quadros de ansiedade, e a insônia crônica aumenta quatro vezes o risco de depressão. Já o estresse crônico leva à diminuição do fator de proteção neuronal, afetando a ramificação dendrítica dos neurônios. Consequentemente há morte de células e redução do volume – atrofiamento – de regiões cerebrais.

Estudos com a tecnologia de neuroimageamento apontam que, na depressão, há redução de atividade em áreas corticais, como córtex cingular anterior, área associada a funções como modulação de respostas emocionais, motivação e atenção. Em contrapartida, há maior metabolismo de áreas mais "primitivas" do cérebro, como a ínsula, -relacionada à sensação de repulsa, e do sistema límbico como um todo, com amplo papel no processamento de emoções negativas.

De fato, um dos principais traços da depressão é uma maneira "acinzentada" de interpretar o mundo, que prioriza as perspectivas negativas. Duailibi cita o fenômeno Kindling na depressão: um evento estressor significativo desencadeia o primeiro episódio. Progressivamente, os quadros passam a ser desencadeados por eventos menos intensos ou mesmo sem motivo; é uma espécie de suscetibilidade crônica, que envolve alterações cerebrais, muitas ainda não elucidadas, e estímulos ambientais.

O tratamento mais comum, e de mais fácil acesso, ainda é o farmacológico. Os medicamentos costumam trazer alívio para pacientes com sintomas moderados ou graves, que geralmente apresentam prejuízos no trabalho e na vida pessoal. Em depressões leves, a eficiência dos antidepressivos é menos nítida: eles têm desempenho equivalente ao placebo (substância neutra, mas que pode desencadear efeitos psicológicos). "A remissão, a ausência total de sintomas, é importante para combater essa vulnerabilidade. Se os medicamentos ajudam a superar um episódio depressivo, a psicoterapia ajuda a evitar outros", diz Duailibi.

O tratamento mais comum, e de mais fácil acesso, ainda é o farmacológico. Os medicamentos costumam trazer alívio para pacientes com sintomas moderados ou graves, que geralmente apresentam prejuízos no trabalho e na vida pessoal. Em depressões leves, a eficiência dos antidepressivos é menos nítida: eles têm desempenho equivalente ao placebo (substância neutra, mas que pode desencadear efeitos psicológicos). "A remissão, a ausência total de sintomas, é importante para combater essa vulnerabilidade. Se os medicamentos ajudam a superar um episódio depressivo, a psicoterapia ajuda a evitar outros", diz Duailibi.

Terapias complementares e hábitos saudáveis que combatem o estresse ajudam a prevenir a volta dos sintomas: acupuntura, massagem, atividade física, alimentação rica em nutrientes e pobre em gordura animal.

Recentemente, o Conselho Federal de Medicina aprovou a técnica de estimulação magnética transcraniana (EMT) superficial. O tratamento consiste em aplicar ondas eletromagnéticas sobre o cérebro, com o objetivo de modular o funcionamento de regiões (determinadas por exames de neuroimageamento) que operam de forma alterada em pessoas com transtornos neuropsiquiátricos. As ondas eletromagnéticas aumentam o fluxo sanguíneo na área e, consequentemente, sua atividade cerebral.

"A área do cérebro a ser trabalhada é marcada numa touca e o médico direciona os estímulos para o local correto. A EMT pode ajudar pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, acelerar a resposta a ele ou mesmo ser uma alternativa", explica Marco Marcolin, coordenador do Serviço de Estimulação Magnética Transcraniana do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). O tratamento é indolor, pois é não invasivo, não há corte nem anestesia. Um estudo observacional publicado em junho de 2012 na Depression and Anxiety, que acompanhou 307 pacientes com depressão grave que não estavam sendo tratados com antidepressivos, aponta que a EMT é eficaz para pacientes que não respondem aos medicamentos: em média, 58% apresentaram redução dos sintomas, e 37% remissão (ausência de sintomas).

EXERCÍCIO DE AUTOCOMPAIXÃO
Cada vez mais estudos comprovam o impacto positivo da meditação sobre o humor. Uma pesquisa brasileira, publicada na Neuroimage, mostra que a técnica melhora o desempenho cerebral, especialmente em tarefas que exigem concentração. "O cérebro de pessoas que meditam recruta menos áreas cerebrais para realizar uma determinada tarefa, como se fizesse uma maior 'economia', o que se traduz em mais foco e concentração; um desafio no mundo cheio de estímulos em que vivemos", diz a psicobióloga Elisa Kozasa, do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, autora do trabalho.

O cérebro de pessoas com depressão está "habituado" a processos cognitivos que desencadeiam o problema, como pensamentos depreciativos sobre si mesmas. A meditação ajuda o paciente a se conscientizar de emoções, fantasias, lembranças e situações que passam por sua mente consciente. Atualmente, cientistas estão comprovando os benefícios da terapia cognitivo-comportamental (TCC) baseada na atenção plena (MBCT, mindfulness-based cognitive therapy), isto é, o uso de técnicas de meditação para potencializar os efeitos da terapia comportamental.

"É um programa de oito semanas que ajuda o paciente a perceber os velhos hábitos de pensar que atiram sua mente em uma espiral descendente de pensamentos negativos. Ele aprende a ser mais gentil consigo mesmo a atentar para os aspectos positivos de seu cotidiano, exercitando o julgamento baseado na autocompaixão", explica Elisa, citando o dalai-lama Tenzin Gyatso: "A mente é como paraquedas: funciona melhor aberta".

Imagem de capa: Shutterstock/openeyed

TEXTO ORIGINAL DE  Mente e Cérebro

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7 maneiras de melhorar o seu humor de forma natural


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
22 de mai de 2017 14:09

O cansaço emocional, o esgotamento interno e a perda progressiva de nosso humor deriva muitas vezes das conhecidas sobrecargas físicas que tanto limitam nossa qualidade de vida. Melhorar o humor não é fácil quando estamos submetidos a altos níveis de estresse, quando somos incapazes de estabelecer prioridades ou quando nosso contexto social e pessoal é muito opressivo.

Não é simples, sabemos, nem será obtido em uma semana.

No entanto, qualquer pequena mudança cotidiana pode nos ajudar a mudar perspectivas, a melhorar a química cerebral para que, pouco a pouco, haja a presença das dopaminas ou endorfinas. Para começar a notar melhorias, oferecemos 7 bons conselhos para você se sentir um pouco melhor tanto por dentro quanto por fora.

São pequenos passos que, dia após dia, podem dar lugar a grandes conquistas.

1. A cada 1 hora e meia, tire um descanso de 5 minutos

Pode parecer uma bobeira, porém, algo como "nos presentear" 5 minutos de descanso a cada 1 hora e meia nos permite várias coisas.

  • A primeira é relaxar a mente. A segunda é ter contato com o aqui e o agora, com nossas próprias necessidades longe do ruído mental e das pressões do ambiente.

Para isso, faça o seguinte:

  • Coloque as mãos sobre seu estômago e inspire durante 5 segundos. Retenha o ar durante 7 segundos e expire durante 8 segundos.
  • Feche os olhos durante este exercício de respiração, e repita 3 vezes.
  • Relaxe, tome consciência de como se sente e, ainda, pense em algo positivo, em algo que lhe traga uma boa lembrança ou que o motive.

2. O café, melhor 1 hora e meia depois de levantar

É possível que muitos de nossos leitores não estejam de acordo com este conselho. Como conseguir acordar, se não começarmos o dia com uma boa xícara de café?

  • Bom, na verdade, quando se trata de melhorar o humor e de obter energia, devemos compreender como funciona nosso metabolismo e nossa química cerebral.
  • Se tomamos café com o estômago vazio, nossas glândulas suprarrenais podem ser afetadas e perdemos energia.
  • Quando acordamos, o cérebro nos oferece de forma natural um nível adequado de dopamina. No entanto, é no final de uma hora ou duas que elas decaem, e é aí que mais precisamos de uma dose adequada de cafeína.
  • Por isso, lembre-se: assim que levantar, basta tomar um bom suco natural cheio de antioxidantes. O café, melhor depois de uma hora e meia.

3. Chocolate depois das refeições para manter o humor e a energia

Com o chocolate ocorre o mesmo que com o café.

Se queremos mais energia e, além disso, melhorar nosso humor, o melhor é consumi-lo no meio da manhã ou no meio da tarde, uma hora depois de ter comido.

  • Escolha o chocolate amargo, o mais puro e sem açúcar.
  • Se você consumir um pedacinho por dia, seu cérebro irá presenteá-lo com uma boa dose de endorfinas.

4. Instantes de silêncio

O ideal é que, ao longo do dia, você possa tirar pelo menos uma hora de silêncio, de calma e de um relaxante contato com a natureza. Se não for possível, basta sair para caminhar durante uma hora. Trata-se somente de dedicar tempo, um intervalo de paz e equilíbrio para relaxar a mente, para estabelecer uma distância entre o rumor das pressões externas e seu ser interior.

Não deixe de se presentear com estes momentos de calma; são muito terapêuticos e melhoram o humor de forma notável.

5. A acupressão

A acupressão é uma técnica tradicional chinesa que busca aliviar dores ou estimular o funcionamento de nossos órgãos através de distintos pontos de pressão em nosso corpo. Você não perde nada em testá-la, trata-se somente de massagear diferentes áreas para ver como reagimos. A ideia é relaxar, aliviar as sobrecargas, dores e nos sentir melhor.

  • Massageie com seus polegares a nuca, justo no ponto da parte inferior onde o crânio se une com a coluna vertebral.
  • Outra área muito conhecida é aquela que podemos ver na imagem superior. É a compreendida entre o dedo indicador e o polegar, no arco da mão.

Exerça uma pressão moderada durante alguns minutos para sentir alívio.

6. Faça algo novo, inicie uma mudança em sua vida

Em certos casos, assim como indicamos no início, basta fazer uma pequena mudança para conseguir um bom resultado. Nosso humor depende de muitos fatores. Às vezes é pelo estresse, por alguma doença como, por exemplo, o hipotireoidismo, por um simples aborrecimento ou por estarmos muito presos à rotina.

  • Faça uma mudança: inscreva-se em algum curso, faça aulas de balé, faça amizades novas, vá viajar, aprenda a pintar, comece um diário, corte o cabelo, faça trabalho voluntário, adote um animal, aprenda a tocar um instrumento…

Qualquer estímulo é um motivador para o cérebro, e isso pode melhorar o humor.

7. Sim às gorduras monoinsaturadas

As gorduras monoinsaturadas, como as procedentes dos ácidos graxos ômega 3 ou 6, nos ajudam a estabilizar o nível de açúcar do sangue, a queimar gordura e a cuidar de nossa saúde cerebral e cardíaca. Alimentos como o abacate, o azeite de oliva, as nozes, os ovos ou o salmão também são maravilhosos para melhorar nosso humor.

Lembre-se de que comer bem e escolher alimentos capazes de melhorar nossos níveis de serotonina é o melhor passo para nos sentirmos melhor no dia a dia.

Imagem de capa: Shutterstock/mimagephotography

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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