abril acabar acontecer admin afirmo agosto agradecer ah ai ajuda alegria algua alguma alheia almeida ama amar amor ansiedade aonica apegue-se appeared aprenda aprendendo aprender aproveite assunto ata banalizar boas ca cabe caminho capacidade capazes cicatrizes cintia coisas comeasso confianassa coraassapso coragem costas criar cuidado deixa deixar deixe delas depressapso desejo despedida desperte deus devemos dezembro dias dinheiro disposto doaassapso dor ego enfim ensina entapso errado erros escolhas escolher espinho espinhos espiritual esponja estamos estapso esteja estiver estresse existe existem existir fa faassa falando felicidade feliz felizes fev fevereiro ficar filtro fique first fiz flor forassa forte fosse frases frente fundo gente gilson gosta gostaria gratidapso ha heranassa idade importa importante ir iria ja jago jamais janeiro jesus julgamentos julho juliana junho juntas junto juntos la leia lhe liberdade lindas livre lo ma maio maneiras mantra mantras marasso medo melhor melhores mensagens mente mesmo mestre mim morte motivaassapso muda mudar mulheres mundo negatividade ningua nishiyama novembro olha olhar on oraassapso ouassa outubro ouvir pai palavras parede participar passa paz pensa pensamentos perdemos perguntas permanecer pertinvolzes pessoa pessoas pior post postado postagens pra precisa pria prio problemas provavelmente qualquer queira questaues quiser raiva real realmente refletir reflexapso relaassaues relacionamento relacionamentos respostas reze ria rias rio sa saber saiba seja sejam sejamos seletivos sentimento sentimentos sentir sera setembro sexo si simpatia sinais solidapso sozinho sucesso supere tamanho tamba tempo tenha the tipo toma torna total tra tristeza trofa universo utilidade valorizar vamos veja velho veneno verdade verdadeiro vida vive viver vontade vou

domingo, 31 de maio de 2009

A águia e a galinha

"Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas
galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as
galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma
galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma
água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar
para complementar a alimentação, como se fosse uma
galinha. E a águia passou a se portar como se galinha
fosse.

Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo
a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou:
- Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma
galinha!
O naturalista disse:
- Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos
braços e disse:
- Voa,você é uma águia,assuma sua natureza!
Mas a águia não voou, e o camponês disse:
- Eu não falei que ela agora era uma galinha!
O naturalista disse:
- Amanhã, veremos...

No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto
de uma montanha. O naturalista levantou a águia e disse:
- Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e
os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens
podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como
águia que és...

A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando
maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha
visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o
porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela
sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou,
devagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que
desapareceu no horizonte azul."

sábado, 30 de maio de 2009

O Soldado - Suicidio

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para seus pais.

- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo e gostaria de trazer comigo.

Claro, eles responderam, nós adoraríamos conhecê-lo!!!

Há algo que vocês precisam saber – continuou o filho – ele foi terrivelmente ferido na luta; ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e por isso eu quero que ele venha morar conosco.

Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para morar.

Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.

Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer o rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.

Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.

Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de Ter caído de um prédio.

A polícia acreditava em suicídio.

Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas para seu horror, descobriram algo que desconheciam: o filho tinha apenas um braço e uma perna. Os pais, nesta história são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos de pessoas que nos incomodam ou nos fazer sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós somos. Graças a DEUS, há alguém que não nos trata desta maneira. Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família.

Esta noite, antes de nos recolhermos, façamos uma pequena prece para que DEUS nos de a força que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreender aqueles que são diferentes de nós. Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração. Você não sabe como ele acontece ou quando surge. Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e você percebe que a AMIZADE é o presente mais precioso de DEUS. Amigos são como jóias raras. Eles fazem você sorrir e lhe encorajam para o sucesso. Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto para nós. Mostre aos seus amigos o quanto você se importa e é grato a eles...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lição de moral

Olavo foi transferido de projeto, logo no primeiro dia,
para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a
respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe,
apartou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou
pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de
que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o
que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua historia já vazou a primeira peneira. Vamos
então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que
você vai me contar, gostaria que os outros também
dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, chefe - diz Olavo,
assustado.
- Então, - continua o chefe - sua historia vazou a
segunda peneira.
- Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo
passa-lo adiante?
- Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi
que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo,
surpreendido.
- Pois é, Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais
felizes se todos usassem essas peneiras? diz o chefe e
continua: - Da próxima vez em que surgir um boato por
aí, submeta-o ao crivo destas três peneiras: VERDADE -
BONDADE - NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de
passa-lo adiante, porque:
PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cherokees

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos cherokees?

O pai leva-o para a floresta, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
Ele se senta no topo de uma montanha por toda a noite e não remove a
venda até os raios do sol brilharem. Ele não pode gritar por socorro
para ninguém. Se ele passar a noite, será um homem. Ele não pode
contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se
homem do seu próprio modo.

O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de
barulho. Os selvagens podem naturalmente estar ao redor dele. Talvez
alguns humanos possam feri-lo. O vento sopra a grama e a terra abala
os tocos, mas ele senta estoicamente, nunca removendo a venda. Este é
o único modo de se tornar um homem.

Finalmente, após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele; ele estava
a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos. Mesmo quando não sabemos, Deus está
olhando para nós, sentado no cume ao nosso lado. Quando problemas vêm,
tudo que temos a fazer é alcançá-Lo.

Se você gostou desta estória, passea-a. Se não, tire sua venda antes
do amanhecer.

Moral da estória: apenas porque você não vê Deus, não significa que
Ele não está lá. Nós caminhamos por fé, não por visão.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O sonho de Svetlana

Desde pequena Svetlana só tinha conhecido uma paixão: dançar e sonhar em ser uma Gran Ballerina do Ballet Bolshoi. Seus pais haviam desistido de lhe exigir empenho em qualquer outra atividade. Os rapazes já haviam se resignado: o coração de Svetlana tinha lugar para somente uma paixão e tudo mais era sacrificado pelo dia em que se tornaria bailarina do Bolshoi.
Um dia, Svetlana teve sua grande chance. Conseguira uma audiência com Sergei Davidovitch, Ballet Master do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a Companhia. Dançou como se fosse seu último dia na Terra. Colocou tudo que sentia e que aprendera em cada movimento, como se uma vida inteira pudesse ser contada em um único compasso. Ao final, aproximou-se do Master e lhe perguntou:
- Então, o senhor acha que eu posso me tornar uma Gran Ballerina?
Na longa viagem de volta a sua aldeia, Svetlana, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele "Não" deixaria de reverberar em sua mente. Meses se passaram até que pudesse novamente calçar uma sapatilha. Ou fazer seu alongamento em frente ao espelho. Dez anos mais tarde Svetlana, já uma estimada professora de ballet, criou coragem de ir à performance anual do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e notou que o Sr. Davidovitch ainda era o Ballet Master. Após o concerto, aproximou-se do cavalheiro e lhe contou o quanto ela queria ter sido bailarina do Bolshoi e quanto doera, anos atrás, ouvir-lhe dizer que não seria capaz.
- Mas minha filha, eu digo isso a todass as aspirantes - respondeu o Sr. Davidovitch.
- Como o senhor poderia cometer uma injjustiça dessas? Eu dediquei toda minha vida! Todos diziam que eu tinha o dom. Eu poderia ter sido uma Gran Ballerina se não fosse o descaso com que o senhor me avaliou!
Havia solidariedade e compreensão na voz do Master, mas ele não hesitou ao responder:
- Perdoe-me, minha filha, mas você nuncca poderia ter sido grande o suficiente, se foi capaz de abandonar seu sonho pela opinião de outra pessoa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

5% - 95%

Um certo professor de filosofia entrou na sala de aula e,imediatamente,percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio.
"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez",disse,levantando a voz.
"Desde que comecei a lecionar,isso já faz muito anos,descobri que nós professores trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma.Em todos esses anos observei que de cada cem alunos,apenas cinco são realmente aqueles que fazem a diferença no futuro;apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.Os outros 95% servem apenas para fazer volume;são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.
O interessante é que esta porcetangem vale para todo o mundo.
Se vocês prestarem atenção,notarão que de cem professores,apenas cinco são aqueles que fazem a diferença;de cem garçons,apenas cinco são excelentes;de cem motorista de táxi,apenas cinco são verdadeiros profissionais;podemos generalizar ainda mais:de cem pessoas,apenas cinco são especiais.
É uma pena não ter como separar estes 5% do resto,pois se isso fosse possível,eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria pra fora os demais.Mas infelismente não há como saber quais são estes alunos.Só o tempo é capaz de mostrar isso.Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá.
Obrigado pela atenção e vamos para aula de hoje".
De fato percebi que ele tem razão e,então,tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%,mas como ele disse,só o tempo dirá a que grupo pertencemos.Contudo,uma coisa é certa:se não tentarmos ser especiais em tudo o que fazemos,seguramente sobraremos na turma do resto.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pavão

Você já ouviu a estória do pavão e o dono das minhocas?

Conta essa alegoria que um certo pavão estava cansado de procurar minhocas para comer e viu que um certo criador de minhoca da região tinha muitas delas e foi pedir a ele que lhe permitisse comer algumas minhocas. O criador de minhocas disse: - Claro, pode vir, basta que, ao entrar em minha fazenda você deixe uma de suas penas, afinal o que é uma simples pena para quem
tem tantas ? O pavão achou justo e deixou uma pena na entrada da propriedade, encheu o papo de minhocas e saiu satisfeito. No outro dia voltou e no outro, até que sem perceber deixou a última de suas penas com o criador de minhocas, observou, então, que estava horrível e, desprezado por todos no lugar, só lhe restou refugiar-se nas cavernas próximas, porém nelas havia morcegos vampiros, de modo que lá o lindo pavão encontrou seu fim.

As vezes buscamos as coisas "fáceis" da vida, os divertimentos fáceis e instantâneos, preferimos correr atrás da felicidade do momento porque uma noite de farra não é nada para quem tem a vida toda pela frente. Aliás, por que viver o "sacrifício" das renúncias do cristianismo ? Um copo de
whisky ou um cigarro não faz diferença, apenas proporciona a satisfação daquele momento, não compromete nossas vidas. No entanto, quando. se percebe o que ficou comprometido pode ser tarde demais. Não podemos deixar que se chegue a esse ponto, o Senhor nos ama, é preciso buscá-lo enquanto ainda temos forças. "Lembra-te do teu Criador nos dias de tua Mocidade".

domingo, 24 de maio de 2009

A felicidade

Um amigo meu, chamado Paulo, ganhou um automóvel de presente de seu irmão, no Natal.

Na noite de Natal, quando Paulo saiu de seu escritório, um menino de rua estava andando em volta do reluzente carro novo, admirando-o.

- Este carro é seu, senhor? - ele perguntou.

- Sim, meu irmão me deu de Natal...

O garoto ficou boquiaberto.

- Quer dizer que foi um presente de seu irmão, e não lhe custou nada? Rapaz, quem me dera... Ele hesitou.

É claro que Paulo sabia que ele ia desejar ter um irmão como ele. Mas o que o garoto disse chocou tanto a Paulo, que ele ficou desarmado.

- Quem me dera - continuou o garoto - eu ser um irmão como esse!

Paulo olhou o garoto com espanto, e então, carinhosamente, perguntou:

- Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?

- Ó, sim, eu adoraria!

Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos incandescentes, disse:

- O senhor se importaria de passar em frente à minha casa?

Paulo sorriu. Pensou que soubesse o que o menino queria. Ele queria mostrar para os vizinhos que podia chegar em casa num carrão. Mas Paulo estava, novamente, enganado.

- Pode parar em frente daqueles dois degraus? - perguntou o garoto.

Após ter parado, ele subiu, correndo, os degraus da pequena casa em que vivia.

Passados alguns momentos, Paulo viu-o retornar vagarosamente, pois carregava seu irmãozinho paralítico no colo. Sentou-o no degrau inferior, abraçou fortemente e apontou para o carro.

- Aí está o carro, amigão, exatamente, como eu te contei lá em cima. O irmão desse moço deu o carro a ele, de presente de Natal. Não lhe custou nem um centavo. Algum dia eu também vou te dar um igual. Então, você poderá ver com seus próprios olhos, as vitrines de Natal e todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando lhe contar.

Paulo saiu do carro e colocou o menino paralítico no banco da frente. O irmão mais velho, com os olhos brilhando, sentou-se no banco traseiro, e os três deram uma volta pelas ruas.


A felicidade é muito maior


quando proporcionamos


um pouco da nossa


a alguém!

Sapo

De acordo com um mito (não sou biólogo para dizer se é verdade), se você colocar um sapo numa panela de água fervendo ele pula fora e salva a própria vida. Mas, se você colocar o sapo numa panela de água fria e for esquentando a água aos poucos, ele não percebe a mudança da temperatura e morre cozido.

Mas porque o sapo não pula quando a água começa a ficar quente? Será que ele não sente que a água esquentou?

Vamos tomar a personalidade dele enquanto a água está esquentando, e verificar o que se passa na cabeça do sapo:

28 Graus - Humm... que água gostosa ...

32 Graus - É ... a água está boazinha ...

36 Graus - Esta água está ficando sem graça, será que está esquentando? Bobagem! Por que a água iria esquentar? Deve ser impressão minha.

38 Graus - Estou ficando com calor ... Que droga de água! Ela nunca foi quente, por que está esquentando?

39 Graus - Essa água é uma porcaria! Melhor nadar um pouco em círculos até a água esfriar de novo.

40 Graus - Esta água é muito quente , humm que ruim! Vou voltar lá para aquele lado que estava mais fresco ou será que é melhor esperar um pouco?

42 Graus - Realmente, esta água está péssima, quente de verdade, tenho que falar com o supervisor das águas. Claro, eu podia pular fora, mas onde será que vou cair? Melhor esperar só mais um pouquinho.

43 Graus - Meu Deus! Será que eu tenho que fazer tudo por aqui? Já reclamei e ninguém toma uma atitude?

44 Graus - Mas este supervisor de águas não faz nada? Será que ninguém nota que a água está super quente? Vou esperar mais um pouco ...

45 Graus - Se ninguém fizer nada eu vou fazer um escândalo ... Aiiiii que calor!

46 Graus - Eu devia ter pulado fora quando eu tive oportunidade, agora é tarde. Estou sem forças.

48 Graus - "sapo morto".

O pensamento do sapo ilustra o processo de mudança no ambiente e como as pessoas reagem. No mundo de hoje em que as mudanças de "temperatura" são tão corriqueiras, quem pensa como o sapo, perde as oportunidades de mudar e crescer.

sábado, 23 de maio de 2009

A nota amassada

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de R$ 100,00.Ele perguntou:

-Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?

Todos ergueram a mão...então ele disse:

-Darei esta nota a um de vocês esta noite,mas primeiro,deixem-me fazer isto...Então,ele amassou totalmente a nota e perguntou outra vez:

-Quem ainda quer esta nota?

As mãos continuavam erguidas...E continuou:

-E se eu fizer isso...Deixou a nota cair no chão,começou a pisá-la e esfregá-la.Depois pegou anota,agora já imunda e amassada e perguntou:

E agora?

-Quem ainda vai querer esta nota de R$100,00?

Todas as mãos voltram a se erguer.

-Não importa o que eu faça com o dinheiro,vocês continuarão querendo esta nota,porque ela não perde o valor.

Esta situaçaõ também acontece com a gente...Muitas vezes,em nossas vidas,somos amassados,pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância.Mas não importa...Jamais perderemos o nosso valor.Sujos ou limpos,amassados ou inteiro,magros ou gordos,altos ou baixos,nada disso importa!Nada disso altera a importância que temos!

O nosso valor não depende do que aparentemos ser.O nosso valor está no que realmente somos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Tudo é possivél ao que crê."

Um menino,parcialmente surdo,retornou um dia da escola trazendo um recado dos diretores.A mensagem sugeria aos pais que o tirassem da escola porque ele" portava uma deficiência e era incapaz de aprender alguma coisa".A mãe ,ao ler a nota,disse:
"Meu filho Tom não é incapaz de aprender.Eu mesma o ensinarei".E foi isso q fez.
Muita das vezes ficamos abatidos e infelizes quando nos tratam de maneira depreciativa.
Se você já fez uma tentativa e não conseguiu,tente novamente.Siga em frente,a vitória é e sempre será sua.
Foi o que fez a mãe do tom:Thomas Edison,inventou a lâmpada elétrica e não apenas isto,mas também o filme cinematográfico e o toca disco.Ao todo,ele teve a seu crédito mais de mil patentes.
Sua perseverança poderá mudar não apenas a sua vida,mas todo o mundo ao seu redor.
Podemos sim,conquistar nossos ideais e realizar os nosso sonhos.Basta tão somente crer que com dedicaçaão e trabalho chegaremos lá.
"Tudo é possivél ao que crê."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A honestidade

A história é contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria.

Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey.

Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois os alimentos que se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los vivo por muito tempo.

A taxa de mortalidade era extremamente alta, devido ao regime de fome e aos trabalhos forçados.

E como era natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos.

Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar. Coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância. Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo.

Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E não sabia o que fazer com a caixa.

Andrey lhe disse:

- Deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo.

No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três dias tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões.

Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal.

Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo. Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais.

Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou:

- Onde está Andrey?

- Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros, respondeu ele. Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você.

Vladimir sentiu um forte aperto no coração.

"Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo", pensou.

Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:

"Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço. Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas."

Andrey

Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas.

Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade.

A fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da luz.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A águia e o pardal

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza.

Um dia estava voando por entre a mata e observando o vôo de Yan, quando, de repente, a águia sumiu de sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto:

Deparou de repente com a grande águia bem à sua frente.

Tentou conter seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o, sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas olhava-o calma e mansamente. Com uma expressão séria, perguntou-lhe:

- Por que está me vigiando, Andala?

- Quero ser uma águia como você, Yan. Mas meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.

- E como se sente amigo sem poder desfrutar e usufruir tudo aquilo que está além do que pode alcançar com suas pequenas asas?

- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho.

O pardal suspirou olhando para o chão e disse:

- Todos os dias acordo muito cedo para ver você voar e caçar. Você é tão única e tão bela. Passo o dia observando.

- E não voa? Fica o tempo inteiro a observar-me?

- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como você, mas as suas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, você corta harmoniosamente.

- Andala, você sabe que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderá voar como uma águia. Seja firme em seu propósito e deixe que a águia que vive em você possa dar rumos diferentes aos seus instintos. Se abrir apenas uma fresta para que essa águia que está em você possa guiá-lo, ela lhe dará a possibilidade de vir a voar tão alto como eu. Acredite!

E assim a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente e completou:

- Andala, apenas mais uma coisa: Você não poderá voar como uma águia, se não treinar incansavelmente todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão a você, possibilitando assim a realização de seus sonhos.

- Se não puser em prática a sua vontade, seu sonho sempre será um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites ou crenças e vão atrás de conhecer o que realmente deve ser conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres. Quando você traz a liberdade em seu coração poderá adquirir a forma que desejar, pois já não estará apegado a nenhuma delas, será livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se essa for sua vontade.

- Confie em si mesmo e voe! Entregue suas asas aos ventos e aprenda o equilíbrio com eles. Tudo é possível àqueles que compreendem que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na sua capacidade em aprender e ser feliz com sua escolha!

Somos aquilo

que acreditamos ser!

Acredite e treine!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Elefante acorrentado

Você já observou o elefante no circo?

Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida a estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E ainda que a corrente seja grossa, parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, pode, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério!

Certa vez perguntei para um adestrador, sobre o mistério do elefante:

- Por que ele não foge?

Ele explicou-me que o elefante não escapa porque está adestrado.

Fiz então outra pergunta:

Se está adestrado, por que está preso na corrente?

Não houve resposta!

Soube que o elefante de circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantinho deve ter puxado, forçado e tentado se soltar. Apesar de todo o esforço, não conseguiu sair. A estaca era certamente muito forte para ele. O elefantinho deve ter tentado, tentado e nada.

Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode.

Jamais voltou a colocar à prova sua força.

Exatamente isso acontece conosco!

Vivemos, muitas vezes, crendo em um montão de coisas que "não podemos e que não somos capazes de fazer".

Por mais que tentemos, simplesmente não conseguimos.

Quando crianças ouvimos tantos “nãos” que perdemos a noção de nossa força e capacidade.

Aceitamos o “sempre foi assim”.

De vez em quando ao tentarmos sentimos as correntes e confirmamos o estigma:

"Não posso. Nunca poderei. É muito grande pra mim!".



Está esperando o quê?

Arrebente as correntes!

Perceba a sua força!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A tartaruga e o coelho

O coelho vivia passando na cara da tartaruga que ela era lenta e preguiçosa e que ele, coelho era rápido e eficiente.

A tartaruga pacientemente ouvia os insultos do coelho, mas um dia, resolveu aceitar o desafio do comedor de cenouras e apostou com ele uma corrida.

Toda a floresta soube do acontecimento e aguardou o dia da corrida.

Quando foram combinar os detalhes do percurso, numa mesa presidida pela sábia coruja, o coelho mandou um recado desculpando-se pela sua ausência na reunião. Mas deu carta branca para a comissão escolher a vontade o itinerário da corrida.

O coelho, confiando na sua superioridade, achou irrelevante estar presente numa chatíssima reunião como essa e preferiu correr atrás das coelhinhas.

Logo que a corrida começou o coelho disparou na frente e ainda se dava ao luxo de tirar aqui e acolá uma soneca embaixo de alguma frondosa árvore enquanto a tartaruga não chegava.

E quando a pobrezinha da tartaruga chegava ao ponto em que o coelho estava, ele novamente fazia mil piruetas troçando dela e partia novamente na dianteira.

Mas, de repente, eis que surge um rio, caudaloso e largo à sua frente.

E o coelho ficou sem saber o que fazer para atravessá-lo, nem entendia porque haviam colocado aquele rio no roteiro da corrida.

Mas, como não havia ido à reunião, nada podia fazer a não ser ver conformado e humilhado, a tartaruga chegar muitas horas mais tarde e assim mesmo vencer a corrida, chegando vitoriosa e aclamada pelos bichos da floresta na outra margem do rio, escolhido por ela mesma como o ponto de chegada.

Não é ser ligeiro o que nos torna eficientes.

A eficiência é ter um plano bem feito, um objetivo bem definido e um percurso bem traçado.

domingo, 17 de maio de 2009

Pastel, Guaraná e Deus

Havia um menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto encheu sua mochila com pastéis e guaraná, e começou sua caminhada.

Após passar por umas três quadras encontrou um velhinho sentando num banco da praça, olhando os pássaros.

O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, e ia tomar um gole de guaraná quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então lhe ofereceu um pastel.

O velhinho, muito agradecido, aceitou e sorriu para o menino. Seu sorriso era tão lindo, que o menino quis vê-lo sorrir de novo. Ofereceu seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu para o menino.

O menino estava tão feliz!

Ficaram ali sentados, sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná, pelo resto da tarde, sem dizer nada.

Quando começou a escurecer, o menino resolveu voltar para casa, mas antes de ir deu um grande abraço no velhinho.

O velhinho deu-lhe um enorme sorriso.

Quando o menino entrou em casa, sua mãe, surpresa, perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face:

-O que você fez hoje que te deixou tão feliz?

-Passei a tarde com Deus.Sabe mãe, ele tem o sorriso mais lindo do mundo!

Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face, e seu filho perguntou:

-Por onde você esteve, que está tão feliz?

-Comi pasteis e tomei guaraná no parque, com Deus. Você sabe, ele é bem mais jovem do que eu pensava!

Nunca subestime a força de um sorriso, o poder de uma palavra, de um ouvido para ouvir, um elogio honesto, ou até o menor ato de carinho.

Tudo isso tem o potencial de uma revirada na sua vida!!!

sábado, 16 de maio de 2009

Jóias Raras

Narra antiga lenda árabe, que um rabino, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.

Certa vez, por imperativos da religião, o rabino empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.

No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos seus dois filhos amados.

A mãe sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé, suportou o choque com bravura.

Todavia, uma preocupação lhe vinha a mente:

Como dar ao esposo a triste notícia?

Alguns dias depois, num final de tarde, o rabino retornou ao lar.

Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos.

Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:

- Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.

O marido, já um pouco preocupado perguntou:

- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Por que isso agora?

- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

E o rabino respondeu com firmeza:

- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.

O rabino compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.

Sempre há

uma maneira adequada

de dizer as verdades.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Poço e a Pedra

Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes. Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.

O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:

- Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia! Pediu ajoelhando-se.

O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:

- Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?

Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:

- Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima.

O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço.

Pouco depois, veio a voz do monge:

- Pode puxar!

O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.

Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:

- Hei! que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo.

De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:

- Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.



- Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quiser realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço.

Desprenda-se e liberte-se.

A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Quando pensamentos negativos turvarem seus pensamentos, ocultando seus melhores sentimentos, busque a luz da verdade e o caminho do bem.

Abandone as pedras da ignorância e do medo que o mantêm prisioneiro de suas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.

Largue a pedra e acenda a luz!

Carroça

Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida.

Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas, de interromper a conversa quando alguém está falando.

Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.

Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros.
Concordei com grande alegria e lá fomos nós, umedecendo nossos calçados com o orvalho da relva.

Se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:

- Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.

- Isso mesmo... Disse ele. É uma carroça vazia..

De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:

- Como pode o senhor saber que está vazia?

- Ora, é muito fácil saber. Sabe por que?

- Não! Respondi intrigado.

Meu pai pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:

- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.


Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar.
Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão e estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:

- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Luz Azul!

***

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Assembléia

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.

Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.


A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.

Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.

Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes."

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.

Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.

Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.

Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.

Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.

Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acreditar e agir

Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, a outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-la!

terça-feira, 12 de maio de 2009

A história da lagarta

Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão,
olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma.
"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa.
"Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra."
Um dia, entretanto, a Natureza pede que faça um casulo.
A lagarta se assusta - jamais fizera um casulo antes.
Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer.
Embora indignada com a vida que levou até então,
reclama novamente com Deus.
"Quando finalmente me acostumei,
o Senhor me tira o pouco que tenho."
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.
Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta.
Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens.
Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

História do NEOQEAV

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

"Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.

Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

"Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.

Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.

Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu.

Vovó partiu.

"Neoqeav"foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.

Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

"Mas o que Neoqeav significa?"

Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"

domingo, 10 de maio de 2009

A árvore dos meus problemas

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro
para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma
carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem
para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente,
o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente
tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso,
e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ???
- Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas.
- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho,
mas estes problemas não devem chegar até os
meus filhos e minha esposa.
- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando
chego em casa, e os pego no dia seguinte.
- E você quer saber de uma coisa?
- Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas,
eles não são nem metade do que eu me lembro de
ter deixado na noite anterior.
Interessante, queria ter a sabedoria do carpinteiro.
Acredito em Deus. Um dia conseguirei.

sábado, 9 de maio de 2009

O viajante

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que nascia tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo.
Aos poucos, o rio foi tomando volume e, bem mais adiante, dividiu-se em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu o viajante, que foi descendo pelas pedras ao lado de uma das cachoeiras.
Ali, finalmente descobriu uma gruta. Ali, com paciência, a natureza criara caprichosas formas.
O viajante foi entrando e admirando as rochas gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura em 1913.

“NÃO FOI O MARTELO QUE DEIXOU PERFEITAS ESTAS PEDRAS, MAS A ÁGUA, COM SUA DOÇURA, SUA DANÇA E SUA CANÇÃO. ONDE A DUREZA SÓ FAZ DESTRUIR, A SUAVIDADE CONSEGUE ESCULPIR.”

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A estrela verde

Havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis.

Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:

- Senhor, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.

- Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas, e podem descer para a Terra.

Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras se misturaram aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.

Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

- Por que voltaram? - perguntou Deus, à medida que elas chegavam ao céu.

- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá, existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça. - responderam as estrelas.

- Claro! O lugar de vocês é aqui no céu.

Depois que chegaram todas as estrelas, conferindo o seu número, Deus falou de novo:

- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?

Um anjo que estava perto retrucou:

- Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, aonde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.

- Mas que estrela é essa?

- É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor.

Quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.

A Esperança é própria do ser humano, próprio daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.



Receba neste momento a sua estrela verde!

Não deixe que ela fuja e nem se apague!

Tenha certeza que ela iluminará o seu caminho!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A cruz

Todos temos uma cruz para carregar.
Certo homem reclamava muito do peso de sua cruz, e saiu à procura de uma mais leve. Chegando perto de uma fábrica de cruzes, perguntou ao dono:

- O senhor trabalha com troca?

- Sim, trabalho.

- Então vou experimentar algumas cruzes, pois já não estou agüentando o peso da minha.

Passado um bom tempo experimentando cruzes e mais cruzes, o homem estava quase desanimando, pois uma era muito grande, outra muito pesada... Até que achou uma que lhe pareceu adequada.

Feliz, o homem grita:

- Achei! Finalmente encontrei uma cruz na medida certa! Quanto lhe devo, meu nobre amigo?

O fabricante, alegre, responde:

- Você não me deve nada, meu amigo.

-Como não devo, o senhor teve o trabalho de fazer essa cruz, e tenho de lhe pagar por isso!

O fabricante, com um sorriso maroto, responde:

- Amigo, cada um tem uma cruz a ser carregada. Quem as entrega sabe bem o peso que cada uma deve ter.

- Não estou entendendo...

- É simples: quando você começou a experimentar as cruzes, você deixou a sua de lado, e no meio da bagunça feita em meu estabelecimento, você optou por esta cruz que é simplesmente a mesma com a qual você entrou aqui.


Está achando sua cruz muito pesada?

Ainda quer trocá-la?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dr. M

Os alunos residentes estavam reunidos discutindo suas dificuldades. Todos eram unânimes em afirmar que o maior problema no hospital era o Dr. M. Ninguém gostava daquele médico que tinha a seus cuidados, pacientes portadores de câncer. Ele era brilhante em seu trabalho, mas intolerável no trato pessoal. Era áspero, arrogante e nunca admitia que alguém falasse que um de seus pacientes iria morrer.
A médica psiquiatra que a tudo escutava, inesperadamente falou:

- Não se pode ajudar uma outra pessoa sem gostar um pouquinho dela. Há alguém aqui que goste dele?

Depois de muitas caretas, risos e gestos hostis, uma moça ergueu a mão hesitante. Era uma enfermeira.

- Vocês não conhecem esse homem, ela começou. Não conhecem a pessoa que ele é. Todas as noites, depois que todos os médicos já se retiraram, ele visita os pacientes. Começa no quarto mais distante do posto de enfermagem e vem seguindo, entrando de quarto em quarto. Quando entra no primeiro, parece seguro, confiante, de cabeça alta. Mas de cada quarto que sai, suas costas vão se curvando mais. Quando sai do último quarto, está arrasado. Sem alegria, esperança ou satisfação por seu trabalho. O que eu mais desejaria é quando ele está assim triste, pousar minha mão no seu ombro, como uma amiga. Mas nunca o fiz porque sou apenas uma enfermeira e ele é o chefe do departamento de oncologia.

Nos momentos seguintes, todos se uniram e insistiram para que ela se esforçasse e seguisse o impulso do seu coração. Aquele homem precisava de ajuda.

Uma semana depois, reunidos novamente, a enfermeira entrou sorridente e disse: -Consegui.

Na sexta-feira anterior, ela vira o médico sair arrasado do plantão. Dois dos seus pacientes haviam morrido naquele dia. Aproximou-se dele e inesperadamente, ele a levou para o seu consultório e desabafou. Ele falou como sonhava curar seus pacientes, enquanto os seus amigos, da mesma idade que ele, estavam constituindo família. Sua vida inteira tinha sido aprender uma especialidade.
Agora, ele ocupava uma posição que podia fazer a diferença para a vida dos enfermos. E, no entanto, todos eles morriam. Um após outro, todos morriam. Ele era um homem acabado, vencido.

Quando ouviram essa história, os residentes se deram conta de como todos somos frágeis e necessitados de afeto. Também de como uma pessoa tem o poder extraordinário de curar outras, apenas tomando coragem e agindo sob o impulso do coração.

Um ano depois, o Dr. M. era outro homem. Abriu o seu coração às pessoas e redescobriu as maravilhosas qualidades que possuía, o afeto e a compreensão que o haviam motivado a se tornar um médico.

Pessoas ásperas, de trato rude, quase sempre estão ocultando as suas mágoas e pesares profundos. Por vezes, basta um pequeno toque para que elas abram o coração e demonstrem toda a sua fragilidade.

O que faz a grande diferença na vida de tais pessoas é a demonstração de afeto, que pode ser de um grande amor, de um amigo, de um irmão ou de um colega de trabalho. Por tudo isso, esteja atento.

Olhe ao redor e descubra se você, com um gesto, uma atitude ou um olhar não pode fazer a grande diferença na vida de alguém.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O guardião do castelo

Certo dia num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo guardião. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

- Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse:

- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.

O que representaria?! O que fazer?! Qual o enigma?!

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... Zapt... Destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

-Você será o novo Guardião do Castelo.

-o-

Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida.

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração. O passado serve como lição, como experiência, como referência.

Serve para ser relembrado e não revivido. Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro. Necessariamente nessa ordem!

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, Mas só pode ser vivida olhando -se para frente.

Para você beber chá numa taça cheia de vinho é necessário primeiro jogar o vinho fora, para então, beber o chá.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vila do Carinho

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um era trocado. A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a amizade. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos ou utensílios dava seu CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu Carinho pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia. Certa vez, uma mulher má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto à não mais dar seus floquinhos.

Assim ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.

Iludido pelas palavras da malvada, o menino que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia passou a juntar CARINHOS, e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela. Quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham, e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.
Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez, e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas. Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que fez com que ele procurasse a velha para lhe perguntar se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade, distribuindo, aleatoriamente, seu CARINHO.

A todos que dava CARINHO, apenas dizia:

- Obrigado por receber meu carinho.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo... Mais outro... até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

Antes amar
que ser amado.

Antes dar
que receber.

domingo, 3 de maio de 2009

As três perguntas do rei

Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu estabelecer um concurso do qual todas as pessoas do reino poderiam participar.

O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza. Seria premiado com tudo isto quem conseguisse responder a três questões:

Qual é o lugar mais importante do mundo?

Qual é a tarefa mais importante do mundo?

Quem é o homem mais importante do mundo?

Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder as três perguntas.

Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse.

Em todo o território apenas um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, a quem não importava as fortunas nem as honrarias da terra.

O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações.

E o velho sábio respondeu a todas:

O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua é o mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque este é o seu lugar.
A tarefa mais importante do mundo não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer. Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o próprio sustento e da sua família. É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade. Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, ou se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria.

E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade. A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade luminosa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.

O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu agradecido.

Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra.

Muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país diferente, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego e gozando de melhores oportunidades.

Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por achá-las muito simples, sem importância.

Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.

Contudo, tenhamos certeza:

Estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos para nosso crescimento interior.

Nada é por acaso!

sábado, 2 de maio de 2009

A Fidelidade Divina

Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Deus, por sua vez, lhe deu um cacto e uma larva. O homem ficou triste, pois não entendeu o porquê do seu pedido vir errado. Pensou que talvez o Senhor tivesse se enganado na hora da entrega dos pedidos. Também, com tanta gente para atender... Resolveu não questionar. Passaram-se alguns dias e o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido. E... Do espinhoso e feio cacto nasceu a mais bela das flores. A horrível larva transformou-se em uma belíssima borboleta. A maneira de Deus é correta. O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado. O espinho de hoje pode ser à flor de amanhã...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Leão e o Rato

Era uma tarde tranqüila na floresta. O Leão, senhor todo poderoso dos animais, estava descansando à sombra de uma árvore.
Passado algum tempo, foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. O Leão acordou assustado e furioso e com um salto ágil capturou o rato. O pequeno animal ficou preso, pelo rabo, entre as suas afiadas garras.

Devido ao susto e seu estado de humor o Leão estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:


- Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.


O Leão deu uma gargalhada de desprezo e respondeu:

-O que você está pedindo? Então você pensa que algum dia eu, o Leão, Rei dos Animais, irei precisar de um mísero e insignificante rato? Jamais! Mas como estou bem alimentado vou fazer uma caridade e deixarei você ir, e nunca mais repita o que fez.

Assim o Leão soltou o rato.


Alguns dias depois o Leão passeava na floresta, quando por descuido caiu em uma armadilha preparada por caçadores e acabou pendurado em uma árvore, envolto por uma rede. Por mais que urrasse e se debatesse não conseguia se livrar das cordas.

Nisso, ali perto passava o Rato e reconhecendo o rugido do Leão, se aproximou, subiu na árvore, roeu a corda da armadilha, e libertou-o dizendo:

- O senhor achou ridícula a idéia de que algum dia eu pudesse ajudá-lo, nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor. Mas agora sabe que é possível, mesmo a um pequeno Rato conceder um favor a um poderoso Leão.

Cuidado!
Na vida você nunca sabe quando vai ser Rato ou Leão!


Nunca seja prepotente!


Pratique a humildade!