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sexta-feira, 31 de julho de 2009

E, e, e

E, e, e - de Robin L. Silverman

No canto de minha escrivaninha há um bilhete, amarelando lentamente e enrugado pelo tempo.
É um cartão mandado por minha mãe, contendo apenas quatro frases, mas com impacto suficiente para mudar minha vida para sempre.
Nele, ela elogia, sem restrições, minhas habilidades como escritora. Cada frase está cheia de amor, oferecendo exemplos específicos do que minha atividade significou para ela e meu pai.
A palavra "porém" nunca aparece no cartão. Entretanto, a palavra "e" está lá quase meia dúzia de vezes.
Sempre que o leio - o que acontece quase todos os dias lembro-me de perguntar a mim mesma se estou fazendo a mesma coisa por minhas filhas. Perguntei-me quantas vezes eu disse "mas" a elas e a mim mesma, afastando-nos da felicidade.
Odeio dizer que foi com mais freqüência do que eu gostaria de admitir.
Ainda que nossa filha mais velha normalmente só tirasse dez em seu boletim, nunca houve um semestre em que pelo menos um dos professores não sugerisse que ela falava demais em sala de aula. Eu sempre me esquecia de perguntar-lhes se ela estava melhorando quanto ao controle de seu comportamento, se seus comentários contribuíam para a discussão em andamento ou encorajavam um aluno mais calado a falar. Em vez disso, eu ia para casa e a cumprimentava:
"Parabéns! Seu pai e eu estamos muito orgulhosos de suas realizações, mas será que você poderia tentar baixar o tom em sala de aula?"
O mesmo era verdade para nossa filha mais nova. Como sua irmã, ela era uma criança adorável, inteligente, articulada e amigável. Ela também trata o chão de seu quarto e do banheiro como um armário, o que me levou a dizer, em mais de uma ocasião: "Sim, este projeto é ótimo, mas arrume o seu quarto!"
Percebi que outros pais fazem a mesma coisa: "Toda a nossa família estava junta no Natal, mas Kyle escapuliu cedo para brincar com seu novo jogo de computador", "O time de hóquei ganhou, mas Mike deveria ter feito aquele último gol", "Amy é a Rainha da Primavera, mas agora quer duzentos dólares para comprar um vestido e sapatos novos".
Mas, mas, mas.
Ao contrário, aprendi com minha mãe que, se você quer realmente que o amor flua para seus filhos, comece a pensar "e, e, e...".
Por exemplo: "Toda a nossa família estava junta no jantar de Natal, e Kyle conseguiu ficar craque em seu novo jogo de computador antes que a noite tivesse terminado", "O time de hóquei ganhou e Mike fez o melhor que pôde durante todo o jogo", "Amy é a Rainha da Primavera e ela vai estar linda!".
A verdade é que "mas" não nos faz sentir bem e "e" faz. E quando falamos de nossos filhos, sentir-se bem é o que temos que fazer. Quando se sentem bem a respeito de si mesmos e do que estão fazendo, fazem ainda mais, aumentando sua autoconfiança, seus critérios e as conexões harmoniosas com os outros. Quando tudo o que dizem, pensam ou fazem é qualificado ou desprezado de alguma maneira, sua felicidade azeda e sua raiva aumenta.
Isso não quer dizer que as crianças não precisam ou não irão corresponder às expectativas de seus pais. Precisam e vão, independente dessas expectativas serem boas ou ruins. Quando essas expectativas são consistentemente inteligentes e positivas e então são ensinadas, modeladas e expressas, coisas inacreditáveis acontecem:
"Vejo que você cometeu um erro. E sei que você é inteligente o bastante para descobrir o que fez errado e tomar uma decisão melhor da próxima vez." Ou: "Você está há horas trabalhando nesse projeto. Adoraria que o explicasse para mim." Ou: "Nós trabalhamos duro para ganhar dinheiro e sei que você pode nos ajudar a descobrir um jeito de pagar pelo que você quer."
Não basta dizer que amamos nossos filhos. Em uma época em que a frustração cresceu aterradoramente, não podemos mais nos dar ao luxo de limitar a expressão do amor.
Se quisermos diminuir o som da violência em nossa sociedade, te
remos que aumentar o volume da atenção, do elogio, da orientação e da participação no que é correto para nossos filhos.
"Chega de mas!" é o toque de chamada para a felicidade. Também é um desafio, a oportunidade fresca diante de nós, todos os dias, de concentrarmos nossa atenção no que é bom e promissor a respeito de nossos filhos e de acreditarmos de todo o coração que eles, eventualmente, serão capazes de ver o mesmo em nós e nas pessoas com quem, no final, irão viver, trabalhar e servir.
E, se algum dia eu me esquecer, tenho o bilhete de minha mãe para lembrar-me.
(Robin l. Silverman)

* Livro Histórias para aquecer o coração

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O grande dom da minha mãe

“O otimismo é uma disposição alegre que permite que um bule de chá assobie apesar de estar com água quente até o nariz.” (Anônimo)
Eu tinha dez anos de idade quando minha mãe teve paralisia, causada por um tumor na espinha dorsal. Antes disso ela havia sido uma mulher vibrante e vigorosa, de tal maneira ativa que a maioria das pessoas achava impressionante.
Mesmo quando era pequena, eu ficava admirada com suas realizações e por sua beleza. Porém, quando tinha trinta e um anos, sua vida mudou. Assim como a minha.
Do dia para a noite, parecia, ela passou a ficar deitada de costas em uma cama de hospital. Um tumor benigno a havia incapacitado, mas eu era jovem demais para compreender a ironia da palavra "benigno", pois ela nunca mais seria a mesma.
Ainda tenho imagens vívidas dela antes da paralisia. Ela sempre foi gregária e recebia muitas visitas. Com freqüência passava horas preparando canapés e enchendo a casa de flores,
que colhia frescas no jardim cultivado ao lado da casa. Selecionava as músicas populares da época e rearrumava a mobília a fim de abrir espaço para que os amigos pudessem se entregar à dança. Na realidade, era minha mãe quem mais gostava de dançar.
Hipnotizada, eu a observava se vestir para as festividades noturnas. Mesmo hoje em dia ainda me lembro de nosso vestido favorito, com sua saia preta e corpete de renda azul-marinho, o contraste perfeito para seu cabelo louro. Fiquei tão emocionada quanto ela no dia em que trouxe para casa sapatos de salto alto de renda preta e, naquela noite, minha mãe certamente era a mulher mais bonita do mundo.
Eu acreditava que ela podia fazer qualquer coisa, fosse jogar tênis (ganhara campeonatos na universidade), costurar (fazia todas as nossas roupas), tirar fotografias (ganhou um concurso nacional), escrever (era colunista de um jornal) ou cozinhar (especialmente pratos espanhóis para meu pai).
Agora, apesar de não poder fazer nenhuma dessas coisas, ela encarava sua doença com o mesmo entusiasmo que tinha em relação a tudo o mais.
Palavras como "deficiente" e "fisioterapia" tornaram-se parte de um estranho mundo novo no qual entramos juntas, e as bolas de borracha para crianças que ela se esforçava para apertar adquiriram um simbolismo que jamais haviam possuído.
Gradualmente, passei a ajudar nos cuidados com a mãe que sempre cuidara de mim. Aprendi a cuidar do meu próprio cabelo - e do dela. Eventualmente, tornou-se rotina levá-la na
cadeira de rodas até a cozinha, onde ela me ensinava a arte de descascar cenouras e batatas e como esfregar alho e sal e pedaços de manteiga em uma boa carne assada.
Quando, pela primeira vez, ouvi falarem em uma bengala, opus-me:
- Não quero que a minha linda mãe use uma bengala. Mas a única coisa que ela disse foi:
- Não é melhor você me ver andando com uma bengala do que não me ver andando de maneira alguma?
Cada conquista era um marco para nós duas: a máquina de escrever elétrica, o carro com câmbio e freio automáticos, sua volta à universidade, onde se diplomou em Educação Especial.
Ela aprendeu tudo o que podia sobre as pessoas com deficiências e acabou fundando um grupo ativista de apoio chamado Os Incapacitados. Certo dia, sem ter falado muito de antemão, ela me levou e a meus irmãos a uma reunião dos Incapacitados. Eu nunca vira tantas pessoas com tantas deficiências. Voltei para casa, silenciosamente introspectiva, pensando em como nós realmente tínhamos sorte. Ela nos levou muitas vezes depois disso e, eventualmente, a visão de um homem ou uma mulher sem pernas ou braços não nos chocava mais. Minha mãe também nos apresentou a vítimas de paralisia cerebral, enfatizando que a maioria era tão inteligente quanto nós, talvez mais. E nos ensinou a nos comunicarmos com os retardados mentais, mostrando como eles eram freqüentemente mais afetuosos, comparados às pessoas normais. Durante tudo isso, meu pai continuou a amá-la e apoiá-la.
Quando eu estava com onze anos, minha mãe me contou que ela e papai iriam ter um bebê. Muito depois, eu soube que seus médicos tinham insistido para que ela fizesse um aborto (terapêutico) - uma opção à qual ela resistiu veementemente.
Logo, éramos mães juntas, já que virei mãe adotiva de minha irmã, Mary Therese.
Em pouquíssimo tempo aprendi a trocar fraldas, banhá-la e alimentá-la. Ainda que mamãe tenha mantido a disciplina maternal, para mim foi um passo gigantesco além da brincadeira com bonecas.
Um momento se destaca mesmo hoje em dia: o dia em que Mary Therese, na época com dois anos, caiu e esfolou o joelho, abriu-se em prantos e passou correndo pelos braços estendidos de minha mãe para os meus. Tarde demais, eu vislumbrei a faísca de dor no rosto de mamãe, mas tudo o que ela disse foi:
- É natural que ela corra para você, pois você toma conta dela tão bem...
Como minha mãe aceitava sua condição com tanto otimismo, raramente me senti triste ou ressentida. Mas nunca irei esquecer o dia em que minha complacência foi destruída.
Muito tempo depois da imagem de minha mãe em salto agulha ter se dissipado da minha consciência, houve uma festa em nossa casa. A essa altura eu era adolescente, e vi minha sorridente mãe sentada na lateral, olhando seus amigos dançarem, e fui atingida pela cruel ironia de suas limitações físicas. Subitamente, fui transportada de volta à época de minha primeira infância e a visão de minha mãe dançando radiante estava novamente diante de mim.
Imaginei se mamãe se lembraria também. Espontaneamente, andei em sua direção e então vi que, apesar de estar sorrindo, seus olhos estavam marejados de lágrimas.
Corri para fora do aposento e para o meu quarto, enterrei meu rosto no travesseiro e chorei copiosamente - todas as lágrimas que ela jamais chorara. Pela primeira vez, eu me enraiveci contra Deus e contra a vida e suas injustiças para com a minha mãe.
A lembrança do sorriso brilhante de minha mãe permaneceu comigo. Daquele momento em diante, enxerguei sua habilidade de superar a perda de tantas batalhas anteriores e seu ímpeto em olhar para a frente - coisas que eu tomava por certas - como um grande mistério e uma poderosa inspiração.

Quando eu estava crescida e comecei a trabalhar com o sistema penal, mamãe se interessou em trabalhar com os prisioneiros. Ela telefonou para a penitenciária e pediu para dar aulas de Redação Criativa para os detentos. Lembro-me de como eles se amontoavam em volta dela sempre que ela chegava e pareciam se agarrar a cada palavra sua, como eu fizera na infância.
Mesmo quando não podia mais se deslocar até a prisão, ela freqüentemente se correspondia com vários detentos.
Um dia pediu-me para enviar uma carta para um prisioneiro, ''Waymon”. Perguntei se poderia lê-la antes e ela concordou, sem perceber, eu acho, o quanto aquilo seria revelador para mim.
Dizia:
"Querido Waymon,
Quero que saiba que tenho pensado em você com freqüência desde que recebi sua carta. Você mencionou como é difícil estar preso atrás das grades e meu coração se une ao seu. Mas quando você disse que eu não imagino o que é estar na prisão, senti-me compelida a dizer-lhe que está errado.
Existem diferentes tipos de liberdade, Waymon, diferentes tipos de prisões. Às vezes, nossas prisões são auto-impostas.
Quando, com a idade de trinta e um anos, levantei-me um dia para descobrir que estava completamente paralisada, senti-me em uma armadilha - dominada pela sensação de estar presa dentro de um corpo que não mais me permitiria correr através de uma campina, dançar ou carregar minha filha nos braços.
Fiquei deitada ali durante muito tempo, lutando para chegar a um acordo com minha enfermidade, tentando não sucumbir em autopiedade. Perguntei-me se, na verdade, valeria a pena viver nessas condições, se não seria melhor morrer.
Pensei a respeito desse conceito de prisão, pois me parecia que havia perdido tudo o que importava na vida. Eu estava próxima do desespero.
Mas, então, um dia me ocorreu que, na realidade ainda havia opções abertas para mim e que eu tinha a liberdade de escolher entre elas. Será que eu iria sorrir quando visse meus filhos de novo, ou iria chorar? Iria zangar-me em Deus, ou iria pedir que Ele fortalecesse minha fé?
Em outras palavras, o que eu iria fazer com o livre-arbítrio que Ele havia me dado e que ainda era meu?
Tomei a decisão de lutar, enquanto estivesse viva, para viver o mais plenamente possível, para procurar tornar minhas experiências aparentemente negativas em experiências positivas, procurar formas de transcender minhas limitações físicas expandindo minhas fronteiras mentais e espirituais.
Eu podia escolher entre ser um exemplo positivo para meus filhos ou podia murchar e morrer emocional assim como fisicamente.
Existem muitos tipos de liberdade, Waymon. Quando perdemos um tipo de liberdade, temos que simplesmente procurar por outro. Você e eu somos abençoados com a liberdade de escolher entre bons livros, que iremos ler, quais deixaremos de lado.
Você pode olhar para as suas grades ou pode olhar através delas. Você pode ser um exemplo para prisioneiros mais jovens ou pode se misturar com os encrenqueiros.
Você pode amar a Deus e buscar conhecê-lo ou pode virar as costas para Ele.
Até certo ponto, Waymon, estamos nisso juntos. "
Quando finalmente terminei de ler a carta, minha visão estava borrada pelas lágrimas. Ainda assim, pela primeira vez, eu enxerguei minha mãe com clareza.
E eu a entendi.
(Marie Ragghiandi)

* Livro Histórias para aquecer o Coração

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A outra mulher

Após vinte e um anos de casamento, descobri uma nova maneira de manter acesa a fagulha do amor e da intimidade no meu relacionamento com minha esposa.

Comecei, recentemente, a sair com outra mulher. Na realidade, foi idéia da minha esposa.

- Você sabe que a ama - ela disse um dia, pegando-me de surpresa. - A vida é muito curta.

Você precisa passar algum tempo com as pessoas que ama.

- Mas eu amo você - protestei.

- Eu sei. Mas também a ama. Você provavelmente não vai acreditar em mim, mas acho que, se vocês dois passarem mais tempo juntos, isso será bom para nós.

Como sempre, Peggy estava certa.

A outra mulher com quem minha esposa estava me encorajando a sair é minha mãe.
Minha mãe é uma viúva de setenta e um anos de idade que vive sozinha desde que meu pai morreu, há dezenove anos. Logo depois de sua morte, viajei quatro mil quilômetros para morar na Califórnia, onde comecei minha própria família e minha carreira. Quando voltei à minha cidade natal há cinco anos, prometi a mim mesmo que passaria mais tempo com ela. Mas, de alguma maneira, com as exigências de meu trabalho e três filhos, nunca cheguei a vê-la fora das reuniões familiares e dos feriados.

Ela ficou surpresa e desconfiada quando telefonei e sugeri que fôssemos jantar e depois ao cinema.

- O que aconteceu? Você vai se mudar para longe com meus netos? - perguntou.

Minha mãe é o tipo de mulher que acha que qualquer coisa fora do habitual - um telefonema tarde da noite ou um convite surpresa para jantar feito por seu filho mais velho - significa más notícias.

- Achei que seria bom passar algum tempo com você - eu disse. - Só nós dois.

Ela avaliou a observação por um instante.

- Eu gostaria disso - falou. - Gostaria muito. Surpreendi-me nervoso enquanto dirigia para a casa dela na sexta-feira depois do trabalho. Estava com a ansiedade do pré-encontro - e só estava saindo com a minha mãe, pelo amor de Deus!

Sobre o que iríamos conversar? E se ela não gostasse do restaurante que escolhi? Ou do filme? E se não gostasse de nenhum dos dois?

Quando estacionei em frente à sua garagem, percebi o quanto ela também estava nervosa com o nosso encontro. Estava me esperando na porta, já de casaco. Tinha feito um penteado especial. Sorria.

- Eu disse para as minhas amigas que ia sair com o meu filho e todas ficaram impressionadas - falou enquanto entrava no carro. - Mal podem esperar até amanhã para ouvirem a respeito da nossa noite.

Não fomos a nenhum lugar chique, apenas um restaurante do bairro, onde pudéssemos conversar. Quando chegamos lá, ela agarrou meu braço - metade por carinho, metade para ajudá-la a subir os degraus para o salão.

Sentamos e eu tive que ler o cardápio para nós dois. Os olhos dela só vêem grandes formas e sombras. Já tinha lido metade das entradas, quando olhei para cima.

Mamãe estava sentada do outro lado da mesa, olhando para mim. Tinha um sorriso pensativo nos lábios.

- Era eu quem lia o cardápio quando você era pequeno disse.

Entendi imediatamente o que ela estava dizendo. De responsável a dependente, de dependente a responsável, nossa relação se invertera completamente.

- Então chegou a hora de você relaxar e me deixar retribuir o favor - falei.

Conversamos agradavelmente durante o jantar. Nada avassalador, apenas sobre nossas vidas. Conversamos tanto que perdemos o filme.

- Saio com você novamente, mas só se você deixar eu pagar o jantar da próxima vez - disse minha mãe quando a deixei em casa. Concordei.

- Como foi o seu encontro? - minha esposa quis saber quando cheguei em casa aquela noite.

- Bem... melhor do que eu esperava - respondi. Ela deu seu sorriso eu-bem-que-disse.

Desde aquela noite, tenho tido encontros regulares com minha mãe. Não saímos toda semana, mas tentamos nos ver pelo menos duas vezes por mês. Sempre jantamos e às vezes assistimos a um filme. No entanto, na maior parte das vezes apenas conversamos. Conto-lhe dos desafios diários de meu trabalho. Conto vantagem a respeito de meus filhos e de minha esposa. Ela atualiza meu conhecimento a respeito das fofocas da família com as quais pareço nunca estar em dia.

Também me conta do seu passado. Agora eu sei como foi para minha mãe trabalhar em uma fábrica durante a Segunda Guerra Mundial. Sei como ela conheceu meu pai lá e como eles se cortejaram no bonde durante aqueles tempos difíceis. Ouvindo essas histórias percebi o quanto elas significam para mim. São minhas histórias. Não me canso de ouvi-las.

Mas não conversamos apenas a respeito do passado. Também conversamos sobre o futuro. Por causa de problemas de saúde, minha mãe se preocupa com os dias por vir.

- Tenho tanta coisa para viver - ela me disse certa noite. - Tenho que estar aqui enquanto meus netos crescem. Não quero perder nem um pouquinho.

Como muitos amigos da minha geração, tenho a tendência de viver correndo, enchendo ao máximo a agenda enquanto luto para fazer com que a carreira, a família e os relacionamentos caibam na minha vida. Com freqüência reclamo da velocidade com que o tempo passa. Passar algum tempo com a minha mãe me ensinou a importância de diminuir o ritmo. Finalmente entendi o significado de um termo que ouvi um milhão de vezes: qualidade de vida.

Peggy estava certa. Sair com outra mulher realmente ajudou meu casamento. Fez de mim um marido e um pai melhores e, espero, um filho melhor.

Obrigado, mamãe. Eu te amo.

David Farrell

* Livro Histórias para aquecer o coração

terça-feira, 28 de julho de 2009

Criando Raízes

Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido. Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu - velho, amarrotado e bastante gasto. Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.
Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transforma-lo em uma floresta.
O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito da jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional. Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.
Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas deveriam ser apreciadas.
Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de rega-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou! Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para chamar a atenção da árvore.

O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.
Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. Árvores maricas.
Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficia-las de um modo que o conforto e a tranqüilidade nunca conseguiriam.
Todas as noites, antes de dormir, dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles. Freqüentemente rezo por eles. Rezo principalmente para que tenham vidas fáceis. “Senhor, poupe-os sofrimentos.” Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.
Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que meus filhos irão encontrar dificuldades e minha oração para que isso não aconteça é ingênua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.
Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou rezar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.
Muitas vezes rezamos por tranqüilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar. O que precisamos fazer é rezar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.

Philip Gulley

* Livro Histórias para aquecer o coração

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Deus não escolhe os capacitados...

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

domingo, 26 de julho de 2009

Lição

Esta é a história de um soldado que finalmente voltava para casa após a guerra do Vietnã. Ele ligou para os seus pais, que moravam em São Francisco:

-Mamãe, Papai, estou voltando para casa, mas antes quero pedir um favor a vocês. Tenho um amigo que gostaria de levar junto comigo.

-Claro, eles responderam, gostariamos muito de conhecê-lo também.

-Há algo que você precisam saber antes, continuou o filho.Ele terrivelmente foi ferido em combate. Pisou em uma mina e perdeu o braço e uma perna. Pior ainda e que ele não tem nenhum outro lugar para morar.

-Nossa! Sinto muito em ouvir isso filho. Talvez possamos encontrar um outro lugar para morar.

-Não, mamãe eu quero que ele possa morar em nossa casa!

-Filho, disse o pai, você não sabe o que tá pedindo? Você não tem noção da gravidade do problema.

A mãe concordando reforçou:

- Alguém com tantos problemas seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos que uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderá voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará por si próprio um modo de viver.

Neste momento o rapaz bateu o telefone e os pais nunca mais ouviram uma só palavra dele.

Algum tempo depois os pais receberam um telefonema de um agente da guerra, dizendo que o filho deles havia caido do prédio que estava refugiado. A policia acreditava em suícidio.

Os pais foram voando para a cidade, reconhecer o corpo, e decobriram que era o seu filho e para a sua surpresa desconheciam algo.

Depois da guerra, o filho deles tinha apenas um braço.
E uma perna.

sábado, 25 de julho de 2009

Lição

Vi e ouvi uma apresentadora de programa de televisão, narrar o fato seguinte, achei interessante, e mesmo você já o conhecendo, resolvi compartilhar com você.
Um açougueiro viu adentrar ao seu comércio, um cachorro que trazia em sua boca uma sacola, e nela continha uma nota de cinqüenta reais e junto um bilhete, que continha os seguintes dizeres:
Por favor. Mande-me um kg de salsichas.
O açougueiro que ja estava prestes a fechar seu estabelecimento, colocou naquela sacola a salsicha e o troco, e resolveu seguir aquele cachorro, quando num dado momento, o cãozinho parou defronte à uma casa, colocou a sacola na calçada, e foi até a porta e se atirou contra ela.
Como não saiu ninguém, ele foi até a janela bateu várias vezes a cabeça na vidraça, e voltou correndo para a porta de entrada.
Logo em seguida saiu uma senhora, pegou o cachorro e começou a bater. O açougueiro atônito, bradou:
Calma senhora, esse seu cachorro é um gênio. Foi até ao meu açougue com essa sacola, o bilhete que a senhora mandou, e trouxe-lhe a encomenda com o troco, e a senhora o recebe assim aos socos e ponta-pés?
Então a senhora demostrando uma calma sem tamanho, respondeu:
Acontece meu senhor, que é a segunda vez só essa semana, que esse imprestável esquece as chaves!
Moral da história:
Por mais que nos excedamos na expectativa de ajudar ou agradar alguém, haverá sempre aquele que achará que somos inúteis!!!
Por mais que alguém ache que somos amadores naquilo que fazemos e damos o melhor de nós, e que jamais seremos profissionais, que isso não nos sirva de comodismo!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Semear

Dona Angélica era Professora.

Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila próxima.

Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito.

Os alunos da escola de primeiro grau tinham-na como uma pessoa muito estranha.

Eles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo.

Pela janela do trem, dona Angélica fazia acenos como se estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos olhos de todos.

As crianças faziam zombarias, criticavam-na, mas Ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas.

Todos achavam que Ela era maluca, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.

Os anos se passavam e a situação continuava a mesma.

Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida.

Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devotamento quase maternal.

Certo dia em que viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma classe do trem, movimentava, como sempre, as mãos para fora da janela.

Os alunos sentados na parte de traz sorriam maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, sentou-se ao seu lado e, com ternura lhe perguntou:

- Professora, porque você insiste em continuar com essas atitudes loucas?

- Que deseja dizer, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.

- Ora, professora, você fica abanando as mãos para fora do trem. Isso não é loucura?

A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:

- Veja aqui dentro da minha bolsa. Observa o que há aí dentro!

- Sim, eu vejo que há algo aí, mas o que é isso?

- É pólen de flores. São pequenas sementes... Há quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada, antes, era feia, árida, desagradável. Eu tive a idéia de a embelezá-la, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela. Sei que cairão em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformarão em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria à paisagem.

- Como você pode ver, a paisagem já não é mais árida. Há flores de diversos tipos e seus perfumes são espelhados por todos os lados.


Na vida, todos somos semeadores...

Uns semeiam flores e descobrem belezas, perfumes e frutos.

Outros semeiam espinhos e se ferem nas suas pontas agudas.

Ninguém vive sem semear, seja o bem, seja o mal...

Felizes são aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade e de afeto.

Nem tudo o que parece, é!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Deus

Em um certa cidade morava uma senhora viuva com seus filhos, ela era uma serva do deus altissimo.

A certa vez ela estava passando grande aperto financeiramente,mesmo assim nao deixava de buscar a Deus, entao vendo aquilo o dono do armazem proximo a casa dela quis brincar com aquela senhora.
Todo mes ele preparava uma enorme cesta de alimentos e mandava para aquela senhora, e dizia a seus empregados se ela perguntar quem mandou voces digam que foi o diabo, tudo bem eles foram ate a quela senhora bateram na porta entregaram a cesta pra ela que so fez agradecer.

Passados muitos meses, e ela nao perguntava quem mandara as cestas, o dono do armazem ficou furioso com aquilo e foi pessoalmente entregar aquela cesta a senhora, chegando a casa dela enntregou a cesta e perguntou a ela porque a senhora vem recebendo cestas a um certo tempo e nao pergunta quem mandou entregar pra ti.

Ela olhou bem dentro dos olhos dele e disse: meu senhor pois sabe porque e que quando Deus ordena ate o diabo tem que obedecer, e eu sei que quem manda as cestas pra mim e porque Deus ordenou.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ventos e Tempestades

Um escritor inglês, do século passado, conta em uma de suas obras que na praia perto de sua casa, uma coisa muito interessante podia ser vista com freqüência:
Um navio lançando a sua âncora no mar enfurecido.
Dificilmente existe uma coisa mais interessante ou sugestiva do que essa.
O navio dança sobre as ondas
Parece estar sob o poder e à mercê delas.
O vento e a água se combinam para fazer do navio o seu brinquedo.
Parece que vai haver destruição; pois se o casco do navio for lançado sobre as rochas, será despedaçado.
Mas observamos que o navio mantém a sua posição. Embora à primeira vista parecesse um brinquedinho desamparado à mercê dos elementos, o navio não é vencido.
Qual é o segredo da segurança deste navio?
Como pode resistir às forças da natureza com tanta tranqüilidade?
Existe segurança para o navio no meio da tempestade porque ele está ancorado!
A corda à qual ele está amarrado não depende das águas, nem de qualquer outra coisa que flutue dentro delas.
Ela as atravessa e está fixada no fundo sólido do mar.
Não importa quão forte o vento sopre ou quão altas sejam as ondas do mar...
A sua segurança depende da âncora que está imóvel no fundo do oceano.
Muitas vezes nos sentimos no meio de uma tormenta, sendo jogados pelas ondas da vida para cima e para baixo e açoitados pelo vento da adversidade.
Parece-nos, às vezes, que não conseguiremos sobreviver a determinados períodos de nossas vidas.
Sem uma vida espiritual, a nossa vida é como um navio sacudido pelo mar enraivecido das circunstâncias incontroláveis da vida.
Mas, confiando em Deus, experimentamos sua presença e amor como âncora da nossa vida.
Nos sentimos encorajados e esperançosos.
Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco.
Somente com Deus podemos estar seguros,e enfretar os ventos e tempestades da vida.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O jovem e o sábio

Certa vez um jovem foi a um homem sábio, pedir conselhos.
O homem sábio disse que só queria saber uma coisa.
Ele propôs uma situação imaginária. Ele disse - “Imagine que você nunca seria pego e ninguém seria machucado.
Ninguém perderia nada.
Se estas circunstâncias fossem garantidas, você mentiria por $10.000 dólares?”
O jovem pensou um pouco e respondeu.
“Sim, por $10.000 e ninguém saberia e ninguém seria machucado.
Eu mentiria.”
O sábio balançou a cabeça e disse. “Tenho outra pergunta.
Você mentiria por dez centavos?”
Furioso, o jovem indagou “Que tipo de pessoa você acha que eu sou?”
O sábio respondeu. “Eu já sei que tipo de pessoa você é.
Estou apenas tentando estabelecer seu preço.”

O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.
Provérbios 16:23

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amigo [Hoje é o dia do amigo] Parabéns amigos do blog

- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor! Solicito-lhe permissão para
ir buscá-lo; disse um soldado ao seu tenente.

- Permissão negada; replicou o oficial: Não quero que arrisque a sua vida por
um homem que provavelmente está morto.

O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente
ferido, transportando o cadáver de seu amigo.

O oficial estava furioso:
- Já tinha te dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me:
Valeu a pena ir lá para trazer um cadáver?

E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pode me dizer:

- "Tinha certeza que você viria, amigo!"


"AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODO MUNDO JÁ SE FOI"

domingo, 19 de julho de 2009

A história do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor".

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que
usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça ".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você".

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

sábado, 18 de julho de 2009

Perseverança

Já observou a atitude
dos pássaros ante às adversidades?
Ficam dias e dias fazendo seu ninho, recolhendo materiais, às vezes trazidos de locais distantes...
... E quando já ele está pronto e estão preparados para por os ovos, as inclemências do tempo ou a ação do ser humano ou de algum animal destrói o que com tanto esforço se consegui...
O que faz o pássaro?
Pára, abandona a tarefa?
De maneira nenhuma. Começa, uma outra vez, até que no ninho apareçam os primeiros ovos.
Muitas vezes, antes que nasçam os filhotes, um animal, uma criança, uma tormenta, volta a destruir o ninho, mas agora com seu precioso conteúdo...
Dói recomeçar do zero... Mas ainda assim o pássaro jamais emudece, nem retrocede, segue cantando e construindo, construindo e cantando...
Já sentiu que sua vida, seu trabalho, sua família, seus amigos não são o que você sonhou?
Tem vontade de dizer basta, não vale a pena o esforço, isto é demasiado para mim?
Você está cansado de recomeçar, do desgaste da luta diária, da confiança traída, das metas não alcançadas quando estava a ponto de conseguir?
Mesmo que a vida o golpeie mais uma vez, não se entregue nunca, faça uma oração, ponha sua esperança na frente e avance. Não se preocupe se na batalha seja ferido, é esperado que algo assim aconteça. Junte os pedaços de sua esperança, arme-a de novo e volte a ir em frente.
Não importa o que você passe...
Não desanime, siga adiante.
A vida é um desafio constante, mas vale a pena aceitá-lo. E sobretudo...
Nunca deixe de cantar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os 12 pratos

príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.
Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças.
Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita.
A notícia tomou conta do Império, e, às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à coleção, se o servo fosse perdoado.
Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião.
Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel.
Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas.
Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse:
* Aí estão, senhor, todos iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me.
Desde que essas porcelanas valem mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada.
Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.
Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada há mais precioso do que a vida em si mesma.
Quantas vezes, deixamos o nervosismo do momento tomar lugar nas nossas vidas e duras palavras ferem a quem amamos!
Quantas coisas colocamos na frente do amor, do respeito, da compreensão que deveríamos ter?
Que neste dia, tenhamos tempo para meditar se não estamos matando por um prato quebrado...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Seminarista

Depois que começou a estudar num seminário teológico, aquela era a primeira vez que o convidavam para pregar e ele tinha certeza que ia ser uma "benção", pois havia se preparado suficientemente.

Encostou a Bíblia no peito e caminhou até o altar feito um general.

No entanto, sua pregação foi um fiasco. Parecia até que Deus o havia deixado sozinho, desamparado, lá na frente de todo mundo.

Saiu de cabeça baixa e só foi até a porta da frente cumprimentar os irmãos porque o pastor da igreja insistiu com ele.

Ele não conseguia entender o que havia saido errado, até que um senhor idoso abraçou-o e coxichou em seu ouvido:
- Se você tivesse entrado do jeito que saiu, teria saído do jeito que entrou.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Chinelo Dourado

Faltavam apenas cinco dias para o Natal. O espírito da ocasião ainda não tinha me atingido, mesmo que os carros lotassem o estacionamento do shopping. Dentro da loja, era pior. Os últimos compradores lotavam os corredores.

- Por que vim hoje? Perguntei a mim mesmo.

Meus pés estavam tão inchados quanto minha cabeça. Minha lista continha nomes de diversas pessoas que diziam não querer nada, mas eu sabia que ficariam magoados se eu não os comprasse qualquer coisa. Comprar para alguém que tem tudo e com os preços das coisas como estão, fica muito difícil.

Apressadamente, eu enchi meu carrinho de compras com os últimos artigos e fui para a longa fila do caixa.

Na minha frente, duas pequenas crianças - um menino de aproximadamente 10 anos e uma menina mais nova, provavelmente de 5 anos. O menino vestia roupas muito desgastadas. Os tênis me pareceram grandes demais e as calças de brim muito curtas. A roupa da menina assemelhava-se a de seu irmão. Carregava um bonito e brilhante par de chinelos com fivelas douradas. Enquanto a música de Natal soava pela loja, a menina sussurrava desligada mas feliz.

Quando nos aproximamos finalmente do caixa, a menina colocou, com cuidado, os chinelos na esteira. Tratava-os como se fossem um tesouro. O caixa anunciou a conta.

- São $6,09. Disse.

O menino colocou suas moedas enquanto procurava mais em seus bolsos. Veio finalmente com $3,12.

- Acho que vamos ter que devolver. - disse. Nós voltaremos outra hora, talvez amanhã.

Com esse aviso, um suave choro brotou da pequena menina.

- Mas Jesus teria amado esses chinelos. Ela resmungou.

- Bem, nós vamos para casa e trabalharemos um pouco mais. Não chore. Nós voltaremos. Disse o menino.

Rapidamente, eu entreguei os $3,00 que faltavam ao caixa. Estas crianças tinham esperado na fila por muito tempo. E, além de tudo, era Natal.

De repente um par de braços veio em torno de mim e uma pequena voz disse:

- Agradeço, senhor.

- O que você quis dizer quando falou que Jesus teria gostado dos chinelos? Eu perguntei.

O pequeno menino me respondeu,
- Nossa mãe está muito doente e vai pro céu. Papai disse que ela pode ir antes mesmo do Natal, estar com Jesus.

E a menina completou,
- Meu professor disse que as ruas no céu são de ouro, brilhantes como estes chinelos. Mamãe não ficará bonita andando naquelas ruas com esses chinelos?

Meus olhos inundaram-se de lágrimas e eu respondi,
- Sim, tenho certeza que ficará.

Silenciosamente agradeci a Deus por usar estas crianças para lembrar-me do verdadeiro espírito de Natal.

O Natal é o amor em seu coração!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Lição

Ha um tempo atras, um homem castigou sua pequena filha de 3 anos por desperdiçar
um rolo de papel de presente dourado.

O dinheiro era escasso no momento e o pai ficou furioso quando viu a filha
tratando de envolver uma caixa para coloca-la debaixo da arvore de Natal.
Entretanto, nada fez, cansado, foi dormir.

Na manha seguinte, a filha levou o presente para o seu pai e lhe disse:
"Isto e para você, papai."

Ele se sentiu envergonhado por sua reação de fúria, mas voltou a enfurecer-se
quando viu que a caixa estava vazia. Retornou a gritar, dizendo:
"Não sabe que quando da um presente a alguém coloca-se algo dentro?"

A pequenina então, com lagrimas nos olhos olhou para o pai e disse:
"Oh, papai, não esta vazia, eu soprei beijos dentro da caixa, são todos para
você, papai."

O pai se sentiu morrer; colocou seus braços ao redor da filha e suplicou-lhe
perdão.

O homem guardou essa caixa dourada próxima a sua cama por muitos anos e sempre
que ele se sentia desanimado, tomava da caixa um beijo imaginário e recordava
o amor que sua filha havia deixado ali.

E uma forma muito sensível, cada um de nos, humanos, recebemos um recipiente
dourado, cheio de amor incondicional e beijos de nossos filhos, amigos, família
ou de Deus. Ninguém poderia ter posse de um presente tão abrilhantado quanto esse.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O avô e o neto

Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo.
Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher.
Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca, deixava sempre
cair um bocado pelos cantos.

O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo.
Finalmente, acabaram fazendo o velho se sentar num canto atrás do fogão.
Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe
davam bastante.

O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de
lágrimas.

Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela
se quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou. Depois
ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.

Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um
menino de oito anos, estava brincando com uns pedaços de pau.

- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.

O menino respondeu:

- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.

O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois
disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos
juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada.

domingo, 12 de julho de 2009

Mãe

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: "Dizem-me que estarei
sendo enviado à Terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim
pequeno e indefeso?"

E Deus disse: "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você.
Estará lhe esperando e tomará conta de você."

Criança: "Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e
sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?"

Deus: "Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante,
você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."

Criança: "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não
conheço a língua que as pessoas falam?"

Deus: "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar."

Criança: "E o que farei quando eu quiser Te falar?"

Deus: "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar."

Criança: "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?"

Deus: "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria
vida."

Criança: "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais."

Deus: "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de
vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você."

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já
podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:

"Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do
meu anjo."

E Deus respondeu: "Você chamará seu anjo... MÃE!"

sábado, 11 de julho de 2009

Madre Teresa de Calcuta

Um dia, um senhor disse à Madre Teresa de Calcutá:

- Eu não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares.

Ao que Madre Teresa respondeu:

- O senhor não daria banho em um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho em um leproso.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tartaruga tagarela

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos. Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar. Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.

Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago. Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida. E foram dizer adeus à tartaruga.

- Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. - Levem-me com vocês, senão eu morro!

- Mas você não sabe voar! - disseram os patos. - Como é que vamos levá-la?

- Levem-me com vocês! Eu quero ir com vocês! - gritava a tartaruga.

Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma idéia.

- Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - se você conseguir ficar quieta um longo tempo. Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio. Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco. Mas cuidado: lembre-se de não falar! Se abrir a boca, estará perdida.

A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima! Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio. Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.

Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer: "Como estamos alto!" Mas lembrou-se de ficar quieta.

Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar: "O que é aquilo que brilha tanto?" Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.

Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.

- Olhem os patos carregando uma tartaruga! - gritavam. E todos correram para ver.

A tartaruga bem quis dizer: "E o que é que vocês tem com isso?"; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo:

- Não é engraçado? Não é esquisito? Olhem! Vejam!

E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada. Depois, as pessoas começaram a rir:

- Vocês já viram coisa mais ridícula? - zombavam.

E aí a tartaruga não agüentou mais. Abriu a boca e gritou:

- Fiquem quietos, seus bobalhões...!

Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.

Moral da história: Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada.

Autor desconhecido

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Atitude

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia , olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.

- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.

Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.

- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.

Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A velhice

Ana Cintra conta que seu filho pequeno - com a curiosidade de quem ouviu uma nova palavra
mas ainda não entendeu seu significado - perguntou-lhe:
"Mamãe, o que é velhice?"

Na fração de segundo antes da resposta, Ana fez uma verdadeira viagem ao passado.
Lembrou-se dos momentos de luta, das dificuldades, das decepções.
Sentiu todo peso da idade e da responsabilidade em seus ombros.
Tornou a olhar para o filho que, sorrindo, aguardava uma resposta.
"Olhe para meu rosto, filho", disse ela. "Isso é a velhice".

E imaginou o garoto vendo as rugas, e a tristeza em seus olhos.
Qual não foi sua surpresa quando, depois de alguns instantes, o menino respondeu:
"Mamãe! Como a velhice é bonita!"

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Não julgues

Não julgue; apenas compreenda
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando viu um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele virou-se para o chinês e perguntou:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês respondeu:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

"RESPEITAR AS OPINIÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO E SITUAÇÃO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER."

AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTEE PENSAM DIFERENTE.

NUNCA JULGUE, APENAS COMPREENDA!!!

domingo, 5 de julho de 2009

A cadeira

Um pastor foi chamado para orar por um doente. Ao entrar no quarto onde ele estava, havia uma cadeira ao lado da cama, o pastor se aproximou e disse:
“Sua filha me pediu que viesse aqui orar por você e creio que esta cadeira vazia seja para mim”.
E o mulher respondeu:
" Na verdade passei boa parte da minha vida sem saber orar e não dava importância a isso, pensava que Deus estava muito distante de mim. Até que um dia um amigo me disse que orar é conversar com Jesus, e sugeriu que eu sentasse em uma cadeira e colocasse outra na minha frente crendo que Jesus estava ali sentado e me ouvindo, pois Ele mesmo disse:
" Eu estarei sempre com vocês "Desde então tenho feito isso e tem sido muito bom, mas cuido para que ninguém veja e pense que estou louco. "E o pastor disse que era muito bom o que ele estava fazendo e que nunca deixasse de fazê-lo. Em seguida orou com aquele homem e foi embora. Alguns dias depois o pastor foi avisado pela filha daquele senhor que ele havia falecido. Porém ele estava com a cabeça encostada em uma cadeira ao lado da sua cama quando morreu e a filha perguntou ao pastor se ele sabia porque.
Emocionado o pastor enxugou as lágrimas e respondeu:
“Ele partiu nos braços do seu melhor amigo”.

sábado, 4 de julho de 2009

Estratégia

Um senhor vivia sozinho em Minnesota.
Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
‘Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano.
Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava as flores, esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.
Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu pai.’

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:
‘PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos’
Como as correspondências eram monitoradas na prisão. ..
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram, e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.

Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

Esta foi a resposta:
‘Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento.’

Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A doença mais contagiosa

Há uma história sobre um fazendeiro que ansiosamente cumprimentava cada novo dia com um ressonante,
- Bom dia, Deus!

Ele morava perto de uma mulher cuja saudação matutina era sempre igual,
- Bom Deus já é manhã ?

Um era exatamente o contrário do outro. Onde ele via oportunidades, ela via problemas. O que o deixava satisfeito, à ela deixava descontente.

Uma luminosa manhã e ele exclamou,
- Olhe que bonito céu! Você viu que amanhecer glorioso?

- Ora, ela respondeu. Ficará tão quente que queimará toda a colheita!

Durante uma tarde chuvosa, ele comentou,
- Isto não é maravilhoso? Hoje a mãe natureza está dando o que beber ao milho!

- E se não parar logo , veio a resposta azeda, vamos nos arrepender por não ter feito seguro contra inundação nas colheitas!

Convencido que ele poderia melhorar um pouco aquela atitude endurecida, ele comprou um cachorro notável. Não um vira-lata qualquer, mas o cachorro mais caro, altamente treinado e talentoso que ele pudesse encontrar. O animal era primoroso! Poderia executar tantos feitos notáveis e impossíveis que, pensou o fazendeiro, seguramente vai impressionar até mesmo sua vizinha. Assim ele a convidou a assistir as ações de seu cachorro.

- Vá buscar! Ele comandou lançando uma vara em um lago e a vara flutuou, subindo e descendo na ondulação da água. O cachorro, esperto, aguardou que a vara se aproximasse da margem, caminhou pela água e recuperou a vara.

- Viu que cão esperto? O que você acha disto? Ele perguntou entusiasmado e sorrindo.

- Hummm, ela carranqueou. Ele não sabe nadar, não é?

Às vezes eu penso que pensamento negativo é a doença mais contagiosa do mundo. Mais contagiosa do que qualquer vírus conhecido, e da mesma maneira mortal. Mas uma boa atitude de otimismo e maravilha também pode ser contagioso!

Qual você está espalhando hoje?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

que tipo de pessoas vivem neste lugar?

Conta uma popular lenda do Oriente, que um jovem chegou à beira de um
oásis, junto a um povoado e,aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vivem neste lugar?

- Que tipo de pessoas vivem no lugar de onde você vem? - Perguntou por
sua vez o ancião.

- Oh! Um grupo de egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou
satisfeito de haver saído de lá.

- A isso o velho replicou: a mesma coisa você haverá de encontrar por
aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e
vendo o ancião perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vivem pôr aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoas vivem no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras.
Fiquei muito triste pôr ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará pôr aqui, respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele
que nada encontrou de bom nos lugares pôr onde passou, não poderá
encontrar outra coisa pôr aqui. Aquele que encontrou amigos ali,
também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro
de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra
na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o
presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós
mesmos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O bambu

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas...Uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.

Especialmente em nosso trabalho, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida:

A Paciência e a Persistência.