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quarta-feira, 31 de março de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

domingo, 28 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Salvem as mulheres - Luiz Fernando Verissimo

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação

Mas,na verdade acredito que é ela quem me mantém.

Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência,

lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'.

Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:Habitat - Mulher não pode ser mantida em cativeiro.

Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro.

Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA.

Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta - Ninguém vive de vento.

Mulher vive de carinho.

Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.

Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia.

Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar.

Flores também fazem parte de seu cardápio.

Mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Música ambiente e um espumante num quarto de hotel são muito bem digeridos e ainda incentiva o acasalamento, o que, além de preservar a espécie, facilitam a sua procriação.

Respeite a natureza - Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação...

Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade. É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping.Só não incentive muito estes últimos pontos, ou você criará um monstro consumista. Cérebro feminino não é um mito -

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!.Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça.E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens: a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não confunda as subespécies - Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto.

Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem.Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida.

Trocar uma pela outra não só vai prejudicar você como destruirá o que há de melhor em ambas.

Não faça sombra sobre ela - Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás.Assim, quando ela brilhar você vai pegar um bronzeado.

Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.

O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.

Ele sabe que preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Heroinas do amor

Muito se fala a respeito das mães e do poder de seu amor. Um dos casos mais significativos, com certeza, foi o que relatou a Doutora Elisabeth Kübler-Ross.

No hospital onde trabalhava, encontrou uma senhora portadora de uma doença terrível e que já havia sido internada dez vezes.

Cada vez passava um período no Centro de Terapia Intensiva e todos, médicos e enfermeiras, apostavam que ela iria morrer. Contudo, após as crises, melhorava e voltava para casa.

O pessoal do hospital não entendia como aquela mulher continuava resistindo e não morria.

Então, certo dia, a senhora Schwartz explicou que o seu marido era esquizofrênico e agredia o filho mais moço, então com dezessete anos, cada vez que tinha um dos seus ataques.

Ela temia pela vida do filho, caso ela morresse antes que o menino alcançasse a maioridade. Se morresse, o marido seria o único tutor legal do filho.

Ela ficava imaginando o que aconteceria com o rapaz nas mãos de um pai com tal problema.

É por isso que ainda não posso morrer, concluiu.

O que mantinha aquela mulher viva, o que lhe dava forças para lutar contra a morte, toda vez que ela se apresentava, era exatamente o amor ao filho.

Como deixá-lo nessas circunstâncias? Por isso, ela lutava e lutava sempre.

A doutora, observando emocionada o sofrimento físico e moral daquela mulher, resolveu ajudá-la, providenciando um advogado para que aquela mãe, tão preocupada, transferisse a custódia do menino para um parente mais confiável.

Aliviada, a paciente deixou o hospital infinitamente agradecida por poder viver em paz o tempo que ainda lhe restava.

Agora, afirmou, quando a morte chegar, estarei tranqüila e poderei partir.

Ela ainda viveu pouco mais de um ano, quando o momento chegou.

* * *

A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que se transformam em mães, em nome do amor.

Daquelas que trabalham de sol a sol, catando papel nas ruas, trabalhando em indústrias ou fábricas e retornam para o lar, no início da noite para servir o jantar aos filhos pequenos.

E supervisionam as lições da escola, cantam uma canção enquanto eles adormecem em seus braços.

E as mães de portadores de deficiências física e mental que dedicam horas e horas, todos os dias, exercitando os seus filhos, conforme a orientação dos profissionais, apenas para que eles consigam andar, mover-se um pouco, expressar-se.

Mães anônimas, heroínas do amor, devemos a nossa existência a uma criatura assim.

E quantos de nós temos ainda que agradecer o desenvolvimento intelectual conquistado, o diploma, a carreira profissional de sucesso, a maturidade emocional, fruto de anos de dedicação incomparável.

* * *Quem desfruta da alegria de ter ao seu lado na Terra sua mãe, não se esqueça de lhe honrar os dias com as flores da gratidão.

Se os dias da velhice já a alcançaram, encha-lhe os dias de alegria.

Acaricie os seus cabelos nevados com a ternura das suas mãos.

Lembre a ela que a sua vida se enobrece graças aos seus exemplos dignos, os sacrifícios sem conta, as lágrimas vertidas dos seus olhos.

E, colhendo o perfume leve da manhã, surpreenda-a dizendo: Bendita sejas sempre, minha mãe.

quinta-feira, 25 de março de 2010

o livro mais precioso

O professor, em um curso de mestrado, propôs aos alunos:

Se vocês fossem morar numa ilha deserta e pudessem levar apenas um livro, qual deles escolheriam?

As respostas foram variadas, segundo os interesses, concepções e predileções de cada um.

Os Miseráveis, de Victor Hugo. O Emilio, de Rousseau. O Capital, de Carl Marx. A origem das espécies, de Darwin.

Depois de todos terem se manifestado, o professor sorriu e comentou:

Numa situação dessas não seria mais proveitoso um manual de sobrevivência?

O professor foi verdadeiramente prático.

Afinal, todos os livros citados eram preciosos.

Contudo, eram inúteis em relação ao essencial: como sobreviver numa ilha deserta.

Iremos necessitar de um manual que nos estabeleça normas e diretrizes para a nossa colaboração com o criador na obra da criação.

Um abençoado manual de sobrevivência, um roteiro seguro para o cumprimento dos sagrados objetivos que nos trouxeram à vida e nos garanta existência feliz e produtiva.

E este manual a divindade plantou em nossa intimidade. Podemos abrir um dos capítulos e ler a respeito da fé.

Fé que nos alerte da certeza de que estamos na terra guardados pelo amor de Deus, que jamais desampara os seus filhos.

Fé que nos informe, todos os dias, que tudo tem uma razão de ser, mesmo a dor mais profunda e o problema mais crucial.

Mesmo que, agora, não tenhamos condições de perceber tais razões.

Podemos passar adiante e ler o capítulo da esperança.

Então nos sentiremos fortes para os embates, quaisquer que sejam, pois a esperança nos dirá que fomos criados para a vitória, jamais para a derrota.

A esperança nos recordará das tempestades que varrem a terra, parecendo destruí-la e dos dias seguintes em que o sol beija a pradaria, aquece os jardins e acaricia as flores para que elas espalhem seu inebriante perfume.

A esperança nos falará dos invernos que parecem infindáveis, das noites que se fazem intermináveis, acenando-nos com a lembrança das primaveras e dos verões ensolarados, dos dias reluzentes de muita alegria.

***

Bem falou Jesus: o reino dos céus está dentro de vós.

O que nos cabe é ler nas páginas da nossa consciência as mensagens do amor que Deus, nosso Criador, colocou em cada um de nós.

Assim, logo mais, teremos banido da terra a dor, a violência e a tristeza, porque lendo os capítulos deste bendito manual, descobriremos que tudo é passageiro na terra e que nossa passagem por ela tem um objetivo maior: o progresso.

E progredir é perseguir a perfeição. Ser perfeito é ter encontrado a felicidade plena.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A verdade

Você já pensou algum dia no poder da verdade? Ou você pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injustiça já se consumou?

Quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias.

Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo.

Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los.

Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, o rei e os príncipes da Pérsia julgariam qual a opção mais sábia.

No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: "O vinho é o mais forte."

Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos.

O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento.

A segunda frase dizia: "O rei é o mais forte."

A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados à guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão.

Todos os súditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, trazem os frutos para ele.

A terceira frase afirmava: "Acima de tudo, a verdade prevalecerá."

O jovem que a escreveu falou: "A verdade é mais forte que todas as coisas.

O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna.

É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida.

Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas."

E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse.

O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusalém.

Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono.

E o rei da Pérsia cumpriu a promessa.

* * *

Esta história se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na Bíblia.

O jovem sábio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 a.C.

terça-feira, 23 de março de 2010

As chamas

Quatro velas estavam queimando calmamente.

O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo entre elas.

A primeira, expandido sua chama, disse: "eu sou a paz. Peregrino pelas estradas do sentimento, buscando morada no coração dos homens.

Viajo pelos campos devastados pelas guerras e canto a minha canção aos ouvidos dos que ainda persistem nas batalhas cruéis.

Penetro os lares e espalho o perfume da minha presença. Devo admitir que apesar da minha luz, as pessoas não têm conseguido me manter acesa."

E, diminuindo sua chama, devagarzinho, apagou-se totalmente.

A segunda, mostrando o colorido da sua chama, falou: "eu me chamo fé.

Tenho me sentido inútil entre os homens. Eles se encontram cheios de tanta tecnologia e conquistas que não me escutam."

"Não querem saber de Deus e das verdades espirituais. Insistentemente, tenho batido às portas da razão humana, demonstrando que sem a minha luz, logo, logo, cairão em trevas densas e sofridas."

Porque eu sou a chama que se apresenta quando o desengano aparece. Sou a luz que brilha na noite da desilusão.

Sou a companheira dos que padecem males sem conta.

Mas, como tenho sido desprezada, não faz sentido eu continuar queimando."

Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela e ela se apagou.

Baixinho e triste a terceira se manifestou: "eu sou o amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque tudo é mais importante do que eu: a carreira, os prazeres, as coisas materiais. Os homens só conseguem enxergar a si próprios, esquecendo até dos que estão à sua volta."

Dito isto, o amor recolheu a sua chama e se apagou.

De repente, entrou uma criança. Olhou as três velas apagadas e falou, espontânea: "Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim!"

Foi daí que a quarta vela, que havia permanecido queimando, sem nada dizer, falou: "Não tenha medo, criança. Nem se preocupe. Enquanto a minha chama estiver acesa, podemos acender as outras velas."

Então a criança apanhou a vela da esperança e acendeu novamente as velas da paz, da fé e do amor.

***

A esperança é a virtude através da qual o cristão confia em receber a misericórdia de Deus na terra e a plenitude espiritual após a morte do corpo físico.

A vida, sem a esperança, perde o colorido e as suas elevadas motivações, porque é a esperança que concede forças para enfrentar os desafios e vencer as vicissitudes que surgem a cada passo.

Ninguém consegue viver com alegria sem o concurso da esperança.

Esperança de melhores dias. Esperança de realizações superiores. Esperança de paz. Esperança de fé. Esperança de amor. Esperança de elevação.


chamas de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL

segunda-feira, 22 de março de 2010

A justiça e os dramas humanos

O artigo de um juiz, recentemente publicado em jornal de grande circulação, é de causar emoção nas almas mais insensíveis.

Seu artigo diz o seguinte:

"Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças podem ter alma e paixão.

O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela pulsem vida e emoção, conforme o caso.

Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças.

Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo algumas gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana?

Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa há oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:

A acusada é multiplicadamente marginalizada:

Por ser mulher, numa sociedade machista...

Por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta.

Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo.

Por não ter saúde.

Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si. Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.

É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo, com forças para lutar, sofrer e sobreviver.

Quando tanta gente foge da maternidade...

Quando pílulas anti-concepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas de graça e sem qualquer critério ao povo brasileiro...

Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas...

Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais...

Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.

Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.

Saia livre, saia abençoada por Deus...

Saia com seu filho, traga seu filho à luz...

Porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...

Expeça-se incontinenti o Alvará de Soltura."

O artigo vem assinado pelo meritíssimo juiz João Batista Herkenhoff, livre-docente da Universidade Federal do Espírito Santo.

...............

Ao ouvir o despacho desse magistrado, a esperança de um mundo novo e justo se desdobra à nossa frente.

Esperança de um dia as leis humanas se tornarem educativas e não punitivas.

Esperança de ver as sanções proporcionais às faltas cometidas.

Esperança de, num julgamento, ser levado em conta o passado de cada ser, sua infância, as possibilidades que teve de educação, de saúde, de carinho, de afeto.

Enfim, esperança de que a humanidade atente para as leis de Deus e nelas baseie as suas.


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado no jornal "Gazeta do Povo", de Curitiba - PR, no dia 23/01/1998.

domingo, 21 de março de 2010

Jóias Devolvidas

Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.

Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.

No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.

A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.

Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?

Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.

Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.

Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.

Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...

Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.

O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!

- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora?

- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!

- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito.

- As jóias preciosas eram nossos filhos.

- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.

O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.

...........................

Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se.

Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "Jóias Devolvidas", do livro Quem Tem Medo da Morte?, de Richard Simoneti.

sábado, 20 de março de 2010

João de Deus - Papa João Paulo II

João de Deus foi o apelido carinhoso que o Papa João Paulo II recebeu dos brasileiros, quando esteve em nosso país pela primeira vez, em 1980.

Um homem valoroso que trazia nos olhos a ternura, e no coração o profundo desejo de ajudar na construção de um mundo melhor.

João Paulo II é, sem dúvida, um homem de Deus.

Todo homem que luta pela paz mundial, pela justiça, pelo bem geral, é um homem de Deus. E o Papa o foi.

Sempre disposto, aquele homem jamais se deixou vencer pelo cansaço, pelo frio nem pelo calor, e abraçou pessoas das mais variadas religiões, cores e posições sociais, em muitos países do mundo.

Foi um verdadeiro cristão. Em seus discursos enalteceu sempre a democracia, a liberdade, a dignidade humana.

Foi agredido com palavras, foi atingido por uma bala, mas nem assim se deixou desestimular, pois acreditava que o mal é uma escolha temporária do ser humano...

Desde a infância, o pequeno Karol Wojtyla, teve contato com a dor da separação, causada pela morte.

Despediu-se, com apenas 9 anos de idade, de sua querida mãe que retornou à pátria espiritual.

Experimentou a dor da orfandade e, antes dos 22 anos já estava só no mundo, seu irmão e seu pai haviam falecido.

O jovem Karol experimentou a solidão... Mas não se deixou abater.

Fez o que seu coração lhe pediu: buscou, através da oração, a ajuda da veneranda mãe de Jesus, Maria de Nazaré, em cujo coração encontrou alento e esperança.

Ao receber o título máximo de líder religioso da Igreja Católica, o cidadão polonês fez muitas renúncias, a começar pelo próprio nome.

E foi assim que João Paulo II ficou conhecido em quase todo o mundo.

O garoto pobre tornou-se o Papa estrangeiro, em Roma.

Como Papa, teve papel importante na Terra. Com humildade e firmeza de propósitos, sua voz ecoou em vários continentes, clamando por paz.

Sem dúvida um missionário de Deus, como tantos outros que defendem a paz e a liberdade do ser humano...

Sem dúvida um homem de princípios, que não hesitou em pedir perdão à humanidade pelos erros cometidos por seus antecessores, que acenderam as fogueiras da Inquisição e dizimaram muitas vidas, em nome de Deus...

Para o povo brasileiro, esse homem é apenas João de Deus...

Mas, de tudo isso o que realmente importa agora, é que sua herança já foi legada em vida. A herança de amor pela humanidade e sua total doação por um mundo melhor.

Hoje o cetro do poder repousa neste lado da vida...

E o menino Karol repousa, serenamente, aconchegado ao colo da mãezinha, que não via desde os recuados e doces 9 anos de idade, na saudosa Polônia, sua terra natal...

Um breve e merecido descanso para, logo mais, iniciar o trabalho novamente, afinal, há muita coisa ainda a ser feita antes que a paz mundial seja uma realidade.

E para o bom combatente não há tempo a perder, há apenas uma pequena pausa para restabelecer as forças e continuar a nobre batalha.

Não há porque lamentar a partida de um homem de bem, que foi libertado do corpo físico, enfermo, pelas mãos hábeis dessa cirurgiã chamada morte...

Que em nossas mentes possam ficar gravadas essas palavras do Papa João Paulo II, ditas na celebração do dia mundial da paz, em 1º de janeiro de 2005:

"O mal não é uma força anônima que age no mundo devido a mecanismos deterministas e impessoais. O mal passa através da liberdade humana.

No centro do drama do mal e constantemente relacionado com ele está precisamente esta faculdade que distingue o homem dos demais seres vivos sobre a Terra.

O mal tem sempre um rosto e um nome: o rosto e o nome de homens e mulheres que o escolhem livremente."

E se o mal é uma escolha, o bem também pode ser.

Se temos a liberdade de escolher o mal, temos também para escolher o bem.

Basta apenas movimentar a vontade e optar pelo bem.

Pense nisso!


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita.

Depoimento Ana Lúcia Oliveira, Hidrocefalia, Mielomeningocele

Ana Lúcia engravidou de seu primeiro filho: Gabriel. Teve uma gravidez normal e fez todos os preparativos para a chegada do bebê. Quando Gabriel estava para nascer, no oitavo mês e meio de gestação, descobriram que ele tinha hidrocefalia. Lúcia chorou muito, mas foi em frente. Na hora do nascimento, os médicos detectaram que Gabriel também tinha mielomeningocele (a coluna não havia sido fechada). No começo, Ana Lúcia ficou desesperada, mas jamais rejeitou seu filho. Reuniu todas as suas forças e resolveu lutar para que seu filho tivesse a melhor qualidade de vida possível. Correu atrás de tratamentos, buscou informação e tem os cuidados com Gabriel como prioridade em sua vida. Nesse meio tempo, o marido de Ana Lúcia, que sempre fora violento, chegou a agredi-la física e verbalmente. Dizia que se tivesse tido filho com outra mulher teria nascido saudável. Lúcia se separou e passou a cuidar sozinha do filho. Hoje, está casada de novo com um rapaz que é um verdadeiro pai para o menino. Seu filho acabou de completar seis anos e entrou para escola. É um menino alegre, inteligente e faz muitas atividades.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Depoimento Sônia Garcia Cancer

Sônia levava uma vida normal, com muito trabalho quando, em julho de 2005, o diagnóstico de um câncer veio perturbar sua rotina. A partir daí, tudo mudou. Foram várias cirurgias e internações além do difícil tratamento com radioterapia e quimioterapia. Além do apoio da família e de sua fé, o amor pelos animais foi o que deu forças para que ela seguisse em frente. Sempre que tem alta do hospital, ela é recebida com festa, latidos, lambidas e carinho pelos oito cachorros que cria. Ela sempre teve um carinho especial pelos animais e não liga quando tem que lidar com comentários desfavoráveis à sua dedicação. Levanta todos os dias com mais e mais vontade de viver para continuar cuidando dos seus bichinhos e também de animais abandonados e vítimas de maus-tratos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Depoimento Germano Hofler, Sarcoma de Ewing

Com aproximadamente 17 anos, Germano descobriu que estava com um Sarcoma de Ewing, um câncer no osso da perna. Ele levou um susto com sua nova rotina hospitalar e ficou dias chorando e sem comer. Quando as sessões de quimioterapia começaram, foi muito difícil. Germano se sentia um extraterrestre e chegou a acreditar que não conseguiria realizar alguns planos, inclusive o de tirar sua carteira de habilitação. Mesmo tendo progresso no tratamento, acabou tendo que amputar a perna. O apoio incondicional da família fez com que ele seguisse em frente. Hoje, ele trabalha como voluntário em uma instituição e explica aos pais de crianças de câncer como podem entender melhor a doença e apoiar seus filhos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Depoimento Elisabeth Gonçalves, Tetraplegia


Elisabeth tinha 19 anos, era modelo fotográfico e havia recebido convites para concorrer ao título de Miss Guanabara e Miss Brasil quando sofreu um grave acidente e ficou tetraplégica. Ela havia sido eleita Senhorita Rio e tinha muitos planos para o futuro quando recebeu a notícia de que não andaria mais. Sua limitação era um fato cuja aceitação era mais fácil para ela do que para os amigos e familiares, que sofriam tanto a cada visita que acabavam por deixá-la deprimida. Um dia, Elisabeth decidiu que mesmo estando internada iria se produzir, se maquiar, fazer o cabelo e, assim, passar um pouco mais de alegria às suas visitas. Sua atitude mudou o astral de todos e sua recuperação acabou sendo beneficiada pela boa energia que passou a imperar. Logo Elisabeth começou a fazer fisioterapia, fez vestibular para arquitetura e começou a dar aulas particulares para crianças. Ela também passou a lutar por melhores condições de acesso em locais públicos. Apesar de todas as dificuldades, Elisabeth construiu aos poucos a vida que sempre quis. É casada há 28 anos e tem uma filha.

terça-feira, 16 de março de 2010

Depoimento Robson de Souza Abandono, Menores carentes


Robson foi rejeitado pela mãe por ser fruto de um abuso sexual e foi criado por uma vizinha, que morreu quando ele ainda era criança. O marido da tal vizinha não o assumiu e ele acabou se tornando um menino de rua em Nilópolis. Passou então a fumar, a cheirar cola e a praticar pequenos furtos que acabaram obrigando o grupo ao qual ele havia se juntado a procurar outro local para fugir das ameaças feitas principalmente por taxistas. Robson foi para o centro da cidade do Rio, onde se juntou a outro grupo de meninos de rua. Para garantir seu lugar, ele era obrigado a obedecer às normas do chefe e isso incluía assaltar. Robson era meio desastrado e não desempenhava bem a função quando tinha que abordar alguém. Foi então que, indo parar na Central do Brasil, encontrou uma forma de ganhar algum dinheiro de forma menos agressiva: passou a vender vaga nos trens e decidiu se fixar por lá apesar de não estar plenamente satisfeito. O que ele queria era morar em algum local, e poder estudar. Foi então aconselhado por um comerciante local a procurar o Juizado de Menores. Depois do conselho dado, o comerciante teve que convencer o jovem de que o Juizado de Menores poderia ajudá-lo. Na rua, existia uma crença de que as crianças pegas pelo Juizado eram transformadas em sabão. No Juizado, Robson foi acolhido, passou a estudar e a morar em um abrigo. Além disso, fez uma prova e, tempos depois, começou a trabalhar na própria instituição. Através dos amigos que fez, conheceu também a atriz Zezé Motta, que passou a buscá-lo no abrigo para passeios de fim de semana, e se tornou sua mãe adotiva. Robson nunca teve família de verdade, mas acredita que Deus foi compensando essa falta e colocando pessoas especiais no seu caminho. Ele hoje é casado, tem um filhinho, já escreveu um livro onde conta sua trajetória e mantém contato com os abrigos ajudando a inserir os menores na sociedade através de passeios culturais que realiza com o apoio de produtores teatrais e salas de cinema.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Depoimento Cirurgia de estômago, Patrícia Hall

Patrícia engordou alguns quilos por causa de uma disfunção na tireóide e não conseguiu perdê-los, apesar de ter se dedicado aos exercícios e também tentado várias dietas. Sempre vaidosa, resolveu partir para a cirurgia de redução de estômago, e mesmo sendo informada por dois médicos de que seu caso não era de obesidade mórbida, ela insistiu na idéia. Procurou por um terceiro médico que aceitou operá-la e assim Patrícia iniciou o que considerava ser o caminho para a solução dos seus problemas. Pegou dinheiro emprestado com uma amiga e marcou ansiosa e as escondidas a data do procedimento. A cirurgia não deu certo: o médico cortou acidentalmente as alças do seu intestino o que gerou uma infecção generalizada. Patrícia ficou 45 dias em coma e respirava com ajuda de aparelhos. Passou quatro meses no hospital, teve quatro paradas cardíacas e recebeu até a extrema unção. Precisou fazer mais 25 cirurgias para reconstruir o abdômen. O segredo de Patrícia foi descoberto e os amigos fizeram questão de demonstrar o quanto ela era querida e amada por todos. Deixaram inúmeras mensagens de carinho e força em seu quarto. Passado o susto, Patrícia estava cheia de cicatrizes e com a certeza de que ninguém mais iria se interessar por ela. O destino, no entanto, tinha lhe guardado um novo amor e esse amor e não está nem aí para as cicatrizes. Patrícia aprendeu a dar muito mais valor a si e descobriu que a vaidade em excesso, nem sempre é saudável.

domingo, 14 de março de 2010

Depoimento Botulismo, Suely Gazzaneo

Suely estava enfrentando uma barra com o marido, que descobrira três tumores no cérebro, quando, acordada por sua cadela “Tequila”, percebeu que estava passando muito mal. Como os filhos não estavam em casa, pediu para que seu sobrinho a levasse no hospital. Chegando lá, sequer conseguia falar e mal conseguia abrir os olhos. A médica que lhe atendeu logo suspeitou de um AVC e, caso o quadro se confirmasse, teria que ser internada urgentemente. Suely ficou desesperada, pois precisava cuidar do marido que estava prestes a fazer mais uma cirurgia. A internação foi necessária. Ela estava sem os movimentos do corpo e precisou até de uma traqueostomia para poder respirar com ajuda de aparelhos. Mesmo sedada, percebia o sofrimento dos filhos e também de seu marido. Depois de muitos exames, finalmente o diagnóstico: botulismo. Ela e a namorada de um amigo foram contaminadas provavelmente através de uma torta que compraram em uma padaria.
Começou então o tratamento a base de soro, fisioterapia, muito carinho e atenção da família, que ficava cada vez mais unida. Infelizmente, o marido não resistiu à cirurgia e morreu. Suely conseguiu se recuperar, se fortalecer e constatar que tudo de ruim que aconteceu, serviu para fortalecer ainda mais o amor entre sua família.

sábado, 13 de março de 2010

Depoimento Edson Fatorelli, drogas

Edson começou a usar drogas aos 14 anos. Com o passar dos anos, a cocaína o descontrolou. Teve seu primeiro surto em 1995, quando já estava casado. Neste surto, Edson teve uma pré-overdose e quase morreu. Filho de médicos, seus pais tentaram em vão várias formas de auxílio. Em sete anos foram 38 tentativas de internação, mas ele sempre fugia. Edson chegou a ouvir dos médicos que era irrecuperável e essa declaração o levou a uma tentativa de suicídio. Felizmente, seus pais conseguiram impedir e Edson, mais fortalecido, resolveu lutar por sua vida. Passou um ano internado e começou a se aceitar. Os primeiros nove meses foram de muita abstinência e algumas recaídas, mas nunca desistiu. Edson está há oito anos livre das drogas e sabe que a dedicação dos profissionais e da sua família foram determinantes na sua recuperação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Depoimento Marco Antônio Guedes, Amputação

Marco Antônio sofreu um acidente de moto na juventude e os graves ferimentos levaram a amputação de sua perna esquerda abaixo do joelho. O período de recuperação foi muito doloroso e cheio de dúvidas com relação ao futuro. O jovem amputado fazia faculdade de medicina e se especializou em ortopedia e traumatologia. Sua condição e sua especialização o levaram a tratar de pessoas também amputadas só que com um diferencial: o de conhecer na prática a dor, as frustrações e as necessidades de seus pacientes. É normal aparecerem pessoas dizendo ao doutor que aquele ânimo todo que ele tem e tenta passar se deve ao fato de não saber na pele o que estão passando. Nesse momento, o Dr. Marco não mede esforços nem pulos para demonstrar na prática o que ele pode fazer como amputado. Marco Antônio Guedes se destacou profissionalmente e, nas horas vagas, sua vida pessoal é cheia de atividades como o tênis e expedições de bicicleta pelo mundo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Depoimento Rui Nuno, Tetraplegia

Rui Nuno era modelo, fazia faculdade de engenharia eletrônica e lutava judô. Durante um treino no clube onde praticava o esporte, acidentou-se gravemente e acabou ficando tetraplégico e dependente de uma máquina para respirar. Não foi nada fácil aceitar a nova realidade, pois Rui era um rapaz extremamente ativo. Em muitos momentos, pensou que a morte seria a melhor solução, e não via possibilidade de ser minimamente feliz diante daquela situação. O tempo passou e surgiu uma nova forma de pensar e agir: foi um renascimento. A fisioterapia ajudou a Rui perceber que a vida não havia acabado, e tanto a família quanto os amigos e a namorada foram incansáveis no dia a dia para que ele nunca ficasse ou se sentisse sozinho naquela luta. Rui se fortaleceu a ponto de hoje poder ajudar a outras pessoas mostrando que é possível voltar a viver, mesmo após uma grave lesão, como a dele.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Depoimento Teresa Cristina Querne, Paralisia cerebral


Teresa já era mãe de duas filhas quando conheceu Júlia em um abrigo. A menina tem paralisia cerebral e já havia sido rejeitada por outras pessoas que tiveram a intenção de adotá-la. Teresa conseguiu a adoção e manteve todos os tratamentos necessários para o desenvolvimento de Júlia, que foi matriculada na melhor escola que Teresa podia oferecer. Apesar de ser uma boa instituição de ensino, Teresa percebeu que a filha estava sendo discriminada e tentou em vão buscar ajuda na própria escola. Depois de ouvir pelo segundo ano consecutivo que Júlia não poderia participar da festa da primavera e que deveria entender suas limitações é que Tereza partiu pela luta contra o preconceito. Além da batalha inclusive judicial, Teresa escreveu um livro infantil com a filha e começou a divulgar a história pelas escolas. Não podia aceitar o preconceito de cabeça baixa e sua filha mostra muito orgulho disso. Hoje, a menina tem 10 anos, dança, nada e faz teatro. Depois de Júlia, Teresa adotou mais uma criança, também com necessidades especiais.

terça-feira, 9 de março de 2010

Depoimento Patricia Luques, Endometriose

Patricia sentia cólicas muito fortes antes da menstruação, até que descobriu que era portadora de endometriose, uma doença que não tem cura e dificulta a possibilidade de engravidar. Fez oito cirurgias além de tratamento com medicação oral. Passou 15 anos tentando ser mãe e fazendo inúmeros tratamentos de fertilidade. Ficava muito triste quando via outras pessoas tendo filhos e ela não. Patrícia ouviu do médico, após uma cirurgia, que a medicação poderia ser suspensa por oito meses e este era o prazo para que ela tentasse a gravidez. No 8º mês Patricia engravidou e, nove meses depois, sua filha Rafaela nasceu, em uma data muito especial, dia 27 de setembro, dia de Cosme e Damião.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Depoimento Claudia Grykac, Alopécia


Cláudia começou a ter uma queda brusca de cabelos que a obrigou a raspar a cabeça. Ao receber o resultado dos exames, descobriu que sofria de uma doença autoimune chamada Alopécia. Um tratamento foi iniciado e Cláudia começou a engordar. Seu marido na época não lidou bem com a situação e em alguns momentos chegava a dizer que ninguém iria querer uma mulher careca e gorda, caso eles se separassem. Ela ficou depressiva, começou a descontar a carência comprando roupas pra tentar ficar mais bonita e acabou se endividando por não conseguir mais pagar os cartões de crédito.

Por fim, Cláudia separou-se e foi aí que deu uma virada em sua vida. Resolveu parar o tratamento, comprou perucas que usa como acessórios, para combinar com suas roupas e conheceu um novo amor, o Roberto. Hoje, Cláudia se aceita como é, está sempre de bom humor e tem uma linda filhinha com Roberto, que sempre soube lhe tratar bem

domingo, 7 de março de 2010

Depoimento Eduardo da Silva, drogas

Eduardo da Silva perdeu sua mãe aos três anos de idade e foi criado por um tio. Sofreu muito com a rejeição dentro da própria casa e foi buscar consolo nos gramados jogando futebol. Começou aos 13 anos e jogou por 11 pelo América Futebol Clube, mas, sua carreira, além de abrir portas para uma vida social intensa, também facilitou para que o mundo das drogas chegasse a ele. Com a dependência logo veio a depressão, o abandono da família e a solidão. Eduardo encontrou ajuda e com ela forças para largar as drogas. Ele sabia que não teria nada de bom para oferecer a seu filho se continuasse com as drogas. Está limpo há sete anos e é referência na comunidade. Cursa o 3º período de Educação Física e trabalha em um projeto educacional ligado aos esportes.

sábado, 6 de março de 2010

Cátia Correia, Morte

Cátia trabalhava ao lado de seu marido como taxista. O casal tinha uma vida familiar muito estruturada ao lado dos seus três filhos. Dois meses após o casamento de sua filha, tudo parecia perfeito para a família até que, no dia 25 de fevereiro, tudo mudou. Felippe, seu filho mais novo, saiu para comprar uma camiseta do colégio e acabou sofrendo um grave acidente de moto. Infelizmente, não resistiu e faleceu. Quando Cátia recebeu a noticia por telefone, ficou completamente desestruturada, como se o mundo tivesse caído em sua cabeça. Tudo que mais desejava era dar sua vida por seu querido filho, mas a realidade era outra. Felippe fazia toda diferença na família, era alegre, falante, amoroso e esportista. O sofrimento foi enorme, mas eles sabiam que deveriam superar essa perda cruel. Tinham outros filhos que estavam extremamente abalados e precisavam da força de seus pais. O casal resolveu usar a dor como fonte de renascimento e começou a ajudar crianças carentes. Aos poucos surgiu o Grupo Girassol, uma homenagem ao seu filho, pois era a flor que mais gostava. Hoje, trabalham em casa e se dedicam de corpo e alma pelo grupo, ajudando a todos que precisam.

"O MAIS JOVEM CIRURGIÃO DO MUNDO".

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AKRIT JASWAL

"O MAIS JOVEM CIRURGIÃO DO MUNDO".

Akrit tem hoje 15 anos de idade.


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PARA-HABILIDADES: SUPERMEMÓRIA , INTELIGÊNCIA AMPLIFICADA e DONS DE CURA !


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Akrit nasceu em 23/04/1993 , numa família pobre Rajput da cidade de HIMACHAL PRADESH, na INDIA.
Desde a sua infância, Akrit demonstrou habilidades incomuns:começou à falar no 10° mês de idade; aos 2 anos de idade começou à escrever e a ler, apenas olhando as páginas dos livros; começou à ler avidamente tudo o que chegava as suas mãos;
aos 5 anos começou a ler livros de poesia e peças de Shakespeare; depois desenvolveu uma paixão precoce por livros de Medicina,Anatomia e Cirurgia.


Os professores da sua Aldeia descobriram que Akrit possuía a formidável capacidade da MEMÓRIA FOTOGRÁFICA, jamais esquecia nada e possuía uma voracidade fantástica em aprender cada vez mais.


Aos 6 anos, fazia discursos altamente complexos sobre temas de Medicina, Biologia e Cirurgia, e debatia com médicos adultos qualquer tipo de tema ligado à Ciência Médica.


ELE MEMORIZOU DE CABEÇA DEZENAS DE TRATADOS MÉDICOS DE MEDICINA, ANATOMIA , FISIOLOGIA E CIRURGIA , que são difíceis de ler até mesmo para os Especialistas veteranos destas áreas !


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Akrit solicitou e obteve uma autorização especial para acompanhar e assistir às Cirurgias feitas no Hospital de HIMACHAL.

Aos 7 anos de idade, tornou- se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a família de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia.
A Menina havia sofrido um acidente e queimado os dedos, que acabaram colando uns nos outros; Akrit apiedou-se da menina e realizou uma Cirurgia extremamente bem-sucedida, que foi filmada e surpreendeu os médicos de todo o Mundo.


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Tornou-se uma celebridade em toda a Índia, e os cientistas começaram a realizar testes em Akrit para desvendar os segredos da sua inteligência , e ele espantou a todos ao obter o grau
146 de QI no seu primeiro teste !!!

Foi convidado pelo Governo Hindu para estudar na PUNJAB UNIVERSITY aos 11 anos de idade, em 2004.


Akrit logo demonstrou outros poderes, como o Dom de Curar as pessoas apenas colocando as mãos sobre os seus ferimentos, que ele diagnostica instantaneamente as causas,graças à sua Memória Fotográfica que identifica os sintomas psicobiofísicos de qualquer enfermidade, apenas olhando de relance os pacientes.

Hoje, ele é estudante da UNIVERSIDADE DE HARVARD nos EUA onde está no 2º ano de um curso de Bacharelado em Zoologia e Botânica ; ao mesmo tempo continua com seus estudos autodidáticos sobre Medicina e outras áreas da Saúde.


O Sonho de AKRIT é encontrar a Cura definitiva para o Câncer e a AIDS, pois ele declara em suas palestras que já possui milhares de idéias extremamente criativas para a renovação completa da Medicina atual e para o Tratamento do Câncer.

Akrit surpreendeu o mundo todo ao dizer no programa televisivo da apresentadora OPRAH que, com sua SUPERINTELIGÊ NCIA , ele leu todos os Tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do Câncer; afirmou que ele possui a solução do Problema e que pode criar NOVOS REMÉDIOS e NOVAS TECNOLOGIAS de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como Médico e criar um CENTRO FILANTRÓPICO DE ESTUDOS, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou- se instantaneamente uma CELEBRIDADE nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.


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" AKRIT é reconhecido hoje como um verdadeiro AVATAR DA MEDICINA na Índia , é visto como um grande MAHATMA que encarnou na matéria para revolucionar completamente a Medicina ".


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" Os Parapsicólogos consideram Akrit um dos mais evoluídos MUTANTES PSIÔNICOS da atualidade e a mais famosa das CRIANÇAS ÍNDIGO (Crianças que nascem com

Superinteligência Criativa , como Akiane Kramarik e Boriska)que estão nascendo em todo o mundo para provocar uma mudança radical na Ciência humana atual ".


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REFERÊNCIAS:

http://en.wikipedia .org/wiki/ Akrit_Jaswal

AKRIT JASWAL na Wikipédia

red]REFERENCIAS SOBRE AKRIT JASWAL :

TEXTOS:
http://en.wikipedia .org/wiki/ Akrit_Jaswal

http://www.realsupe rpowers.com/ akrit-jaswal- child-prodigy- child-surgeon

http://www.mymultip lesclerosis. co.uk/misc/ akritjaswal. html

http://pt.wikipedia .org/wiki/ Akrit_Jaswal

http://forum. autohoje. com/archive/ index.php/ t-30326.html

http://www.india- forums.com/ forum_posts. asp?TID=548701



VÍDEOS:

http://br.youtube. com/watch? v=oQif24jIGWY

http://br.youtube. com/watch? v=gkDx7mRGmyM&feature=related

http://br.youtube. com/watch? v=M9BrgT0s9eQ&feature=related

http://br.youtube. com/watch? v=MLiYyt4NWxU&feature=related

http://br.youtube. com/watch? v=G_9z95ZPnb8&feature=related


TEXTOS: existem dezenas de textos escritos nas línguas indianas e Blogs sobre Akrit = pesquisar no Google.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O DIA EM QUE O AMOR MORREU

O amor tinha nome, sobrenome e apelido. Nasceu em Goiânia, morava em Brasília, mas insistia em carregar o "r" como um mineiro. Era alto, beijava na chuva e tinha um gato chamado Bertoldo que nunca atendia pelo nome.
Não sei por qual razão, a dona decidiu me apresentar o amor naquela tarde. Eu estava ocupada, assistindo Os Flinstones, mas tenho a impressão que foi o beijo da Beth e do Barney que lhe comoveu daquela maneira.
- Ele se chama Luis, com "s" de sapo, mas a pronúncia é a mesma de que se fosse com "z". Luis Pinheiro Mendes, mas só lhe chamo pelo diminutivo, Luisinho. Luisinho, Luisinho, Luisinho! Adoro esse apelido, tem um gostinho de doce de leite! Ele nasceu em Goiânia, mora em Brasília, mas vendo ele falar você tem certeza de que ele é de Minas. Não sei com quem resolveu trocar os sotaques, mas carrega o "r" que só um trem. Ele é alto, mas tão alto, que num dia desses atingiu uma nuvem e fez chover sobre a praça. Nos beijamos na chuva. Um dia você também beijará na chuva e sentirá o gosto de doce de leite, mas por enquanto, se contenha com a água na boca, porque se seu pai sonhar com você beijando na chuva... Não precisa nem ser na chuva, um beijo no queixo já deixaria seu pai uma arara! Arara não, gato. Luisinho ama gatos! Tem um chamado Bertoldo, mas de nada adiantou o nome de grã-fino, o gato só atende por "whiskas", nome da sua ração preferida.
Histórias como essa foram crescendo junto comigo. Conforme a maioridade se aproximava, observava que as histórias iam se aproximando dos finalmentes, assim como eu. Para mim, Luis com "s" Pinheiro Mendes era o nome de registro do amor e beijar na chuva era a única coisa que sabia fazer.
Um dia, choveu. Estimulada pela história história da dona, pensei: hoje é o dia em que começo a escrever a minha história de amor. Corri feito louca pela asa sul, voando para chegar até a casa de Júnior, antes que a chuva fosse embora. Acreditava que ele era o meu amor, porque nome, sobrenome e apelido ele tinha. Ao menos supunha, já que todo Júnior esconde um nome feio no armário. Era goiano, também morava em Brasília, tinha um gato que só atendia por "sabor & vida" porque tinha enjoado da "whiskas". Então, para mim ele era o cara, só faltava confirmar com o beijo na chuva, conforme me instruiu a dona. Como um raio, abri o portão da casa de Júnior, mas o inquilino veio logo trovoando que Alfredo Júnior e sua família tinham se mudado de Brasília. Naquele dia, soltei Juninho na enxurrada, porque sem beijo na chuva, Júnior não podia ser meu amor.
Depois dos vinte, o tempo aprendeu a voar e as histórias de amor começavam a tingir seu ponto final. No dia em que o amor morreu, choveu e muito. Bastou um único telefonema para arrancar uma tempestade dos olhos da dona. E dos meus também. O amor já não tinha mais nome, passou a ser só um som, pronunciado pelo coração encharcado da dona.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um monte de Gaivotas (Passeio na alma do Poeta) - Sunny Lóra

Por que o poeta pensa que é gaivota? Poeta é gente... Pode ser peixe, se quiser... ou anjo... ou aquela mulher sensual ou o executivo elegante. Pra que ser poeta? Pra ouvir filho berrando todos os dias, à mesma hora? Por que a poetisa faz versos tão lindos? Poeta sente dor de barriga, fica sozinho, ama demais, beija e recebe muitas porradas da vida. Poeta não pode ver uma garça ou um pequeno barco... faz versos. Poeta não consegue ver a vida tal qual ela é. É bobo!

Ao revelar que sou poetisa, o vizinho carrancudo respondeu :

- " E daí? Grandes coisas!"

Se não tivesse ouvido esta frase, há muitos anos atrás, não teria acreditado. Hoje eu acredito até em assombração de madrugada!

Poeta não pode assistir um filme quarta de tarde. Com certeza, de uma cena ou palavra ouvida vai nascer um poema lindoooooooooo. Se alguém ler ou apreciar, já é outro assunto...Poeta é médico, advogado, vendedor, designer, ascensorista, porteiro, mãe, pai, amante. Poeta doa-se inteiro e inventa estradas de luas, de planetas que nem existem. Mas quer, porque ama... ama. Poeta é macro! Fala de cachoeiras, de mar, de areia. Poeta ama em demasia. Poeta é o maior bobo! Poeta paga contas, faz contas, vê saldo todo dia, trabalha e compra feijão e arroz. Poeta vai ao dentista, tem dor de cabeça, toma café lendo jornal, varre quintais, lava roupas, leva cachorro pra passear. Poeta é gente... passeia na cidade ou o campo e sente fome... Poeta é grande, porque mostra ao mundo a beleza da vida... ou chora porque às vezes, ela é feia demais. Bobo, este poeta... Poeta vê os versos dos outros poetas e morre de vontade e "inveja boa" de escrever igual. Nem todos, mas a maioria tem crises enormes e jura que não faz mais versos, até que outro poeta surja e lhe faça duetos e traz o sonho de volta.

Poeta lê jornais, vota errado, lava louças, faz amor, paga aluguel, manda recadinhos pra amada, poeta adora ser amado.

Preciso mudar um pouco e ser "normal". Poetas... não se faz mais poetas... cria-se poetas divinos, maravilhosas gaivotas voando nos céus das fantasias dos ... normais.

Eu sou poetisa... amo ser poetisa. Viro gaivota no momento que eu quero!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pequenos gestos

Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas.

Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança faminta e desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade, é a suprema delícia.

Aprendamos a observar o de que necessitam as pessoas, ao nosso redor. Quase sempre são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias.

E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo do Pai Criador na atenção aos seus filhos na Terra.

Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam, nas vielas do mundo.

Sejamos, neste planeta azul, as mãos de Deus atendendo os seus filhos. E, para isso, não se fazem necessários feitos extraordinários, nem saciar a fome de todos.

Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite.

terça-feira, 2 de março de 2010

Você é Deus

Narra Charles Swindoll que, logo depois do término da segunda guerra mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram.

Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas.

Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu, do seu jipe, um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria.

Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas.

Os olhos arregalados do menino falava da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum.

Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes, e de dar água na boca, sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado.

O soldado ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Em pé, ao lado dele, comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.

"Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas?"

O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação.

"Sim," respondeu. "eu gostaria."

O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres.

Sorriu e lhe entregou as rosquinhas, dizendo de forma descontraída: "aqui estão as rosquinhas."

Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho: "moço...você é Deus?"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pra quê ter pressa?

Tem uma coisa que é super certa nesse mundo: de nada adianta querer apressar as coisas! Parece que tudo está determinado a acontecer no seu devido tempo, dentro, talvez, de um prazo que Alguém previu!

O problema é que estamos exigentes demais, apressados demais e impacientes demais! É por isso que muitas vezes nos tornamos especialistas em atropelar a vida, os relacionamentos, até o destino!

E o que falar da tal da ansiedade que faz com que a gente meta os pés pelas mãos? Por que ter pressa de tudo, heim? Calma, pessoinha de Deus! Muita calma nessa hora!

Mas tem o outro lado da moeda também: qual é o tempo certo? Seu coração sabe, viu? Fique mais atento aos sinais da vida, aos sinais das pessoas, aos sinais dos acontecimentos. Normalmente quando alguma coisa boa ou ruim está para acontecer em sua vida, pequenas manifestações estarão indicando o caminho certo.

Sabe quais são essas manifestações? Um gesto ou uma palavra de um amigo, um texto, uma canção, uma intuição, um filme, uma criança.... enfim, uma observação qualquer.

Você tem esse poder de fazer de um pequeno ato numa mensagem de vida pra você! Pois a vida, em si, se encarrega de sincronizar as coisas e colocar tudo num lugar mais certo, na hora certa, no momento certo, diante da pessoa ou da situação mais certa. Acredite nisso, pô! Acredite na sua força! Acredite mais e mais em você! Acredite em Deus e no que Ele reservou para a sua vida!

Nada é por acaso, viu? E talvez seja por isso que você esteja em minha vida. Por isso que está lendo essas verdades. Fique mais observador, tá? E os sinais serão cada vez em maior número e cada vez mais claros. Porque de uma coisa você pode ficar certo: todo o Universo é seu parceiro e está conspirando a seu favor. Mantenha-se firme! Continue com os seus propósitos de vida! E... permaneça sempre disposto a crescer!

"Em duas palavras eu posso resumir tudo que aprendi sobre a vida: ela continua"