abril acabar acontecer admin afirmo agosto agradecer ah ai ajuda alegria algua alguma alheia almeida ama amar amor ansiedade aonica apegue-se appeared aprenda aprendendo aprender aproveite assunto ata banalizar boas ca cabe caminho capacidade capazes cicatrizes cintia coisas comeasso confianassa coraassapso coragem costas criar cuidado deixa deixar deixe delas depressapso desejo despedida desperte deus devemos dezembro dias dinheiro disposto doaassapso dor ego enfim ensina entapso errado erros escolhas escolher espinho espinhos espiritual esponja estamos estapso esteja estiver estresse existe existem existir fa faassa falando felicidade feliz felizes fev fevereiro ficar filtro fique first fiz flor forassa forte fosse frases frente fundo gente gilson gosta gostaria gratidapso ha heranassa idade importa importante ir iria ja jago jamais janeiro jesus julgamentos julho juliana junho juntas junto juntos la leia lhe liberdade lindas livre lo ma maio maneiras mantra mantras marasso medo melhor melhores mensagens mente mesmo mestre mim morte motivaassapso muda mudar mulheres mundo negatividade ningua nishiyama novembro olha olhar on oraassapso ouassa outubro ouvir pai palavras parede participar passa paz pensa pensamentos perdemos perguntas permanecer pertinvolzes pessoa pessoas pior post postado postagens pra precisa pria prio problemas provavelmente qualquer queira questaues quiser raiva real realmente refletir reflexapso relaassaues relacionamento relacionamentos respostas reze ria rias rio sa saber saiba seja sejam sejamos seletivos sentimento sentimentos sentir sera setembro sexo si simpatia sinais solidapso sozinho sucesso supere tamanho tamba tempo tenha the tipo toma torna total tra tristeza trofa universo utilidade valorizar vamos veja velho veneno verdade verdadeiro vida vive viver vontade vou

quarta-feira, 30 de junho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Basta um minuto

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nada é por acaso

domingo, 27 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Presentes que não custam nada

O PRESENTE ESCUTAR... Mas você deve realmente escutar. Sem interrupção, sem distração, sem planejar sua resposta. Apenas escutar.

O PRESENTE AFEIÇÃO... Seja generoso com abraços, beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos. Deixe estas pequenas ações demonstrarem o amor que você tem por família e amigos.

O PRESENTE SORRISO.... Junte alguns desenhos. Compartilhe artigos e histórias engraçadas. Seu presente será dizer, "Eu adoro rir com você."

O PRESENTE BILHETINHO... Pode ser um simples bilhete de "Muito obrigado por sua ajuda" ou um soneto completo. Um breve bilhete escrito à mão pode ser lembrado pelo resto da vida, e pode mesmo mudar uma vida.

O PRESENTE ELOGIO... Um simples e sincero, "Você ficou muito bem de vermelho", "Você fez um super trabalho" ou "Que comida maravilhosa" faz o dia de alguém.

O PRESENTE FAVOR... Todo dia, faça algo amável.

O PRESENTE SOLIDÃO... Tem momentos em que nós não queremos nada mais do que ficar sozinhos. Seja sensível à esses momentos e dê o presente da solidão ao outro.

O PRESENTE DISPOSIÇÃO... A maneira mais fácil de sentir-se bem é colocar-se à disposição de alguém, e isso não é difícil de ser feito.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Lição de vida - Humberto Vettori

A lição mais importante da vida: NÃO SE PODE CONTAR COM NINGUÉM ALÉM DE VOCÊ. Ouvi esta frase em um filme de televisão outro dia e posso dizer que ela é pura realidade. Aliás, este é o secredo da felicidade. Por que: é simples. As pessoas são ambiosas e não ligam uma para as outras. Todo mundo quer encontrar a felicidade, independentemente daquilo que outro pensa ou deixa de pensar. Basta afirmar para si próprio a sua pretensão e pronto. Ninguém está preocupado com sentimento alheio, com os pequenos gestos, a afetividade, o simples carinho, os detalhes, aquilo que está lá no fundo e que para você é tão importante, enquanto para o outro é mero desfavor. Quem não sabe valorizar, consequentemente, jamais saberá compreender o principal sentido da vida e certamente será, também, desvalorizado, pois o tempo irá lhe cobrar, seja agora, daqui a pouco ou mais tarde.

As pessoas se preocupam muito com as aparências do mundo moderno. Se deixam levar pela postura imposta por paradigmas. Descuidam na aplicação dos vocábulos, magoam por desconhecer o que principal: a sensibilidade de quem sabe respeitar mas não é respeitado. A inconsciência é um defeito que deve ser trabalhado, seja de um jeito ou de outro. O silêncio nos momentos de solidão, a angústia, a depressão de pensar que está só, são atributos de quem sofre, mas com resignação.

Seja como for, tudo é questão de tempo e ao certo você irá avaliar o que mais o provoca. Não se indigne com a vida. Seja coerente com você mesmo, acredite no teu valor, espere muito somente de você e deixe que o resto no momento certo será colocado no devido lugar e verá então a suficiência da sua capacidade, do seu talento.

Umberto Vettori – 06 de agosto de 2003.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Erre mais

"Se eu pudesse viver minha vida novamente, trataria de cometer mais erros. Nao tentaria ser tão perfeito: relaxar-me-ia mais.
Seria mais tolo do que tenho sido e de saída levaria a sério muito poucas coisas.
Seria menos higienico, correria mais riscos, faria mais viagens
contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria em mais rios. Iria a mais lugares onde nunca estive, comeria mais doces e menos verduras, teria mais problemas renais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e proliferamente
cada minuto de sua vida e, é claro, em meio disso tive certos momentos de alegria.
Mas, se eu pudesse voltar atrás, trataria de ter somente bons
momentos.
Pois, se não sabes, é disso que a vida é feita e não percas, por favor
nunca o aqui e o agora.
Eu era desses que não iam a nenhuma parte sem um termometro, uma bolsa de agua quente, um guarda-chuva e um paraquedas.
Se eu pudesse voltar a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria por andar descalço, desde
o início da primavera e seguiria assim até o término do outono. Daria mais voltas pelas pequenas ruas, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças.
Se, eu tivesse outra vez a vida pela frente, mas percebas tenho 85
anos e sei que estou morrendo. "

Jorge Luiz Borges
(1899-1988)


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Professor

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.
Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.
Eu olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.
Ela disse:
- Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?
- Eu ri, e respondi entusiasticamente:
- É claro que pode!, e ela me deu um gigantesco apertão.
- Por que você está no colégio em tão tenra e inocente idade?, perguntei.
Ela respondeu brincalhona:
- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.
- Está brincando!, eu disse.
Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:
- Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!
Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um "milkshake" de chocolate.
Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nos teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.
No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e adorava a atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!
No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei do que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódium. Quando ela começou a ler a sua fala preparada, deixou cair três das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:
- Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque está me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.
Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:
- Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguindo sucesso. Você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam. Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um consegue ficar mais velho. Isso não exige talento e nem habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar a oportunidade na novidade. Não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos.
Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começou há todos aqueles anos atrás.
Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranquilamente em seu sono.
Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser.

Lembre-se: crescer é obrigatório; ficar velho é uma escolha.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Deborah - hipoxia aguda

Deborah nasceu dia 16 de novembro de 1994, parto normal, com falta de oxigenação - hipoxia aguda. Nasceu forte, com 3,675Kg e 51cm, foi para a UTI durante 5 dias a título de observação e exames.

No segundo dia de vida já estava mamando e teve todo o desenvolvimento normal quando aos 8 meses fez sua primeira crise (notei que tinha tirado o leite materno e dado leite de vaca).

Pânico, medo, etc... pois não tinha idéia do que estava acontecendo.

Após exames e medicação ( ela voltou ao leite materno) ficou controlada até 1 ano de idade. Recomeçaram as crises (ela não quis mais o meu leite..) e com isso, troca de medicação.

O desenvolvimento dela então caiu, parecia que estava na lua, falar e andar, nem pensar.... Foi até os os 2 anos e 8 meses quando entrou em crises subentrantes, coma, por conta de uma otite.

Diagnosticaram não mais crises parcias complexas de origem epileptogênica e sim de
erros inatos do metabolismo, ciclo da uréia - ornitina transcarbamilase.

Além disso todos os efeitos colaterais de anticonvulsivantes, desde baixa de imunidade, neutropenia, até crescimento do fígado (hepatomegalia) passando por hipotiroidismo, falta de coordenação motora (ataxia), nistagmo, etc

Foi muito efeito colateral!

Dra. Célia Ruth (pediatra e nutróloga) nos indicou Dr. Marcio Moacir Vasconcelos - neuropediatra, que trabalha com a Dieta Cetogênica e aos 4 anos e 8 meses após outra crise subentrante iniciou a Dieta e vem até hoje tendo êxito.

Todos os exames se normalizaram, inclusive foi feito um teste genético para o erro de metabolismo - normal e um de urina também para o ciclo da uréia, normal.

Ou seja, voltamos para crises de origem epileptogenica. As crises melhoram bastante, pois Deborah chegou a ter de 10 a 20 crises - parciais complexas - por dia, e após um ano de dieta, estava com uma média de uma a duas crises por semana no início da manhã.

Conseguimos retirar o anticonvulsivante Gardenal e o outros medicamentos. Aos poucos, estamos tentando tirar o Rivotril.

Em 2007, com oito anos de Dieta continua com crises por febre, devido a sua alergia e sua baixa imunidade por conta de sua história. Frequenta a escola e estamos caminhando para melhorar sua coordenação motora, fala e cognição apesar de inúmerass restrições.

Estamos em 2010 e Deborah "sapeca da breca", com 15 anos, continua com suas febres. Fiz tratamento com vacina para alergia mas parece que seu ponto fraco é "dor de garganta". A garganta parece que inflama, mas não causa infecção como amigdalite. Levarei a médica homeopata para ver se Deborah melhora.

Retirou o Rivotril e agora esta com o Topiramato.

Sua saúde e qualidade de vida está presente e a nossa alegria (em vista do que foi) - Deborah - voltou !

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Verissimo

domingo, 20 de junho de 2010

A velhinha

Quando me interessei por Deus verdadeiramente, e por Ele me apaixonei, tinha apenas 19 anos, e a vida um tanto conturbada, sofria de insuficiência respiratória e muito de medo de morrer, sem contar na desestrutura familiar, vicio do álcool e até mesmo drogas.

Sem rumo nem direção, ouvi falar de um Deus que era infinitamente amoroso e compassivo, e que se deixava encontrar por aqueles que o buscassem, em qualquer circunstância. Então em setembro de 1999 fui á um dia de louvor da RCC de Alto Alegre, daí uma mudança que marcou para sempre a nova e mais feliz etapa da minha vida.

Mais em todos esses anos tive meus problemas e dificuldades, só que eles tinham um novo sentido, pois os via com os olhos da fé e sentia sempre a presença de Jesus que hora precisava mesmo me carregar no colo, em meio a espinhos, conflitos e dores, sempre estava eu cantando as vitórias do Senhor.

Por fim, comecei a desanimar e sentir um cansaço sem igual, já não queria mais passar horas na presença do meu Deus, pois me sentia cansado e sem tempo, meio do ano de 2004 comecei a me afastar das atividades da igreja e assim do grupo de louvor também, aí meus problemas começaram a pesar de mais, o pior foi perceber que nessa hora os amigos desapareceram, aí no fim do ano eu já estava totalmente fora das atividades da igreja, mais porem ainda dependente do Deus que penso nuca ter abandonado.

Em fim... quero contar mesmo o que me aconteceu hoje. fui visitar uma senhora que de aproximadamente 80 anos que estava doente e precisava fazer uns exames, quando cheguei avistei uma casinha humilde e sem luz elétrica, e ai vi caminhando pelo canto da casa aquela velhinha que segurava na parede e palpava delicadamente com os pés como se tivesse com muito medo de cair. Aí cumprimentei e avisei o dia do exame, ela sorriu sem olhar para e disse tá bom muito obrigado, quando sai escutei uma canção que dizia mais ou menos assim “ mesmo sem forças te louvarei e de ti jamais me afastarei, nem a morte nem a dor, nem os anjos me afastarão do seu amor...” então olhei para trás e vi que uma criança a tomou pela mão e a conduziu em direção a uma velha cozinha que ficava atras da casa, naquele momento percebi que aquela senhora era cega dos dois olhos, aquela cena que durou menos de dois minutos desmontou meu coração e chorei durante todo o caminho de volta. Aquela frágil senhora de condições precárias e sega dos dois olhos, conduzida por uma criança, ainda tinha motivos para não desistir e eu... que vergonha, jovem e com saúde e tempo, desperdiçando felicidade e amor com angustias, decepções e tristezas, que são frutos do inimigo de Deus.

Gostaria que você, ao ler esse artigo, parasse para pensar um pouco mais em suas atitudes e em seus sentimentos, pois Deus, te quer feliz e precisa de você.

Que o amor de Deus penetre em seu coração.

A paz de Jesus e o amor de Maria.

Por: Kadoshi em 28 de Abril de 2005.


Fonte: http://rccaltoalegre.sites.uol.com.br/licaodevida.htm

sábado, 19 de junho de 2010

Á procura de um presente

Alguém à procura de um presente, entrou numa loja e viu um Anjo no balcão.
Maravilhado perguntou-lhe:
- Santo Anjo, o que vendes?
Respondeu-lhe:
- Todos os dons de Deus.
- E custa muito?
- Não, tudo é de graça.
Olhou a loja e viu que tinha jarras de amor, vidros de fé, pacotes de esperança, potes de arrependimento e saquinhos de sabedoria…
Tomou coragem e pediu:
- Por favor, quero muito amor, muita fé, bastante arrependimento, sabedoria e felicidade…
Então o Anjo preparou e entregou-lhe um pequeno embrulho que cabia na palma da mão.
Meio assustado disse-lhe:
- É possível estar tudo aqui?
O Anjo respondeu-lhe sorrindo.
- Nessa loja não vendemos frutos, só sementes.
autor desconhecido

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cristo está aqui

Martin era um sapateiro em uma vila pequena.
Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.
Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.
Martin passou a ler os evangelhos. Certo dia leu a narrativa do evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem o beijou.
Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se ele viesse a sua casa. De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia:
“- Martin! Olha para a rua amanhã, pois eu virei.”
Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau. Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua. Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.
Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte. Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa.
Enquanto comia, ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há oito meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.
Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.
Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar. Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus. O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.
O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa. Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou:
“-Martin, você não me conhece?”
“-Quem é?”, perguntou o sapateiro.
“-Sou eu” disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.
“-Sou eu” tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.
A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o evangelho onde estava aberto:
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes.” No fim da página, ele leu: “quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes.”
E Martin compreendeu que o Cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele o recebera bem.

autor desconhecido

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor 2.0

No Setor de ‘Atendimento ao Cliente’

Atendente: Boa tarde Senhora. Em que lhe posso ser útil ?

Cliente: Comprei o seu programa AMOR, mas até agora não consegui instalar. Eu não sou técnica no assunto, mas acho que posso instalar com a sua ajuda.O que eu devo fazer primeiro?

Atendente: O primeiro passo e abrir o seu CORAÇÃO. A senhora encontrou seu CORAÇÃO?

Cliente: Sim, encontrei. Mas há diversos programas funcionando agora. Tem algum problema em instalar o AMOR enquanto outros programas estão funcionando?

Atendente: Que programas estão funcionando, senhora?

Cliente: Deixe-me ver… Eu tenho BAIXAESTIMA.EXE, RESSENTIMENTO.COM, ODIO.EXE e RANCOR.EXE funcionando agora.

Atendente: Nenhum problema. O AMOR apagará automaticamente RANCOR.EXE de seu sistema operacional atual. Pode ficar em sua memória permanente, mas não vai causar problemas por muito tempo para outros programas.
O AMOR vai reescrever BAIXAESTIMA.EXE em uma versão melhor, chamada AUTOESTIMA.EXE. Entretanto, a senhora tem que desligar completamente o ODIO.EXE e RESSENTIMENTO.COM. Esses programas impedem que o AMOR seja instalado corretamente. A senhora pode desligá-los?

Cliente: Eu não sei como desligá-los. Você pode me dizer como?

Atendente: Com prazer! Vá ao Menu e clique em PERDAO.EXE. Faça isso quantas vezes forem necessárias, até o! ODIO.EXE e RESSENTIMENTO.COM serem apagados completamente.

Cliente: Okay! Terminei! O AMOR começou a instalar-se automaticamente. Isso é normal?

Atendente: Sim, é normal. A senhora deverá receber uma mensagem dizendo que reinstalará a vida de seu coração. A senhora tem essa mensagem?

Cliente: Sim, eu tenho. Está completamente instalado?

Atendente: Sim. Mas lembre-se: a senhora só tem o programa de modelo básico. A senhora precisa comecar a se conectar com outros CORAÇÕES a fim de obter melhoramentos.

Cliente: Oh! Meu Deus! Eu já tenho uma mensagem de erro. Que devo fazer?

Atendente: O que diz a mensagem?

Cliente: Diz: ‘ERRO 412 – O PROGRAMA NÃO FUNCIONA EM COMPONENTES INTERNOS’. O que isso significa?

Atende! nte: Não se preocupe, senhora. Este é um problema comum. Significa que o programa do AMOR está ajustado para funcionar em CORAÇÕES externos, mas ainda não está funcionando em seu CORAÇÃO. E uma daquelas complicadas coisas de programação, mas em termos não-técnicos, significa que a senhora tem que ‘AMAR’ sua própria máquina antes que possa amar outra.

Cliente: Então, o que devo fazer?

Atendente: A senhora pode achar o diretório chamado ‘AUTO-ACEITAÇÃO’?

Cliente: Sim, encontrei.

Atendente: Excelente! A senhora está ficando ótima nisso!

Cliente: Obrigada!

Atendente: De nada. Faça o seguinte: clique nos arquivos BONDADE.DOC, AUTOESTIMA.TXT, VALORIZE-SE.TXT, PERDAO.DOC e copie-os para o diretorio ‘MEU CORAÇÃO’. O sistema irá reescrever todos os arquivos em conflito e começará a consertar a programação defeituosa.

Cliente: Consegui! Meu CORAÇÃO está cheio de arquivos realmente puros! Eu tenho no meu monitor, agora, o SORRISO.MPG e esta mostrando que PAZ.EXE, CONTENTAMENTO.COM e BONDADE.COM foram instalados automaticamente no meu CORACAO.

Atendente: Então, terminamos! O AMOR está instalado e funcionando, Ah! Mais uma coisa antes de eu ir.

Cliente: Sim?

Representante: O AMOR é um programa grátis. Faça o possível para distribuir uma cópia de seus vários modelos a quem a senhora encontrar e, dessa forma, a senhora receberá de volta dessas pessoas novos modelos verdadeiramente puros.

Cliente: Obrigada pela sua ajuda!

autor desconhecido

Fonte: http://avidae.com.br/2010/06/amor-2-0/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

o garotinho

Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes. Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma: Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso.
Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros. Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos 5 anos pressionado uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora próximo à ele e disse: Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?
A senhora respondeu: Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido! E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa. O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos.
Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca. E ele respondeu: "Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar. Ela estava tão certa que o Papai daria esta boneca para ela este ano. "Eu disse: "Não fique tão preocupado, eu acho que ele irá dar a boneca para sua irmã."
Mas ele triste me disse: "Não, o Papai não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá." Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava: "Minha irmã teve que ir embora para sempre. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã."
Meu coração parou de bater. Aquele garotinho olhou para mim e me disse: "Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi à ele que esperasse até eu voltar do mercado."
Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse: "Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha."
AÍ ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto: "E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca?"
Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco. E o garotinho disse: "Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca" Aí ele olhou para mim e disse: "Ontem antes de dormir eu pedi à Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu ...e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada à Deus. E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas."
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado. Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho?
Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas fui ao velório daquela jovem .... Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito. Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre.
O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje. É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.
Se você mandar essa mensagem, talvez ajude aquelas pessoas que bebem e saem dirigindo pelas ruas a pensar um pouco mais e ajude a prevenir os acidentes que acontecem durante os feriados. Preocupe-se um pouco com as outras pessoas, antes de sair dirigindo bêbado pelas ruas, e pegue as chaves daqueles que julgar necessário. Você estará salvando outras vidas e a sua vida também!

DESCONHEÇO O AUTOR

Fonte: http://kittyvip.blogspot.com/2010/05/licao-de-vida.html

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lição de vida Jessica Cox

"Nascida sem os braços por conta de um defeito genético, a americana Jessica Cox vem ganhando popularidade nos Estados Unidos como exemplo de superação ao se tornar a primeira pessoa a dirigir um avião somente com os pés e conseguir uma licença de piloto de avião desportivo. Aos 25 anos e formada em psicologia, Jessica trabalha com palestras motivacionais, nas quais sua história é contada como forma de incentivar a superação de obstáculos. A aparente limitação física não a impede de levar uma vida normal. Desde a infância, Jessica aprendeu a usar os pés para realizar tarefas do dia-a-dia como escovar o cabelo, usar o computador, colocar lentes de contato, preparar uma refeição ou falar ao telefone. Jessica também aprendeu a dirigir usando os pés e conseguiu uma carteira de motorista sem restrições, usando um carro comum, sem adaptações."






























Imagens in Google
Vídeo in YouTube

Fonte: http://hortadozorate.blogspot.com/2010/05/jessica-cox-uma-licao-de-vida.html

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lição de vida no Hospital

Dois homens, ambos gravemente doentes,estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio.

Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias...

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças
brincavam com os seus barquinhos.

Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e a tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através de palavras bastante descritivas.

Dias e semanas passaram.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu- se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se queres sentir-se
rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

"O dia de hoje é uma dádiva de vida que DEUS nos concede", as vezes para que possamos de alguma forma ajudar a alguém necessitado, fazendo assim, um pouco do trabalho de DEUS.

A origem desta história é desconhecida, mas ela nos dá uma lição da qual não devemos esquecer, pois muitas vezes esperamos a perfeição para sermos felizes, sendo que a felicidade muitas vezes se encontra nas pequenas e simples coisas da vida.

domingo, 13 de junho de 2010

Arrependimento de um médico

"Eu sou o único filho homem de uma família humilde do interior de Minas. Com sacrifício e união de todos, fui o único que teve a chance de estudar, pois minhas irmãs não passaram do ensino médio. Mamãe, uma simples costureira, gastou os seus olhos nas costuras que fazia até de madrugada para ajudar o meu pai. Papai era um guarda noturno. Por isso vocês podem ate imaginar o sacrifício que fizeram para ter um filho médico!

Quando me formei, jurei a mim mesmo que jamais a necessidade bateria em nossa porta novamente. Escolhi a ginecologia e obstetrícia, depois de anos de estudos. Das maiores dificuldades enfrentadas como médico recém-formado, me deparei com a realidade da minha profissão. Ia longe o tempo que os médicos ficavam ricos, e eu queria mais, queria enriquecer, ter dinheiro, e foi assim que violei o juramento que fiz ao me formar: de dar a vida para salvar a vida. Inúmeras crianças eu ajudei a vir ao mundo, mas também muitas delas eu não permiti que nascessem, envolto na respeitabilidade de médico.

Enriqueci escondido sob a faixa da vitalidade. Montei um consultório que em pouco tempo se tornou o mais procurado da região. Sabe o que eu fazia ? Aborto. E como todos que cometem este crime, eu dizia a mim mesmo que todas as mulheres teriam o direito da escolha, e que era melhor serem ajudadas por um médico, com o qual não corriam risco de vida, do que procurarem as clínicas clandestinas, onde os índice de morte e complicações são alarmantes.

E foi assim, cego e desumano, meu oficio na medicina. Eu constituí família abastado, muito rico, e nada faltou aos meus entes queridos. Meus pais morreram com a ilusão que seu filho era um doutor bem sucedido, um vencedor, Criei minhas duas filhas com o dinheiro manchado de sangue de inocentes; fui um dos mais desprezíveis humanos. Minhas mãos, que deveriam ser abençoadas para a vida, trabalharam pela morte.

Eu só parei quando Deus, em sua sabedoria infinita, rasgou a minha consciência e fez sangrar o meu coração; sangrar com o mesmo sangue de todos os inocentes que não deixei nascer. Letícia, a minha filha mais nova, no auge da vida deixou de respirar. No seu atestado de óbito, a causa da morte: infecção generalizada. Letícia, aos 23 anos de idade, engravidou e buscou o mesmo caminho de tantas outras que me procuraram: o aborto.

Só soube disso quando nada mais poderia ser feito. Ao lado do leito de morte da minha filha eu vi as lágrimas de todos os anjinhos que eu a matei! Enquanto ela esperava a morte, eu agonizava junto; foram seis dias de sofrimento para que, no sétimo dia, ela descansasse e partisse ao encontro de seu filhinho, filhinho este que um médico assassino como eu impediu de nascer.

Foi tempo suficiente para refletir, reflexão que veio apenas no início da manhã que Letícia morreu. Exausto pelas noites em claro, adormeci ao lado de minha filha e sonhei que eu andava por um lugar absolutamente escuro e o ar era quente úmido; eu queria respirar e não podia, queria fugir, mas, desesperado, foi jogado por um lugar onde o barulho me deixava mais louco. Eram choros, choros doidos de crianças. No meu pensamento, como se um raio me cortasse ao meio, veio um entendimento: os choros eram de dor, eram lamentos dos anjinhos de que eu tirei a vida. Era a triste conseqüência dos meus atos impensados. Os choros aumentavam: Assassino! Assassino! Assassino! Alucinado para sair daquele lugar, eu passei a mão no rosto para secar o meu suor e as minhas mãos se mancharam de sangue!

Aterrorizado ao fazer aquela constatação, gritei com a força que me restava nos pulmões; o meu grito era um pedido de perdão: Deus, me perdoe! Somente assim eu consegui voltar a respirar normalmente e, no sobressalto, eu acordei.

Acordei em tempo de acolher o ultimo suspiro de vida de minha filha. Letícia que morreu na manhã do dia 3 de março de 1989. Sua vida ceifada pela inconseqüência de um médico, por infecção provocada por um aborto. Eu sei que, através daquele sonho, Deus me levou para um lugar onde os anjinhos ficam quando são barbaramente impedidos de nascer. Eu entendi que, a partir do momento da fecundação do óvulo, existe vida, donde se conclui que eu sou um assassino.

Só não sei se um dia Deus vai me perdoar. Mas para amenizar a minha culpa, a minha dor, eu fechei meu consultório, vendi todos os bens que conseguira na vida com a prática do aborto e, com o dinheiro, montei uma casa de amparo às mães solteiras. E me dedico hoje, gratuitamente, a fazer uma medicina de verdade. Hoje sou médico de carentes, de desamparados, desvalidos.

As crianças que vêm ao mundo hoje, através das minhas mãos, são filhos que eu adotei, e sei que tenho uma única missão: trazer vida ao mundo e dar condição para que as crianças tenham um lar feliz onde o pai é Jesus.

Rezem por mim, rezem por mim, rezem para que Deus tenha piedade de mim e me perdoe, porque eu tenho certeza que não fugirei do juízo final".


Testemunho divulgado no programa de rádio do Pe. Marcelo Rossi em 15.09.2000

Fonte: http://moniquecristinadesouza.blogspot.com/2010/05/arrependimento-de-um-medico-licao-de.html

sábado, 12 de junho de 2010

Depoimento AIDS

O relato dessa mulher que descobriu ser portadora da Aids e mesmo assim, não desistiu da vida serve de estímulo para aqueles que precisam de motivação.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ajudar antes de criticar.

É mais fácil atirar uma Pedra do que colocá-la junto às outras e construir um Muro de proteção.

A menina de 13 anos ganhou um prêmio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo da NBA. Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha.
Aí o braço tremeu, ela engasgou, esqueceu a letra.... DEU BRANCO!!!
Treze anos. Sozinha, ali no meio...
O público... ameaça uma vaia...
Num repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a e trazendo o público junto.
Só este técnico tomou a iniciativa de ir ajudar, todos os demais à volta só observavam.
O vídeo mostra como uma atitude de liderança e solidariedade, na hora certa, seja ela qual e onde for, pode fazer uma grande diferença...

Será que isso já não aconteceu em nossas vidas?

E você, o que faria? Vaiaria, ou prestaria ajuda ? Pense nisso.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Amor incondicional - Exemplo de pai



Parte 2)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Teoria da Tartaruga, por Hugo da Silva Tavares

Tudo nos passa rápido demais, destinamos pouco espaço ao pormenor, que por sua vez, exige tempo, e se atentarmos bem ao que desbaratamos, averiguamos que adoptámos estilos de vida que pouco ou nada nos trazem.
Foi no meio de uma dessas conversas de mesa, que fiz a analogia à tartaruga, para a perplexidade, inicial, dos meus interlocutores.
Já faz algum tempo, que sou da despretensiosa opinião que vivemos em correrias desgovernadas, sem que objectivamente tragam grandes concretizações, seja de cariz pessoal como profissional. Reconheço que o fim anunciado que todos somos conhecedores, leva-nos a este desenfreamento absurdo, com o receio patente de que nunca sabemos o “dia de amanhã”, e assim desperdiçando o de hoje, um paradoxo que raramente tenho (temos) tempo para considerar.
Na verdade, possuo esta ideia, porque os melhores momentos da minha fugaz existência foram efectivamente aqueles em que o detalhe, as “pequenas coisas” se sobrelevaram, e claro está, cunharam quem sou. O romantismo da concepção virtuosa, de ter para meu uso pessoal uma praia, daquelas que recebe as melhores ondulações, a minha cabana e tudo o que a natureza me propiciar, apadrinharam obviamente, estas considerações que não são originais, aliás muito comuns aos surfistas de”gema”.
Assim, a afinidade da teoria da tartaruga sobre o supra exposto, é elementar. Acontece que, as tartarugas são conhecidas pela sua longa vida, nomeadamente quando tratamos das tartarugas marinhas, um grupo que é constituído por seis géneros e sete espécies; maioria são migratórias e vagueiam pelos oceanos, todavia, não são estas as características que relevo na comparação. Como dizia, são afamadas pela sua longevidade e tranquilidade, basta a observação deste magnifico espécime para nos sentirmos invadidos por uma serenidade muito pouco habitual.
Ora, sendo que, as tartarugas referenciadas duram tanto tempo, é lógico que nas suas migrações pelo oceano o pormenor não seja descurado, e pergunto sempre aquando da exposição desta ideia: “alguém já viu alguma a correr?”, de onde surgiu a célebre frase: “devagarinho se vai ao longe”. O que acontece usualmente é vivermos num estado permanente de ansiedade, de stress que acaba por ser uma mera rotina, o sentimento de que - “é normal”.
Concluo, que se uma tartaruga vive até aos 200 anos, e se a esperança média de vida para um europeu é de setenta e cinco anos, e tendo em conta que a espécime enunciada até à presente data não foi vista a correr (no sentido literal do termo), então algo me diz que estamos mal informados, e que se calhar, devíamos abrandar o ritmo de modo a aproveitar as sugestões da vida.
Ainda estás com pressa? Eu não.

Hugo da Silva Tavares

terça-feira, 8 de junho de 2010

A ruína nos dá lições de vida, por Afonso Romano de Sant'Anna

Por Afonso Romano de Sant'Anna
Desabam prédios no centro da cidade do México num estrondoso terremoto. Racham pias, os espelhos se partem, água escura irrompe das paredes e tudo começa a afundar. Na rua os carros balançam igual gelatina, começa uma chuva apocalíptica de vidros e depois tijolos, ferro e pó, até que a morte se esconda sob os escombros.
Mas a todo instante nos chegam notícias de que bebês sobreviveram seis dias sob os destroços, casais resistiram sob os entulhos, e outros, apesar de desabarem inteiramente com os edifícios, chegaram ao solo intatos.
Então é lícito pensar que, embora muitos pereçam, a ruína nos dá lições de vida. Pois desabam os casamentos, os negócios, a saúde e os regimes, mas não se sabe de onde nem por que milagre surgem forças, propiciando o resgate e nos livrando do total aniquilamento.
Todos já estivemos e estaremos em algum terremoto. Um terremoto é quando a paisagem nos trai. Um terremoto é quando se quebrou a solidariedade entre o seu ponto de vista e as coisas. Um terremoto não é só quando o caos demoniacamente toma conta do cosmos. Um terremoto, eu lhe digo o que é: é a hora da traição da natureza. Ou da traição também dos homens, se quiserem. Um terremoto, minha amiga, é quando como agora você está se separando. Você me diz de soslaio, como que saindo, querendo-e-não-querendo conversar, você vai me dizendo que seu casamento está desmoronando. Você está embaixo da pele, com a voz meio sepultada lançando um grito de socorro, e aqui com a equipe de salvamento lhe posso apenas lançar a frase: a ruína nos dá lições de vida.
Terremoto é a hora da traição do amigo, que invejoso concorre como inimigo e lança fel onde a amizade era mel, e envenena a rima de seus dias sendo Caim em vez de Abel.
Por isto, há que afixar conselhos sobre a hora do terremoto. Como nos abrigos antiatômicos, nas indústrias do perigo, há que adiantar as medidas a serem tomadas quando o terremoto vier. Daí o primeiro conselho em caso de tal tragédia: não entre em pânico acima do tolerável. Lembre que todo terremoto é passageiro. Porque este é o sortilégio dos terremotos: nenhum terremoto é permanente, embora muitos e tanta coisa nele pereçam para sempre. Mesmo os mais profundos e autênticos cataclismos não duram mais que pouquíssimos, embora diabólicos, minutos. Vai ser terrível, mas vai passar.
Outro conselho: embora rápido e fulminante, nada garante que ele não torne a se repetir. Há que estar atento também para o fato de que esse movimento de terra é interior e exterior. O que desabou por cima não é tudo. É sintoma apenas do que se moveu por baixo. Naqueles terremotos do México, depois do primeiro e do segundo, as agências noticiaram um outro, mas que foi apenas subterrâneo. Diziam: é a acomodação das camadas geológicas. Incômoda acomodação é essa. Mas um terremoto autêntico vem mesmo das profundas e a superfície só vai se acalmar quando as camadas geológicas lá dentro se ajeitarem de novo.
Sobretudo, depois do terremoto há que aprender com as ruínas. Por que os engenheiros que me perdoem, mas a ruína é fundamental. É a hora do retorno. E se vocês me permitissem discretamente citar Heidegger, com ele eu diria que a ruína só é negativa para aquele que não entende a necessidade da demolição. Pois a tarefa do homem é refazer-se a partir de suas ruínas. Temos mais é que catar os cacos do caos, catar os cacos da casa, catar os cacos do país. Depois da demolição das fraudes, desmontando a aparência do ontem, poderemos nos erguer na luminosidade do ser. Ruína, neste sentido, não é decadência. Ao contrário: é a hipótese do soerguimento.
As ruínas do presente nos ensinam que um terremoto é quando não há mais o centro das coisas. E no México foi o centro, o centro do centro ¾ a capital, que foi arrasada. Mas aprendendo com a ruína, ali já nos prometem o verde. Já tracejam planos de jardins onde crianças e flores povoarão o amanhã.
Amigo, amiga: terremotos ocorrem sempre e muitos aí perecem. Mas a função do sobrevivente é sobreviver reconstruindo.
A ruína, além da morte, nos dá lições de vida.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A ponta do lápis de Zezinho, por Rangel Alves da Costa

A PONTA DO LÁPIS DE ZEZINHO

Rangel Alves da Costa*


Assim que Zezinho entrou pra escola deram a ele um caderninho, uma borracha e um lápis. Só que o lápis do menino não tinha e nem nunca teve ponta. Levava o lápis no bolso mas não escrevia as lições e nem podia desenhar a professora. Cada lição ele fingia que escrevia mas guardava tudo na mente, na memória, onde tinha a certeza que jamais seria esquecida num canto, rasgada ou apagada. Zezinho ficou até conhecido como o menino do lápis sem ponta.
Zezinho foi crescendo e foi aprendendo as lições da vida em outra escola, esta sem quatro paredes, sem quadro de giz na parede e professorinha. Que escola grande é essa onde Zezinho tem que aprender, com um sol ou uma lua como teto; quadros com realidades de miséria, pobreza, abandono, desrespeito e atentado às condições mínimas de sobrevivência com dignidade humana. Todo mundo é professor de si mesmo, ensinando diuturnamente que a grande lição da vida é simplesmente torná-la menos dolorida.
Zezinho hoje é formado, com doutorado em luta, desafios e esperanças por dias melhores. Não esqueceu a primeira lição que diz que é preciso aprender para crescer, e nem a última, onde aprendeu que o homem com dignidade jamais deve se curvar para reverenciar o outro que lhe quer submeter, subjugar e ainda escravizar. A ponta do lápis do menino apareceu somente agora, e não é de grafite não, mas sim na ponta da língua, na voz, nas palavras que se tornaram instrumentos de conscientização das pessoas que vivem ao seu redor.
Zezinho continua pobre. Prometeram a ele um emprego de não fazer nada, porém não aceitou quando soube que receberia somente uma parte do salário e a outra iria para não sabe onde. Foi denunciar tal fato num jornal, mas quando disse o nome de quem estava por trás disso quase foi expulso do lugar. "Você vai ser preso se continuar falando essas inverdades sobre o nobre parlamentar, cujo único erro é querer ajudar pessoas mal agradecidas quanto você. Se ele ficar sabendo que forjou essa mentira para prejudicá-lo estará até mesmo correndo risco de vida. Agora saia e não olhe nem pra trás, do contrário telefonarei para o nosso benfeitor agora mesmo", foi o que disse o jornalista.
Não se intimidou e procurou o Ministério Público pensando que iriam ouvi-lo e apurar a denúncia. Ledo engano, pois também afirmaram que ali não era órgão para apurar afirmações inconsistentes. Foi orientado a esquecer o caso, para o próprio bem. Nem pestanejou e foi procurar a sede da oposição.
Chegou convicto de que a acusação que tinha a fazer seria um prato cheio para que os inimigos políticos destruíssem a carreira política do parlamentar corrupto. Contudo, outra decepção. Simplesmente alegaram que explorar um fato como aquele seria colocar em risco até mesmo os parlamentares da situação, pois aí muitos podres seriam descobertos e ninguém queria isso. Seria melhor deixar como estava, cada um recebendo a parcelinha do salário, que na verdade pertencia ao deputado, foi o que disse a assessora. E que ele mesmo revisse a proposta oferecida.
Totalmente indignado, raivoso até dizer chega e com os absurdos ouvidos lhe corroendo por dentro, sentou no primeiro banco de praça que encontrou. Levantou a cabeça, e ao mesmo tempo em que mirava as nuvens que passava e imaginava como seria a vida sem as desonestidades, as imoralidades e os desvirtuamentos de condutas em todos os setores da vida, decidiu intimamente que jamais se deixaria levar por tais tentações nem que seria agente passivo diante da prática de tais arbitrariedades. Resolveu usar a ponta do lápis que tinha, que era a voz e a coragem.
Assim que retornou à sua comunidade logo correram para lhe avisar que, não se sabe como, o seu barraco havia sido totalmente destruído pelo fogo, num incêndio de uma hora pra outra, que atingiu somente onde morava. Nem quis ir lá verificar a situação e saber o que tinha restado do seu quase nada. Mas disse, bem alto para quem quisesse ouvir, quais as motivações que poderiam estar por trás daquilo tudo. O pior: desafiou que mostrassem o contrário, que provassem que estava mentindo.
Por cerca de dez anos, ficou se mudando de comunidade para comunidade, conscientizando o povo e mostrando os podres da politicagem e das autoridades, e sempre tendo que sair forçosamente sair de onde queria apenas residir e trabalhar honestamente. As pessoas confiavam na sua palavra e sabiam que era tudo verdade o que dizia, mas só ia até aí, pois continuavam submissas e pobres de encorajamento.
Um dia refletiu profundamente e concluiu que seria inútil continuar com aquela luta vã, pois precisava deixar de ser perseguido e fixar residência duradoura em qualquer lugar. Assim, a partir daquele instante não utilizaria mais da ponta do seu lápis verbal. Contudo, o outro homem que seria jamais foi visto ou encontrado. Pois o outro homem que seria jamais foi visto e encontrado. Jamais encontrado...



Advogado e poeta
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

domingo, 6 de junho de 2010

Uma lição de vida, por Auleon Cruz de Paula

Leonardo é um rapaz que tem uma história impressionante. Hoje aos 28 anos é tetraplégico e vive bem, mas não pode apagar as marcas do passado. Seria muito simples abandonar a vida, trancar-se em casa e não compartilhar essa experiência dolorosa com ninguém. Todos entenderiam, porque afinal não é uma situação nada fácil, simples, é quase que insuportável. Mas ele foi e continua sendo forte. Vou contar um pouco de sua história. No ano de 1999, Leonardo tinha 18 anos e estava muito eufórico e ansioso para viajar com sua família para a casa de seus avós, Leonardo sempre morou com seus pais no Rio de janeiro e atualmente ainda mora lá, e seus avós moravam no interior de São Paulo. Como seus pais gostavam de passar a virada do ano na casa de seus avós paternos assim aconteceu. Eles combinaram tudo e foram pra lá. Durante a viagem correu tudo bem. Leonardo muito ansioso pra chegar não conseguiu nem dormir no carro. Chegando à casa de seus avós, Leo respirou bem fundo e olhou em volta pra ver se tinha mudado alguma coisa no sítio do seu avô. E aquela recepção calorosa, cheia de abraços e beijos era sinal de que aquela virada de ano seria inesquecível e foi mesmo. Eles passaram lá uma noite e nessa noite a mãe de Leonardo teve um sonho esquisito com seu filho. Na manhã seguinte ela contou o sonho para o filho e disse pra ele ter cuidado, pois no sonho ele estava caindo de alguma coisa que ela não conseguiu ver no sonho, mas ele caiu e todos estavam chorando, dizia ela.
Infelizmente, o sonho de sua mãe dona Glória parecia um aviso para Leonardo. Depois do almoço, seu avô e seu pai gostavam de cavalgar pelo sítio. Leo gostava muito de cavalgar e já estava acostumado a sempre montar no seu cavalo preferido e assim fez. Ele montou e foi cavalgar. Até hoje ele se pergunta o que ouve com o cavalo, porque depois que ele montou no animal ele saiu sem direção e sem controle e só parou quando Leonardo esborrachou no chão e foi aquele desespero total. Depois disso nunca mais Leonardo sentiu suas pernas e hoje é tetraplégico. Esse rapaz é um verdadeiro super-homem como muitos que estão espalhados pelo mundo todo. Um verdadeiro exemplo de renovação e fé, por tudo o que ele passou e tem passado, ele é um vencedor. Hoje em dia ele ainda tem sido alvo de preconceito, pois as pessoas não se sentem bem ao olhar para alguém com tantas limitações, elas ficam muito incomodadas.
Ele perdeu muitos amigos depois do acidente, aliás, perdeu os que diziam ser amigos, mas sua família e familiares o apoiaram e o apóiam todo o tempo. Essa história é uma história de superação mas ao mesmo tempo de tristeza, pois a vida desse jovem foi interrompida assim como a vida de milhares de jovens do mundo.
No Brasil muitos deficientes não podem continuar os estudos pois as escolas não estão adaptadas para eles e nem os professores preparados para esses alunos. Mesmo que falte dinheiro, mesmo onde a vida é muito difícil, temos que amar uns aos outros. Porque do contrário estamos perdidos. Se nunca conseguimos nos colocar no lugar das outras pessoas, respeitá-las, amá-las e tratá-las da forma como gostaríamos que nos tratassem, nada de bom poderá acontecer para nós mesmos. Mas… Se nós dermos importância para as outras pessoas deste mundo, aí vamos sobreviver. E essa consciência é mais importante do que dinheiro. Eu falo de amor e não de dinheiro. E onde há amor, há respeito, compaixão. E tudo acaba dando certo. Vá se analisar e reflita sobre isso!

Autor : Auleon Cruz de Paula

Fonte: http://ceriograndedonorte.wordpress.com/2010/02/25/uma-licao-de-vida-cronica-do-mes/

sábado, 5 de junho de 2010

Eu te amo não diz tudo!, por Arnaldo Jabor

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Homem perfeto, por Arnaldo Jabor

Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel (ou porque está apaixonado (algo que não dura muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda) ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo (isso vai se voltar contra você)..A única exceção é o crente extremamente convicto.Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas agüente as outras conseqüências.

Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma banda. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.

Não fique desencantada com a vida por isso. A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica cercado, sem trair, é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa diminui), ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes. Se quiser alguém que pense como você, vire lésbica (várias já fizeram isso e deu certo), ou case com um gay enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social. Todo ser humano busca a felicidade, a realização. E a realização nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, está tudo no cérebro).

A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a realização pessoal dele vêm de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada etc. Mas nunca vai vir se não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão.

Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido na empresa), o cara não dá um passo no dia-a-dia (sem ela) você vai sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se desenvolver profissionalmente (vai ser um cara sem ambição e sem futuro).

Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira etc... Nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar com você e maior as chances do divórcio. Se perfeição adiantasse, Julia Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bündchen foi largada por Di Caprio. Não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha).

O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher, ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, (troca de olhares). Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.

Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito discretos: não deixam a esposa e nem ninguém da sua relação, como amigas, familiares saberem.

Só, e somente só, um amigo ou outro dele deve saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem perfeito geralmente são numa escapolida numa boite, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao próximo tópico.

Esse tópico não é para as esposas, é só para as solteiras e amantes.

Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de que homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo.Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil ele parte para outra. A oferta é muito maior do que a procura. O mercado está cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele.Ele vai ficar com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai começar a te procurar. Se ele não te procurar, era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar, você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, você também fez uso do corpo dele – faz parte do jogo; guarde como um momento bom de sua vida.

90% dos homens não querem nada sério.Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento. Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado, dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer doce só agrava a situação. Estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.

Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o seguinte:Tente achar o homem perfeito, dê espaço para ele.Não o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona-de-casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de sufocos, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo no celular dele, de ficar apertando o cerco etc. Você pode até criar 'muros' para ele, mas crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.

Se você está revoltada por este texto, aqui vai um conselho: vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar com o que está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito. Diferente disso, ou é crente, ou gay ou tem algum trauma (e na maioria dos casos vão ser pobres). O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dias Melhores, por Arnaldo Jabor

Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho "presente" é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.

As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.

Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um "enorme presente", na expressão de Norman Mailer. E este "enorme presente" é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que "não pára de não chegar".

Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.

Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.

Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num "devir" que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o "presente" verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de "passado" daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.

Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também. Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu... Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios. Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It's All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 - únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.

Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O "hoje" deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.

E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os "juros" da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é "não ter futuro"; é nunca estar no presente

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pessoas Inteligentes, por Arnaldo Jabor

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia como idiota da aldeia.Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates eesmolas.Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam aele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor,de 2.000 REIS.Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risospara todos.Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda nãohavia percebido que a moeda maior valia menos.'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas nodia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganharminha moeda.'Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.Mas a conclusão mais interessante é:A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm umaboa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensamde nós, mas sim, quem realmente somos.O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de umidiota que banca o inteligente.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Antigamento quando eu era pequenininho, por Arnaldo Jabor

Antigamente, quando eu era pequenininho... - com essa frase mágica eu corto qualquer choro de meu filhinho, qualquer bagunça em curso e ele sobe em meu colo de olhos abertos, lágrima secando, para ouvir as estórias de meu passado. Por marketing paterno, eu descrevo o passado como um lugar meio escuro, ruim, sem nada, para ele valorizar os muitos brinquedos que tem, os homens-aranha, o Bat-Movel, o peixinho Nemo no aquário e as "gelecas" trêmulas no chão. É uma artimanha meio sacana, mas funciona; não só lhe dá um início de consciência de seu privilégio social, como valoriza o "bom papai" aqui.

E ele adora investigar meu passado:

Papai, antigamente não tinha vídeo? Não. Não tinha televisão? Não; tinha só rádio. Tinha He-Man? Não; tinha Super-Homem, mas só tinha no gibi. O que que é gibi? - ele pergunta. Revista de quadrinhos - respondo -, mas tinha Príncipe Submarino que hoje não tem mais, um super-herói que lutava debaixo d'água contra os polvos malvados e a lulas malditas e venenosas. E ele não morria afogado? Não, meu filho, porque ele era meio "peixe" também. E pescavam ele? É... tinha uns homens malvados que queriam pescar ele, mas ele era craque. Tinha você, antigamente? Eu? É. Você, com seu papai e sua mamãe?

Tinha... tinha eu... mas eu era pequenininho também... olha aqui no retrato.

Por que você está chorando no colo desse homem? Não sei; eu acho que era vocação ha! ha! Que que é vocação? É um negócio aí... Você tinha amigos, papai? Tinha. Tinha o Bertoldo, o Bertoldinho e o Cacasseno (personagens de um livro de estórias) e... o meu amigo Albertinho Fortuna... (não sei por que transformei esse cantor popular dos anos 50 num "amigo de infância"...

Sempre achei graça nesse nome: Albertinho Fortuna...).

E vocês caçavam o gambá gigante? Sim; a gente ia na floresta e ia cada um com um pau na mão e íamos até a caverna do gambá gigante, que ficava lá no alto do Corcovado. Lá onde tem o "Quisto Redentor"? Isso, filhinho, a gente ia subindo a pé porque antigamente não tinha o trenzinho e, quando chegava perto da casa do gambá gigante, a gente sentia o cheiro, argghhhh, era um cheiro horroroso e aí não adiantava nem bater nele, a gente gritava de fora, tapando o nariz: "Gambá gigante, sai daí!.. Sai, gambá!" Aí, quando o gambá saía, zangado, porque estava dormindo e ia atacar a gente, o Albertinho Fortuna pegava um vidro de perfume Coty e tacava nele e aí o gambá gigante ficava cheirozinho e ficava amigo da gente... E pronto... E aí, todo mundo ia dormir, feito você, agora...

E, enquanto meu filhinho começa a dormir, pensando no gambá cheiroso, eu vou pensando em sua pergunta profunda: "Pai, o que que tinha antigamente?" Bem - respondo para mim mesmo - antigamente, tinha eu, outro "eu", diferente deste casca-grossa de hoje... É... tinha eu... tinha nossa casinha de subúrbio, pequena, com quintal, galinha e mangueira e, fora de casa, tinha minha curta paisagem de menino: rua, poste, fogueira no capinzal, a luz do carbureto do pipoqueiro, a luz nas poças com a Lua tremendo na água, balões coloridos no céu, trêmulos de lanterninhas, balões-tangerina, balões-charuto. De dia, tinha o Sol que era meu, a chuva que era minha, tinha as nuvens que eram minhas, as nuvens-girafa, as nuvens-camelo, que eu contemplava deitado no chão de terra onde as formigas eram minhas também, os caramujos nas folhas eram meus, sua gosminha madrepérola era minha, tudo fazia parte de meu universo de subúrbio.

Uma vez, teve um grande eclipse, e eu fiquei olhando minha família olhando o Sol negro através de cacos de vidro escuros e, eu me lembro, tive a sensação dolorida de que a casa, papai de uniforme de capitão, minha irmãzinha chorando, a triste empregada com pano branco na cabeça, as árvores, as galinhas, tudo ia passar, e que nós íamos nos apagar também, como o Sol, tudo indo para longe, como os urubus, mais longe, quase no infinito, na bruma.

Nas ruas, tinha uma luz mortiça nas janelas das casas, o som do rádio com as novelas deprimentes e o seriado do Capitão Atlas, tinha os namorados no portão, tinha os amores impossíveis, os suicídios com guaraná, as luas-de-mel fracassadas, tinha as lâmpadas de carbureto dos carrinhos de pipoca, os velhos discos de 78 rpm, os cantores com som precário, as primeiras TVs em preto-e-branco, as saudades do matão, o luar do sertão, tinha um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, troncho, mas bem mais brasileiro que hoje, em seu caminho da roça que o Golpe de 64 interrompeu, e que, agora, essa mania prostituída de "Primeiro Mundo global" matou a tapa.

Hoje, esta pobreza é disfarçada pela falsa vertiginosidade de um progresso que nos submete como uma lei das forças produtivas.

É... - eu penso - antigamente, filho, tinha também uma coisa chamada "povo"; não o povo arrebentado, dividido, tonto de hoje. Era uma pobreza mais pobre, mas menos, como direi, menos clamorosa, menos trágica. Tinha uma nacionalidade ilusória, sim, com o povo apinhado nos bondes, iludido, mais burro que hoje, sem defesas, mas era um falso país em que acreditávamos.

Isso era legal, apesar da ingenuidade de acharmos que bastava o grito das massas e a vontade de justiça para que um novo país se realizasse. Em 63, não sabíamos ainda que a democracia custava tanto, que teríamos de passar pelo inferno de 20 anos de ditadura, e tinha, sim, um "vazio" no Brasil, mas era um vazio que nos dava idéia de que algo ia ser construído ali naquele espaço, que ia surgir uma sociedade original, mesmo num futuro nevoento, cheio de urubus.

E, aí, eu me pergunto, vendo meu filhinho dormir: Como fazer, meu filho, para restaurar aquela idéia de Brasil, sem fugir das regras duras deste tempo de vertigem global? Eu não sei. Nem ele - sonhando com o gambá gigante, sob a voz melodiosa de Albertinho Fortuna, cantando por cima do tempo.