abril acabar acontecer admin afirmo agosto agradecer ah ai ajuda alegria algua alguma alheia almeida ama amar amor ansiedade aonica apegue-se appeared aprenda aprendendo aprender aproveite assunto ata banalizar boas ca cabe caminho capacidade capazes cicatrizes cintia coisas comeasso confianassa coraassapso coragem costas criar cuidado deixa deixar deixe delas depressapso desejo despedida desperte deus devemos dezembro dias dinheiro disposto doaassapso dor ego enfim ensina entapso errado erros escolhas escolher espinho espinhos espiritual esponja estamos estapso esteja estiver estresse existe existem existir fa faassa falando felicidade feliz felizes fev fevereiro ficar filtro fique first fiz flor forassa forte fosse frases frente fundo gente gilson gosta gostaria gratidapso ha heranassa idade importa importante ir iria ja jago jamais janeiro jesus julgamentos julho juliana junho juntas junto juntos la leia lhe liberdade lindas livre lo ma maio maneiras mantra mantras marasso medo melhor melhores mensagens mente mesmo mestre mim morte motivaassapso muda mudar mulheres mundo negatividade ningua nishiyama novembro olha olhar on oraassapso ouassa outubro ouvir pai palavras parede participar passa paz pensa pensamentos perdemos perguntas permanecer pertinvolzes pessoa pessoas pior post postado postagens pra precisa pria prio problemas provavelmente qualquer queira questaues quiser raiva real realmente refletir reflexapso relaassaues relacionamento relacionamentos respostas reze ria rias rio sa saber saiba seja sejam sejamos seletivos sentimento sentimentos sentir sera setembro sexo si simpatia sinais solidapso sozinho sucesso supere tamanho tamba tempo tenha the tipo toma torna total tra tristeza trofa universo utilidade valorizar vamos veja velho veneno verdade verdadeiro vida vive viver vontade vou

sábado, 31 de julho de 2010

Olhe bem ao seu redor

Dê uma boa olhada ao seu redor, e entenda.
Aproveite tudo que puder cada hora, cada dia e cada época da vida.
Assim você poderá olhar para frente com confiança e para trás sem
ressentimentos.
Sua vida agora mesmo é o resultado de todas as suas escolhas no passado.
Certamente, você andou muito para chegar até aqui.
Você sobreviveu e deu um jeito de estar onde está.
Existem coisas que poderiam melhorar?
Provavelmente.
Existem lugares que você gostaria de conhecer, coisas que gostaria de fazer?
Com toda a certeza!
Você consegue imaginar a sua vida sendo ainda melhor, ainda mais
gratificante e
emocionante do que é hoje?
Então, como chegar lá?
Do mesmo jeito que chegou até aqui:
como resultado das escolhas que você faz.
A qualidade da sua vida é um resultado direto das escolhas que você faz.
E cada momento na sua vida é uma escolha.
felicidades a todos!!!

Sonhos

Nunca deixe de sonhar...
Todo ser humano possui sonhos.
Sonhos grandes, sonhos pequenos, sonhos.
Sonhos nascem a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a qualquer momento.
Sem percebermos, um sonho nasce dentro do nosso coração.
Sonhos nos motivam a viver, a continuarmos caminhando.
Vivemos, na verdade, na busca da realização dos nossos sonhos.
Às vezes, pessoas que estão ao nosso redor, tentam matá-los com palavras de pessimismo. Acham que, se não podem realizar seus sonhos, as outras pessoas também não merecem realizar os seus... Puro egoísmo!
Muitas vezes, achamos que não conseguiremos realizá-los, que eles estão muito distante de nós, ou... achamos que não merecemos, porque... não somos ninguém.
Se não acreditarmos neles, os perderemos!
UM ALERTA PRA VOCÊ: OS SONHOS envelhecem!
É importante ir em busca deles se não você não conseguirá realizá-los.
Mas, a realização vem pela luta, esforço e persistência. Não pense você que será diferente realizar o seu sonho. Eu por exemplo...realizei o meu sonho de ser locutor...agora estou aqui já fazendo 20 anos e todo dia amarradão! E não pense que foi fácil não (os meus alunos do curso que o digam não é pessoal?)
Vá em busca do seu sonho, mesmo que tudo o leve a pensar que pareça impossível, não desista do seu sonho.
Busque forças dentro de você.
Peça ajuda a Deus.
Nenhuma oração volta sem resposta.
Acredite que tudo pode acontecer quando desejamos do fundo do coração.
Acredite na beleza do seu sonho e na capacidade de realizá-lo.
Você é capaz !
Sonhe sempre.
Nunca deixe de sonhar e você será sempre um vencedor.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aprendendo Com Os Gansos

Quando os gansos selvagens voam em formação "V", eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. (É que à medida que cada pássaro bate suas asas, é criada uma "sustentação'' para o pássaro que o segue).

Quando o ganso que está no ápice do "V" fica cansado, ele (ou ela) passa para trás da formação e outro ganso voa para a posição de ponta.

Durante o vôo, os gansos da retaguarda grasnam para encorajar aqueles que vão a frente a manterem suas velocidades.

Os gansos acompanham os fracos. Quando um deles fica doente ou ferido ou é abatido, no mínimo outro ganso sai da formação e segue-o na descida, para ajudá-lo e protegê-lo. Ele permanece na sua companhia até que ele possa voar novamente. Então ele vai em busca de uma outra formação ou se integra ao próprio grupo.

Sendo parte de uma equipe, nós também podemos utilizar adequadamente os recursos disponíveis, para que o fruto do nosso trabalho ganhe em qualidade.

Se tivermos senso de comunidade como os gansos, saberemos revezar-nos na execução das tarefas difíceis compartilhando uma direção comum.

Da próxima vez, ao ver uma formação de gansos voando, lembre-se que é uma recompensa, um desafio e um privilégio fazer parte de uma equipe.

Se na empresa que você trabalha, se o grupo do qual vc faz parte, o cuidado e o espirito de equipe dos gansos fosse uma determinação interna de cada pessoa, não teria mais sentido ter tantas picuínhas, orgulho, vaidades,invejas e fofocas. o grupo seria feliz, mais intenso e potente em nossas atividades.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Viver o Presente

Um viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal.

Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar.

- Por que o senhor sorri ? - perguntou ao monge.

- Porque entendo o significado das bananas - disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro.

- Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.

Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde.
Mostrou-a e tornou a guardá-la.

- Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo - disse.

Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo :
- Este é o momento presente. Saiba vivê-lo sem medo.

A moral da história é que nos enchemos de preocupações com o futuro, com coisas que ainda não aconteceram e possivelmente não aconteçam, pelo menos da forma como concebemos em nossa mente. E ainda valorizamos coisas do passado que já aconteceram, como mágoas, rancores ou recordações . Coisas que são importantes apenas para nos servir como experiência.

O melhor momento pra crescer é agora, o momento presente. Nele, você pode construir um futuro de paz e prosperidade, de amor e tranquilidade.

Qual é a banana que você prefere comer?

A podre, a verde ou a madura!?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Velho indio

Certa vez, um velho índio descreveu seus conflitos internos:

Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil.

Os dois estão sempre brigando...

Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu:

"Aquele que eu alimentar".

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pregos

Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira.
O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua toda vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o garoto colocou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo, gradativamente.
Ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira...
Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma.
Ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros.
O pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele.
O garoto então trouxe a placa de madeira, já sem os pregos, e a entregou a seu pai.
Ele disse, "Você está de parabéns, meu filho, mas de uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua, a tábua nunca mais será como antes.
Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixam marcas como essas.
Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá.
Uma agressão verbal é tão ruim quanto uma agressão física. Pense nisso!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A ponte

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

domingo, 25 de julho de 2010

Pessoas "estrelas" e Pessoas "cometas"

Na vida há pessoas "estrelas" e há pessoas "cometas". Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas, retornam e depois desaparecem. Há muita gente “cometa”, que passa pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e que a ninguém se prende.

Porém, o melhor é ser “estrela”. “Estrela” permanece, é calor, é vida. Ser amigo é ser “estrela”. Os anos podem passar, mas as marcas ficam no coração. Ser “cometa” é não ser amigo; é ser companheiro por instantes. A solidão é resultado de uma vida “cometa”. Ninguém fica, todos passam. Há necessidade de se criar um mundo de “estrelas”.
É preciso todos os dias poder senti-las. Todos os dias ver sua luz e perceber seu calor. Assim são os amigos na vida da gente. São coragem nas horas difíceis, alegria nos momentos de desânimo, luz nos tempos de escuridão. Ser “estrela” nesse mundo passageiro, nesse mundo de “cometas”, é um desafio, mas acima de tudo é uma recompensa. É nascer e ter vivido, e não apenas existido. E aí, você é “cometa” ou “estrela”, hein?

sábado, 24 de julho de 2010

Experiencia

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.
>>
>> REDAÇÃO VENCEDORA:
>>
>> Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei
>>banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
>>
>>Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
>>Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
>>já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
>>Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
>>já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
>>Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
>>
>>"Experiência? Quem a tem? Se a todo momento tudo se renova..."

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vida: modo de Usar

Quando resolver dar alguma coisa, dê com alegria.
Memorizar seu poema favorito.
Não acreditar em tudo que lhe dizem. Não desacreditar de tudo que afirmam ser mentira.
Quando disser te amo, demonstre com algum gesto.
Quando disser "desculpe-me", olhe a outra pessoa diretamente nos olhos.
Acreditar em amor à primeira vista.
Acreditar em antipatia à primeira vista.
Nunca puxar o tapete dos outros, geralmente você também está em cima dele.
Viver apaixonadamente com todos os ferimentos que isso vai acarretar: vale a pena.
Falar devagar e pensar rápido.
Não julgar uma pessoa por seus familiares.
Se perguntarem algo indiscreto, sorria e diga: "Por que você quer saber isso?" A conversa geralmente termina por aí.
Lembrar que o grande amor e as grandes conquistas representam grandes riscos.
Telefonar para seus pais e dizer o quanto os ama.
Quando errar não esqueça a lição. E corrija o que for possível.
Lembrar sempre de 3 coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos.
Quando atender ao telefone, sorria ao dizer alô. Quem está do outro lado da linha vai perceber.
Não deixar as pequenas brigas destruírem as grandes amizades.
Casar com alguém com quem goste de conversar.
Jamais esquecer que na velhice podemos perder muita coisa mas a capacidade de comunicação permanece intacta.
Ficar sozinho de vez em quando. Mas apenas de vez em quando.
Ler mais. ver menos TV: fica mais fácil passar aos seus filhos o que você aprendeu.
Saber que o silêncio pode ser uma resposta.
Orar. O poder da oração é infinito.
Ler nas entrelinhas.
Viver uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir.
Em discussões com pessoas amadas, concentre-se no presente e não traga as feridas do passado.
Quando viajar, visite um lugar onde ninguém mais da excursão foi. Este será seu lugar.
Você pode ter qualquer coisa, mas não pode ter tudo.
Lembre-se que seu caráter é um espelho do seu destino.
Aproveitar a sorte quando ela está a seu favor.
Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe sua ponta no mel.
Peça ajuda e saiba reconhece-la.
Aprender todas as regras, e transgredi algumas assim que for possível.
Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos: não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo.
Quando alguém começar a lhe agredir verbalmente, não interrompa. Verá que a agressão se esvaziará por si mesmo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não é Comigo

Era uma vez quatro pessoas: "TODO MUNDO", "ALGUÉM", "QUALQUER UM" e "NINGUÉM".
Havia um importante trabalho a ser feito e "TODO MUNDO" tinha certeza que "ALGUÉM" o faria. "QUALQUER UM" poderia tê-lo feito, mas "NINGUEM" o fez.
"ALGUÉM" negou-se a fazer o trabalho porque era um trabalho de "TODO MUNDO". "TODO MUNDO" achou que "QUALQUER UM" poderia fazê-lo, mas "NINGUÉM" imaginou que "TODO MUNDO" deixasse de fazê-lo.
No final, "TODO MUNDO" culpou "ALGUÉM" quando "NINGUÉM" fez o que "QUALQUER UM" poderia ter feito.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que você tem

Sente-se embaixo de uma árvore magnífica, e veja como tudo que a árvore precisou veio até ela. A comida nutritiva, minerais, água e luz fluíram pela árvore, ou dentro do seu alcance, por toda a sua vida.
Embora ela tenha se espalhado através do crescimento, nem uma única vez essa árvore teve que sair dali para buscar o que necessitava. A árvore cresce e prospera por sua habilidade em fazer uso do que está disponível bem onde ela está.
Essa árvore forte, alta, frondosa e imponente conseguiu esse crescimento impressionante usando o que ela tem disponível.
A próxima vez que você achar que para ser feliz e alcançar seus objetivos você tem que ir para outro lugar, ou ter algo, ou sofrer de alguma maneira, pense na árvore imponente.
É maravilhoso você poder mover-se, e que você possa fazer tantas coisas acontecerem. Mas em tudo que você faz, para todos os lugares que vai, em tudo que acontece, nunca negligencie o que você já conquistou.
A riqueza e a satisfação não vêm de se conseguir mais, mas sim do uso pleno daquilo que você já tem disponível ao seu alcance.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Beleza interior, a mais bela de todas

John Blanchard levantou do banco, endireitou a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station.
Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia, mas o rosto não: a garota com a rosa!! Seu interesse por ela havia começado trinta meses antes, numa livraria da Flórida.
Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com as notas feitas à lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho.
Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis Maynell. Com tempo e esforço ele localizou seu endereço. Ela vivia em New York City. Escreveu-lhe uma carta, apresentando-se e convidando-a corresponder-se com ele.
Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir na II Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num coração fértil. Um romance de companheirismo.
Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou. Ela pensava que se, realmente ele se importasse com ela, sua aparência não importaria.
Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro, às 7:00 da noite na Grand Central Station em New York.
- Você me reconhecerá pela rosa vermelha que estarei usando na lapela. – ela escreveu.
Então, às 7:00 ele estava na estação procurando por uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto.
Vou deixar o Sr. Blanchard dizer-lhe o que aconteceu:
- Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra. Seus cabelos loiros caíam delicadamente sobre os seus ombros; seus olhos eram verdes como água. Sua boca era pequena; seus lábios carnudos e seu queixo tinha uma firmeza delicada. Seu traje verde pálido era como se a primavera tivesse chegado. Eu me dirigi à ela, inteiramente esquecido de perceber que a mesma não estava usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção, um pequeno provocativo sorriso, curvou seus lábios.
- Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro? – ela murmurou.
Quase incontrolavelmente dei um passo para junto dela, e então eu vi Hollis Maynell. Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota. Uma mulher já passada dos 50 anos, tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sobre um chapéu gasto. Ela era mais que gorducha, seus pés compactos confinavam em sapatos de saltos baixos.
A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de segui-la e tão profundo era o desejo por aquela mulher cujo espírito, verdadeiramente, me acompanhará e me sustentará através de todos as minhas atribulações.
E então ela parou! Sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes. Eu não hesitei...
Meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo precioso. Talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão.
Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento.
- Sou o Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar? – perguntou o cavalheiro.
O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso:
- Eu não sei o que está acontecendo. – ela respondeu. Aquela jovem de vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no casaco. Ainda me disse que, se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela estaria esperando por você no restaurante de esquina. Me disse que isso era um tipo de TESTE!!!
Não parece difícil, para mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell.
A verdadeira natureza do coração de uma pessoa é vista na maneira como ela responde ao que não é atraente!!!
As pessoas entram em nossa vida "por acaso", mas não é por acaso que elas permanecem.
Feliz de quem escreveu! Feliz de quem leu! Feliz de quem entendeu!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A natureza revidou

As alterações climáticas vieram como um alerta vermelho piscante..


E a beleza estonteante de Santa Catarina se converte em lágrimas;


Desabrigados, refugiados, mortos... O cenário lembra uma guerra


E não era na Indonésia, nem no Afeganistão.


Gente de terras tupiniquins, que fala a mesma língua e pisa no mesmo solo


... e que não poderia supor que a desgraça fosse tão palpável e que, do dia para a noite, pudesse perder a própria identidade


Aí você olha pro controle remoto, pensa na cama quentinha, no cheirinho de comida vinda do fogão, aquele copo de água geladinha em cima da pia, carro novo na garagem... e seu ar falta por um instante.


Seu pensamento não consegue afastar essa idéia: ‘ E se fosse com minha família?’


No meio do caos, aparece a esperança para iluminar as atitudes de uma nação.


E o povo brasileiro se reúne com a mais pura intenção de ajudar ao próximo


Como uma criança que vê seu irmão caído no chão, e se abaixa, mesmo sem forças, para tentar levantá-la, a população faz verdadeiros mutirões para arrecadar fundos e enviar às vítimas da enchente que abalou Santa Catarina.


Comerciantes fazem rateio entre os clientes. Condomínios mobilizam moradores


Escolas enviam comunicados.


E assim, o país inteiro levanta do sofá pra tentar reerguer uma cidade.


A comoção nacional fez com que cada brasileiro tomasse uma atitude.


E transformasse a impotência em solidariedade, às vésperas do Natal


Aproveite que seu coração está sensível


... olhe pro lado ao invés de achar que o mundo gira em torno do seu umbigo


Talvez seja essa a lição que as catástrofes nos ensinem


Que é possível dar as mãos para tentar reverter uma situação


... sentir a dor do outro e fazer alguma coisa para ajudá-lo


... e ver como é comovente uma nação se unindo em prol de uma causa.


Só precisamos afastar a cegueira que nos impede de enxergar isso DIARIAMENTE,


E abraçarmos as causas... antes que seja tarde demais!

(Cinthia Dalpino)

domingo, 18 de julho de 2010

A VITÓRIA DE UM INTOCÁVEL NA ÍNDIA

Hari Pippal, que pertence à casta mais baixa do país, lutou contra o preconceito e tornou-se um milionário

Renata Miranda

Hari Pippal é um empresário indiano que conseguiu ganhar seu primeiro milhão de dólares montando uma fábrica de sapatos. Sua história poderia ser comum a qualquer outra de sucesso empresarial na Índia de hoje não fosse um pequeno detalhe: Pippal, de 58 anos, é um intocável. Ele pertence ao patamar mais baixo do sistema de castas da sociedade indiana, os párias ou dalits (leia abaixo), o que torna sua escalada social incomum e um exemplo a ser seguido. “Eu sou um intocável e tenho orgulho de ser quem sou. Sempre trabalhei muito para conseguir chegar ao topo”, disse Pippal, por telefone, ao Estado.

No hinduísmo, os párias são discriminados por não terem uma casta específica. Eles são chamados de “intocáveis” porque são vistos como sujos. Basta o contato com eles para tornar impuro um integrante de uma casta superior. Os dalits têm esse estigma por exercerem trabalhos considerados “imundos” pela sociedade, como lavar roupa, limpar banheiros ou recolher o lixo. A discriminação com os intocáveis ainda é muito forte, por isso a trajetória de sucesso de Pippal no mundo dos negócios é tão incomum.

O indiano conta que o início de sua vida não foi fácil. Aos 16 anos, o pai do empresário - que era sapateiro - sofreu um acidente e ficou paralisado. Sem ter como trabalhar, o pai pediu a Pippal para que ele suspendesse seus estudos para trabalhar e ajudar a sustentar sua mãe, oito irmãos e seis irmãs. Mesmo sem ter completado a escola, Pippal fala seis idiomas - entre eles, inglês, russo e alemão. “Um dos meus hobbies é estudar. Gosto de aprender sozinho.”

Ele conta que decidiu ser empresário há 30 anos. “Eu morava em uma casa alugada de cerca de 12 metros quadrados junto com minha mulher, meus cinco filhos e minha filha.” Segundo ele, o espaço era tão pequeno que ele tinha de dormir no chão. “Foi aí que vi que tinha de trabalhar muito e investir principalmente na educação dos meus filhos.” Decidido a mudar de vida, Pippal conseguiu um empréstimo em um banco para dar início a sua fábrica de sapatos. Hoje, ele é dono de quatro empresas - uma revendedora de carros Honda, uma exportadora, uma fábrica de sapatos e um hospital na cidade de Agra, onde fica o Taj Mahal - e tem seu patrimônio avaliado em cerca de US$ 4 milhões.

PRECONCEITO

Na Índia, pessoas de castas diferentes são normalmente identificadas pelo sobrenome. Assim, quando Pippal abriu sua exportadora decidiu dar o nome de People’s Export (Exportadora do Povo) porque temia que seu negócio fosse prejudicado se usasse seu nome. “Não queria que minha empresa fosse vista apenas como o ‘negócio de um dalit’. Então, escolhi People porque tem o som parecido ao do meu sobrenome”, explica.

Quando inaugurou seu hospital, em 2004, o empresário teve muita dificuldade em recrutar médicos para trabalhar com ele. “Sofri muito preconceito por ser um pária”, conta. “Nenhum médico de castas superiores queria trabalhar comigo.” Foi então que o indiano decidiu procurar médicos fora de Agra. “Eu tinha de provar para todos que poderia ser bem-sucedido mesmo sendo considerado inferior pela sociedade.”

Hoje, o Heritage Hospital é um dos hospitais mais respeitados da região. Segundo Pippal, agora, os médicos de castas superiores o procuram pedindo emprego. “Eu não guardo ressentimentos. O que não entendo é por que não vieram trabalhar comigo antes.”

Ele conta que seu hospital tem muitos médicos dalits. “Convidei médicos da minha própria casta e alguns deles são melhores do que médicos de outras castas.” No entanto, Pippal afirma que seu hospital não separa seus pacientes de acordo com o sistema de divisão hindu. “Eu nunca penso que esse é um hospital de intocáveis ou um hospital de gente superior. Amo todas as pessoas e acredito que todos devam ser tratados de maneira igual.”

Além de suas empresas na Índia, Pippal abriu recentemente um escritório na Alemanha para administrar suas exportações. O indiano afirma que quer expandir seus negócios ao redor do mundo. Para os empresários brasileiros, ele deixa um recado: “Quero mandar meus sapatos para o Brasil e fazer negócios com vocês.”

sábado, 17 de julho de 2010

Luiz Fernando Verissimo 3

Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um André ou um Alexandre na vida?
Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa!
Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo $ não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta? Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida??? Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer." Mentira!
Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não,mas vive sempre em busca da famosacara metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona... Mas é a realidade.
Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo. Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho.." eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o publico gosta e vibra com o "brega".
Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic" e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher"; existe pelo menos uma música sertaneja ou um "pagodinho" que te deixe com dor de cotovelo; quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pela qual você está apaixonado no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja; você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre"
Bem , preciso continuar?
Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto esta perdendo...."O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A aliança

A aliança


Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa - diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. É perfeitamente possível.

— Pois é. Eu...

— SEU CRETINO!

— Meu bem...

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem...

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim.

E foi tratar do jantar.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Grande Edgar

Grande Edgar



Já deve ter acontecido com você.

- Não está se lembrando de mim?

Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?

Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.

Um, o curto, grosso e sincero.

- Não.

Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.

Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.

- Não me diga. Você é o... o...

“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:

- Desculpe deve ser a velhice, mas...

Este também é um apelo à piedade. Significa “Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!” É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.

E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.

- Claro que estou me lembrando de você!

Você não quer magoá-lo, é isso. Há provas estatísticas que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:

- Há quanto tempo!

Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.

- Então me diga quem eu sou.

Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:

- Pois é.

Ou:

- Bota tempo nisso.

Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem é esse cara, meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas do meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como “jabs” verbais.

- Como cê tem passado?

- Bem, bem.

- Parece mentira.

- Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)

Ele está falando:

- Pensei que você não fosse me reconhecer...

- O que é isso?!

- Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.

- E eu ia esquecer você? Logo você?

- As pessoas mudam. Sei lá.

- Que idéia!

(É o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo, amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. “Que bom encontrar você!” e paf, chuta uma perna. “Que saudade!” e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)

- É incrível como a gente perde contato.

- É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.

- Cê tem visto alguém da velha turma?

- Só o Pontes.

- Velho Pontes!

(Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)

- Lembra do Croarê?

- Claro!

- Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.

- Velho Croarê!

(Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda a cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)

- Rezende...

- Quem?

Não é ele. Pelo menos isso está esclarecido.

- Não tinha um Rezende na turma?

- Não me lembro.

- Devo estar confundindo.

Silêncio. Você sente que está prestes a ser desmascarado.

- Sabe que a Ritinha casou?

- Não!

- Casou.

- Com quem?

- Acho que você não conheceu. O Bituca.

Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador. Você está tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?

- Claro que conheci! Velho Bituca...

- Pois casaram...

É a sua chance. É a saída. Você passa ao ataque.

- E não me avisaram nada?!

- Bem...

- Não. Espera um pouquinho. Todas essas coisas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, o Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?!

- É que a gente perdeu contato e...

- Mas o meu nome está na lista, meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.

- É...

- E você ainda achava que eu não ia reconhecer você. Vocês é que esqueceram de mim!

- Desculpe, Edgar. É que...

- Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam...

(Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”)

- Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?

- Certo, Edgar. E desculpe, hein?

- O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.

- Isso.

- Reunir a velha turma.

- Certo.

- E olha, quando falar com a Ritinha e o Mutuca...

- Bituca.

- E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?

- Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.


Este texto está nos livros As mentiras que os homens contam, Comédias da vida privada e O suicida e O computador.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Luiz Fernando Verissimo 2

Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Casamento - Luiz Fernando Verissimo

Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.
Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP.
Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas...
Se eu soltar, ela vai às compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico.
Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: "O que tem na TV?"
E eu disse: "Poeira".

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender - Luiz Fernando Verissimo

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

domingo, 11 de julho de 2010

Luiz Fernando Verissimo 1

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

sábado, 10 de julho de 2010

Cronica para mulheres

Ah minha querida, sinto tanto em saber que está triste. Eu não seria amiga se agora te dissesse que te avisei desde o início, que se tivesse escutado minhas palavras teria evitado o sofrimento. Só que somos assim, insistimos em tentar algo que não queremos aceitar que não há chances de dar certo. Se não fossemos tão insistentes, se não sonhássemos sempre que temos o poder de mudar o que está óbvio.

Esse final de semana assisti ao filme “Ele não está tão afim de você”, o que aconselho todas as mulheres a fazerem. É impressionante a reação que esse filme provocou em mim, comecei a pensar que em todos os casos nós acreditamos que aquele é o homem certo e mesmo que os indícios de que não seja estejam evidentes, nós nunca queremos enxergá-los, sempre pensamos que nós podemos mudá-lo que se ele não liga apenas quer que sintamos falta ou que sejamos nós a ligar. Porém o fato está claro, quando eles realmente querem fazem tanto esforço quanto nós para conseguirem.

Então por que insistimos que é esse o homem da nossa vida se todos conseguem enxergar que não é, menos nós. Por que fazemos tanta questão de arrumar um namorado se aquelas que estão namorando ou estão um dia com um no outro com outro, ou estão engravidando e perdendo a perspectiva de um futuro promissor.

É claro que devemos arrumar um namorado, mas O NAMORADO, aquele que tenha os mesmos objetivos que nós, aquele que nos complete, que nos entenda e que principalmente nos ame da maneira que merecemos, não aqueles que amam pela metade, que não valorizam o que você valoriza.

Grandes garotas são aquelas que aprendem a serem independentes, aprendem que a vida nem sempre é fácil e que precisam ser fortes. Sempre aprendem a tirar uma grande lição da vida e caminharem sozinhas para que isso aconteça. Elas não precisam de um homem que lhes ensine tudo, mas de vários que as façam tornarem-se independentes.

Conforme disse Gigi, no final do filme:

"As garotas aprendem muito enquanto crescem. Se um cara esmurra você, ele gosta de você; nunca tente cortar sua própria franja e algum dia vai conhecer um homem maravilhoso e ter o seu próprio final feliz.

Todos os filmes que vemos e todas histórias que ouvimos imploram para nós esperarmos por isso. A reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção á regra. Mas as vezes, focamos tanto em olhar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer; entre os que vão ficar e os que vão nos deixar.

E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando. Ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente.

Ou talvez o final feliz seja isto, saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança!"

Dedico essa crônica às minhas amigas de coração partido e deixo clara a minha opinião de que algo maravilhoso acontece para as pessoas especiais, sintam-se uma miss, saibam escolher e diferenciar, e um dia a nossa hora vai chegar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lições importantes 06

Ainda lembro desse dia, e olha que faz tempo, tanto tempo que nem sei exatamente qual foi o tempo. Porém, não me importo o tempo que passamos juntos. Na verdade não me atenho a isso, o que recordo é a doce sensação de entrega de todo o meu ser: físico, psico e espiritual. Foi um sentimento de encontro e perda, encontro de uma felicidade e perda de uma solidão, e sem ao mesmo perceber sutilmente criamos uma bonita e forte relação.

Senti-me enlouquecido por algo que não podia acontecer, não estava nos meus planos, mas estava tudo tão saudável, parecia tudo mágico. Com mais frequência olhava-me no espelho. Mudei o visual, “sport fino” era minha moda. Despertei vários olhares, mas só encontrava o dela. Minha sorte parecia ter aumentado, melhorei em vários sentidos, explorando a dimensão intra e extra-pessoal. Perpassei uma fase de encantamento com tudo que via, ouvia e sentia. Desprendi-me do material, penso que tive uma explosão de amor e paixão, de distanciamento de temores, onde meu ego era alimentado de uma espiritualidade sem fim. Parecia que quanto mais eu amava mais me sentia amado. Tornei-me um ser deslumbrante. Cheio de autoestima. Nada me abalara, há não ser os minutos que ficava longe do calor de seus braços, da serenidade de sua voz, do encanto de seus olhos e do cheio de seu corpo.

Nunca me havia acontecido algo tão surreal, ao ponto de não me dar conta de mim. Até mesmo das coisas que gostava de fazer, jogar bola, baladas e beber. Senti-me preso a algo que eu próprio podia me libertar, mas não aceitava essa condição. E pouco a pouco, de modo inconsciente não conseguia interpretar seus desejos mais superficiais, sabe aqueles que ninguém precisa dizer nada para saber? Será que era sonho ou um pesadelo? Esse questionamento me preenchia a cabeça, forçava-me a passar a ler livros sem entender uma linha. Descobri o problema: nosso lindo relacionamento que nasceu que nem o broto de uma flor, aos poucos perdia sua beleza desfalecendo suas pétalas na orquestra do vento. E num piscar de olhos, ficamos menos atraentes mutuamente, desfazendo o mais forte laço que já fiz. Nesse caminho de desilusão, perdi meus sorrisos e de tão cega que era minha paixão, sabia o que fazia, mas não sabia o que queria, será que era certo? Estava agindo como um homem de seguro emocional mente ou como criança que necessita de outro pra tomar decisão?

E bem no fundo da minha emoção, descobri a razão de tanta ilusão. Quando a conheci lembrei-me que não queria amá-la e sim uma pessoa companheira para minhas loucas noites de curtição. Aprendi... que se quero ser amado, devo aprender a amar...


Arlisson Peres Marinho,
Porto Alegre - RS - por correio eletrônico
Endereço eletrônico: apm_lasalle@yahoo.com.br

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lições importantes 05

Dando quando se conta:Ha muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente tinha sobrevivido a mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combate-la. O medico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse: "Ta certo, eu topo já que é para salva-la...". A medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nos também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o medico e perguntou com a voz tremula * "Eu vou começar a morrer logo, logo?" Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do medico pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lições importantes 04

O obstáculo no nosso caminho: Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali. De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita forca e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nos nunca entendeu: "Todo obstáculo contem uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".

terça-feira, 6 de julho de 2010

Lições importantes 03

Sempre se lembre daqueles que te serviram: Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de10 anos entrou num coffee shop de um hotel e sentou a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. "Quanto custa um sundae?" ele perguntou. "50 centavos" - respondeu a garçonete. O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. "Bem, quanto custa o sorvete simples?" ele perguntou. A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência. "35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: "eu vou querer, então, o sorvete simples". A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou no caixa a conta e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham duas moedas de 5 centavos e cinco moedas de 1 centavo - ou seja, veja bem, o menino não pode pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lições importantes 02

Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana do lado de uma highway no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajuda-la. O rapaz a colocou em um lugar seguro, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram a porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o console e tudo estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia: "Muito obrigada por me ajudar na highway naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Ai, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado e por de forma tão não ajudar outros. Sinceramente, Mrs. Nat King Cole"

domingo, 4 de julho de 2010

Lições importantes 01

Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era um bom aluno e respondi rápido todas as questões ate chegar a última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?" Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher varias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela? Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a ultima pergunta do teste ia contar na nota. "Absolutamente", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples 'alô' ". Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

sábado, 3 de julho de 2010

A Adolescencia

A Adolescencia

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010