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terça-feira, 19 de abril de 2011

A ponte

Toda corrente de água desliza entre duas margens. Margens que detêm e ordenam. Que impedem de invadir os campos. Que lhe traçam um caminho. Duas margens que permitem essa água formar um todo e realizar sua tarefa: Regar as planícies através das quais desliza. E as margens ficam distantes uma da outra... Elas, porém, podem unir-se. Aproximar-se. Fundir-se quase, quando sobre as águas se estende uma ponte. Olhando a ponte sente-se a tarefa imensa e ao mesmo tempo agradável, executada pela ponte. Como um abraço amigo aproxima duas separações. Como um diálogo silencioso faz conversarem duas solidões. Como a mão estendida fraterniza dois estranhos. Se a ponte pudesse sentir, poderíamos, sem medo, qualificá-la de feliz. Feliz por ser capaz de tornar o outro feliz. E nunca se colhe maior felicidade do que quando se semeia felicidade. A ponte tem, para cada um de nós, um profundo e significativo simbolismo. É a lição perene, silenciosa e rica, no dia-a-dia de sua missão de ligar e aproximar. De cortar distâncias. De separar abismos. Diante de uma ponte nos ocorre reflexões que alguém escreveu: " Em êxtase contemplativo olho a ponte, admiro a ponte, escuto a linguagem da ponte... ... Sou forte, terrivelmente forte. Resisto a todos e permaneço sempre estática, mas perseverante em meu posto de serviço. O segredo de minha força??? De minha perseverança??? De minha grandeza??? Nasci para unir. Vivo para unir. Sirvo para unir !!! " Como gostaria de ser ponte também!!! Para unir a terra aos céus ! Unir os desunidos. Unir os desencontrados. Unir os corações. Adaptação do texto de Hugo Di Baggio