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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O amor não morre.


O amor não morre.

Ele se cansa muitas vezes.

Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos.

Não é preciso confundir fadiga com desamor.

O amor ama.

Quem ama, ama sempre.

O que desaparece é a musicalidade do sentimento.

A causa?

O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro.

São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o outro já sabe!

Falta magia.

Falta o inesperado.

O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho.

Nada mais a fazer.

Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos.

Outras procuram aventuras.

Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos.

Não é possível uma vida sem amor.

Ou com amor adormecido.

Se você ama alguém, desperte o amor que dorme!

Vez ou outra, faça algo extraordinário.

Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume...

Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida.

Reconquiste!

Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior.

Mas sabe de uma coisa?

Vale a pena!

Vale muito a pena!

Pedro Bial