abril acabar acontecer admin afirmo agosto agradecer ah ai ajuda alegria algua alguma alheia almeida ama amar amor ansiedade aonica apegue-se appeared aprenda aprendendo aprender aproveite assunto ata banalizar boas ca cabe caminho capacidade capazes cicatrizes cintia coisas comeasso confianassa coraassapso coragem costas criar cuidado deixa deixar deixe delas depressapso desejo despedida desperte deus devemos dezembro dias dinheiro disposto doaassapso dor ego enfim ensina entapso errado erros escolhas escolher espinho espinhos espiritual esponja estamos estapso esteja estiver estresse existe existem existir fa faassa falando felicidade feliz felizes fev fevereiro ficar filtro fique first fiz flor forassa forte fosse frases frente fundo gente gilson gosta gostaria gratidapso ha heranassa idade importa importante ir iria ja jago jamais janeiro jesus julgamentos julho juliana junho juntas junto juntos la leia lhe liberdade lindas livre lo ma maio maneiras mantra mantras marasso medo melhor melhores mensagens mente mesmo mestre mim morte motivaassapso muda mudar mulheres mundo negatividade ningua nishiyama novembro olha olhar on oraassapso ouassa outubro ouvir pai palavras parede participar passa paz pensa pensamentos perdemos perguntas permanecer pertinvolzes pessoa pessoas pior post postado postagens pra precisa pria prio problemas provavelmente qualquer queira questaues quiser raiva real realmente refletir reflexapso relaassaues relacionamento relacionamentos respostas reze ria rias rio sa saber saiba seja sejam sejamos seletivos sentimento sentimentos sentir sera setembro sexo si simpatia sinais solidapso sozinho sucesso supere tamanho tamba tempo tenha the tipo toma torna total tra tristeza trofa universo utilidade valorizar vamos veja velho veneno verdade verdadeiro vida vive viver vontade vou

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vida e amor!

A cena desenrolou-se há quase cinco anos.


O apelo vinha de longe.

O cansaço da velha amiga se lhe desenhava no rosto.

E o rosto dela se nos refletia no espelho da mente.

Era D. Maria Eugênia da Cunha, que eu conhecera menina e moça em meus últimos tempos no Rio. Lembrava-nos a afeição, rogava socorro espiritual.

A jovem de outra época era agora uma viúva, pobre, residindo por favor com o filho único, recém-casado.
O chamamento lhe fluía do ser, em nossa direção:

- "Meu amigo, em nome de Jesus, se é possível, auxilie-me... Não aguento mais!"

Utilizando os recursos do desencarnado, quando pode ganhar distância e tempo, fomos vê-la e encontramo-la, arrasada de angústia, ante as invectivas da nora.

Maria Cristina, a boneca que lhe desposara Júlio, o filho que ela preparara com tanto mimo para a vida, não considerava nem mesmo a tempestade lá fora, e ordenava.
-E a senhora saia daqui hoje...

-Mas hoje? Com esta noite? –arrazoava a sogra, em pranto.

-Estou farta, se eu fosse velha moraria no asilo.

-Preciso ver meu filho...

-Isso é que não. Quem manda nesta casa sou eu...

-Sou mãe.

-Seja o que for, saia daqui. A senhora tem irmão no Leblon, tem sobrinhos em Madureira... Pode escolher.

-Maria Cristina!...

-Não dramatize.

-Afinal, você me expulsa deste modo?! Que fiz eu?

-Não vou com a sua cara.

-Minha filha, pelo amor de Deus, não me atire assim porta fora...

-Arranque-se daqui ou não respondo pelo que possa acontecer.

-Júlio!...Quero ver Júlio!...

-A senhora não mais envenenará meu marido com as suas conversas...

-Ah! Meu Deus!...

-Não se escore em Deus para mudar de assunto. Saia agora!

-Preciso arranjar minhas coisas, minha roupa...

-Nada disso...Amanhã ,a senhora telefona, que eu mando seus cacarecos...

-Não posso sair assim...

-Vamos ver quem pode mais...

Colocando algum dinheiro nas mãos da sogra, sacudiu-a com violência e, em seguida, puxou-a até a porta e gritou:

-Vá de táxi, vá de ônibus, vá como quiser, mas desapareça!

Inútil qualquer tentame de socorro.

A moça, transtornada, não assimilava qualquer apelo de misericórdia.

Num momento, D.Maria Eugênia se viu empurrada para a rua.

A pobre cambaleou, arrastou-se, e, mais alguns minutos de chuva e lágrimas nos olhos, o desastre...

Projetada ao longe por pesado veículo, veio a fratura mortal.

No dia seguinte, identificada pelo filho numa casa de pronto-socorro, largou-se do corpo, ao anoitecer.

Abateu-se o infortúnio sobre o casal.

Júlio e Maria Cristina passaram a condição de doentes da alma.

Por mais que a mulher engenhasse a escapatória, asseverando que a sogra teimara em sair em visita à irmã, debaixo do aguaceiro, o esposo desconfiava.

Desconfiava e sofria.

D. Maria Eugênia, porém, na espiritualidade, compadeceu-se dos filhos e, conquanto enriquecida de proteção e carinho, não se sentia tranquila ao sabê-los em desentendimento e dificuldade. Repetia preces, mobilizou relações e , depois de quatro anos, venceu o problema, tornando, de novo , à Terra...

Hoje, fui ver a velha amiga renascida no Rio. Renasceu de Júlio e Maria Cristina, lembrando uma flor de luz no mesmo tronco familiar.

Os pais felizes, agindo intuitivamente, deram-lhe o mesmo nome: Maria Eugênia.

O jovem genitor beijava-a enternecido e a ex-nora, transfigurada em mãezinha abnegada, guardava-a sobre o próprio seio, com a ternura de quem carrega um tesouro.

Meditava nos prodígios da reencarnação, à frente do trio, quando o irmão Felisberto, que me acompanhava, falou, entre alegria e emoção:

-Veja, meu amigo! Não adianta brigar, condenar, ofender, perseguir...A lei de Deus é o amor e o amor vencerá sempre.

-Chico Xavier