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quarta-feira, 19 de março de 2014

Filosofia de vida!


Um homem sentou no banco de uma praça muito bonita em sua cidade.

Era domingo de uma manhã fresca e agradável.

No mesmo banco, havia um senhor lendo um livro.

O homem puxou um livro de sua bolsa, e tal qual o senhor, começou a ler.

O homem ficou curioso em saber o que aquele senhor de idade estaria lendo num domingo de manhã no banco da praça.

Olhou para o livro, mas não conseguiu ler o título.

O senhor, vendo que o homem se interessara por sua leitura, disse:

- Olá, do que se trata o livro que você está lendo?

O homem, meio sem graça, respondeu:

- Ah, é um livro que fala sobre a arte de viver.

- Muito bom, respondeu o senhor. O meu é sobre a arte de se assumir.

O homem ficou ainda mais curioso sobre o livro que o senhor estava lendo e perguntou:

- A arte de se assumir? Como assim?

O senhor respondeu:

- Sim, essa arte é algo que falta em muitos livros que são vendidos hoje em dia. Em sua maioria, os livros atuais ensinam as pessoas a deixarem de lado seus defeitos, seus limites, suas tristezas, seu vazio, etc, e viver a vida, buscando a prosperidade, o prazer, a alegria, etc. Esse livro trata a vida de uma forma um pouco diferente. Ele ensina cada pessoa a não rejeitar aquilo que é, ao contrário: ensina cada pessoa possuir uma posição radical de assumir a si mesma. Ou seja, assumimos que somos imperfeitos, que temos muitos erros, que somos eternos carentes, que somos inseguros, que somos muitas vezes pessoas tristes, vazias, e que vivemos uma busca incessante de negar todas essas coisas, e até mesmo fugir de todas elas. Mas o essencial é que a melhor forma de consertar tudo de ruim que há em nós é assumindo que somos assim, e encarando isso de frente.

O homem estava maravilhado com estas explicações. O senhor continuou:

Isso significa nada mais nada menos do que cada um assumir a si mesmo. Sou imperfeito sim, e daí? Sou inseguro sim, e daí? Sou carente sim, e daí? Desde que meus defeitos não prejudiquem outras pessoas, não vou ficar me cobrando ou me punindo constantemente ser algo que eu não sou ou que ainda não consegui ser. Esse livro ensina talvez uma das mais preciosas lições da vida: o "aceitar a si mesmo". Aceitar como somos, e não ficar lutando eternamente para nos tornarmos algo que concebemos como a maneira ideal de ser. Por isso, vamos seguir essa filosofia de vida e nos assumir: assumir quem somos, o quanto ainda nos falta, e viver bem com isso. Quando identificamos nossos limites e os aceitamos de bom grado, se torna muito mais simples transpor esses mesmos limites. Mas aqueles que ficam fugindo a vida inteira dos seus limites sequer podem conhece-los, e por isso tem muito menos chance de superar ou transpor algo que não conhecemos. Portanto, vamos viver plenamente a filosofia do assumir e si mesmo e aceitar a si mesmo. É uma filosofia que pode nos conduzir mais diretamente à felicidade.

O homem ouviu tudo e falou brincando:

- Quer trocar de livro comigo?