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quinta-feira, 22 de maio de 2014

A culpa é de quem mesmo?


A CULPA É DE QUEM MESMO ? em "O desabafo de uma senhorinha"

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

- "A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que os sacos de plástico não são amigáveis com o meio-ambiente."

A senhora pediu desculpas e disse: - "No meu tempo não havia essa onda verde. a gente nem sabia destas coisas."

O empregado respondeu: - "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora... A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso meio-ambiente e deixaram o mundo muito poluído para nós.

- "Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio-ambiente... Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes... Nós não descartávamos garrafas pet aos montes..."

E, depois de uma pequena pausa, continuou: - "Realmente não nos preocupamos com o meio-ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro até quando precisávamos ir à padaria da esquina."

E depois de mais uma pausa:

- "Nós não nos preocupávamos com o meio-ambiente, mas as fraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis... A secagem das roupas era feita por nós mesmos, não nestas máquinas de lavar consumistas de energia elétrica... O que realmente secava nossas roupas era a energia solar e eólica, que passava pelo varal... Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não sempre roupas novas..."

- "Mas é verdade: não havia preocupação com o meio-ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio, que, assim que surgir uma novidade ou no máximo quando estragar, será descartado como? Jogada no lixo."

- "Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar."

- "Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade."

- "Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio-ambiente, mas bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos."

- "Recarregávamos as canetas com tinta várias vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte."

- "Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima."

E, finalizando, a senhora disse: - "Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio-ambiente", mas não quer abrir mão de nenhum dos confortos poluentes modernos e nem pensa em viver um pouco mais como na minha época?"

Bom, agora que você já leu o desabafo desta senhora, envie para os seus amigos que têm mais de 50 anos de idade, mas também para os mais jovens, que tem tudo nas mãos mas só sabem culpar e criticar os mais velhos por todas as mazelas contra o meio-ambiente...

Moral da história:

" Nunca devemos criticar e culpar os outros, mas antes de fazê-lo, se não tiver outro jeito, conscientize-se de que o seu telhado realmente não seja de vidro... Às vezes o nosso próprio umbigo é muito mais sujo do que o dos outros mas, só por não olharmos para ele, achamos que esteja limpo e falamos mal do dos demais..." (Dirk Wolter)