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quarta-feira, 11 de junho de 2014

O que nos torna humanos

Henry Nouwen foi um sacerdote católico, de origem holandesa. Ensinou nas Universidades de Harvard e de Yale, escreveu 40 livros, publicados em 20 idiomas, com mais de 20 milhões de cópias vendidas. Mas seu maior legado foi deixado pelo seu trabalho na comunidade Daybreak, nos arredores de Toronto, no Canadá, onde Nouwen desenvolveu suas atividades pastorais por oito anos.


De acordo com seus relatos, a coisa mais importante que Nouwen fazia na Daybreak era cuidar de Adam.
“Adam é um homem de 25 anos de idade”, disse Nouwen, “que não consegue falar, não consegue vestir-se, nem tirar a roupa, não pode andar sozinho, não pode comer sem ajuda. Ele não chora nem ri. Apenas às vezes faz contato com os olhos. As costas são deformadas. Os movimentos dos braços e das pernas são distorcidos. Ele sofre de severa epilepsia e, apesar de pesada medicação, raros dias se passam sem ataques do grande mal. Às vezes, quando fica subitamente rígido, emite um gemido imenso. Em algumas ocasiões já vi uma grande lágrima rolar por sua face. Levo cerca de hora e meia para acordar Adam, dar-lhe medicação, carregá-lo até ao seu banho, lavá-lo, barbeá-lo, escovar seus dentes, levá-lo à cozinha, dar-lhe o café da manhã, colocá-lo na sua cadeira de rodas e levá-lo até ao lugar onde passa a maior parte do dia com exercícios terapêuticos”.


Philip Yancey, jornalista e escritor, conta que jamais esqueceu o dia em que acompanhou a rotina de Nouwen na Daybreak. Seu relato começa com uma confissão corajosa. “Devo admitir que tive uma dúvida passageira quanto a ser aquele o melhor emprego da sua vida”, diz Yancey. “Eu ouvira Henri Nouwen falar e lera muitos dos seus livros. Ele tinha muita coisa a oferecer. Outra pessoa não poderia assumir a tarefa servil de cuidar de Adam?”.


“Quando cautelosamente mencionei o assunto com o próprio Nouwen”, diz Yancey, “ele me informou que eu interpretara de todo erradamente o que estava acontecendo”. Veja como Nouwen encarava seu relacionamento com Adam.


“Não estou desistindo de nada. Sou eu, não o Adam, quem recebe os principais benefícios de nossa amizade. As horas passadas com Adam deram-me uma paz interior tão satisfatória que fez com que a maioria de suas outras tarefas intelectuais parecessem enfadonhas e superficiais por contraste. No começo, quando me assentava com esse homem-criança desamparado, percebia como a busca do sucesso na academia e no ministério cristão era obsessiva e marcada pela rivalidade e pela competição. Adam me ensinou que o que nos torna humanos não está na nossa mente, mas no nosso coração, não é a nossa capacidade de pensar, mas a nossa capacidade de amar“.