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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O que a ciência fala sobre o amor?


A mente é maravilhosa – Raphael
18 de fev de 2017 15:57

Todos nós temos uma ideia, mais ou menos formada, do que é amor. A maioria de nós já experimentou as emoções que nos invadem quando nos apaixonamos. Porém, o que acontece em nosso organismo? O que a ciência tem a dizer sobre o amor? Nos últimos anos a ciência mergulhou no assunto para descobrir o que nos impulsiona a se apaixonar e quais são os processos que ocorrem em nosso cérebro quando isso acontece.

O amor tem um grande impacto nas nossas vidas. Muda o nosso comportamento, nosso humor, e a pessoa em questão invade uma grande parte dos nossos pensamentos. Ele pode até mesmo interferir no desempenho das nossas tarefas diárias. O amor do ponto de vista adaptativo tem o objetivo de assegurar a prole e os cuidados necessários nos primeiros anos. Assim, de acordo com cientistas, fica mais fácil quando nos agrupamos em pares.

A química do amor

Quando estamos na fase da paixão, há um grande envolvimento de diversos neurotransmissores. A atividade química do nosso cérebro muda, desencadeando os típicos sintomas. Os neurotransmissores que estão relacionados mais estreitamente com esse processo são a dopamina, a noradrenalina e a serotonina.

Os níveis de dopamina (DA) e noradrenalina (NE) aumentam, enquanto o de serotonina diminui. As duas primeiros estão envolvidas nos mecanismos de recompensa. Fazem com que a atenção seja centrada nele ou nela e, assim, a pessoa torne-se o centro do nosso mundo. O único objetivo é ser correspondido e receber os cuidados dessa pessoa.

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Essa "bomba química" é muito semelhante ao que ocorre com o consumo de cocaína. Assim, pode-se considerar que a fase inicial da paixão se assemelha a um vício. A dopamina nos faz lembrar de pequenos detalhes da pessoa, enquanto a noradrenalina facilita a memória de novos estímulos em nós. A diminuição na serotonina faz com que tenhamos pensamentos obsessivos.

Quais áreas do cérebro estão envolvidas?

Há duas áreas do cérebro que são as que têm uma relação mais direta com o amor. Estas são a área tegmental ventral (ATV), que produz dopamina e que provoca essa euforia, a sensação de plenitude que nos empurra para alcançar nossos objetivos. Além disso, o núcleo caudado também é importante quando falamos de amor. Ele lida com a paixão e é uma das áreas mais primitivas.

Através da neuroimagem, os cientistas foram capazes de detectar a atividade nestas áreas no cérebro dos apaixonados. As áreas envolvidas fazem parte do sistema de recompensa que nos faz concentrar todos os nossos esforços na obtenção de alguma coisa. Além disso, foi observado que a atividade é semelhante a quando, por exemplo, comemos chocolate: produz um padrão de ativação semelhante.

A característica viciante do amor faz com que a obsessão e a compulsão apareçam, sendo o casal o objetivo desses comportamentos. Ocorre uma dependência emocional, física, e até mesmo uma mudança em nossa personalidade e gostos. Essa sensação de não poder viver sem essa pessoa é devido ao aumento da dopamina nessas áreas cerebrais.

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Desejo, amor e ciúmes

Desejar e amar alguém não é a mesma coisa. Embora quando amemos alguém, especialmente nos primeiros anos, nós também desejemos, desejar alguém não significa amá-lo. O desejo tem um hormônio, a testosterona. A testosterona é liberada em quantidades maiores quando estamos apaixonados devido ao aumento da dopamina e da noradrenalina que estimulam sua produção.

Entretanto, o que dizer sobre o contrário? É o desejo que desencadeia o amor? É possível, mas não uma certeza. O aumento da testosterona pode provocá-lo, aumentando os neurotransmissores relacionados com o amor. Mas quando nós mantemos uma relação movida unicamente pelo desejo, não importa que o outro mantenha relações com outras pessoas, coisa que não acontece quando estamos apaixonados.

Enquanto estamos apaixonados existe uma obsessão por ser amado e analisamos tudo que o outro faz. Se sentimos que não temos a atenção do outro, a obsessão pode dar lugar ao ciúme, que não é nada além da prova da nossa insegurança. Os ciúmes teriam uma explicação evolutiva diferente para cada sexo. As mulheres sofrem por medo de envelhecerem sozinhas. Os homens, por medo de criarem descendentes que não sejam seus.

Quando o amor termina

A rejeição ou o término são difíceis de enfrentar e o cérebro e os neurotransmissores também participam nesta fase. Quando há uma crise de casal, aumenta a liberação de dopamina: isso ocorre porque há uma tendência a lutar por aquilo que queremos e mantê-lo. Ao aumentar a dopamina e não obter a recompensa que buscamos, a amígdala é ativada e aparece a raiva, que é a primeira fase.

A raiva faz com que exista somente um passo do amor ao ódio. Dado que o cérebro não se pode permitir tal gasto de energia por um longo tempo, uma vez que a primeira fase é superada, entra a renúncia à perda. Essa segunda fase é iniciada com uma profunda tristeza, nós nos rendemos ao fato de que não nos amam mais.

Os níveis de dopamina caem drasticamente, causando tristeza e melancolia. É uma espécie de mecanismo de catarse que nos prepara para começar a do zero. Também é válido apontar que embora a duração da tristeza dependa de muitos fatores – tanto externos como internos – de cada pessoa, a química do cérebro será restaurada e, em um tempo que varia quimicamente, estaremos novamente preparados para conhecer um novo parceiro.

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O amor tem prazo de validade?

Essa é uma questão que é difícil de responder, porque temos muitos exemplos para apoiar ambas as respostas, o não e o sim. Embora a ciência tenha tentado responder essa pergunta da forma mais precisa possível, as pesquisas sugerem que somos verdadeiramente monogâmicos, mas de maneira sucessiva. Ou seja, teríamos uma química cerebral favorável a ter um único parceiro, mas para um determinado período de tempo, cerca de 4 anos.

Existe uma tendência universal para mudar de parceiro e começar o ciclo da paixão novamente com um novo parceiro, de maneira cíclica. A partir do ponto de vista evolutivo e adaptável, isso teria a função de conseguir uma maior diversidade genética e mais descendentes, espalhando o DNA por vários cantos do mundo.

Mas a verdade é que hoje em dia muitos ainda anseiam por encontrar um parceiro para a vida inteira. Apesar de alguns fatos biológicos dificultarem a ideia de ter um parceiro por toda a vida, não significa que seja impossível. Há casais que conseguem que o desejo, a cumplicidade, o amor e a confiança perdurem para sempre. Felizmente, somos mais do que uma sequência repetida na qual nossos diferentes níveis de neurotransmissores variam, passando pelos mesmos estados uma e outra vez.

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