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segunda-feira, 6 de março de 2017

O ABC da ansiedade


A mente é maravilhosa – Juliana Martinez
4 de mar de 2017 04:26

A ansiedade, essa emoção tão conhecida, tão sentida por todos e sofrida em tantas circunstâncias da nossa vida. A ansiedade está presente sempre que identificamos um possível perigo para a nossa sobrevivência; mas nós também a "convidamos" para nos fazer companhia em situações que não têm por que serem perigosas se analisarmos de forma objetiva, mesmo que ao nosso ver pareçam verdadeiras adversidades.

A ansiedade nos acompanha com a melhor das intenções, querendo ser nossa amiga, nossa aliada, preparada para nos ajudar a lutar contra o que pode nos causar mal ou sair correndo quando for oportuno.
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O que a ansiedade não sabe é que às vezes ela se transforma em uma acompanhante um tanto quanto chata e incômoda que, na realidade, é um peso que gostaríamos de deixar para trás. Assim, podemos fazer a seguinte pergunta para nós mesmos: por que a ansiedade surge na nossa vida sem ser convidada? Por que ela é tão mal-educada?

A realidade é que somos nós mesmos os responsáveis pela ansiedade aparecer, e isso se deve à forma como interpretamos as situações da nossa vida cotidiana. A realidade é objetivamente o que ela é, mas os olhos de cada pessoa podem vê-la de uma forma ou de outra.

A ansiedade por letras

Todas as emoções têm um componente cognitivo ou mental, outro fisiológico ou emocional propriamente dito, e outro comportamental, que se refere a como nos comportamos ao sentir a emoção. Além disso, as emoções costumam aparecer em um contexto espacial e temporal determinado. São as chamadas situações antecedentes.

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Albert Ellis, o pai da psicoterapia racional emotiva comportamental, criou um registro denominado "Registro A-B-C", no qual separava as emoções em partes. O que ele pretendia com esta decomposição era analisar todos os componentes, mesmo que para ele a raiz de todos os problemas emocionais se encontrasse principalmente no componente cognitivo.

O A se refere à situação que vivemos,denominada situação de risco ou perturbadora. O B é o componente cognitivo, ou seja, os pensamentos automáticos negativos e crenças irracionais que passam pela nossa mente quando nos encontramos em uma determinada situação e a interpretamos e/ou avaliamos.

De acordo com a psicologia cognitiva, estes pensamentos e crenças são produto da educação recebida na infância, das experiências vividas quando criança e da cultura na qual nos encontramos.
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Finalmente, temos o C, que se refere ao componente emocional e comportamental. Ou seja, ao que sentimos em dada situação e como nos comportamos diante dela.

Na ansiedade, estes três componentes costumam estar muito bem diferenciados e o tratamento passa por analisar que situações provocam ansiedade – que são aquelas que devem ser enfrentadas.  Por outro lado, estão os pensamentos que devo questionar e modificar, assim como o sentimento próprio de ansiedade e a forma como nos comportamos.

O A na ansiedade

O A costuma supor uma situação da vida que pode ser mais ou menos arriscada para a pessoa. Embora objetivamente a situação não tenha motivo para apresentar nenhum risco ou perigo, é vivida dessa maneira. As situações disparadores ou A's podem envolver conteúdo social, fisiológico, familiar, de relacionamento, etc.

O que conta não é o conteúdo, mas sim que o paciente seja capaz de identificá-la claramente como um antecedente de seu estado de ansiedade.

O B na ansiedade

O B é o pensamento ou a cognição que determina o estado emocional de ansiedade, sendo pessoal e subjetivo de cada pessoa. Nem todas as pessoas têm os mesmos pensamentos nas mesmas situações, mas cada interpretação é um mundo.

Na ansiedade, os pensamentos costumam ser catastróficos, dramáticos, e também surgem em forma de perguntas que antecipam o pior cenário possível. Alguns exemplos de pensamentos ansiosos podem ser: E se eu arruinar o encontro? E se eu andar de avião e acontecer um acidente?

Na maioria dos casos, estes pensamentos são muito exagerados e irreais, e estão baseados na crença de que é muito provável que o pior aconteça. Uma estratégia para combater estes pensamentos passa por saber diferenciar possibilidade de probabilidade.
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O fato de algo ser possível não quer dizer que é provável. É verdade que existem tragédias, mas devemos estar dispostos a tolerar esta incerteza da vida se não quisermos carregar a ansiedade a todo momento.

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O C na ansiedade

Por último, o componente C da ansiedade está dividido em dois: o C emocional, a emoção propriamente dita, e o C comportamental, ou seja, como agimos diante de determinada situação. A emoção ansiosa se caracteriza por sua fisiologia, que é altamente desagradável para a pessoa que a vive. Algumas manifestações de ansiedade são: taquicardia, visão borrada, enjoos, tremores, suor frio, despersonalização, etc.

Isso faz com que, às vezes, as pessoas que sofram destes sintomas tenham medo das suas próprias reações de medo, aumentando, então, tais manifestações e criando o conhecido círculo vicioso do pânico.
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O que os pacientes devem entender é que essas manifestações foram criadas para nos ajudar a escapar de possíveis perigos que  comprometam a nossa vida. Portanto, não é preciso ter medo delas, muito pelo contrário.

O C comportamental típico da ansiedade é a chamada resposta luta-fuga. Diante da crença de um perigo para a minha sobrevivência, tenho dois caminhos: lutar ou escapar.

Essa resposta tem muito sentido no caso dos perigos reais, mas traduz um transtorno psicológico se o perigo não existir realmente, sendo produto dos nossos pensamentos ou B's irreais.
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A resposta de luta-fuga é o alimento que assegura a sobrevivência da ansiedade, pois não permite tolerar a emoção e faz com que a intensidade da mesma acabe diminuindo de forma natural. Além disso, cognitivamente, não podemos comprovar se os pensamentos estão baseados ou não na realidade.

Ao escapar da situação, acabamos reafirmando que o que estávamos pensando sobre a situação é verdade, então no futuro agiremos da mesma forma. Assim se encerra o círculo vicioso da ansiedade, que vai se instalar em nossas vidas como nossa acompanhante, sem data de validade, até que comecemos a olhá-la nos olhos.

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