abril acabar acontecer admin afirmo agosto agradecer ah ai ajuda alegria algua alguma alheia almeida ama amar amor ansiedade aonica apegue-se appeared aprenda aprendendo aprender aproveite assunto ata banalizar boas ca cabe caminho capacidade capazes cicatrizes cintia coisas comeasso confianassa coraassapso coragem costas criar cuidado deixa deixar deixe delas depressapso desejo despedida desperte deus devemos dezembro dias dinheiro disposto doaassapso dor ego enfim ensina entapso errado erros escolhas escolher espinho espinhos espiritual esponja estamos estapso esteja estiver estresse existe existem existir fa faassa falando felicidade feliz felizes fev fevereiro ficar filtro fique first fiz flor forassa forte fosse frases frente fundo gente gilson gosta gostaria gratidapso ha heranassa idade importa importante ir iria ja jago jamais janeiro jesus julgamentos julho juliana junho juntas junto juntos la leia lhe liberdade lindas livre lo ma maio maneiras mantra mantras marasso medo melhor melhores mensagens mente mesmo mestre mim morte motivaassapso muda mudar mulheres mundo negatividade ningua nishiyama novembro olha olhar on oraassapso ouassa outubro ouvir pai palavras parede participar passa paz pensa pensamentos perdemos perguntas permanecer pertinvolzes pessoa pessoas pior post postado postagens pra precisa pria prio problemas provavelmente qualquer queira questaues quiser raiva real realmente refletir reflexapso relaassaues relacionamento relacionamentos respostas reze ria rias rio sa saber saiba seja sejam sejamos seletivos sentimento sentimentos sentir sera setembro sexo si simpatia sinais solidapso sozinho sucesso supere tamanho tamba tempo tenha the tipo toma torna total tra tristeza trofa universo utilidade valorizar vamos veja velho veneno verdade verdadeiro vida vive viver vontade vou

quarta-feira, 15 de março de 2017

O que fazer para evitar que seu filho seja vítima da imbecilidade juvenil?


Ana Maria Ribas Bernardelli
15 de mar de 2017 06:44

Como evitar que seu filho seja vítima da imbecilidade juvenil?

No que consiste a tão famosa rebeldia da juventude? Por que a juventude é entendida como a fase mais difícil da vida?

Por que as maiores loucuras, os maiores perigos, as mortes que poderiam ser evitadas, os acidentes de trânsito com vítimas fatais, acontecem com mais frequência nesse período, e  por que boa parte das transgressões que envolvem as más condutas, e as ideologias perversas são conduzidas e animadas pelos jovens?

Por que as drogas encontram os seus mais devotos consumidores entre eles?

Por que logo que um jovem sai da "casca do ovo", começa a demonstrar pendores e inclinações incorretas que fazem o desespero de seus pais?

Por que as condutas de alto risco?

Por que eles afrontam o perigo e agem como se fossem imortais?

E, finalmente, por que depois de um período de caos e desacerto, os jovens parecem recobrar o bom senso, e a noção de risco, e tudo volta à calma?

Que a juventude é a fase da rebeldia todos sabem, mas poucos  sabem  porque a juventude é a fase da rebeldia.

O rótulo é colocado sem maiores reflexões, mas refletir sobre isso poderia evitar muito sofrimento.  Colocar no mesmo pacote,  a rebeldia, o amor à liberdade, e a independência, como atributos da juventude,  é um  risco porque se subentende que as coisas são desse jeito e nada se faz para ser de outro jeito.

Afinal, é possível evitar que  jovens amantes da liberdade e da independência sejam também  rebeldes sem causa?

Quem fez essa análise de maneira brilhante foi Olavo de Carvalho, num artigo denominado " O imbecil juvenil."

Ele começa demonstrando que a rebeldia da juventude  é sempre seccionada e nunca generalizada. O rebelde é rebelde, mas não é assim tão rebelde quanto se imagina, à primeira vista. O rebelde é rebelde em alguns lugares e é cordeirinho manso em outros lugares.

Quando faz o seu debut social o jovem vai para a rua preparado  para  obedecer aos  comandos da turma na qual deseja ser acolhido.

Não há rebeldia nesse momento. Ele sabe que,  caso não se submeta,  jamais será recebido. Nessa contingência probatória quem  tem autoridade manda, e quem tem juízo obedece. Mesmo que não goste. Mesmo que não concorde com tudo. Mesmo que não concorde com nada.

É um batismo de fogo. Pelo desejo de pertencer ao grupo mais importante da face da terra – aquele que se forma em frente à lanchonete do bairro em que  mora – o jovem se aproxima timidamente, disposto a qualquer coisa por temor à solidão e ao isolamento.

Logo aprende o vocabulário corrente e os comandos do grupo, e faz de tudo para vencer o período de iniciação, e  ser aceito como "membro de carteirinha",  no meio daquela turma "legal".

Só que nem sempre  é tão fácil. O grupo pode ser extremamente cruel para aceitar o iniciante,  e por conta dos inúmeros sapos e lagartos que o jovem tem que engolir, acaba posando de rebelde no único lugar onde a rebeldia não o penaliza, onde ele é aceito incondicionalmente, onde o amor impera: em casa.

Nesse momento, ocorre uma inversão de comportamento  que ninguém da família consegue entender. Só se sabe que, de repente, o jovem não é mais o mesmo, tornou-se respondão, truculento, mal humorado, contestador,  agressivo, mas não se sabe que, lá fora, ele tem sido submetido a sessões diárias de torturas psicológicas, e responde  a elas de forma humildemente dolorosa: calado.

O jovem  procura dentro de si as causas do insucesso e não consegue descobri-las. Mal sabe que o mundo juvenil  não estabelece lógica para a aceitação e para a rejeição. A  boa preta e a bola branca são alternadas de maneira aleatória conforme o sabor do vento.

Dentro do grupo formam-se partidos e muitas vezes, nenhum dos partidos está disposto a acolher o neófito de maneira definitiva e abrangente.

O descaramento é a marca do poder que ora  acolhe e ora rejeita, e  dessa forma, o adolescente  sofre uma hostilidade gratuita, e "apanha" sem saber porque.

Retroceder, jamais. Capitular, seria impossível. Por isso, ele  insiste no processo,  manso como cordeiro, mas extravasa o mau humor na escola e preferencialmente, em casa, entre aqueles que o amam incondicionalmente, e que jamais desistirão dele.

Como contornar esse entrave que se apresenta quando  o menino e a menina precisam desesperadamente pertencer a um grupo social maior para se sentirem homens e mulheres adultos?

Como evitar que seu filho seja hostilizado lá fora, sem que você sequer tenha ideia do que está acontecendo? Prestando atenção nos sinais.

Somos uma geração de pais e mães ligeiramente impotentes nessa hora. Vigiamos constantemente qualquer tentativa de bullying na escola, entre os colegas, entre os professores, e até entre parentes, mas nos preocupamos quando o jovem vai para a rua atrás da sua turma, justamente porque nesse momento ele não vai nos contar o que está acontecendo. Ele nos manterá do lado de fora.

Inconscientemente, ele perceberá  que está cruzando uma linha de passagem para o lado adulto da vida e não poderá contar com a ajuda de pai e mãe para fazê-lo.

Esse é um momento solitário. Os ritos de passagem são sempre solitários.

Portanto, prestar atenção aos primeiros sinais de rebeldia envolve prestar atenção ao tipo de convívio social que nossos filhos estão estabelecendo lá fora, nas primeiras festinhas, nas primeiras saídas noturnas. Identificar o problema não facilitará a solução, mas ajudará na compreensão dos fatos. Se o grupo sonega o amor, que ele não lhe falte em casa. Se o grupo não faz uso de um diálogo coerente, é hora de conversar e de compartilhar as nossas experiências de vida.

Uma forma bem mais  segura para contornar o  impasse, possibilitando  que a passagem social seja  menos abrupta, seria permitindo que, durante toda a infância e a adolescência, esse menino e essa menina cultivassem amigos que se frequentassem, em casa, no clube, na igreja, em agremiações de interesses comuns. A aceitação estaria garantida e os relacionamentos se ampliariam de forma mais segura.

Infelizmente nem sempre os pais se preocupam com isso. Muitas vezes o jovem cresce tendo como companhia apenas o computador e o mundo virtual. Só abre a porta de casa quando o desejo de pertencer fala mais alto. Nessa hora ele sai, mas sai sozinho. Não conta com o apoio de um grupo de amigos formado durante a infância e o início da adolescência. Os pais não podem e não devem acompanhá-lo. É a primeira hora solitária.

Parece um assunto pequeno, mas não é. Alguns jovens desgarram e se perdem nesse período. A maioria acha  o caminho de volta. Outros não o conseguem encontrar. Alguns morrem por excesso de velocidade, de sexo, de álcool, de drogas, de atitudes perigosas. Muitos sobrevivem mutilados no corpo e na alma. Alguns  continuam se sentindo discriminados depois de adultos.  Outros  se tornam dependentes químicos. Alguns bebem para aguentar a pressão psicológica e se fazem  alcoólatras. Outros  são dominados  por uma timidez doentia que os impede de  encontrar o seu propósito na vida.

Por isso, creio que vale a lembrança: se o seu filho te parece rebelde, busque-o no lugar da rebeldia, e ministre fé, esperança, Deus, e amor.

Não subestime os sinais da rebeldia. Muitos subestimaram e perderam. Também não espere que um dia vá passar, sem que você se empenhe.  Não aceite como sendo uma conduta normal para a idade. Não o rotule com esse rótulo. Antecipe-se ao pior em busca do melhor. Resgate-o do cinismo que prolifera  na juventude como epidemia mal identificada.

Esperar que tudo dê certo, e não fazer nada, é meio caminho andado para tudo dar errado. Ande o caminho inteiro, faça a volta completa, percorra a segunda milha.

The post O que fazer para evitar que seu filho seja vítima da imbecilidade juvenil? appeared first on .