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sexta-feira, 31 de março de 2017

Síndrome do impostor: entenda o que é e como tratar


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
28 de mar de 2017 12:42

Por Raquel Baldo

Você já ouviu falar a respeito da síndrome do impostor ou conhece alguém com esses sintomas? A síndrome do impostor é identificada quando uma pessoa desmerece os próprios talentos, capacidades e resultados. Isso é, apesar da pessoa possuir uma boa capacidade e ter um registro de bons resultados em seu desempenho profissional, estudantil e até mesmo pessoal, ela tende sentir que não é boa o suficiente e que precisa melhorar ainda mais.

Como assim? A pessoa costuma ser bem-sucedida, tirar boas notas, ter um bom cargo, mas sempre que o sucesso aparece, ela associa seus bons resultados e competência a uma sorte do momento ou ao fato de ter boas indicações pessoais e profissionais ou mesmo ao fato de ela ser uma boa pessoa, como se suas conquistas apenas tivessem sido um acaso.

O fato de não conseguir reconhecer seus sucessos acaba sendo um meio causador de angústia e sofrimento contínuo, pois a pessoa costuma usar seus pensamentos para se cobrar ainda mais. Através destes pensamentos, ela passa a sentir vergonha de si, sente-se menos ou insuficiente em relação outras pessoas e costuma se avaliar como uma fraude, gerando sentimentos de culpas e cobranças contínuas.

Consequências da síndrome do impostor

A síndrome do impostor vem sendo estudada e citada cada vez mais em diversas ocasiões, textos, artigos e propostas de pesquisas devido a frequência que estas queixas têm aparecido como angústias atuais, tanto em consultórios, como em empresas, escolas e famílias.

Seus efeitos costumam levar ao desgaste emocional e gerar interferências significativas no âmbito social e até profissional. Isso ocorre, em primeiro lugar, porque como a pessoa não consegue ou sabe estar satisfeita consigo mesma e seus resultados, ela costuma desencadear um esforço e dedicação contínuos para atingir um resultado melhor (ela nunca considerará atingido, visto que ela não consegue reconhece-lo). Este processo faz com que a pessoa com síndrome do impostor trabalhe e estude muito mais, realize mais atividades e use seu tempo de vida na ideia de que depois irá ser compensada.

Porém, como a pessoa não sabe reconhecer suas conquistas e valores, tende a embarcar neste ritmo frenético, que acaba atrapalhando sua vida pessoal. Por exagerar no envolvimento técnico e profissional, ela também pode entrar em um quadro de estafa e angústia imensa, pois sabe que suas energias uma hora irão acabar e ela sente que então será desmascarada e que não terá mais valor ou chance de arrumar sua imagem e resultado.

Há também a consequência inversa: em vez de a pessoa se dedicar e correr atrás de melhores resultados intensamente, como na primeira opção, ela deixa tudo para último momento, pois acaba se envolvendo e se perdendo em outras atividades e necessidades que atrasam e atrapalham o foco, sabendo assim e de certa forma que por isso não irá conseguir apresentar um bom resultado ou resultado tão adequado. A pessoa se apoia na ideia que é boa, mas que não pode atingir as conquistas esperadas porque foi atrapalhada por intercorrências no meio do caminho, justificando que sabe que poderia fazer mais e fazer melhor, mas que por impedimento externo a ela, não poderá ser tão boa ou tão presente ou tão dedicada.

Quem tem mais chances de apresentar a síndrome do impostor?

Os sintomas da síndrome do impostor não possuem uma especificidade de gênero, ou seja, pode acontecer tanto com homens como mulheres e costumam estar associados a meios competitivos e desamparo afetivo pessoal e social. As pessoas que apresentam estes conflitos e sofrem com estes sintomas costumam ter em comum uma estrutura emocional com históricos de desamparos na vida, isto é, possuem certas faltas e falhas no reconhecimento existencial, podendo ser tanto por âmbito familiar quanto por desempenhos no desenvolvimentos e aprendizados contínuos e conforme pressão social e cultural. E por isso, provavelmente essa síndrome tem sido relacionada ou notada com frequência nas mulheres.

É comum perceber mulheres em alto cargo ou profissões tidas como masculinas, assim como meninas que gostam de estudar matérias e cursos relacionados ao desempenho e habilidade masculina, apresentarem os sintomas da síndrome do impostor, assim como também quando se tornam mães ou quando possuem ideais bem estereotipados sobre o gênero feminino.

Ao que tudo indica um grande fator da causa tem sido a enorme pressão cultural e social que limita ou impede as mulheres de se sentirem autorizadas pelo meio que cresceram e/ou que vivem, e também consequentemente por si mesmas, a reconhecerem suas capacidades, potencias e sucessos. Isso ocorre mais vezes com elas do que com os homens, gerando uma queixa de estar em débito com o meio ou reduzirem os elogios para suas conquistas direcionando-os para outras pessoas e causas, como receber ajuda ou ser bolsista ou ser uma boa menina ou ter tido sorte.

Como a síndrome do impostor é tratada?

Uma pessoa que sofre com esta síndrome precisa de ajuda tanto psicológica quanto afetiva, para poder ter a chance de reestruturar suas emoções e ideias de forma que se possa reconhecer como capaz e suficiente para si mesma. Mas também, por vezes, precisa de ajuda direta e breve em atividades e atitudes concretas que mostrem claramente seus resultados e conquistas como merecedoras de reconhecimentos de seu desempenho através da avaliação e entendimento que vem de fora, como referência para poder revisar seus entendimentos sobre si mesmo.

Esta síndrome e seus sintomas nos colocam para pensar na importância do olhar que recebemos ou que nos falta na vida, como oportunidade de existirmos no meio, isto é, para sermos e reconhecermos a nós mesmos é preciso que antes e tudo, tenhamos sido percebidos e reconhecidos por um olhar que vem do meio onde nascemos, vivemos, aprendemos e crescemos. Para sermos reconhecidos é preciso aprender e sentir sobre autovalor e ao contrário do que muitos acreditam, isso não é algo que acontece naturalmente, mas sim é adquirido do meio podendo fazer parte ou não da nossa essência de ser.

Imagem de capa: Shutterstock/KieferPix

TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA

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