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sábado, 29 de abril de 2017

Não é você… Sou eu


EOH – Yamí Couto
28 de abr de 2017 10:53


É verdade. Não é e nem nunca foi. As coisas parecem ter sido avisadas para você, mas você escolheu lembrar só depois.

Tudo no início é tão lindo e tão mágico. Você nem vai acreditar que daqui a poucos instantes vai sair machucado.

Acham-se culpados, mas ninguém quer admitir que está errado. Talvez o maior erro seja o passado de alguém traumatizado que não conseguiu seguir em frente com alguém novo ao seu lado.

Enquanto isso, a gente fica por aqui. A gente espera que seja só uma crise para não admitir a burrice que foi achar que dessa vez seria diferente do que alguém disse: "não vai ser tão diferente assim".

Sim. Não sou eu. É você.

E essa é uma coisa que você nunca vai querer passar por cima, dividir ou me fazer entender, já que você vai preferir construir novas formas para se perdoar por não deixar ninguém se aproximar das suas feridas. Você não é a pessoa certa e nem ao menos vai tentar ser.

Por menos, enquanto você escolhe sofrer, eu vou ser culpada por algum tipo de ambição em pegar os meus medos de todos os dias e me arriscar a vencer. Seria mais fácil se um de nós dois optasse por ser menos covarde em pegar essa merda e resolver, mas não… É mais fácil viver esse caos e esquecer.

Quando for viver isso de novo com alguém, lembra que para qualquer relacionamento que você quiser construir primeiro você precisa amadurecer, se não nenhuma esperança sua vai realmente crescer e você só vai continuar a perder.

Eu não posso, eu não tenho o direito de culpar você por se envolver, mas só me diz o que sobrou quando seguir em frente for o que você escolher.

Quando eu errar e isso for bastante para tudo entre nós estremecer, só me diz se eu tive alguma parte de verdade sua, ou todo o seu horror é a sua realidade que você teve que me esconder…

Até agora.

A gente chora. Não chora? E você… Bem, você só vai embora. Você vai tentar de novo outra hora, vai passar pelas mesmas coisas ou de repente mudar um pouco a história, enquanto eu… Cara, eu só tava tentando ter você de volta.

Será que eu sou idiota?

Será que no final disso tudo, a nossa geração transformou o amor numa grande bosta de quem vai sofrer primeiro numa relação, como uma aposta?

Muitas vezes eu penso que eu não queria ter conhecido você e muitas vezes eu fiz isso certo, eu só senti que eu deveria ter te fechado a porta, enquanto meu coração estava aberto.

Talvez eu possa te devolver todas as ilusões que você sempre me presenteou… Toma. Aproveita, junta com os seus traumas e soma.

Eu espero que a sua nova pessoa não sofra e você possa amadurecer e não abandonar o barco sem antes pagar para ver, ou pelo menos, que seja sincero dizendo que o seu sentimento inicial é afobação, mas que não aflora.

Só não engana mais ninguém, ok? A dor de você sentir que machucou alguém não se compara a quem você magoa.

Dói muito e é foda.

 

Ilustrações explicam a diferença entre Depressão e Ansiedade


Manual do Homem Moderno | Site Masculino – Leonardo Filomeno
28 de abr de 2017 17:45

Desenho mostram como cada distúrbio atua no seu comportamento

continue lendo em Ilustrações explicam a diferença entre Depressão e Ansiedade

domingo, 23 de abril de 2017

Nós, os esquisitos


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
19 de abr de 2017 16:53

Por Mari Rivas

Depois de muito tempo sem assistir televisão, neste último fim de semana vi o final da Champions League por um link de um canal brasileiro. Foi divertido. E durante o intervalo observei que a publicidade e o padrão de felicidade dos brasileiros estão totalmente associados aos estereótipos dos comerciais de cerveja. Pessoas descomplicadas, sem papo cabeça, gente bonita, malhada, praia, azaração.

Gostou deste cenário? Que bom, pois eu não.

Ando com a sensação de que as pessoas estão fazendo suas escolhas pessoais como se estivessem sobre as normas de algum padrão FIFA. E com base no que exatamente? Me parece que existe um padrão comum de qualidade. Algumas pessoas são tão iguais umas as outras que parece que saíram de máquinas que formam personalidades, aparências e ambições iguais. É até involuntário. E quem sofre as consequências são também os nossos relacionamentos que se transformaram em grandes clichês. Você gosta da mesma banda que eu, temos o mesmo estilo, sou linda, você é lindo UAU fomos feitos um para o outro.

Infelizmente é assim que a cabeça da maioria das pessoas funciona.

Mas se você não fala "o meu tipo é esse ou aquele" , se você não está sempre procurando por um modelo que te agrada, mas sim por alguém que te surpreenda, se você já ouviu inúmeras vezes "Mas o que você viu nele/nela?" , parabéns, nós somos os esquisitos. Nós apreciamos aquele senso de humor esperto, aquela esquisitice charmosa e aquilo que nem você sabe o que é, mas que te encanta e que te deixa cada dia mais curioso.

A loira gostosa e o surfista sarado dos comerciais estão por ai. Aliás, o Brasil está cheio deles, basta dar uma olhada no seu Instagram. Se é isso que você quer, vai fundo, numa boa mesmo, sem julgamentos. Porque não deve ser fácil alcançar esse objetivo cujo o padrão é tão cruel, eu imagino.

Os esquisitos são mais observadores e enxergam as pessoas sempre de uma forma diferente. Os esquisitos tem paqueras e ex namorados(as) totalmente diferentes um do outro, porque não foi a casca que nos atraiu primeiramente, foi algo fascinante que só nós mesmos conseguimos enxergar. É verdade que é muito mais fácil e comum nos interessarmos por alguém do nosso círculo de amizades e de convivência. Se aquela música te agrada e agrada também a outra pessoa, as chances de vocês terem mais coisas em comum são enormes. Mas será que muitas vezes as pessoas julgam as outras antecipadamente por motivos banais? Será que é por isso que tantos casais estão terminando seus relacionamentos? Por terem acreditado num clichê de felicidade do comercial da margarina? Quando foi a ultima vez que você saiu com alguém realmente inquietante?

Eu usei este espaço para mais uma vez injetar uma reflexão sobre os tipos de prioridades nos relacionamentos da nossa sociedade e também para defender um pouquinho aqueles que teimosamente continuam pensando fora da caixa.

E você? Quer alguém que seja perfeito ou alguém que te faça feliz?

Imagem de capa: Shutterstock/frankie's

TEXTO ORIGINAL DE OBVIOUS

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Habilidades Sociais: como fazer e receber elogios?


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 17:13

Atendendo ao pedido de uma leitora, a discussão de hoje da série sobre Habilidades Sociais é: como fazer e receber elogios? Como já sabem os que acompanham a série, as idéias aqui trazidas são de Vicente Caballo, em seu livro Manual de Avaliação e Treinamento das Habilidades Sociais, publicado em 2006 pela editora SANTOS.
Como fazer elogios?

Elogios podem ser definidos como "comportamentos verbais específicos que ressaltam características positivas de uma pessoa"(Caballo, 2006, p. 254). O autor também cita diversos motivos pelos quais devemos fazer elogios, expressando nosso apreço – quando realmente há um porque de se elogiar. Dentre os motivos citados por Caballo, estão:
1. Os outros desfrutam, ao ouvir expressões positivas, sinceras, sobre como nos sentimos com relação a eles;
2. Fazer elogios ajuda a fortalecer e aprofundar as relações entre as pessoas;
3. Quando fazemos elogios aos demais, é menos provável que se sintam esquecidos ou não apreciados;
4. Nos casos em que precisamos expressar sentimentos negativos ou defender nossos direitos diante de alguém, é menos provável que esta pessoa reaja de maneira inadequada quando, em outras situações, outros aspectos seus foram elogiados;


Gostaria de propor um exercício aos leitores. A maoria de nós não presta atenção quando as pessoas ao nosso redor agem da maneira que nos agradam (p. 255). Quando nos desagradam, no entanto, logo reclamamos. O exercício é o seguinte: a partir de hoje, preste um pouco mais de atenção nas coisas boas que as pessoas fazem para você; e, quando elas fizerem, retribua com um elogio. Vai ver como suas relações irão melhorar.
Porém, antes de sair por aí elogiando, existem alguns aspectos que devem ser levados em consideração. São eles:
1. Os comportamentos que são valorizados por aqueles que nos rodeiam, tendem a se repetir na presença destes. Mas como lembra Caballo (p.255), ignorar o comportamento que nos agrada e punir o que nos desagrada é uma maneira nada eficaz de ensinar ao outro como queremos que ele nos trate.
2. Os elogios, normalmente, podem ser feitos sobre o comportamento, a aparência ou posses da outra pessoa. São mais eficientes quando são a) específicos, isto é, dizendo exatamente o que nos agrada na outra pessoa, e; b) referimo-nos a pessoa pelo nome.
3. Os elogios são mais significativos quando expressos em termos de nossos próprios sentimentos e não em termos absolutos. Ou seja, é melhor dizer "gostei de seu cabelo" do que "seu cabelo é lindo".
4. Muita gente tem dificuldade em aceitar um elogio diretamente. Talvez por modéstia, ou simplesmente por não saber o que dizer. Alguns autores recomendam que, para evitar este tipo de problema, o elogio seja seguido de alguma pergunta; pois, deste modo, a pessoa pode focar sua atenção em responder a pergunta ao invés de procurar como reagir ao elogio.
Caballo (idem) ainda recomenda que, para que suas expressões positivas sejam mais confiáveis, caso não seja de seu costume elogiar, você comece aos poucos, e vá aumentando a frequência progressivamente. Diz ainda que, no início, é melhor que estes sejam expressos de maneira conservadora, pois expressões repentinas de apreço levantam suspeitas. Recomenda também que não ofereçamos expressões positivas quando queremos algo da outra pessoa. Nesta situação, provavelmente o elogio não será levado a sério e ainda pode pegar mal. Explica também que devolver o elogio que recebemos com outro igual pode soar superficial – como uma obrigação.

Quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados. Para que estas trocas positivas continuem, é importante que saibamos como responder aos elogios.
Como receber elogios?

Se, ao recebermos elogios, nós os negamos ("quem? Eu?"), mudamos o foco da atenção ("eu também gostei de sua roupa"), ou recusamos ("Você gostou mesmo do que falei? Foi feito tão às pressas, nem ficou bom"), é provável que recebamos menos elogios no futuro.

Caballo (p.256.) explica que, muitas vezes, um simples "Obrigado!" ou um "Obrigado, você é muito gentil" são mais do que suficientes para que quem elogiou sinta-se satisfeito e volta e elogiar no futuro.

Para concluir, gostaria de retomar o exercício proposto lá no início. Não se esqueça de fazer elogios às pessoas que te cercam. Ao fazer isto, procure se lembrar de tudo o que foi discutido neste texto e depois me diga se suas interações sociais não melhoraram.

Imagem de capa: Shutterstock/Daniel M Ernst

TEXTO ORIGINAL DE COMPORTE-SE

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5 coisas que você faz hoje das quais se arrependerá no futuro


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 17:43

Levamos um estilo de vida imposto que nos leva a não sermos conscientes de desfrutar o agora. Ficamos o tempo todo presos ao passado e preocupados com o futuro.

Porém, há certas coisas que são negligenciadas por você, das quais você pode se arrepender mais cedo ou mais tarde. Hoje você não dá a elas a importância que merecem, mas o fará mais tarde. Você crê não ser necessário preocupar-se com isso, e que um dia dará a atenção necessária.

Mas, o que aconteceria se o dia de amanhã não chegasse?

1. Não descuide de seus relacionamentos

Você está tão cheio de trabalho e coisas para fazer que posterga os encontros e reuniões com seus amigos que lhe fazem sentir tão bem. Considera que deve dar prioridade às suas responsabilidades.

No entanto, descuidar de seus amigos  fará a relação esfriar, e quando quiser recuperá-la, talvez já seja tarde demais. Seu círculo social foi reduzido ao longo dos anos porque você permitiu. No dia de amanhã você se dará conta de que essas amizades tão sinceras já não estão ao seu lado.

O mesmo ocorre nas relações de casais quando acreditamos que não vale a pena lutar para salvar a relação em meio a situações terríveis, já que a fila anda. Entretanto, dar-se por vencido pode fazer com que você se arrependa amanhã, ao ver sob perspectiva aquilo que havia deixado escapar por preguiça.

Antes de jogar a toalha, faça tudo que for possível. Às vezes não está em nossas mãos que uma relação siga adiante, pois para isso são necessárias quatro mãos. Mas, ainda assim, você se sentirá melhor e mais satisfeito se fizer todo o possível por ela.

2. Viver para trabalhar, trabalhar para viver

Descuidar de seus relacionamentos, sua família, sacrificar seu tempo livre e de lazer para se dedicar ao trabalho é um grave erro. Ao final, você se encontrará em uma constante espiral de estresse.

É muito importante se desligar e ter tempo para si mesmo. Dar-se a oportunidade de relaxar e de deixar de pensar no trabalho por algumas horas ou alguns dias. Há muitas pessoas que não sabem diferenciar entre viver para trabalhar ou trabalhar para viver. Estes dois elementos devem estar em equilíbrio.

Você não precisa estar todos os dias enfiado no escritório, deixando que este absorva a sua vida pessoal.

Não se sobrecarregue. Você se arrependerá se não aprender a desfrutar a vida a partir de hoje.

3. Enfrente o medo

O que você quer fazer? Aonde você quer chegar? O medo não nos permite alcançar as metas que propusemos a nós mesmos e nos leva a dar passos para trás. É hora de ver o medo de outra forma. Como um desafio que você deve enfrentar para sair vitorioso.

Se você se deixar vencer constantemente por ele, o que você ganha com isso? Você se arrependerá no futuro porque perceberá que não valia a pena submeter-se aos temores que corroíam a sua mente.

4. Esqueça a vergonha, diga o que sente

Temos muita vergonha de dizer o que sentimos de verdade às pessoas que amamos. Pensamos no que podem pensar ou em como reagirão, e isso nos freia.

Muitas vezes sentimos uma necessidade de reprimir e tentar aplacar o conjunto de pensamentos negativos que se refugiam em nós. Mas, alguma vez você se arrependeu de não ter dito "eu te amo" a uma pessoa querida?

Ver a situação alguns anos depois gera outro tipo de perspectiva. Uma mais realista, que dá menos importância a todas essas preocupações que existiam antes. Você não tem nada a perder quando abre o seu coração e diz o que sente de verdade.

Nunca se sabe como reagirá a outra pessoa. Possivelmente, você se surpreenderá…

5. Cuide da sua saúde

Hoje você é jovem, logo os excessos não são preocupantes. Comida de fast food, álcool, falta de exercício… O que isso importa agora? Apesar de manter-se visivelmente saudável, à medida em que o tempo passar tudo isso que você faz mostrará suas consequências.

Pense que seu corpo é como a pele: ele tem memória.

Se você não cuidar de si mesmo agora, quando o fará? Amanhã? No ano que vem? As metas só fazem sentido se forem realizadas desde já, no presente. Se não, terminarão se convertendo em um desejo frustrado.

Os anos passam rápido, e quando menos esperar, você estará se lamentando por tudo aquilo em que sua força de vontade falhou. O agora é o que importa. Você se arrependerá no futuro por tudo que postergou hoje.

Imagem de capa: Shutterstock/puhhha

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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Pessoas com depressão tendem a buscar alvos abstratos – e isso não é bom.


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
20 de abr de 2017 18:13

Por Ana Carolina Prado

Os objetivos que nós temos influenciam muito a nossa felicidade. E um novo estudo do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, trouxe alguns esclarecimentos sobre esse tema.

Os pesquisadores, liderados pela psicóloga Joanne Dickson, pediram a voluntários com e sem depressão que fizessem uma lista de objetivos pessoais que gostariam de alcançar em um prazo curto, médio e longo. Depois, os alvos foram categorizados de acordo com quão específicos eram. "Ser feliz", por exemplo, é algo geral, enquanto algo como "escrever duas páginas de Word por dia" é um alvo bem mais específico.

Os resultados mostraram que, embora tanto os voluntários que tinham depressão quanto os que não tinham a doença tenham listado o mesmo número de objetivos, os depressivos listaram alvos que não só eram mais generalistas, mas também mais abstratos. Além disso, esse grupo tinha propensão muito maior a dar motivos não específicos para alcançá-los.

"Nós sabemos que a depressão está associada a pensamentos negativos e a uma tendência a generalizar demais a coisas, especialmente em relação a si mesmo e às suas memórias do passado", diz Joanne Dickson. "Este estudo, pela primeira vez, mostrou que essa característica também engloba objetivos pessoais", completa.

O problema disso é que ter metas muito amplas e abstratas pode manter e agravar a depressão. "Nós descobrimos que faltava foco nos alvos que as pessoas com depressão clínica listaram, tornando mais difícil a sua realização e, assim, gerando cada vez mais pensamentos negativos", diz a autora. Não é difícil entender o porquê: metas ambíguas são mais difíceis de se visualizar, o que, por sua vez, pode levar a uma redução da expectativa de realizá-las – o que resulta em menor motivação.

Em outras palavras: você não sabe exatamente o que quer, nem por que quer, só tem uma ideia geral. E esse negócio é tão nublado que você não consegue realmente se ver lá, então se desanima e nem tenta muito. Só que aí, vendo que a coisa realmente não está rolando como queria, você fica ainda mais desanimado – e vai se esforçar ainda menos. O resultado é um ciclo de negatividade que só vai piorando e, para os depressivos, é especialmente difícil escapar dele.

Para os pesquisadores, esses resultados podem favorecer o desenvolvimento de novas formas eficazes de tratamento da depressão. "Ajudar as pessoas deprimidas a definir metas específicas e gerar razões específicas para a realização do objetivo pode aumentar suas chances de realizá-los, o que poderia quebrar esse ciclo de negatividade", diz Dickson.

TEXTO ORIGINAL DE SUPERINTERESSANTE

Imagem de capa: Shutterstock/El Poe

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O que fazer quando a paixão por viver morre?


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
21 de abr de 2017 18:52

Devemos enfrentá-lo. A vida não é cor de rosa, muito menos um passeio cheio de felicidade e alegria. A realidade é que não podemos ser felizes em todos os momentos.

Existem instantes tristes e sensações profundas que nos fazem perder a paixão por viver.

O que o futuro nos reserva? Por que nos esforçamos por um amanhã, quando o hoje é tão vazio e difícil? Por que razão a felicidade não chega ou saiu do meu lado? Estas são algumas das perguntas que já passaram por nossa mente em algum momento de nossas vidas.

Muitos conseguiram superar estas incógnitas e encontrar o sentido de sua existência para melhorar sua situação. Mas tenha em mente que os pontos discutidos a seguir não valem para todos. Por isso leia-os e aplique-os em sua vida, e verá que as mudanças geradas serão excepcionais.

1. Deixe esse peso que você tem nos ombros ir embora

Todos estes conselhos como "Se anime e deixe as vibrações ruins irem embora", são bem intencionados, mas inúteis na maioria dos casos.

Ninguém que não tenha experimentado o que você sente agora pode te fazer mudar de parecer de uma hora para outra. Eles não entendem o que acontece de verdade com você, e você também não quer explicar.

Só existe  uma maneira de fazer com que toda essa dor e esse peso que você carrega se vá, tudo seja dito, não é de uma maneira fácil: você deve fazer as pazes.

Assim como sonha. Deve ficar em um estado de paz com o que está te causando a perda pela paixão de viver. Podem ser muitas coisas e não vale a pena nomear a todas. Mas se você conseguir perdoar, esquecer ou entender aquilo que te perturba, começará a se sentir melhor. Porém, para conseguir isso não bastará se olhar no espelho. Há várias coisas que você deve fazer antes.

2. As pequenas coisas ajudam a recuperar a paixão por viver

Os filmes ao estilo "Comer, rezar e amar", têm uma premissa interessante, mas um tanto irreais. Ao enfrentarmos um problema nem todos podem, simplesmente, deixar tudo de lado e passear pelo mundo. Porém, entre o não explícito do filme se esconde uma verdade.

Não é necessário passar anos viajando e nem ter uma profecia de algum guru: só você pode voltar a um estado de felicidade e dar o primeiro passo. Este avanço vai ser lento e não pode pular fases.

Se você quer voltar a encontrar a paixão de viver, não se mude de cidade, não viaje com suas economias e não saia só para fugir. Encontre uma velha paixão ou algo novo, algo pequeno e simples, que te distraia. Prove essa atividade, saboreie em pequenos pedaços e da mesma maneira, faça-o com os demais. Dedique-se às coisas que você gosta.

Não a tudo de uma vez, mas sim em pequenas doses, até que o humor vá voltando para você pouco a pouco. É um passo longo e pode ser que um pouco complicado mas, sem dúvidas, você deve dá-lo.

3. Entenda que ainda que a independência seja boa, a solidão não é

Se você se sente mal, é provável que não queira estar rodeado de pessoas que não param de perguntar sobre seu estado de ânimo ou que não respeitam o seu espaço e tempo para se sentir assim.

Porém, isto não significa que deva se isolar do mundo, ainda que seja o que você mais quer fazer.

É bom ter um tempo de solidão para poder se descobrir e entender as coisas de outra perspectiva. Só se lembre que, quando isso se transforma em uma solidão implacável, existe um problema maior. Para obter a paixão por viver não é preciso ter um parceiro ou um amigo que te acompanhe em todas as situações, nem muito menos.

Pessoas como os nômades ou mochileiros, podem transbordar a paixão por viver que sentem, mas isso é graças ao fato de que nunca estão totalmente sozinhos. Você deve compartilhar seu tempo e experimentar o contato com outras pessoas. Descubra o que você gosta e o que não gosta nelas.

Podemos fazer, aprender e experimentar muitas coisas quando interagimos com outras pessoas.

4. Não existe nenhum caminho a seguir

Lembre-se de todas aquelas coisas que em algum momento te disseram sobre o que você precisava fazer para ser feliz, obter sucesso ou se tornar uma grande pessoa.

Pronto? Agora pegue todas essas lembranças e jogue-as fora. Estes "caminhos para a felicidade" realmente não existem. Se a vida de verdade tivesse caminhos para escolher, seria muito fácil, mas as pessoas gostam de sentir que existe um guia. Só é preciso lembrar de uma única regra: não machuque aos demais. Nas demais coisas você pode fazer o que desejar, desde que você mesmo esteja de acordo com isso.

As pessoas te criticarão, julgarão, inclusive te humilharão, mas nada superará a satisfação de poder sentir felicidade interior. Quando isso acontece você se dá conta de que o único motivo pelo qual as pessoas julgam às demais é porque elas não são felizes.

Agora que você já sabe como recuperar a paixão por viver, só você poderá decidir quando começar.

Imagem de capa: Shutterstock/Esin Deniz

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

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sábado, 15 de abril de 2017

9 dicas incríveis para criar sua própria felicidade hoje mesmo!



Você cria a sua realidade! Você faz a sua felicidade! Está tudo em suas mãos, portanto, comece a agir hoje mesmo! 

A felicidade, atualmente, é como um unicórnio em sua vida? Trata-se de algo maravilhoso, sobre o qual todo mundo fala desde a infância, mas que parece cada vez mais inventado?

Não se preocupe, é assim mesmo! Fica difícil encontrar a satisfação quando entramos na idade adulta, pois nossas rotinas se tornam muito complicadas, enquanto ela está nas atitudes mais simples.

Você quer ser feliz? Pode acreditar, não é difícil. É hora de deixar os grandes gestos de lado e parar de esperar por um momento ideal que pode nunca chegar.

Saiba mais sobre esse sentimento e veja 9 dicas para criar, a partir de hoje, a sua própria felicidade:

O que a ciência entende sobre ser feliz

Primeiro, vamos falar um pouco sobre essa tal de felicidade. Desde os filósofos gregos até os métodos científicos mais avançados, é difícil encontrar consenso quanto ao significado do termo.

Existem duas (principais) vertentes de pensamento nesse caso:

  • a primeira diz que a felicidade é um estado da mente — você é feliz;
  • a segunda diz que a felicidade é um estado emocional — você está feliz.

Seja qual for a opinião, o que nenhum cientista discorda é que se trata de algo subjetivo. Ou seja: o que te torna feliz não é o mesmo para outra pessoa.

Por isso, o grande segredo é buscar a sua felicidade do seu jeito, sem se preocupar com o que os outros vão dizer.

Então, é hora de atacar as duas frentes: mudar seu estado mental para buscar a felicidade o tempo todo e aproveitar os pequenos momentos de alegria que surgem em qualquer tipo de situação.


Como criar sua própria felicidade

Você já sabe um pouco mais sobre o que é a felicidade — o lado científico e o lado filosófico. Agora é hora de fazer algo sobre isso!

Enquanto muitas pessoas acreditam que ser feliz é algo que não controlamos, daremos 9 dicas para provar o contrário:

1. Demonstre gratidão

Comece a sua busca por felicidade se permitindo encontrá-la! Seja grato por tudo: pelo dia que começou, por um favor que te fizeram e até pelo presente que você não gostou.

Quando começamos a enxergar tudo o que acontece como uma dádiva, conseguimos nos encantar até com as pequenas coisas.


 2. Mude de atitude

Você se considera uma pessoa otimista? Muitas pessoas assumem que não e acham que não podem fazer nada a respeito. É claro que você pode! O otimismo e a felicidade devem ser praticados ativamente todos os dias.

O grande segredo da mudança de atitude é começar a se preparar para as dificuldades e encará-las como formas de crescer, aprender e aproveitar oportunidades.

Reclame menos, mesmo que dê muita vontade de fazer isso. Tente parar de culpar outras pessoas, ainda que pareça impossível. Pratique a empatia e seja menos egoísta. Você vai ver que, de repente, a vida se torna um pouco menos pesada.


3. Tenha amor próprio

Não dá para ser feliz sem amar a pessoa que mais se interessa pela sua felicidade: você!

A nossa felicidade está diretamente ligada à capacidade de acreditarmos em nós mesmos e aceitarmos nossos defeitos e nossas qualidades. Abrace as duas coisas. Tente ser uma pessoa melhor, mas não desqualifique o que você tem de bom.

Antes de qualquer outra pessoa, você deve se amar, então se apaixone! Admire quem você vê no espelho e termine o dia reconhecendo tudo o que você fez de bom.

Os erros? Você deve aprender com eles e depois deixar de lado. Amor próprio te dá força para seguir em frente.


4. Seja resiliente

Sim, a frustração acontece, mas o importante para a sua felicidade é como você reage a ela.

Tente praticar a resiliência. Em vez de se desesperar com algo ruim que aconteceu (ou evitar essa memória com distrações), entenda por que as coisas não saíram como você previu e aprenda com isso.

Ser feliz é fácil assim! É saber enxergar oportunidades até nos momentos mais imprevisíveis.


5. Pare de buscar a perfeição

Você não deve transformar derrotas em desastres completos, mas precisa parar de buscar o sucesso definitivo.

Muitas pessoas se impedem de alcançar a felicidade porque acham que só vão encontrá-la em sua forma completa. Mas não existe nada perfeito!

Aprenda a ver a beleza das coisas imperfeitas. Principalmente aprenda a valorizar as pequenas vitórias. É delas que sai a força para continuar em frente


6. Seja proativo em seus relacionamentos

Humanos são seres muito sociáveis — portanto, nossa felicidade também vem das outras pessoas. Mas não adianta ter 200 amigos no Facebook, por exemplo, se eles não representarem nada além de fotos de perfil em sua vida.

Busque por seus amigos, converse com eles, chame-os para sair. Ouça o que têm para contar e conte suas histórias também.

Grande parte da felicidade vem de se sentir útil e querido, mas isso só acontece com quem está disponível para as outras pessoas.


7. Mude seu estilo de vida

Comer melhor, praticar exercícios e meditar são hábitos não melhoram apenas a saúde física. Felicidade tem a ver com a saúde mental também.

Então, faça um esforço para mudar seu estilo de vida. Deixe que um corpo mais disposto e uma mente sã lidem com as preocupações de uma forma mais leve.


8. Aproveite o presente de vez em quando

Lembra que falamos sobre ser feliz e estar feliz? É importante dar atenção aos dois sentimentos. Buscar a felicidade é uma prática constante e, mesmo tempo, intensa.

Por isso, aproveite melhor os momentos de satisfação — aquela hora em que o filho aprende uma palavra nova ou quando começa a chover depois de um dia muito quente.

Aprender a ver a beleza nos pequenos detalhes ajuda a criar uma sensação perene de felicidade.

Ser feliz é o objetivo de todo ser humano, e você nunca vai alcançá-lo se não começar sua busca por conta própria. Basta ter vontade, amor próprio e tomar uma atitude.


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Como manter a boa disposição depois do verão:


Luis Alves
13 de abr de 2017 04:44

Acabou o Verão, a estação que traz boa disposição, níveis de energia elevados e acima de tudo equilíbrio físico e mental.

O aumento da temperatura e da exposição solar, provoca uma transformação imediata na nossa autoestima, despertando um sorriso que se vai desvanecendo com a chegada do Outono e, mais tarde, do Inverno. Tudo isto ocorre pelas associações mentais e emocionais criadas desde a nossa infância.

Sempre fomos habituados a ver o Verão e as férias como períodos de liberdade, alegria, festas e convívio com os amigos. Recordamos a praia, os churrascos com a família, as viagens, as brincadeiras e muitas outras coisas. Na infância, colhemos todos os acontecimentos como herança vivencial. Todas as frases proferidas por pais, professores, familiares e amigos tornaram-se de forma inequívoca "leis" absolutas que ficaram alojadas no nosso subconsciente. À medida que fomos formando a nossa personalidade, fomos incorporando tudo o que aprendemos, dando origem aos nossos paradigmas.

Os paradigmas podem ser os nossos maiores amigos ou os nossos piores inimigos. Eles actuam no nosso subconsciente e limitam a forma como vemos o mundo. Um paradigma representa, para a nossa mente, uma verdade absoluta que de uma forma ou de outra afecta o nosso comportamento, humor, equilíbrio e bem-estar. Então como nos podemos preparar para a estação fria mantendo o mesmo nível de boa disposição?

Pois bem, antes de mais será necessário abrir as portas da gratidão. É isso mesmo. Lembra-se da última vez que agradeceu por algo bom da sua vida? Não me refiro a agradecer um presente ou um convite para jantar e sim, agradecer a si mesmo e ao universo por tudo o que considera positivo no seu dia-a-dia. Sugiro que pegue num caderno ou bloco de apontamentos e liste 50 itens para agradecimento. Agradeça pelo seu estado de saúde, pelos amigos que tem, pelo emprego conquistado, pelo seu carro novo, pelo apartamento que tanto desejou… em suma reúna tudo o que lhe traz felicidade e plenitude.

Poderá achar que 50 itens são demasiados, e que na sua vida não tem tantas coisas positivas, por isso, concentre-se não apenas no que tem de grandioso e dê importância aos pequenos detalhes que lhe trazem prazer.

Após terminar essa lista, leia em voz alta cada uma das frases de forma enérgica como se estivesse a fazer um discurso. Utilize também a linguagem corporal para dar ênfase a cada afirmação. Inicie cada frase com: "Eu Agradeço Por". Após ter terminado a leitura, deixe a sua lista na mesa-de-cabeceira. Durante 10 dias, ao levantar, coloque-se em frente ao espelho e leia 5 itens da sua lista em voz alta enquanto olha para o seu reflexo. Ao fim dos 10 dias irá notar algumas mudanças na forma como se desenrola o seu dia. Sentir-se-á com maior vitalidade, alegria e autoconfiança.

Tenha em mente que cada um dos itens representa uma conquista pessoal e/ou profissional e que, por isso mesmo, merece ser celebrado a cada dia. Durante os próximos meses, e sempre que sentir que a sua motivação está baixa, repita o processo por mais 10 dias. Comece sempre o seu dia com um ritual de Gratidão. Quando temos consciência do lado positivo da nossa vida, todo e qualquer momento menos bom pode transformar-se numa grandiosa lição de vida.

Outro dos hábitos que deverá adquirir na sua vida, para conquistar bons níveis de energia todo o ano, é relacionado com o tempo que dedica a si mesmo. Não me refiro ao tempo que passa no duche ou em frente ao espelho com tratamentos de beleza, e sim o tempo que dedica à mente e ao corpo. Recomendo que reserve de forma religiosa 1 hora por dia reservada apenas e só a si mesmo. 30 minutos devem ser dedicados a qualquer tipo de actividade física. Poderá ser academia, ginásio, corrida, caminhada ou uma simples rotina de exercícios que segue  no conforto da sua casa. O importante é trabalhar o seu corpo e dar atenção à sua parte orgânica.

Os restantes 30 minutos deverão ser dedicados à meditação e reflexão. Se nunca meditou ou não sabe como começar, utilize estes 30 minutos para fazer uma reflexão profunda sobre o seu dia. Foque a sua atenção em tudo o que de positivo aconteceu.

Poderá inclusive começar uma espécie de diário onde a cada dia irá enumerar 10 acontecimentos positivos. Faça uma reflexão sobre cada um deles e sobre a sua postura vivencial. Caso já tenha meditado ou medite neste momento, inicie com 15 minutos de meditação e 15 minutos de reflexão sobre o seu dia.

Nesta dinâmica diária, procure espaços onde consegue ter total e absoluta privacidade. É importante que não tenha distrações nem interrupções. Esta rotina tem transformado cada vez mais pessoas pois incide na matéria-prima da nossa vivência: o nosso corpo e a nossa mente. Só é possível manter a boa disposição com disciplina e autoconhecimento. É de suma importância que conquiste e reforce a sua individualidade, conhecendo cada vez mais quem você é na sua verdadeira essência.

Lembre-se que o seu estado emocional pode ser influenciado por pessoas e fatores externos, mas no final do dia a decisão de manter a boa disposição é apenas sua.

Atreva-se a sorrir e a viver em equilíbrio todo o ano!

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Compaixão não é sentir pena! Quem sente compaixão sente empatia pelo outro.



É fácil confundir compaixão com pena. Compaixão ou "com-paixão" significa "com emoção". Quem sente compaixão sente empatia pelo outro.

Quem sente empatia se coloca "no sapato alheio", o que faz acolher e respeitar a dor do outro. Quando isso acontece, toda crítica e julgamento são anulados. Você acolhe a pessoa e reconhece ela como igual.

Ouço dizer que não existe amor incondicional na 3ª Dimensão. Com o devido respeito a quem acredita nisso, eu vejo diferente! Acredito que existe, sim, amor incondicional nessa terra e a crença em sua inexistência é, como o próprio nome diz, apenas uma crença.

Cada ser humano é capaz de amar incondicionalmente quando reconhece o outro e, por isso, não é difícil pensar na compaixão como  uma missão da humanidade.

Certa vez, uma querida amiga me iluminou com o entendimento de que nascemos neste planeta com a missão de aprender mais sobre o amor. A compaixão é um caminho para entender o que é amorosidade em um sentido mais elevado.

O amor pode assumir muitas formas. Mas, quando falamos do amor na potência mais elevada, nós falamos dele em um grau de incondicionalidade.

A incondicionalidade é algo que unifica, ao contrário de outras formas de amor contaminadas pelo ego que separam.

No poema, Gibran Khalil Gibran ensinou que o amor basta a si mesmo, referindo-se ao tipo de amor que congrega, que está acima dos rótulos e das diferenças.

Quando eu sinto compaixão eu sofro com o sofrimento do outro. Aquela dor passa a ser um pouco minha. Algo me compele a ajudar porque me identifico com o sofrimento e isso me faz pensar como eu gostaria de ser tratada caso eu vivesse a mesma situação.

A pena é diferente, pois, ela nasce da estranheza. Sinto pena se não consigo me identificar com o sofrimento alheio e isso me leva a julgar.

Diante da incapacidade de vestir a pele do outro, eu questiono suas escolhas e credito a elas a sua dor. Penso: "Eu jamais faria tal escolha! Ela merece sofrer" – e isso permite que eu deite a cabeça no travesseiro sem pesos. Afinal, eu jamais passaria por essa situação, logo, nada daquilo tem a ver comigo.

Portanto, a pena emerge da falta de identificação. É um sentimento que separa. É daí que vem a ideia de pena como castigo ou punição. Se eu sinto pena eu acho justo que a pessoa sofra pelas escolhas que fez. É o que acontece com o criminoso: a pena é o mal do crime e está na Lei.

Para além da função jurisdicional, não estamos aptos a julgar. Quando julgamos o outro, negamos a nós mesmos o direito de ser quem somos. Eu posso ter crenças, valores, desejos, preferências e uma aparência diferente e nada disso me faz diferente, nem pior nem melhor que alguém. Em nível atômico, genético e espiritual, nós somos iguais. Seres de proteína da espécie homo sapiens, termo derivado do latim que significa "homem sábio". Filhos da Criação.

A pena é um sentimento negativo, consequência do julgamento. Não temos o direito de nos punir nem negar perdão a nós ou ao outro. No contexto de vida em que determinada ação é realizada, ela fazia sentido. É impossível exigir que o eu do passado pense igual ao eu do futuro. Ele não tinha as experiências que agora tenho. Do mesmo modo, é impossível exigir que o outro pense ou viva da mesma forma que eu. Ele é o produto de experiências, crenças e valores diferentes dos meus.

É preciso romper com tudo que é julgamento, sentimento de rejeição, remorso e separação e pôr no lugar a empatia, o perdão e a compaixão.

Se estiver sendo muito severo e penoso consigo e com os outros, liberte-se! Somos uma só consciência, na experiência de aprender mais sobre o amor. Ao invés de pena, viva "com paixão".

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Cuidado com o silêncio que agride!


Priscila Mattos
13 de abr de 2017 05:44

Cuidado com o silêncio que agride! –  A agressão verbal é fácil ser percebida, mesmo quando camuflada em "brincadeiras" sarcásticas, ou escondida em mensagens indiretas.

Por ser expressiva, normalmente conseguimos identificá-la para nos defendermos e, principalmente, para nos conscientizarmos que não devemos utilizá-la para agredir a nós mesmos e aos outros.

Diferente do barulho da agressão verbal existe outro tipo de agressão pouco divulgada, o silêncio inquietante da agressão silenciosa. Utilizada muitas vezes de forma perversa, com o intuito de manipular pessoas mais próximas.

Ao contrário do TAO – A sabedoria do silêncio interno, onde o ego se mantém tranquilo, existe um silêncio que é apenas externo, onde o ego permanece exaltado, e a falsa indiferença é utilizada para controlar o próximo.

Não devemos confundir o silêncio construtivo e benéfico, como não reagir a uma briga e deixar de responder palavras agressivas, com o desprezo utilizado muitas vezes no tratamento de silêncio.

O tratamento de silêncio é o ato de ignorar e excluir alguém durante um período de tempo, utilizado em alguns relacionamentos entre pais e filhos, parentes, companheiros e amigos mais íntimos. É uma forma passivo-agressiva de manipulação que transmite desprezo, sempre com o intuito de controle.

O tratamento de silêncio pode ser tão destrutivo nos relacionamentos que é considerado um forte exterminador de relações. Manipuladores emocionais o utilizam repetidamente para controlar, castigar, testar limites ou apenas evitar discutir questões desagradáveis que podem deixá-los em desvantagens.

Não devemos confundir "dar um tempo" numa relação com o tratamento de silêncio. Dar um tempo pode ser bastante saudável para que, posteriormente, possam se comunicar sem o domínio das fortes emoções. Nesses casos, permanecer em silêncio é uma prudência saudável e não um abuso emocional.


 Como lidar com o tratamento do silêncio?

 Nada que possa fazer vai mudar um manipulador. Portanto, o máximo que deve ser feito é conseguir identificar a agressão para se defender e sair do jogo manipulativo.  Coloque o foco na sua própria vida e recuperação, desapegue! Se for preciso busque ajuda. Consulte um terapeuta e fale com amigos de confiança.

Não se esqueça de que o tratamento de silêncio é destrutivo, portanto não use esse tipo de tratamento para manter quem gosta por perto. As pessoas não são marionetes para serem controladas. E quando identificar esse abuso contra você, não tente forçar comunicação, apenas se afaste. Vamos dar um basta a todo tipo de agressão!

Um ponto final sincero é mais saudável do que as nebulosas reticências da covardia silenciosa.

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É preciso dizer adeus ao passado…


Susana Ramos
13 de abr de 2017 05:44

É preciso dizer adeus ao passado. Levantar do chão, sair do estado de ruínas, sacudir os farrapos rasgados, enxugar as lágrimas e puxar os cabelos para trás. É preciso levantar a cabeça, olhar a vida de frente e dizer: eu consigo!

Eu consigo enfrentar o medo, esse monstro que me devora o pensamento e transforma o melhor de mim em ansiedade. Esse medo que me bloqueia e me impede de seguir em frente, livre, como um pássaro que esqueceu o que era voar quando abriram a sua gaiola.

É preciso dizer adeus ao passado. Dizer adeus a quem fez parte da nossa vida durante tanto tempo, por quem tanto fizemos, mas que pouco ou nada nos acrescentou, a não ser o conforto ilusório de uma vida segura que a gente nunca viveu. Dizer adeus ao passado não significa apagar essa parte de nós. Dizer adeus ao passado significa seguir em frente, confiante, ainda que o futuro seja tremendamente assustador. É dar passos pequenos, um de cada vez, caindo de tempos a tempos, não olhando nunca para trás.

Se olharmos para trás, ficaremos presos ao que tivemos, aquilo que foi e que não faz mais sentido no presente, porque simplesmente não existe. O que há é a lembrança, a recordação de alguém querido com quem partilhamos um período de tempo da caminhada da vida. Alguém com quem aprendemos a amar, a partilhar, a perdoar. Alguém a quem temos de saber renunciar porque simplesmente não nos faz feliz.

Dizer adeus ao passado é coisa de gente forte, de gente corajosa. Porque dizer adeus ao passado é quando você sabe que olha nos olhos daquela pessoa e não sente mais nada a não ser carinho. Isso é ter coragem de admitir que o amor acabou e que apenas restou afeto, amizade ou respeito. Coragem de desapegar e libertar, de cortar as correntes de uma vida que se perdeu num tempo que não volta mais.

Dizer adeus é preciso para que a nossa vida continue, para que as coisas fluam.

Ficar preso a uma ideia, a um conceito ou a um estado civil porque em tempos se fez juras eternas é permanecer morto quando a vida ainda nos vibra na pele e a fibra nos pulsa cá dentro. Ainda há tanto para dar! A gente tentou de tudo: deu volta ao mundo, abdicou dos sonhos, teve filhos, foi de férias para um lugar exótico… tudo em prol do sucesso de uma união que já sabíamos perdida desde o começo. Sim, porque o coração sabe.

O coração dá sinal de quando não estamos a fazer a coisa certa. Ele é esperto demais, o coração. Ele nos sussurra baixinho: "não é esse o caminho". Mas o ego, comandado pelo medo, torce e distorce a realidade para que nos arrastemos numa corrente de areias movediças, com as pernas presas à vontade e aos desejos do outro. A gente ilude-se com os artifícios terrenos, com os jantares românticos, as prendas caras, as viagens espetaculares. A gente ilude-se com a beleza física e com a bondade do outro e não ouve o que realmente importa: o coração. O coração da gente sabe.

Só que a gente esquece-se de que o nosso coração avisou. A gente esquece-se de que não é feliz, mesmo sendo o outro um bom partido. Entramos no jogo do "deixa rolar", para ver até onde conseguimos aguentar. Mas falta qualquer coisa! Não basta haver sintonia física e satisfação das necessidades básicas. É preciso sintonia espiritual. Querer as mesmas coisas, remar na mesma direção!

Por isso dizer adeus ao passado pode ser muito exigente. Às vezes temos que deixar boas pessoas e boas vidas para trás, passando a olhar para os nossos próprios anseios, dando asas aos nossos próprios sonhos, mesmo que o amanhã seja desconhecido.

Viver aprisionado a um passado porque nos fomos diminuindo ao longo do tempo e vendo no outro a tábua de salvação dos nossos problemas, pode virar uma grave doença da alma. E o que parece que foi tempo perdido foi na verdade uma bela aprendizagem: aprender a se amar em primeiro e a se libertar das amarras do ego. Aprender a libertar o outro, respeitando a felicidade dele, mesmo que o sofrimento inicial pareça arrebatador.

Dizer adeus ao passado permite-nos criar uma nova oportunidade de amar, mais feliz, mais equilibrada, mais em paz com aquilo que desejamos de verdade para as nossas vidas. Por isso siga em frente e diga com fé: eu consigo!

Liberte-se do passado. Diga-lhe adeus com dignidade.

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Não culpe a Deus pela maldade do mundo!


Patrícia Regina de Souza
13 de abr de 2017 05:44

Não culpe a Deus pelos seus fracassos, peça sabedoria para não escolher os caminhos que te levam a eles…

É fácil demais reclamar quando algo de ruim nos acontece, mas esquecemos de olhar para trás e ver tudo o que já conquistamos, como se uma perda representasse mais do que mil conquistas… Por mais que o que perdemos signifique muito para nós, a vida não é feita apenas de sonhos e alegrias… As tristezas, decepções e tudo o que nos machuca também faz parte do caminhar da vida.

O pior de tudo é que um momento de angústia ou de dor pode ser o suficiente para as pessoas perderem a fé e se revoltarem contra Deus, mas todo o resto que Ele já fez anteriormente é descartado como se fossem coisas insignificantes e, tenha a certeza, não foram…

Não adianta dizer que tem fé nos momentos fáceis e nos dias em que tudo vai bem porque é nos momentos mais difíceis que provamos o tamanho da nossa fé! Por isso, não culpe a Deus pelas maldades do mundo…

Não culpe a Deus  pelas suas dores, peça cura para as suas feridas!

Não culpe a Deus pelos seus fracassos, peça sabedoria para não escolher os caminhos que te levam a eles; não O culpe pelas suas dores, peça cura para as suas feridas; não espere que Ele faça o que você quer, mas confie que Ele sempre fará o que você precisa!

Sofrimentos todos nós temos porque a maldade do mundo nos assola todos os dias… Os seres humanos são os únicos responsáveis pela maldade que circula o mundo e prende os nossos passos em bolhas porque, a todo o momento, temos que estar pensando sobre onde podemos pôr os nossos pés… Há lugares que podemos ir e outros que não podemos…

Fugimos da maldade humana, embora nem sempre consigamos escapar dela… Mas não podemos deixar que a maldade do mundo tome conta do nosso coração e do nosso ser porque já tem maldades demais no mundo… Ninguém nasce ruim, se transforma em ruim porque deixa a maldade do mundo tomar conta e ser mais forte do que os valores que deveriam ser as bases da convivência no mundo.

Tem havido uma inversão de tudo: as guerras são vistas como necessárias à paz; a decadência de muitos a chave para o progresso de poucos; as aparências importam mais do que as essências…

A triste realidade do mundo é apenas a prova de que tem havido pouco espaço para a paz, a generosidade, a alteridade, o amor ao próximo… E, consequentemente, para a felicidade…

Por isso, não culpe a Deus pelas maldades do mundo…

O mundo é o resultado das escolhas e construções humanas… As mortes e as violências são consequências dessas escolhas! Deus não pode mudar os homens porque o livre arbítrio os faz donos de si mesmos, mas os que têm sabedoria entregam seus caminhos em suas mãos e simplesmente confiam!

Por isso, se frustrar com a vida não te trará paz e se você se afastar de Deus nunca a alcançará… A fé é a única lâmpada que se acende quando tudo resolve escurecer… Devido a isso, apesar das tristes realidades que vejo todo dia, toda manhã acordo com a esperança de que dias melhores virão e pessoas melhores também!

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Você se sente culpado em dizer Não? Então, este texto é para você:



Medo de Falar NÃO?

Você se sente culpado em dizer Não? Então, este texto é para você:

Alguns grupos de pessoas tem receio de falar não, pois acreditam que isto pode impedir em uma promoção no trabalho e que não serão mais vistos como bonzinhos por seus amigos e familiares.

A maioria dos meus clientes me diz que tem um probleminha em dizer Não e que isto faz com que se sintam desmerecidos, desrespeitados, sabotados, desmotivados; como se estivessem carregando o mundo e as pessoas nas costas.

Neste momento explico que isso é comum, porque a dificuldade de falar Não está ligada a uma das necessidades básicas do ser humano: Pertencer a um Grupo.

Opa, espere aí! Você deve estar pensando o que tem a ver a necessidade básica do ser Humano com o medo de falar Não?  

Calma, que já vou te explicar (rs), é o seguinte: na maioria das vezes o medo de falar Não está ligado ao receio de ser rejeitado ou criticado.  

Muitos de nós fomos criados para ser bonzinhos e o medo de falar Não está ligado a isto também, porque acreditamos que quando dizemos Não estamos sendo egoístas.

Deixa eu te dizer uma coisa: o fato de falar não, não tem relação alguma com em egoísmo e eu te garanto que isto não passa de uma crença limitante, ok?

Por isso é muito importante ter clareza do que você deseja alcançar em sua vida, pois quanto mais você sabe o que você quer conquistar, mais fácil fica para você dizer Não para aqueles que insistem em procurar a sua ajuda somente nas horas/situações que lhes convém.

Saber dizer Não é muito importante para sua própria aceitação.

Vivemos em mundo aonde algumas pessoas insistem em defender apenas o seu lado, então, quando não conseguimos falar não, o que irá prevalecer é a necessidade dos outros e os seus planos e projetos acabam ficando de lado.

Em outras palavras: Todas as vezes que você diz SIM quando gostaria de dizer Não, você está dizendo NÃO para os seus sonhos e objetivos.  

Muitas vezes falamos SIM para sermos aceitos, mas por dentro temos a sensação de que estamos fazendo algo errado, com nós mesmos.   

Saber dizer Não no momento correto e da maneira certa pode te ajudar a ser respeitado por seus familiares e amigos que vivem abusando do seu jeito "boazinha/bonzinho", pode também colaborar para você ter seu trabalho reconhecido.

Reflita o seguinte: o não também é uma forma de amor.

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Às vezes você tem que virar cinzas para poder renascer, virar fênix e alçar voos altos…



Às vezes você tem que virar fênix e alçar voos altos…

Sabe quando a raiva queima dentro de você? Sabe quando você se desfaz em lágrimas?

Quando a tristeza te consome, e a esperança se despede, vai embora e você acha que nunca mais vê-la de novo? 

Às vezes você tem que atear fogo em si mesmo, virar cinza, para poder renascer, virar fênix e fazer voos altos, porque às vezes a gente sofre, a gente chora, às vezes a gente cai, mas quando levantamos, viramos pássaro de fogo, destemido e capaz de enfrentar qualquer desafio e ultrapassar qualquer obstáculo. 

Quando as chamas te consumirem, se entregue e prepare-se para o renascimento, volte com penas douradas e brilhantes e diga para o mundo que labaredas machucam, mas não te assustam mais. 

Lembre-se que a Fênix, quando volta, se torna ainda mais bonita do que um dia já foi. 

Porque a dor ensina, o sofrimento dignifica, as brasas da alma nos tornam imortais, e a nossa força vem à tona. 

Porque a verdadeira beleza é saber ser quem você precisa ser mas nunca deixar de crescer, aprender e evoluir. 

As dores mais profundas são as que te transformam em um gigante que mata dragões e vence as guerras mais difíceis! 

Então queime, sangre, chore mas ressuscite.

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As hesitações na hora de procurar um psicólogo


Fãs da Psicanálise – Cinthia Vernus Duran
13 de abr de 2017 09:56

Freud em seu tempo já falava das resistências por parte dos pacientes em procurar a psicoterapia. Resistência é o conjunto de reações e comportamentos que criam obstáculos a iniciar ou dar continuidade ao tratamento analítico.

São defesas que o paciente produz para não entrar em contato com conteúdos inconscientes (desejos/ideias que o sujeito conscientemente considera inaceitáveis). Por isso, algumas das hesitações apresentadas são consideradas resistências.

São impossibilidades criadas para não se olhar para as questões internas que desencadeiam sofrimentos. Porém, não olhá-los pode provocar ainda mais sofrimentos. Assim, o tratamento psicoterapêutico envolve lidar com sentimentos que se encontram
escondidos e pensar em formas de lidar com eles.

Seguem as hesitações frequentes em não fazer terapia. O objetivo é desmistificar!

1. Eu já sei a causa do meu problema
Muitos falam que já sabem a causa do sofrimento e acreditam que sozinhos irão resolver. A questão é complicada, pois o psiquismo é algo extremamente complexo.
Nessa explicação, o sujeito pode estar se defendendo. Acreditar dar conta sozinho é se proteger do medo de se deparar com uma parte escondida, não aceita de si mesmo.

2. Eu não estou tão mal
Por que precisa chegar no limite em relação ao sofrimento? O que está envolvido nessa questão? Precisa estar no fundo do poço para se autorizar?

Há algumas frases frequentes utilizadas, tais como "tem tantas pessoas com problemas mais graves, passando por fome e guerras", "tenho tudo para ser feliz". São falas que demonstram defesa e não legitimidade no que se sente. Viver implica ter momentos de felicidade, mas as tristezas também fazem parte da nossa existência, por isso precisamos escutá-las e não negá-las.

3. Medo de rememorar o passado
O passado está presente, mesmo quando não falamos dele. Na verdade, é preciso falar sobre o passado para mudá-lo de lugar e enxergá-lo de outras formas. Nesse sentido, a terapia é uma reavaliação dos fatos do passado que nos atormentam, dando a eles outro significado.

Se não enfrentamos os momentos de nossa história, ficamos aprisionados, ou seja, repetimos alguns comportamentos ligados a esse passado mal digerido.

4. Não quero falar de sexo
Outro grande mito que envolve a psicanálise. A sexualidade não está exclusivamente na questão genital, ao ato sexual em si.

Para Freud, a sexualidade está ligada aos nossos prazeres. O prazer oral, de apreciar ou recusar uma boa comida, o prazer escópico de olhar e ser visto, entre outros.

Contudo, a terapia também pode ser um lugar para se falar sobre as fantasias sexuais que não temos coragem de falar para ninguém. É um espaço de escuta, protegido e neutro. Não há julgamentos, pode-se falar sobre tudo.

Isso é o que Freud designou de associação livre, método que consiste no paciente falar livremente tudo que vier à sua mente, tentando não deixar de lado conteúdos que considera irrelevantes ou pensamentos ligados a autocríticas.

5. É muito caro
É uma das principais hesitações em não fazer terapia. Pode ser uma realidade, mas o que é possível fazer? como encontrar alternativas? E se for uma resistência, que função tem na vida do sujeito?

Acredito que muita gente conhece pessoas que não fazem terapia porque acha caro, mas, em contrapartida, fazem cirurgia plástica, viajam todo ano, trocam de carro, etc. Ou seja, é uma questão de escolha e prioridades.

Se pensarmos de outra maneira: não é caro se sentir mal, não é custoso emocionalmente?

Paga-se caro para ter uma vida sem prazer, com sintomas e comportamentos repetitivos. Sem contar nas compras altas de objetos que, muitas vezes, ocorrem para que as faltas emocionais sejam supridas.

6. Será que realmente funciona?
Há muitas pesquisas que comprovam que a cura pela palavra modifica padrões de comportamentos e até mesmo conexões neurais.

No entanto, muitas pessoas preferem se refugiar na insatisfação e conservar os sintomas (velhos conhecidos) do que enfrentar o desconhecido e reconstruir o modo de enfrentar as vicissitudes da vida.

Para funcionar é preciso acreditar e desejar.

7. Como encontrar um psicólogo?
Há muitas maneiras, e uma delas é pela indicação de amigos e conhecidos. Mas, se não souber onde encontrar, a internet é uma boa ferramenta hoje em dia. Ela fornece muitas informações sobre o profissional.

O importante é respeitar o "feeling" dos primeiros encontros. Como se sentiu? O que
pensou durante a sessão?

Foi levantado alguns pontos recorrentes em não buscar psicoterapia. É importante questionarmos o que está por trás disso. Será que é uma fantasia, uma justificativa, uma defesa, um limite, um medo, uma resistência,…? Para cada um há um significado escondido
nas hesitações.

Ainda encontramos muitas fantasias e preconceitos em relação ao psicólogo. O discurso frequente na sociedade em que vivemos do "seja forte", "você consegue dar conta de tudo" reforçam a fantasia de que o sujeito precisa lidar sozinho. Ele não pode falhar, e, nesse sentido, buscar uma ajuda seria uma sentença de fracasso.

No entanto, olhar para o sofrimento e fazer algo a respeito implica uma certa dose de coragem, e também revela um desejo em se aventurar, pois o processo psicoterapêutico é navegar por águas desconhecidas que podem ser calmas e, por vezes turbulentas, mas necessárias para se chegar num outro lugar.

Referências
revista francesa: Psychologie, janeiro 2017.
Ruth Manus "Jura que você precisa de um psicólogo?", Jornal Estado de São Paulo dia 11/01/2017,

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Gratidão é o que faz a gente viver um pouco mais feliz


CONTI outra – Guilherme Moreira Jr.
13 de abr de 2017 16:52

Gratidão não é dizer por dizer, falando da boca para fora. É muito mais do que isso, se você não sabe. Gratidão é quando você fica com o coração pelo avesso de tanta emoção, onde sorrisos despertam sensações que dão paz, que dão amor. Gratidão é o que faz a gente viver um pouco mais feliz. Um pouco mais de tudo que possa ser mais vibrante em meio a esse mundo louco e cansado.

Gratidão é externar, sem timidez, o que você faz de melhor para estar. Estar em contato e sintonia com os instantes que mais deseja, com as pessoas que mais admira. É além de regras e convenções impregnadas na rotina, você sabe. Gratidão é quando a sua alma salta empolgada e acolhedora. Gratidão é o que faz a gente viver um pouco mais amante. Um pouco mais de quase tudo que possa ser mais cúmplice e recíproco em meio a esse mundo racional e agitado.

Gratidão não é fugir do acaso, mas se entregar na sorte. Na sorte e na resiliência dos caminhos percorridos e das marcas adquiridas através do tempo. É viver quando a maioria pode apenas sobreviver. É não jogar fora e nem economizar na hora de distribuir carinhos, você entende. Gratidão é quando você não desiste de acreditar, misturando sonhos e realidades na mesma receita. Gratidão é o que faz a gente viver um pouco mais inspirados em meio a esse mundo descrente e comum.

Gratidão é uma daquelas coisas que você pode sentir sem receios. Que você pode tomar, vestir, compartilhar e trocar. Não há limites quando você estampa gratidão no rosto. E por incrível que pareça, é o que faz a gente viver um pouco mais grato. Um pouco mais de braços abertos ao redor, com o coração atravessado e com a alma suspirando um simples obrigado.

Imagem de capa: trecho da canção Smile, de Charles Chaplin, em Tempos Modernos (1936).

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O mito de ser feliz fazendo o que ama


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
13 de abr de 2017 17:06

Monique é uma das vozes do feminismo negro no Brasil e fala da veia empreendedora nas mulheres negras.

Estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades na UFBA. Fundadora da Desabafo Social, integrante da Red Latinoamericana de Innovación Política e colunista.

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O impacto dos hábitos sobre nós


Psicologias do Brasil – Liduína Benigno Xavier
13 de abr de 2017 17:37

Da hora em que acordamos até o momento de dormir, os dias deslizam por meio de ações que vão definindo nossos modos de ser e viver. É fato. A rotina de muitos de nós está tomada por hábitos que se instalaram e automatizaram. Daí ser impossível ignorar a importância da formação de hábitos que acabam definindo destinos.

Não foi por acaso que o psicólogo William James disse: 'nossa vida não é nada além de uma massa de hábitos'.

A questão é que nem sempre essas ações nascem de decisão consciente e autodeterminada. Existem hábitos que surgem sem que saibamos suas razões e efeitos. Hábitos cegos e rígidos que minam a capacidade criativa e que poderiam ser substituídos por modelos de ação mais eficazes.

Os neurocientistas afirmam que os hábitos mudam o cérebro, pois podem torná-lo mais ou menos eficiente. A explicação é que os hábitos se instalam como resultado da busca do cérebro por caminhos mais fáceis de funcionamento.

Entender a explicação da Neurociência é simples. Como os atos muito repetidos são reproduzidos mais facilmente, consumindo, portanto, menos esforço mental, o cérebro acaba transformando esses atos em automatismos.

O interesse pelos impactos da formação de hábitos, entretanto, não está restrito à Neurociência e é antigo.

Os mesopotâmicos e egípcios atribuíam forte peso ao hábito como fator de prosperidade e estabilidade social. Os gregos atribuíam valor capital aos hábitos, por essa razão, quando queriam destruir inimigos, pediam aos deuses que eles desenvolvessem maus hábitos.

Ainda entre os gregos, Aristóteles destacou-se pela busca de maior compreensão do papel dos hábitos para uma vida bem-sucedida. Para o filósofo grego, o hábito nasce do compromisso consciente para agir de determinada maneira. Segundo sua visão, cuidar dos hábitos pode nos levar a moderar impulsos que podem ocasionar vícios.

Os filósofos Blaise Pascal e David Hume também investigaram a formação e o papel do hábito para uma vida eficiente. Segundo eles, a repetição dos atos traz estabilidade ao comportamento, uma vez que o automatismo reduz o esforço e torna a ação mais agradável. Pode-se notar que eles não perceberam (como os neurocientistas o fizeram) que a comodidade não é totalmente benéfica à inteligência.

Todas essas visões trazem informações valiosas que contribuem para a compreensão e autoconsciência do impacto dos hábitos no estilo de pensar e nos modelos de ação que adotamos. Hoje é unânime a percepção de que, determinismos à parte, os hábitos causam impactos contundentes, podendo beneficiar ou trazer malefícios à realização de propósitos caros.

Não se trata de negar a capacidade dos hábitos de darem estabilidade à existência e facilitar ações corriqueiras de caráter pragmático. Mas nem tudo é rotina e muitos problemas e desafios pedem formas inéditas de pensar e agir.

Entretanto, às vezes, parece que ficamos presos na profusão de hábitos que vamos adotando como rituais imutáveis e seguimos uma rotina medíocre, esquecidos de que ser eficaz e criativo exige trocar a rigidez rotineira, própria da ação irrefletida que leva à imutabilidade, pela autoconsciência que permite ação criativa e transformadora.

Os psicólogos chamam à rigidez dos modos de agir e operar a realidade de fixação funcional. Quando ela se instala, nossos atos ficam imersos em padrões ineficientes de ação. Nesse quadro, há o rebaixamento da capacidade criativa, pois esta se alimenta da abertura à experimentação, da curiosidade propícia ao aguçamento perceptivo que, por sua vez, favorece julgamentos mais ricos e perspicazes.

Rotina e criatividade não são irreconciliáveis, mas precisamos de um modo de vida com hábitos que ajudem a dar estabilidade à existência, sem tolher o espaço para a novidade e a experimentação. Todo projeto pessoal de autorrealização pressupõe autodeterminação e ação deliberada, que só podem ser fomentadas por meio da ação refletida e da elevação da autoconsciência pelo exame constante de nosso modo de agir, aí incluídos os nossos hábitos.

Imagem de capa: Shutterstock/Arman Zhenikeyev

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Minimalismo: um texto sobre as coisas importantes da vida


CONTI outra – Matheus de Souza
13 de abr de 2017 22:05

Imagem de capa: "Minimalism: A Documentary About the Important Things". Foto: Divulgação.

No último final de semana a Netflix disponibilizou um documentário que eu queria assistir há algum tempo: "Minimalism: A Documentary About the Important Things".

Eu sou um grande fã de documentários. Assim como os livros biográficos, eles são uma grande fonte de inspiração. Como o título adequadamente afirma, "Minimalism" é sobre as coisas importantes na vida. Joshua Millburn e Ryan Nicodemus, Os Minimalistas — não confunda com Os Tribalistas , cresceram perseguindo o Sonho Americano. Dinheiro, prestígio e coisas. E eles conseguiram. Se tornaram executivos bem-sucedidos. Pelo menos, no sentido tradicional e aplaudido pela sociedade.

Mas, quem são os Minimalistas e o que é o minimalismo?

Dois caras que viveram no mundo corporativo presos na mentalidade de acumular dinheiro, posses e prestígio. No entanto, apesar de ambos serem bem-sucedidos no que faziam, nenhum deles era verdadeiramente feliz. Eles tinham os gadgets do momento, casas enormes e carros luxuosos, mas trabalhavam de forma insana e se sentiam constantemente estressados.

Quando sua mãe faleceu e seu casamento terminou em divórcio, ambos no mesmo mês, Joshua teve uma epifania. Percebeu que a maioria de suas posses materiais não estavam agregando valor à sua vida ou ajudando-o a se tornar mais feliz. Foi então que se livrou de boa parte dos seus pertences a fim de se concentrar nas coisas que realmente importavam para ele.

Ryan, que estava se sentindo mal por ter treinado sua equipe para vender celulares a crianças de 5 anos, percebeu que o semblante de Joshua havia mudado. Ele estava sereno, parecia feliz. Ao descobrir que o motivo era a mudança radical em seu estilo de vida, fez o mesmo que o amigo: encaixotou suas coisas e se livrou de 80% do que tinha. Sentiu um peso sair de suas costas.

Os amigos criaram um blog sobre sua nova filosofia de vida. Logo veio um podcast, palestras e, mais recentemente, o documentário. O minimalismo é um estilo de vida onde você reduz suas posses de tal forma que tenha apenas itens que realmente tragam valor à sua vida. Trata-se de remover o excesso de sua vida, de modo que você seja capaz de se concentrar no que é mais importante. Não há limite de itens ou restrições específicas. E, eles não estão dizendo que todo o tipo de consumo é prejudicial. É apenas uma maneira mais simples de viver para reduzir o estresse e ter mais liberdade.

"Imagine uma vida com menos: menos coisas, menos desordem, menos estresse e descontentamento… Agora imagine uma vida com mais: mais tempo, mais relações significativas, mais crescimento, contribuição e contentamento ".

Joshua Millburn e Ryan Nicodemus. Foto: Divulgação.

Isso é útil? Me traz alegria?

Dan Harris, autor do ótimo "10% Mais Feliz", é um dos entrevistados do documentário. Ele compartilha sua experiência sobre estresse e ansiedade. Em 2004, Harris teve um ataque de pânico em rede nacional enquanto apresentava o "Good Morning America" da rede ABC.

Durante a entrevista, menciona que o melhor conselho que recebeu até hoje, no contexto da ansiedade, foi sobre perguntar a si mesmo se "Isso é útil?". A pergunta lembra o conceito de "Isso me traz alegria?" da autora japonesa Marie Kondo.

Desde que li pela primeira vez a frase "menos é mais", num artigo sobre a obsessão de Steve Jobs com designs minimalistas, resolvi seguir essa filosofia. Eu recém tinha completado 20 anos, era um jovem comum que adorava comprar roupas de marcas famosas e sonhava em ter um carro importado. Afinal, pra mim isso era sinônimo de status pessoal.

O que percebi, com o tempo, é que nenhuma daquelas coisas me traria alegria. Quem segue um estilo de vida consumista, geralmente, compra itens apenas para seguir modismos e fazer parte de um grupo. Me dei conta de que as pessoas com as quais eu me importava de verdade não estavam nem aí se eu andava de Corolla ou Fusca. Se vestia uma camisa da Tommy Hilfiger ou da Renner.

Quando deixei de ter um comportamento consumista, passei a ser menos ansioso. Ao invés de juntar dinheiro para ter coisas, percebi que seria mais feliz utilizando minhas economias para viajar, por exemplo. Troquei o carro por uma bicicleta e logo me sobrou grana para um mochilão pela Europa. Enquanto alguns conhecidos me mostravam seus novos iPhones ou Galaxys, eu e meu velho BlackBerry embarcávamos para Nova York.

E veja que não existe certo ou errado nessa história. São escolhas. Mas, nunca estive tão bem comigo mesmo. E sereno, como Joshua.

Steve Jobs em sua casa em 1982. "Isso era típico da época. Eu era solteiro. Tudo o que você precisava era de uma xícara de chá, uma luz, você sabe, e era tudo o que eu tinha". Foto: Diana Walker

Ame as pessoas e use as coisas — porque o oposto nunca funciona

Se eu sou minimalista? Não no nível de Joshua ou Ryan. Eu continuo comprando coisas. E eles também, na verdade. O objetivo do documentário não é fazer com que as pessoas joguem fora todas as suas posses e se mudem para um bangalô. O ponto central é simplesmente perguntar-se por que você possui as coisas que possui, o que elas acrescentam à sua vida e se você pode viver tranquilamente sem elas.

Essa ideia de desapego material me lembrou dois fatos recentes.

O primeiro é sobre o Serafín (70) e a Shirley (69), um casal de idosos casados há 40 anos. Em maio eles partem para uma viagem de volta ao mundo. De moto! Numa Honda CG 160 Titan — o único bem material dos dois.

Eles entenderam qual o verdadeiro patrimônio em nossa passagem por esta vida e o porquê ela vale a pena ser vivida. Quando escrevi aquele artigo, o Serafín me contou que eles finalmente compreenderam que o que realmente vale é o ser — e não o ter. E que, por sinal, isso é a única coisa que levamos para o outro lado junto com as nossas escolhas. Todo o resto fica aqui. Por mais que, na teoria, saibamos disso desde muito jovens, é apenas "quando a água bate na bunda" que entendemos o sentido real por trás de frases clichês que circulam por aí.

Já o segundo fato tem a ver com algo que comprei. Recentemente adquiri um Kindle, o leitor digital da Amazon. O interessante nisso é que uma compra feita por impulso (sou um ser humano, afinal de contas), fez com que eu deixasse de amar meus livros físicos — ou 90% deles. Ao olhar minha estante repleta de volumes empoeirados, pensei comigo mesmo: "isso é útil?". Não. Eu não preciso mais deles. Já posso me desapegar. Percebem como a compra de um item gerou o desapego de uma centena de outros?

Coisas, coisas, coisas

"Na Natureza Selvagem", filme que conta a história real de Christopher McCandless, um viajante que deixou de lado o sonho da carreira bem sucedida e as convenções sociais, tem um diálogo bastante marcante pra mim.

Walt, pai de Christopher, diz que quer presenteá-lo com um carro novo. Presente de formatura. A resposta do filho é um discurso parecido com o dos Minimalistas.

"Um carro novo? Por que eu iria querer um carro novo? O Datsun (seu carro, modelo B210 de 1982) é ótimo. Vocês acham que eu quero um carro chique? Vocês estão preocupados com o que os vizinhos pensam?".

Seu velho Datsun era útil para o seu dia a dia. Ele não precisava de um carro melhor.

A cena, em inglês — não encontrei a versão legendada —, pode ser assistida abaixo.

A mensagem

Em linhas gerais, a principal mensagem dos Minimalistas é que devemos ser mais conscientes em relação ao que estamos consumindo. É um lembrete útil e eu recomendo fortemente que você assista o documentário.

Podemos não ter o controle sobre todas as áreas das nossas vida, mas temos controle sobre o quanto gastamos e o quanto precisamos para sermos felizes.

Publicado originalmente em matheusdesouza.com, publicado na CONTI outra com a autorização do autor.

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