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sábado, 15 de abril de 2017

Filhos não vêm com manual de instrução!


Giana Benatto Ferreira
14 de abr de 2017 05:46

Uma frase comumente vista em textos que falam de maternidade ou paternidade é a de que filhos (aqui se referindo indistintamente filhos ou filhas) não vêm com manual de instrução, e que no momento em que nascem, nascem também  mães e pais.

Primeiro filho, uma sequência de experiências muitas vezes frustrantes. Muitas incertezas, muitos erros, entremeados com a enorme  vontade de acertar. Segundo filho, mais largado. Verificamos que não morrerá se formos ao banheiro sem levá-lo; que sobreviverá se chorar por cinco minutos enquanto tomamos banho ou atendemos o mais velho em alguma tarefa; que alimentá-lo um dia com macarrão com salsicha não fará de nós os piores pais do mundo; que deixá-lo chegar à casa dos avós de roupa suja, ou mesmo sem roupa, é que estamos garantindo a liberdade que ela – criança – precisa e não demos esta oportunidade ao filho mais velho.

Os anos passam entre erros e acertos; entre beijos e broncas; reconhecimento e lições. Chega a adolescência e com ela perdemos nosso lugar no coração desses pequenos seres. Ontem éramos os melhores, heróis e heroínas, modelos para serem seguidos. Hoje, se nos dão bom dia, quase infartamos de felicidade. Tentamos,  eles e nós, a ultrapassar esta etapa sem declarações de guerras e campos de refugiados. Alguns se saem melhor, outros têm a vida moldada por esta etapa.

Os filhos crescem e se tornam adultos. Nem sempre – para o bem deles – como sonhamos ou criamos expectativas, ao contrário.

Saem modelados por nós  e ao mesmo tempo são únicos. Donos de suas vidas e vontades. Nos reconhecem e nos aceitam novamente, mas são livres de nós. E nós deles. E, neste momento, começam os entraves.

Sabemos lidar com colegas de trabalho, vizinhos, parceiros de vida, amigos, mas não sabemos lidar com nossos filhos. Conversamos com adultos formados, de opiniões e realizações próprias e algumas vezes não os enxergamos como tais.  Inúmeras outras, perdemos as medidas para com eles.  Perdemos a medida de até onde podemos ou devemos incentivar, apoiar, bancar, tirar deles o melhor. Normalmente o nosso melhor não é o mesmo para eles. Sei que vai ter quem diga que o apoio tem que ser total e irrestrito. Será mesmo?

Voltemos no tempo um pouquinho. Quando viramos adultos queríamos também esta vigilância desmedida? Esta intromissão contínua? Esse suporte afetuoso e sufocante? Ou queríamos que eles – nossos pais – estivessem ali como refúgio e  somente se manifestassem quando os procurássemos para tanto. Que não palpitassem tanto nos avisando das cabeçadas que tomaríamos e com certeza tomamos, até porque escutaríamos no final a fatídica frase: Eu avisei!

Até onde vai o amor? Até onde vai a responsabilidade? Onde começa a nossa desnecessidade? Como nos preparamos para estas mudanças?

Somos culpados por tudo – já dizia Freud – assumamos nosso papel. Nunca estaremos 100% certos ou 100% errados. Nem é para estarmos.

Filhos crescem, ainda bem! Filhos partem, outros ficam.

Mas, depois de termos escrito o nosso manual de instruções para criar os filhos temos que começar a escrever um segundo para aceitar o resultado da criação pelo nosso primeiro livro.

Este segundo  manual será de autoajuda, autoaplicável e autoanalisado. E, como brinde, que venha com uma caixa de lenço descartável.  Das grandes!

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Direitos autorais da imagem de capa: yarruta / 123RF Imagens

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