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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O tédio salva!


CONTI outra – Fernanda Pompeu
28 de fev de 2017 19:50

Imagem de capa: pathdoc/shutterstock

O esplêndido roteirista de cinema Jean-Claude Carrière – que teve seus textos filmados por Luís Buñuel, Hector Babenco, Milos Forman, Volker Schondorff, Nagisa Oshima, Jean-Luc Godard, entre outros – disse em uma entrevista:

"O que salva a humanidade é o tédio". E continuou mais ou menos assim: "As pessoas assistem a programas ruins por anos, aí um dia sentem tédio e mudam de canal, ou vão fazer outra coisa".

Li isso faz muito tempo. Nunca esqueci. As palavras do Carrière me esperançaram. Tenho certeza que o tédio salvará, numa data futura, os fãs do BBB, do Fantástico, do Painel da Globo News. Aliás, o tédio já me salvou de algumas obsessões e até de paixões prolongadas.

Tédio, palavra latina, tem ligação direta com desprazer e cansaço. Vale perguntar: o desprazer leva ao cansaço, ou o cansaço leva ao desprazer? Parecido com o clássico slogan da Tostines: Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?

Certa vez surpreendi meu sobrinho Jerônimo, quando ele tinha cinco anos, com uma expressão de inequívoco tédio. Perguntei no que ele estava pensando. O garotinho respondeu com um suspiro longo. Daí me recordei que eu também sentia tédio quando criança.

Sensação de morte em vida. Nada a fazer. Meu saudoso cachorro Chico também dava umas suspiradas de puro tédio. Eu desassossegava, pois não conseguia conversar com ele. Sempre fui péssima com línguas estrangeiras.

Nada mais difícil do que tentar entabular comunicação com alguém atacado de tédio. Nenhuma sílaba flui, nem pensamento se completa. Tenho a impressão que o poderoso tédio corta sinapses.

Fugir dele é possível? Só desfazendo o foco. Pode ser simples como trocar a posição da bunda na cadeira. Complicado como mudar de companheira ou companheiro. Ou ainda mudar de patrão, padaria, salão de beleza, partido político.

Eu acreditava que o tédio era sentimento nefasto até ler a entrevista do mestre roteirista Jean-Claude Carrière. Depois dela, entendi o papel altamente revolucionário de se entediar.

Bem como, o poder de uma de suas manifestações: o bocejo. Agora se bocejo ao ler um livro, passo para outro. Se bocejo ao ouvir uma ideia, desconfio.

Ops! É bom parar com essas linhas. Vai que você comece a se entediar. Seria desastroso para mim. Talvez para evitar o tédio do leitor, escrevinhadores devam produzir textos mais curtos e bem variados.

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Hoje vou sair para encontrar tudo de bom que a vida me preparou


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
28 de fev de 2017 20:53

Por Valéria Amado

Decidi que posso, devo e mereço. Hoje me vestirei com sapatos novos e ânimo renovado para deixar que a vida me despenteie a gargalhadas, danças e abraços. Porque tudo que é bom despenteia o cabelo e alvoroça a alma, e penso que já é hora de encontrar novamente essa sensação quase esquecida.

Todos passamos por épocas em que de repente dizemos "chega". O cansaço mental ou a pressão do nosso entorno vão nos arrancando, uma a uma, cada escama dessas caudas de sereia que antes tínhamos para nadar em liberdade por nossos oceanos pessoais. Contudo, dizer "chega" nem sempre é suficiente para provocar a mudança que desejamos. 

"Precisamos fazer as coisas ordinárias com um amor extraordinário."
-Teresa de Calcutá-

Frases como "eu mereço o melhor", "é hora de me colocar em primeiro lugar" ou "tenho direito de ser feliz" são como adágios que repetimos vez após vez mas que não acabam por exercer efeito algum. Apesar de intuir que ao virar a esquina a vida pode ter reservado alguma coisa boa, não é nada fácil dar um passo em direção ao extraordinário, especialmente se a nossa mente está obstinada em continuar aderindo à corrente. Ao previsível.

A mudança em direção ao sublime não precisa de agendamento prévio. Não é preciso marcar hora, ou aguardar uma estrela cadente para lhe pedir um desejo. Uma vida mais feliz só precisa de uma coisa: um cérebro mais feliz.

O cérebro cansado e as janelas fechadas

Você já parou para pensar em quantos pensamentos temos ao longo do dia? Os neurologistas adoram esse tipo de questões, então não demoraram muito para nos dar uma resposta: ao redor de 50.000. Contudo, cabe dizer que quase 80% deles não servem para absolutamente nada. A maioria são repetitivos, mecânicos e inclusive obsessivos.

O cérebro cansado é o eco de uma mente infeliz. Este trem de pensamentos debilitantes viaja pelos trilhos do "se eu tivesse", "os outros me deixassem" ou "me sinto incapaz". Às vezes, nessas estradas tão inférteis e inóspitas, a mente culpa aqueles que nos rodeiam por todas e cada uma das nossas próprias desgraças. Desta forma, alimentamos ainda mais o motor do cérebro cansado, da mente dispersa e sem capacidade de resolução.

Mas fechar as janelas do nosso cérebro desta forma nos fará ouvir apenas o eco de um ruído fantasmagórico: aquele que traz medo, indecisão, desespero. Uma boa ideia para entrar em contato com as coisas boas que a vida nos oferece tem a ver com uma atitude aberta, que permita que na nossa mente existam dois processos maravilhosos: a reciclagem e a criação.

Certamente, na sua intenção de cuidar do meio ambiente e do planeta, você costuma reciclar. A nossa mente também precisa de uma "manutenção" semelhante. Boa parte dos nossos pensamentos não servem para nada: são nocivos. Então, em vez de acumulá-los precisamos reciclá-los. Para isso, nada melhor do que transformar um "não posso" em um "eu mereço a oportunidade de tentar".

Além de reciclar, teremos uma mente saudável se nos afinarmos na hora de criar e cuidar dos nossos próprios pensamentos. As ideias, os propósitos e as atitudes novas criam, reforçam ou enfraquecem conexões entre os neurônios do nosso cérebro. Novos pensamentos, novas e poderosas emoções para dizer adeus a essa mente cansada de janelas fechadas.

O bom da vida: a capacidade de assumir novas perspectivas

Para compreender a magia do nosso cérebro e de nossas emoções sugerimos que você faça um pequeno teste. Pegue uma fotografia ou imagem com uma bela paisagem. Agora coloque o seu nariz completamente colado à imagem. Ao tentar focar a sua atenção ao que vê, a única coisa que você consegue enxergar é um borrão amontoado e pouco inspirador.

Nossa mente cansada funciona do mesmo jeito. É pouco enriquecedor o que se enxerga a partir dessa perspectiva. Contudo, se nos afastarmos, pouco a pouco se abrirá um mundo cheio de possibilidades e de belezas inspiradoras. Distanciar-se de muitas das coisas que nos rodeiam é uma coisa positiva. Nos dá a possibilidade de ganhar consciência de que nada, absolutamente nada, tem tanto poder sobre nós para nos escravizar.

 

Dicas para sermos receptivos às coisas boas que a vida pode nos dar

A Universidade da Califórnia realizou um trabalho interessante sobre a felicidade orientado a partir do campo da neurologia que se mostrou tanto prático quanto revelador. A pesquisa levou a um livro intitulado "Train your brain to get happy". Nele, explica-se como os pensamentos produzem mudanças em "nossas células cinzentas" para criar um poderoso tecido emocional onde respiram o equilíbrio e o bem-estar.

  • Para ser mais permeável às oportunidades de nossos próprios contextos não basta dizer a si mesmo: "vou sair para encontrar a minha felicidade". Antes de instaurar novos pensamentos, é preciso derrubar os velhos. 
  • Às vezes fazer perguntas a nós mesmos nos obriga a colocar nossa atenção sobre essas interrogações e a destinar recursos para resolvê-las. Por exemplo, em vez de dizer para si mesmo "quero ser feliz", é melhor se perguntar "o que me impede de ser feliz?". Uma vez proposta esta questão, é hora de refletir.
  • Por outro lado, existem aspectos que deveríamos levar em consideração. A pessoa que deseja ser mais feliz não se compara com os outros, nem nutre a sua linguagem com os tempos condicionais ("se eu tivesse isto", "se eu fosse como", "se os outros percebessem que…")

Fale do presente, seja firme nos seus propósitos e não meça as suas capacidades com base nos outros. Cultive um pensamento inspirador, estimulante e criativo. Lembre-se, acima de tudo, de que somente as mentes abertas veem o extraordinário onde outros apenas percebem coisas corriqueiras.

Imagem de capa: Shutterstock/Elena Ilyasova

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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FAZER CARA DE PAISAGEM NOS LIVRA DE MUITOS PROBLEMAS


Fãs da Psicanálise – Prof. Marcel Camargo
27 de fev de 2017 19:12

Com menor ou maior frequência, sempre haverá aqueles dias em que desejaremos jamais ter saído da cama, em que nada parecerá dar certo, em que nada do que dissermos será entendido como queríamos, em que nada nos fará sorrir.

Muito do que nos acontece é resultado de nossas próprias ações, mas também seremos importunados por todo tipo de gente que não fará outra coisa a não ser perturbar a paz de qualquer um.

Um dos maiores favores que poderemos fazer a nós mesmos, nesses casos em que alguém se encarrega de pesar o ambiente com fofoca e outros tipos de maldade gratuita, sempre será lutarmos contra a nossa vontade de explodir, para que não nos desequilibremos por conta de seres desprezíveis.

Quanto mais esquentarmos a cabeça, quanto mais tentarmos esbravejar e mostrar descontentamento, menos fortalecidos ficaremos, uma vez que o esgotamento emocional acaba por trazer danos também ao nosso físico.

Tentar argumentar com quem não ouve ninguém além de si mesmo sempre será uma tarefa inglória e qualquer batalha que tentarmos travar contra suas maledicências não surtirá resultados dignos, uma vez que essas pessoas só trazem sujeira e inverdade aos ambientes, pois é somente isso que possuem dentro de si, é somente isso que têm a oferecer.

Jamais conseguirão assumir o mal que carregam, simplesmente porque não possuem caráter suficiente para arcar com o que dizem e/ou fazem.

Leia mais: Dias ruins: a gente não precisa dançar conforme a música

Apesar de se tratar de um esforço sobre-humano, manter a calma, o ar de que não percebemos nada nem nos importamos com as tramoias alheias nos poupará de muitos dissabores e de atitudes inúteis de tentar por em ordem a desordem moral de quem age sem pensar nos sentimentos de ninguém.

Porque quem age de forma vil e antiética tem o coração vazio, sendo incapaz de demonstrar arrependimento e de pedir desculpas a quem quer que seja, afinal, posam como se nunca fossem culpados de nada.

Leva muito tempo para nos acalmarmos, após termos entrado em meio a tempestades que não foram por nós provocadas, ou seja, sabermos nos desviar dos contratempos que envolvem inverdades sobre nós, enquanto mantemos o semblante em estado de serenidade, é a atitude mais adequada a ser tomada.

Leia mais: Cortando o cordão umbilical: os problemas da sua família não são seus

Não tem outro jeito, aliás, não existe nada melhor do que voltarmos olhos serenos na direção dos redemoinhos em que os próprios infelizes se afogam sozinhos.

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Amor não é apego (nem sofrência, pfv)


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
27 de fev de 2017 20:32

Por Cristina Parga

Desde pequenos fomos ensinados a pensar em amor e apego como quase sinônimos, e a encarar com alguma benevolência um ciúme "saudável", ou o medo de perder o amado(a) como prova de que realmente o que se sente é amor. Séculos de literatura, arte e poesia na nossa sociedade ocidental nos moldaram a pensar assim – isso desde as dores do amor romântico do jovem Werther, passando por Lady Gaga,  até os cantores atuais da sofrência. Os budistas lidam melhor com a questão – recomendo palestras do Dalai Lama e da monja Jetsunma Tenzin Palmo sobre o tema. Fácil de achar no youtube.

É claro, eu, como a maior parte dos mortais, compreendo racionalmente a diferença entre os dois sentimentos – mas daí a separar apego e amor dentro do coração, são outros quinhentos. Lembro de ouvir palestras e ler sobre o assunto e literalmente passar por cima dele – afinal, eu entendia a ideia mas não via como colocar em prática. Era abstrato demais. Algo que só pessoas muito evoluídas espiritualmente ou com décadas de análise talvez pudessem sentir. Mas não. Um dia aconteceu. E foi num sonho.

Parênteses: Alguns dos nossos melhores insights vêm nos sonhos – não levante correndo para engolir um café e correr para o escritório. Tire pelo menos uns 5 minutos para ouvir o que o seu mundo interno tem a dizer quando você dorme e a consciência relaxa. Anos depois de um término, sonho que recebo uma carta. Uma embalagem com carimbo e selo de algum país distante. Abro o pacote e encontro um casaco cinzento e antigo, com bandeirinhas, selos e brasões de vitórias passadas. Dentro, uma foto minha. E um poema, numa letra e língua que não consigo entender.

No sonho, vestida com aquele casaco de tantas guerras, percebia que era eu quem ele buscava. A pérola invisível, escondida no conteúdo translúcido da concha. E que ele, debaixo de tantos brasões e realizações, de tantas máscaras a que a vida nos obriga a usar para vencer no mundo, também era. The real deal. O czar medroso, generoso e puro que se esconde por trás da armadura, para não doer mais. É, mas não sabe. Nem quer saber. Quando irá acordar, meu deus?

Nunca – diz meu coração. E de repente me sinto aliviada, sem aquele peso. Porque não preciso de mais nada. O que sinto é suficiente – e enorme o bastante para me fazer querer viver muito mais. Ainda no sonho, passo por aquela rua, aquela casa. Fecho as janelas do táxi, fecho os olhos. Deixo ir.

Estou na praia, sozinha. Observo as ondas à noite e contenho meu desejo de me fundir ao céu e mar noturno. Entre os dedos seguro uma, duas, três conchas – as mais bonitas depois da ressaca. Com cada uma delas pesando suave na mão, espero pelo dia em que possa entregar a dele – o amuleto que o protegeria do mundo cão em que ele (sobre)vive. Esse dia não vai chegar, olho para o mar e sei. Mas isso não muda nada. Nem me faz querer nada que não seja pura oferta da vida, do mar. Do mundo.

Querer, querer. Só queremos. Queremos ter tudo – e vivemos presos no medo de perder o que "conquistamos". Escuto as ondas indo e vindo e me sinto livre – ainda estou inteira. Cada vez mais. Nossas memórias passam pelo espelho das águas como flashes, mas não trazem saudade – o tempo-espaço é acessível a qualquer fechar de olhos. A cada onda que se quebra no horizonte.

Os budistas dizem que o todo sofrimento vem do desejo (não sou budista e ainda não atingi o nirvana para interpretar corretamente essa frase), e que o caminho para sair da prisão do apego e da dor é deixar ir. Aprender a se bastar. E ficar genuinamente feliz com o crescimento do outro – mesmo que ele tenha escolhido viver longe de você.

Fácil falar, não é? Mas eu juro que num segundo, dentro de um sonho, foi fácil – e a partir daí foi ficando cada vez mais natural.

Porque amor de verdade não precisa do outro. Afinal, o outro está sempre contido dentro do amor. Não como um fantasma – mas como uma constância que faz nosso coração bater mais rápido em cada respirar de maresia, em cada linha de um poema. E não, não dói. A felicidade do outro passa a ser sua também, porque é impossível sentir algo que te completa e expande tanto e ser mesquinho, querendo aprisionar o que só existe quando há entrega – e para haver entrega é preciso haver liberdade.

Amor de verdade é gratuito e autossuficiente, eterno no tempo como uma onda sonora que se propaga infinita, repercutindo no espaço. No espaço, em algum lugar, nós. Lembra?

Não, você não lembra. Mas não faz mal. Eu lembro por nós dois.

Imagem de capa: Shutterstock/Eakachai Leesin

TEXTO ORIGINAL DE OBVIOUS

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A rejeição é a ferida emocional mais profunda


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
27 de fev de 2017 20:32

Por Gema Coelho

Há feridas que não são vistas, mas que podem se alojar profundamente em nossa alma e conviver conosco pelo resto das nossas vidas. São as feridas emocionais, as marcas dos problemas vividos na infância e que determinam, muitas vezes, como será nossa qualidade de vida quando adultos.

Uma das feridas emocionais mais profundas é a da rejeição, porque quem sofre com ela se sente rejeitado internamente, interpretando tudo o que acontece ao seu redor através do filtro da sua ferida, se sentindo rejeitado em situações em que, na verdade, não é.

Vejamos com mais detalhes no que consiste esta ferida.

 

Origem da ferida emocional da rejeição

Rejeitar significa resistir, desprezar ou recusar, o que podemos traduzir em "não amar" algo ou alguém. Essa ferida nasce da rejeição dos pais para com seus filhos ou, às vezes, por se sentirem rejeitados por seus progenitores, mas sem realmente haver intenção por parte deles.

Diante das primeiras experiências de rejeição, a pessoa começa a criar uma máscara para se proteger deste sentimento tão comovente, que está ligado à desvalorização de si mesmo e que se caracteriza por uma personalidade tímida, segundo as pesquisas realizadas por Lise Bourbeau. Assim, a primeira reação da pessoa que se sente rejeitada será fugir, por isso não é de se surpreender que crianças que se sintam rejeitadas inventem um mundo imaginário.

Nos casos de superproteção, além da faceta superficial mascarada de amor, a criança pensa que é rejeitada por não ser aceita como é. A mensagem que chega a ela é de que suas capacidades não são válidas e por isso ela precisa ser protegida.

Como é a pessoa que tem uma ferida de rejeição

Parte da nossa personalidade é formada a partir das feridas emocionais sofridas na infância. Por essa razão, a pessoa que sofre da ferida da rejeição se caracteriza por se desvalorizar e buscar a perfeição a todo custo. Esta situação vai levar a pessoa a uma busca constante de reconhecimento pelos outros, desejo que vai demorar a ser saciado.

De acordo com Lisa Bourbeau, a ferida é causada pelo progenitor do mesmo sexo e, diante disso, a busca de amor e reconhecimento será mais intensa, sendo muito sensível a qualquer comentário que proceda dele.

As palavras "nada", "inexistente" ou "desaparecer" fazem parte de seu vocabulário habitual, confirmando a crença e a sensação de rejeição que está tão impregnada. Dessa maneira, é normal que a pessoa prefira a solidão, porque se ela receber muita atenção, existirão mais possibilidades de ser desprezada. Se tiver que compartilhar experiências com mais pessoas, tentará passar despercebida, sob a capa que constrói para si mesma, sem falar muito – isso se falar -, apenas para diminuir seu valor diante de si mesma.

Além disso, vive em uma ambivalência constante porque quando é escolhida, não acredita e rejeita a si mesma, chegando até mesmo a sabotar a situação; e quando não é escolhida, se sente rejeitada pelos demais. Com o passar do tempo, a pessoa que sofre desta ferida e que não a cura pode se tornar rancorosa e passar a sentir muito ódio, fruto do intenso sofrimento vivido por ela.

Quanto maior a profundidade da ferida, maior a probabilidade de ser rejeitada ou de rejeitar os demais. 

Curar a ferida emocional da rejeição

A origem de qualquer ferida emocional provém da incapacidade de perdoar aquilo que os demais fizeram conosco, ou que nós mesmos fizemos.

Quanto mais profunda for a ferida da rejeição, maior será a rejeição de si mesmo ou dos demais, o que pode ser escondido através da vergonha. Além disso, haverá uma maior tendência à fuga, mas isso é apenas uma máscara para se proteger do sofrimento gerado pela ferida.

A ferida da rejeição pode ser curada prestando uma atenção especial à autoestima, começando a se valorizar e a reconhecer por si mesmo, sem precisar da aprovação dos demais. Para isso:

  • Um passo fundamental é aceitar a ferida como parte de si mesmo para poder liberar todos os sentimentos presos a ela. Se negarmos a presença do nosso sofrimento, não poderemos trabalhar para curá-lo.
  • Uma vez aceita, o passo seguinte é perdoar para se libertar do passado. Em primeiro lugar, a nós pela forma como tratamos a nós mesmos, e em segundo lugar, aos demais, porque as pessoas que nos feriram provavelmente também sofriam de alguma dor ou experiência profunda de dor.
  • Começar a se tratar com amor e se priorizar. Prestar atenção a nós mesmos e dar amor a si próprio. O valor que merecemos é uma necessidade emocional imprescindível para continuar crescendo.

 

Embora não podemos apagar o sofrimento vivido no passado, sempre podemos aliviar nossas feridas e ajudá-las a cicatrizar para que sua dor desapareça ou, pelo menos, se alivie. Porque, de acordo com o que Nelson Mandela disse, de alguma forma somos capitães da nossa alma.

Imagem de capa: Shutterstock/Tonktiti

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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Como lidar com a perda de uma mãe?


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
27 de fev de 2017 20:32

Por Raquel Baldo

Olá, a perda de uma mãe, normalmente está na lista dos lutos mais doloridos e longos na vida de uma pessoa. Quando se há uma relação forte, sentimental e intima com a mãe, independente a idade, a reação de luto dolorido é certa.

Para crianças, adolescentes e jovens adultos, esta perda geralmente traz consigo o desnorteamento da vida, pois a mãe é uma figura, principalmente em nossa cultura, ligada a segurança, aconchego, orientação e refugio. Então quando uma mãe morre é tudo isso que parece morrer com ela, inclusive para com adultos, que já possuam sua família. Apesar de já haver construído segurança em si mesmo e ter conquistado espaço na vida, com seu trabalho e família, a mente emotiva resgata, nesta hora de perda, que seu símbolo de segurança, exemplo, referencia emocional e racional foi embora e a sensação é de medo, e incertezas.

O espaço vazio que uma mãe deixa ao morrer, não é gerado por ela, e sim pelos filhos que ficam.

Tudo vai depender de cada historia, cada relação, cada impacto vivido com essa perda.
Mas de uma forma geral pode-se dizer que para lidar com essa perda tão significativa é preciso respeito, respeito de si mesmo com sua dor, momento e sentimentos, assim como por parte dos outros. O choro é a maior forma de expressão dos sentimentos, e é muito comum. Não há porque segurar, chore se sentir vontade. Fale sobre sua mãe, relembre os momentos bons e assuma a saudade e a dor que sente.


Verbalizar dá espaço para esvaziar os sentimentos e entrar em contato com eles. Muitos dizem por ai, como: não chore, não fale disso, não fique triste. Sugiro sempre que faça o contrario, fale sim sobre ela, chore, sinta raiva (pois sentimos raiva com essa perda), saiba que a tristeza é grande e assuma para você e para quem for preciso.

o tempo de alivio ou de passar a dor, é relativo, há casos que levam meses, outros levam anos, tudo depende de quem está passando por isso. Não tenha pressa, sua mente estará tentando se adaptar a esta ausência e tentando redirecionar a fonte se segurança e aconchego para outras referencias em sua vida e isso leva tempo.

Uma mãe não será esquecida ou substituída e por isso o Luto é tão dolorido e lento.

Se em algum momento acreditar que esta perda, sensação de tristeza interfere em sua vida pessoal, profissional ou familiar, por ter dificuldade de continuar adiante sem sua mãe, sugiro uma ajuda psicológica para orientação e acolhimento, mas somente neste caso

Espero ter ajudado
Atenciosamente.

Imagem de capa: Shutterstock/bestjeroen

TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA

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32 FILMES PARA CHORAR SEM CULPA E DISPONÍVEIS NO NETFLIX


Fãs da Psicanálise – Fãs da Psicanálise
27 de fev de 2017 21:13

Alguns dos filmes da lista abaixo, disponíveis na Netflix, me fizeram chorar. Se não derramei lágrimas, ao menos fiquei muito comovido. É muito fácil fazer um espectador chorar. O difícil é fazer chorar sem escorregar no sentimentalismo, no dramalhão, na pieguice.

Acho que todos os filmes que escolhi têm a qualidade de emocionar sem precisar carregar nas armadilhas do gênero. Se a sua intenção é chorar sem culpa no sofá, siga minhas dicas.

Um Dia (2011) – Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) se conheceram na faculdade, em 15 de julho. Esta data serve de base para acompanhar a vida deles ao longo de 20 anos. Neste período Emma enfrenta dificuldades para ser bem sucedida na carreira, enquanto Dexter consegue sucesso fácil, tanto no trabalho quanto com as mulheres. A vida de ambos passa por várias outras pessoas, mas sempre está, de alguma forma, interligada.

O Natal dos Amigos Indiscretos (2012) – Um grupo de amigos não se encontrava há 15 anos, mas durante um feriado de Natal, todos conseguem se ver novamente. O reencontro desperta as velhas amizades, os antigos amores e também as brigas passadas.

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008) – Brad Pitt estrela esta incrível e comovente história de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo da vida.

Extremely Loud & Incredibly Close (Tão Forte e Tão Perto) (2011) – Um garoto muito inteligente embarca numa jornada por Nova York atrás de uma chave que pode desvendar um segredo envolvendo seu pai (Tom Hanks), que morreu nos atentados de 11 de Setembro de 2001. Dica: na Netflix, pesquise o título em inglês.

Direito de Amar (2009) – Colin Firth interpreta um professor que, na década de 60, perde seu companheiro e é impedido pela família dele de comparecer aos funerais.

Um Olhar do Paraíso (2009) – Também foi dica de um "anônimo" e realmente comove a história do espírito de uma menina que observa o cotidiano de sua família.

My Name Is Khan (2010) – Embora não tenha visto, gostei da dica do Flávio Henrique deste filme indiano.

O Escafandro e a Borboleta (2007) – A história verídica de um jornalista que, com o corpo totalmente paralisado, escreveu um livro só com o piscar de um olho.

Amor Além da Vida (1998) – O reencontro de um casal no céu em visual de cores deslumbrantes.

Entre Dois Amores (1985) – Meryl Streep e Robert Redford num clássico romântico ambientado na África.

Leia mais: 7 filmes feitos por mulheres que você precisa ver

Clube de Compras Dallas (2013) – A amizade de um cowboy machão e uma travesti, ambos infectados pelo vírus da Aids na década de 80.

Little Boy (2015) – O menino que, apostando em sua fé, tenta trazer seu querido pai de volta dos combates da II Guerra.

A Escolha de Sofia (1982) – Meryl Streep ganhou o Oscar no papel de uma polonesa durante a II Guerra, que toma a mais difícil decisão de sua vida.

Já Estou com Saudades (2015) – Duas amigas inseparáveis atravessam um drama em família quando uma deles descobre estar com câncer

As Vantagens de Ser Invisível (2012) – A dificuldade de um jovem tímido em lidar com suicídio do melhor amigo.

Tudo sobre Minha Mãe (1998) – Um Almodóvar que emociona no relacionamento entre mãe e filho.

Leia mais: 10 Filmes para Almas Sensíveis (e Chorar Litros)

Preciosa (2009) – A trajetória de uma adolescente negra e pobre, que é violentada pelo pai e abusada pela mãe. Mas tem alguém disposto a ajudá-la.

A Lista de Schindler (1993) – Um dos impactantes registros da II Guerra, dirigido com delicadeza e pulso firme por Steven Spielberg.

O Menino do Pijama Listrado (2008) – A amizade de dois garotos, um deles preso num campo de concentração durante a II Guerra.

Marley & Eu (2008) – Começa como um divertida comédias, mas aconselho pegar a caixa de lenços no fim do filme.

Pronta para Amar (2011) – Uma jovem que leva a vida na base da alegria descobre que tem uma grave doença.

Sempre ao seu Lado (2009) – Richard Gere tem um cachorro que o acompanha todos os dias até a estação de trem. Mas um dia…

Toy Story 3 (2010) – Quem brincou na infância (e quem não brincou?) vai ficar com os olhos cheios de lágrimas com o desfecho da trilogia de animação.

O Impossível (2012) – Uma história verídica de uma família que foi separada pela tragédia do tsunami no Sudeste Asiático.

Em Busca da Terra do Nunca (2004) – Um teatrólogo faz amizade com uma viúva e se apega aos quatro filhos dela.

Up – Altas Aventuras (2009) – Sim, é uma divertida aventura em animação. Mas tem dois momentos de partir o coração.

Filadélfia (1993)– Um advogado é demitido da empresa após descobrirem que ele é portador do vírus da Aids. Contrata, então, um homofóbico para defendê-lo nos tribunais.

Além da Vida – Clint Eastwood dirige este comovente drama sobre três histórias envolvendo o espiritismo.

Leia mais: 10 filmes que abrirão sua mente

Sete Vidas (2008) – Um homem tem o dom de mudar o destino de pessoas que não conhece. Até o dia em que se apaixona por uma mulher.

O Som do Coração (2007) – Um menino órfão é criado por um estranho com más intenções.

Intocáveis (2011) – A improvável amizade entre um rabugento milionário paraplégico e seu explosivo cuidador negro.

 

Fonte: Veja SP

Autor: Miguel Barbieri Jr.

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‘Dar voz à criança não pode significar que ela esteja no comando’, dizem psicólogas


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
27 de fev de 2017 22:33

Por Amanda Mont'Alvão Veloso

As cenas são até frequentes: crianças que reinam em seus lares e alteram completamente a rotina – e o tempo de sono – dos pais , além de definir o que entra e o que sai do carrinho do supermercado ou se vai ser possível fazer a tão planejada viagem.

Colocar os filhos em um pedestal – a psicanalista Marcia Neder chama isso de infantolatria  – tem mostrado seus dissabores e reveses já há algum tempo. Principalmente se o assunto for limites – ou falta de limites, assim como a dificuldade com as frustrações e o desrespeito aos pais.

O que teria ocorrido em nossa cultura para que as situações acima se tornassem tão conhecidas e angustiantes? A estrutura familiar se tornou mais democrática, as mulheres conquistaram direitos e, perante a lei, as crianças deixaram de ser objetos de tutela e passaram a ser sujeitos de direito. Ainda que essas transformações estejam em processo, houve muitas conquistas — e somos todos cidadãos diante do Estado.

O efeito disso é uma ampliação da liberdade de fazer escolhas e ter uma vida mais criativa e satisfatória, explicam as psicólogas Lulli Milman e Julia Milman, autoras de A vida com crianças, lançado recentemente pela editora Zahar. Porém, há também efeitos que demandam atenção, como a sensação de desorientação na criação dos filhos e uma certa horizontalização das relações, o que abre caminho para que se deixem na mão de crianças decisões que devem caber aos pais.

"As crianças precisam dos adultos para viver, física e subjetivamente", enfatizam Lulli e Julia, que são mãe e filha.

"Dar voz à criança não pode significar que ela esteja no comando. Ela não tem instrumentos físicos nem psíquicos para assumir esse papel; então, o adulto deve se responsabilizar diante da criança. De outro modo, ela se sente desamparada."

As crianças são capazes de entender a importância das regras a partir da observação de que os adultos também estão submetidos a isso

No livro, as autoras levantam questões, dão dicas e sugestões sobre assuntos variados. Todos eles têm em comum os cuidados de um adulto com as crianças: guarda compartilhada; vantagens e desvantagens de creches, avós ou babá; o tempo de uso de chupeta e mamadeira; amamentação; dormir com ou sem os pais; problemas de alimentação; bons modos à mesa; brigas; castigos; sexualidade infantil; falar de sexo com crianças; bullying e a relação com celulares e internet.

Em um contexto de queixas frequentes quanto ao desrespeito dos filhos, as estratégias de educação e punição são repensadas o tempo todo, em substituição às surras e ações muito severas, bastante utilizadas no passado.

Segundo as psicólogas, é esperado que a criança queira colocar seus desejos, preferências, insatisfações e resistências ao modo do adulto educar e cuidar. O problema é quando as imposições da criança representem perigo, não sejam possíveis de realizar ou destoem do planejamento do adulto.

"Nesses momentos é preciso ser firme e fazer valer a sua palavra. A relação de respeito caminha junto com a construção da confiança."

Não se pode ignorar, porém, as diversas situações em que os próprios adultos infringem as regras de convivência e as limitações (não podemos fazer tudo que queremos). É o famoso exemplo vindo dentro de casa. Se a criança testemunha os pais burlando uma regra, é natural que ela repita o que foi feito.

"A convicção do adulto de que não é possível satisfazer todos os nossos desejos é muito importante na transmissão dos limites para as crianças. Elas são capazes de entender a importância das regras a partir da observação de que os adultos também estão submetidos a isso."

Falta de tempo

O tempo de convívio com os filhos, muitas vezes sacrificado pelos compromissos com o trabalho e por uma rotina cheia de atividades do adulto, é outro problema recorrente nas relações familiares. Muitas vezes a compensação aparece na forma de um brinquedo novo, ou de um afrouxamento nas broncas necessárias.

As psicólogas são enfáticas: o tempo compartilhado não é substituído pelos presentes e não compensa a ausência dos adultos responsáveis pela criança.

"Vivemos em um mundo de consumo exacerbado e da falsa impressão de que é possível substituir as relações humanas pela relação com as coisas, como se a satisfação viesse do que temos."

O novo brinquedo, até então desejadíssimo, fica desinteressante em pouco tempo.

"Basta pensarmos em nós mesmos para saber por quanto tempo e qual a qualidade da satisfação que temos quando adquirimos algum objeto, mesmo que estivéssemos desejando muito tê-lo. Com a criança também é possível observar facilmente quanto tempo dura a interação com um novo brinquedo."

Para as autoras, a presença efetiva e afetiva do adulto é imprescindível para o desenvolvimento saudável da criança.

Criar os filhos é, portanto, uma missão declaradamente difícil e longe da idealização que vemos na propaganda e nas novelas. Certamente não é automático ou sem influência do dia a dia de cada adulto. "É preciso pensar nas escolhas que fazemos, no nosso investimento [afetivo] no filho que escolhemos ter", completam as psicólogas.

Se o tempo não é problema para algumas famílias, a resistência aos programas familiares é um obstáculo para outras. Compartilhar momentos prazerosos pode ser uma solução, sugerem as autoras.

É muito difícil obrigar um filho adolescente a estar junto se não forem promovidos momentos prazerosos, elas explicam. Os pais devem descobrir o que é bom fazer junto. Comer? Ver um filme? Ir à praia? "À medida que estes momentos são estabelecidos, a repetição começa a ser desejada", demonstram.

Buscar os motivos da insatisfação em estar juntos, especialmente quando há adolescentes, é importante. "É preciso ouvir os filhos sobre o que têm vontade de fazer, mas não deve deixar que a decisão fique só na mão deles", ponderam.

Imagem de capa: Shutterstock/Halfpoint

TEXTO ORIGINAL DE BRASILPOST

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7 situações para conhecer realmente uma pessoa


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
27 de fev de 2017 22:33

Muitos de nós temos amigos de uma vida inteira; alguns continuam nos surpreendendo positivamente e, em outras ocasiões, nos decepcionam. Também vamos conhecendo pessoas novas que nos mostram ser adoráveis, e queremos continuar a conhecer e a compartilhar coisas com elas, pois a companhia é bem agradável.

Mas conhecer uma pessoa em profundidade, com toda sua parte positiva e negativa, é algo que implica mais intimidade, muitas horas, muitas situações distintas e compartilhar mais do que apenas um jantar ou uma noite de festa.

Ainda assim, mesmo tendo compartilhado muito tempo e muitas experiências boas e ruins, existem situações concretas nas quais se conhece realmente uma pessoa. Vamos repassá-las, algumas mais sérias e outras mais banais, mas todas elas nos permitem ver aspectos internos dessa pessoa que desconhecíamos.

Situações de estresse

Quando uma pessoa se encontra em uma situação estressante, ainda que não seja grave, podemos saber muitíssimas coisas sobre ela pela forma como ela aborda essa situação.

Ela pode ficar nervosa, agressiva, incapaz de pensar com clareza, não buscar soluções ou até mesmo apenas reclamar (pessoas menos indicadas) ou inclusive culpar os outros pelo que aconteceu.

"Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal."
-Maya Angelou-

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Também podemos ver uma atitude de evitação, delegando responsabilidades para os outros porque considera que não é capaz de fazer algo ou porque não tem motivos para fazê-lo.

Essas situações são do tipo menos importante, mas a forma como uma pessoa se comporta perante os estresses menores nos vão dar uma ideia de como ela pode lidar com situações de maior estresse por assuntos mais sérios.

 

Situações nas quais a pessoa precisa de você e outras em que não precisa

Não se trata de uma pessoa só falar com você para pedir um favor e deixar de falar quando você já o tiver feito (o que acontece). Trata-se dessas relações em que uma das partes se relaciona com outra, mas quando já não lhe interessa por vários motivos, deixa de lembrar de você.

Por exemplo, uma colega de faculdade com quem você fazia todos os trabalhos e compartilhava tempo livre, e quando termina a faculdade se mostra fria e distante. Aquela amiga com quem você saía e depois de começar a namorar você sabe pouco ou nada sobre ela. Aquela pessoa a quem você ofereceu ajuda para mudar para outro país e de repente te ignora quando já está instalada…

Saber quando o seu amigo ou amiga precisa de você e quando não precisa lhe dará uma pista de como essa pessoa realmente é. Apesar do que ela lhe disser, o mais importante é observar seus atos.

Situações de convivência

A convivência é a prova definitiva se você quiser saber como uma pessoa realmente se comporta. A maneira de respeitar o seu espaço, de respeitar suas coisas, de não discutir por coisas absurdas… Você percebe se a pessoa é capaz de compartilhar ou simplesmente seguir a sua vida na sua casa, que muitas vezes parece qualquer coisa, menos algo compartilhado.

Você percebe se ela é capaz de separar um tempo para falar um pouco sobre as coisas que lhes preocupam, se ela te ajuda se você ficar doente, se não se compromete em assuntos de contas, reuniões ou uma falha simples na casa de vocês.

Dá para perceber se ela é independente de forma saudável ou se é egoísta de forma clara e evidente em tudo que faz, e também se a pessoa se mostra simpática na rua e trata os outros de forma hostil na convivência.

Situações em que ela fala dos outros para você

Comentar sobre os outros é algo normal, principalmente quando duas pessoas compartilham o mesmo grupo de amigos ou se desenvolvem em um ambiente comum (profissional, esportivo, social…). Mas falar dos outros não implica faltar o respeito.

Em vez disso, julgar continuamente o que ela faz, considerar se a vida dela é melhor ou pior do que a sua ou contar coisas íntimas dessa pessoa pode dar alguma pista sobre quem está do seu lado.

Situações de dificuldade econômica

É difícil saber quando um amigo é realmente egoísta. É preciso perceber quando uma pessoa te faz um favor só porque você já fez outros para ela e porque sabe que, talvez, você irá recompensar o favor mais tarde. Mas essa generosidade é falsa, isso não deixa de ser interesse.

Quando passamos por uma dificuldade econômica e essa pessoa não leva em conta a nossa situação e, além de não oferecer ajuda, ainda reclama de algo injusto do passado, nos damos conta de que tipo de pessoa temos como amiga.

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Ela inclusive pode chegar a nos emprestar algum dinheiro, mas vai fazer isso com relutância, nos perguntando sempre quando vamos devolver (sem que esteja precisando neste momento) ou falando com os outros sobre o quanto fez por nós, deixando-nos em uma posição bastante desagradável.

Situações relacionadas com as suas alegrias

Um amigo deve estar presente nas horas de alegria e de tristeza. Diz-se frequentemente que as pessoas que não são amigas de verdade te deixam sozinho quando você está passando por um mau momento e só se lembram de você quando trata-se de algo divertido.

Mas pode acontecer o contrário: o amigo que parece te ouvir e que está do seu lado quando tudo dá errado e ainda assim te desvaloriza e te boicota emocionalmente quando as coisas vão bem. Se a sua vida começa a entrar nos trilhos e a pessoa sente inveja ou uma falsa alegria, ela não é para você.

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As pessoas vivem situações estressantes em suas vidas, e é extremamente importante contar com um apoio social que, para nós, pareça válido e caloroso.

"É nos momentos difíceis que a amizade passa por um teste decisivo."

Surpreendentemente, naqueles momentos em que precisamos mais da atenção e do carinho de alguém, podemos encontrar indiferença, palavras de baixo calão ou subvalorização do nosso humor. Podemos até notar uma atitude fria, em que os problemas da outra pessoa continuam acima dos nossos, ainda que estejamos passando por uma situação realmente difícil.

Por isso, cerque-se das melhores pessoas e seja você também uma delas. E nunca se esqueça, trate os outros como gostaria de ser tratado. Uma forte rede de amigos é um tesouro muito valioso que se deve saber construir, manter e apreciar.

Imagens de Nicoletta Ceccoli e Kukula.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

Imagem de capa: Shutterstock/Jacob Lund

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"Se a gente ensina a criança a procurar inimigos ou culpados, ela vai sempre culpar a outra pessoa pelo quê ela esta sentido"


Papo de Homem - É tempo de homens possíveis. Puxe uma cadeira, a casa é sua. – Marcos Bauch
28 de fev de 2017 00:39

Fico contemplando como é comum ver pais apontarem culpados quando a criança se machuca: "Chão feio! Não pode machucar o fulaninho!", "Porta má!" ou coisas parecidas.

Basicamente estamos ensinando as crianças a sempre procurarem culpados na vida, e não em aceitar que na vida a gente vai se machucar, sim, ou ficar chateados, sim, e que o melhor é ter resiliência, auto-compaixão e um coração aberto, capaz de aceitar os altos-e-baixos da vida.

Se a gente sempre ensina a criança a procurar inimigos ou culpados, quando ela tiver sua primeira decepção amorosa (ou ficar desempregada, ou tiver suas expectativas frustradas de alguma forma) ela vai, com certeza, culpar a outra pessoa pelo quê ela esta sentido.

Enquanto que, se ensinarmos à criança de que isso é normal, que não há culpados, que a gente pode acolher nossa dor e ter uma estabilidade interna pra passar por isso, a decepção amorosa vai doer, sim, mas a pessoa vai se recuperar muito mais facilmente e sem criar rancor pela outra pessoa.

[Talvez isso também ajude a diminuir os crimes passionais no futuro.]

***

No meu caso, sempre que o Miguel se machuca, ofereço colo, dou beijos e abraços, assopro o machucado, ajudo ele a entender o que está sentido, acolho a dor dele.

Mas o mais importante: não ofereço garantias de que aquilo não vá acontecer de novo, não aponto culpados e não faço julgamentos, apenas tento apontar as causas e consequências de cada ato.

7 Hábitos para ter uma Vida Mais Saudável:


Luck - Pandora
28 de fev de 2017 03:55

Hábitos para uma vida mais saudável:

A dificuldade de cuidarmos de nós mesmos

Cuidar do corpo e da saúde é uma tarefa essencial para nos mantermos sempre bem, seja por estética/beleza ou pelo lado saudável. Mas nem sempre temos tempo ou disponibilidade para cuidar de nós mesmos, devido à "correria" do dia a dia, a outras tarefas ou até por não sabermos como fazer práticas que sejam boas para nós e para nosso corpo. Fazemos dietas, atividades que prometem ser "milagrosas" para emagrecer, tentamos ir a alguns especialistas e depois de algumas semanas voltamos aos mesmos pensamentos e ações, continuando a nos auto prejudicar.

Acabamos por desenvolver doenças, dificuldades e limitações físicas, tudo por causa da falta de atenção ao lidarmos com nosso corpo. E, além disso, deixamos nossa mente também desenfreada, tendo pensamentos negativos e criando crenças de que "somos assim mesmo" ou de que "essa limitação me pertence".

Mas será que é tão difícil assim ser saudável? Como podemos manter uma vida equilibrada em meio a tantas responsabilidades, tantas tarefas e tantos pensamentos diários?


Começando a ter uma Vida Mais Saudável

Um bom primeiro entendimento para este artigo é que nós, seres humanos, somos seres de hábitos. O hábito é uma característica que acontece pela repetição de uma mesma atividade, seja feita da mesma maneira, ou em um mesmo horário/período, ou até em um mesmo local. O hábito é o que nos faz automatizar grande parte de nossas ações.

Perceba quantos hábitos você tem em sua vida ou seu dia a dia: escovar os dentes da mesma maneira, comer coisas sempre semelhantes, saber dirigir ou andar até sua casa sem nem mesmo pensar no caminho… Estamos cercados e programados de hábitos infinitos, que nos fazem sempre termos os mesmo padrões, as mesmas ações, os mesmos pensamentos e, consequentemente, os mesmos resultados (que podem ser ruins ou insatisfatórios).

Portanto, o ideal, antes de começar qualquer movimento para cuidar de si mesmo ou ser mais saudável, é que entendamos a importância de primeiro melhorarmos nossos hábitos, e criarmos aos poucos os hábitos que vemos como ideais para ter uma vida mais equilibrada.

Não é simples fazer uma mudança de hábito, pois eles muitas vezes estão muito enraizados em nossa maneira de ser. Por isso, devemos estar determinados a mudar alguns aspectos internos para que as possibilidades deles serem efetivos aumentem.

Neste artigo você verá 7 hábitos para ter uma vida mais saudável e torná-los cada vez mais positivos, fazendo com que você não precise sempre estar variando de peso, ou sofrendo com doenças corriqueiras, ou deixando de cuidar do seu corpo e da sua vida. Usamos grande parte desse ensinamento nos treinamentos da Pandora – Evolução Consciente.

E já que estamos falando de mudar de hábitos, vou começar meus conselhos "ao contrário" e de dentro para fora, e de maneira diferente para você ter um entendimento ainda melhor de como aplicar isso de maneira simples em sua vida. Acompanhe!*


*As dicas a seguir têm como base estudos filosóficos, psicológicos e energéticos, vindos de diferentes áreas de saúde ou estudos de consciência humana.

7.O hábito da Atenção

Para começarmos a ter uma vida mais equilibrada e saudável, uma boa dica não é somente mudar nossas ações fora de nós. Mas sim, a atenção que temos dentro de nós, a tudo o que acontece em nossa vida.

Perceber os hábitos que te atrapalham, que te sabotam, que te fazem mal ou que te prejudicam é um passo primordial para melhorarmos nossa vida. E é aí que entra o hábito da atenção. Começar a dar a devida atenção para aquilo que está errado e usar da atenção para mudar para algo positivo. Reflita consigo mesmo: O que hoje está me fazendo mal? Quais pessoas ao meu redor me prejudicam? Quais momentos eu sinto mais sentimentos negativos, como raiva, medo, angústia, e sofro?

Começando a dar atenção a esses pequenos pontos, podemos enxergar as saídas iniciais para "cortar o mal pela raiz", planejando e entendendo primeiro quais passos você pode dar para trocar os maus hábitos por bons hábitos.

É um hábito simples, pois a única tarefa que você tem de fazer é dar atenção. Dando atenção para o que você não dava antes, você pode encontrar várias respostas simples para iniciar as mudanças.

E o hábito da atenção vai além: ele pode também ser usado para começarmos a dar atenção para aquilo que queremos, dando um significado a mais para nossa vida. Por exemplo, dar mais atenção para sua saúde, para seu corpo, para sua autoestima, para o seu bem-estar… E tirar também a atenção somente das reclamações que temos em nosso dia a dia.

Dica: Adote um autodesafio de tirar 5 minutos por dia para refletir e somente praticar a atenção do que está ao seu redor. Veja as paredes, os objetos, as árvores, os pássaros, as pessoas, os elementos, as texturas, ou o que quer que esteja ao seu redor. Isso fará com que a prática da atenção se torne mais constante no seu dia a dia, se estendendo depois para ter atenção em suas ações, seus pensamentos e seus hábitos.

Use da Atenção como uma aliada, em todos os momentos.


6.O hábito do Entendimento

Criar um hábito de entender e refletir mais sobre suas ações, sobre o que está acontecendo em sua vida e sobre como você se comporta em relação ao mundo também é importante para termos uma vida mais saudável. O entendimento é praticar uma mudança de percepção do mundo, enxergando o porque você age da forma que age e porque sempre os mesmos hábitos negativos te limitam a alcançar o que você deseja, seja emagrecer, melhorar algum aspecto ou ser mais feliz.

Praticar o entendimento significa estar disposto a aprender com qualquer situação da vida. Estamos sempre sendo levados por nossos hábitos, e por que não podemos reverter o jogo e mudá-los conscientemente?

Além disso o entendimento nos faz gerar mais empatia, porque praticá-lo exige que observemos as pessoas ao nosso redor, com a atenção, e logo depois pratiquemos o entendimento do porque elas estão agindo do jeito que agem. Entender cada vez mais as pessoas ao seu redor, os ambientes que você convive, as ações que você repetidamente e os porquês de tudo isso vai te gerar uma autonomia muito grande, para decidir cada vez mais qual é o caminho que você quer trilhar.

Dica: Adote um autodesafio de respirar antes de responder as perguntas ou as conversas que você tem com outras pessoas. Perceba que, ao invés de responder reativamente, você pode (e tem o direito) de pensar antes de agir ou responder, e que isso resolve mais os conflitos ou faz com que você evite desentendimentos de situações simples.


5.O hábito da Declaração

Depois de dar atenção e começar a praticar  um melhor entendimento sobre a vida, agora um bom hábito de se adotar é começar a declarar claramente para você e para as pessoas ao seu redor as intenções que você quer melhorar. Pense e fale todos os dias, ou a maior parte do tempo (sem ser inconveniente), aquilo que você tem de intenção positiva para você. A declaração é o que vai fazer você manter a sua intenção presente o tempo todo na sua mente e nas suas ações, e vai se tornar quase que uma qualidade quase natural do seu ser se você praticá-la.

Ao declararmos algo constantemente, nossa mente entende que estamos vivendo aquilo todos os momentos, e começamos a atrair a mudança para nós.

Dica: Ao acordar de manhã, adote um autodesafio de olhar no espelho e dizer para você mesmo, olhando nos seus olhos, a sua intenção para aquele dia. Após isso, desapegue dessa intenção e deixe o dia fluir, como se ela só fosse uma lembrança positiva para te ajudar em momentos difíceis.


4.O hábito da Aceitação

Após praticarmos o entendimento, é mais simples adotarmos o hábito da aceitação. Esse é um autodesafio ideal para não deixarmos as energias negativas nos prejudicarem. Aceitação não tem nada a ver com comodismo, pois estar cômodo é estar parado e não criando mudanças em sua vida. A aceitação é um sentimento de "liberdade", de "deixar ir" aquilo que não faz sentido para você e aceitar que algo aconteceu do jeito que aconteceu. Não temos poder de evitar o que já aconteceu, mas temos poder de aceitar e trabalhar para mudar ou melhorar, se aquilo nos desagrada.

Quando não aceitamos um ocorrido em nossas vidas, ficamos carregando o "fardo" daquilo por muito tempo, o que rouba nossa energia, nos causa diversos sentimentos negativos e nos prejudica para termos a energia necessária de mudar. Portanto, pratique aceitar um pouco mais a vida como ela é e as coisas como são, para que você possa seguir um caminho mais leve e só dando foco para o que realmente importa.

Dica: Adote um autodesafio de praticar a aceitação interna, de cada pequeno acontecimento negativo que você percebe ou tem contato no seu dia a dia. Ao aceitar, observe que aquilo já aconteceu e o acontecido não pode ser mudado. Portanto, deixe ir os sentimentos que te prendem a isso e siga em frente com suas outras atividades.


3.O hábito da Disposição/Organização

Disposição é uma qualidade e um hábito essencial para mudarmos qualquer coisa em nossas vidas, principalmente para adotar um caminho mais saudável. Seguido também de organização, fica infalível para colocar qualquer novo padrão positivo em sua vida. É difícil termos organização ou disposição quando colocamos uma tarefa sem significado em nosso dia a dia, às vezes só porque "achamos que devemos fazer aquilo". A tarefa vai perdendo o sentido e deixamos de ter disposição e organização.

Quando colocamos o significado que aprendemos a buscar com a Atenção e o Entendimento, é mais simples de gerarmos uma vontade maior em realizar o que queremos para nós.

Dica: Comece a praticar auto desafio de manter organizadas as pequenas coisas ao seu redor, seja seu quarto, seu carro, sua mesa ou o que estiver sempre desorganizado. Lembre que para organizar, você precisará de disposição. E isso é uma intenção poderosa de se ter para trabalhar os dois hábitos ao mesmo tempo.


2.O hábito da Moderação

Temos uma tendência a exagerar em muitas coisas: comemos demais ou comemos de menos, curtimos demais nos finais de semana e trabalhamos demais nos dias de semana, fazemos muitas tarefas ao mesmo tempo… Qualquer que seja o exagero, nós estamos sempre querendo mais e mais, como se sofrêssemos uma síndrome de escassez e falta. Isso gera uma necessidade infinita e constante de estarmos nos satisfazendo, a todos os momentos, o que nos deixa "escravos" de nossos prazeres.

A moderação é um hábito de equilíbrio, para experimentarmos pequenas mudanças conscientes em nossa maneira impulsiva de ser, nos levando consequentemente a uma vida mais saudável.

Dica: Adote um auto desafio de moderar um hábito alimentar, ou de moderar uma atividade ou algo que você faz em excesso. Coloque limites para que aquilo não ultrapasse o que é necessário e fique somente numa zona de satisfação.


1.O hábito da Boa Ação

Depois de ter aprendido tantos hábitos internos, de troca de reflexões, pensamentos ou sentimentos que te prejudicam, a ação tem que estar alinhada a tudo isso. Agir cada vez mais em prol daquilo que você acredita, dos significados mais profundos que você tem em sua vida ou do que faz bem para você e para as pessoas ao seu redor.

Fazer boas ações não é somente ajudar quem é necessitado ou fazer algo fora do comum, mas sim alinhar suas ações para que elas sempre estejam criando algo positivo para você e para quem está ao seu lado. Viver de boas ações nos leva a um estado de pensamentos e energias mais positivas, o que consequentemente torna nossa vida mais saudável.

Dica: Crie auto desafios de mudança de ações para boas ações, e pratique 1, 2 ou 3 boas ações em seu dia, que você faça conscientemente para que seja uma boa ação para você ou para uma pessoa que você tem contato.

A intenção maior deste artigo é mostrar que com pequenas mudanças, podemos nós mesmos fazer a nossa vida mais saudável e, além disso, mais positiva e com mais significado. Basta praticarmos bastante as intenções que temos e mudar sempre aquilo que nos incomoda. O poder de mudar e melhorar sua vida é seu!

Se você tiver interesse em conhecer mais sobre os auto desafios, clique no link do site da na minha assinatura e conheça a Pandora.

Espero que faça sentido em sua vida as mudanças positivas e que você possa viver uma vida mais saudável sempre que quiser.

Boas práticas!

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Abrace seus pais enquanto estão aqui….


Fabiola Simoes
28 de fev de 2017 03:55

A música "Trem Bala", de Ana Vilela, tomou conta das redes sociais. A melodia é doce, e a letra fala do essencial. Do tempo que corre apressado, da necessidade de cuidarmos bem uns dos outros, da busca pelo que é realmente importante.

Não por acaso, a estrofe que diz: "Segura teu filho no colo/ sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui…" é o trecho que mais me comove, justamente por ir de encontro ao que acredito.

A vida passa num segundo. Num instante estamos vivendo as primeiras histórias, e no instante seguinte estamos nos despedindo de quem amamos.

É preciso não adiar os abraços que temos a oferecer, os colos que podemos proporcionar, os sorrisos que podemos distribuir, os beijos que podemos dar.

A vida não espera termos maturidade suficiente até que possamos valorizar um terno abraço em nossos pais ou um colo de urso aos nossos filhos.

É preciso sugar o tempo com sabedoria. Entender que trabalho, compromissos e obrigações são importantes, mas jamais poderão ser tratados como prioridades.

Priorizar é reconhecer aquilo que é essencial, o que tem valor, o que deve vir em primeiro lugar. É autorizar a presença de alguém em nossa vida e, ao perceber que esse alguém tem importância, zelar pela relação com respeito, cuidado e carinho. É entender que o tempo leva embora pessoas que nos são caras, e por isso não devemos atrasar nossas demonstrações de afeto, nosso querer bem, nosso "eu te amo" sincero.

Abrace seus pais enquanto estão aqui. Aproveite a companhia dos "velhos" ouvindo com atenção as histórias que carregam dentro de si; o jeito como nos olham revelando que ainda somos "suas crianças"; a maneira como se alegram quando estamos receptivos ao seu amor.

A vida nos cobra muito. É lição do filho para ajudar a resolver, prazos apertados no trabalho, ginástica para emagrecer, roupa pra passar, chão pra limpar, check up anual, faculdade, pós graduação, trânsito e pele boa. Nesse frenesi encontramos poucas brechas para o essencial. Pouco espaço para um café com bolinhos ao lado da mãe ou filme no Netflix ao lado do pai. Faltam pausas amorosas no nosso dia. Momentos em que é preciso brecar o ritmo abusivo da rotina e abraçar a doce calmaria do encontro.

Outro dia minha mãe me esperou na casa dela e eu não fui. Apressada com as lições do filhote e prazos do blog para resolver, disse que não poderia comparecer naquela tarde. Dias depois, ela me contou que tinha colocado a mesa para um café com porcelana especial para mim e mimos para meu filho. Me despedacei. Pedi perdão, é claro, mas meu interior ainda se ressente.

Entre a infância e a velhice há um sopro de vida. Um sopro que deve ser valorizado antes que o tempo transforme promessas em arrependimento. Um instante que deve ser preenchido com saudades não consumadas, abraço aguardado, coragens necessárias, afetos declarados, gentilezas insistentes e acenos temporários.

Sempre me pergunto quanto tempo dura uma vida inteira. Talvez menos do que a gente gostaria e nunca o suficiente para termos realizado tudo. Por isso torna-se primordial não adiar o essencial: café na caneca de ágata, menino na cadeira espiando a mãe fazendo bolacha de nata, sensibilidade revelada durante música antiga, amor vivido, arrependimento esquecido, saudade dizimada, mágoa dissipada, perdão concedido e, principalmente, abraço apertado em nossos pais…

Para Jarbas e Clau, com amor.

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As pessoas inteligentes aprendem com os erros que os outros cometem


A mente é maravilhosa – Daniela Corcuera
28 de fev de 2017 03:56

A ideia de que aprendemos com os erros é uma verdade quase absoluta, sobretudo se formos sempre observadores e analíticos, além de intuitivos, em nossas vidas. Por isso dizem que uma vez que adquirimos o ensinamento de um erro, procuramos não repeti-lo.

Neste sentido, parece bastante simples observar o erro se nós mesmos o cometemos. Mas, e se os erros vêm de outra pessoa? A vida é limitada e não temos muito tempo para errar muitas vezes. Desta forma, por que não olhar os erros que os outros cometem para então evitá-los? Já não é apenas uma questão de tempo, é que fazendo isto também evitaremos sofrer as consequências negativas do erro.

Repetimos os erros com os quais não aprendemos

Desde que nascemos começamos a perceber que errar é uma forma de acertar a médio e longo prazo. Nos primeiros anos falhamos constantemente, mas aos poucos vamos colhendo os frutos desses erros, com um sabor mais intenso e duradouro. À medida que vamos ficando mais velhos as consequências ficam mais complicadas, o que não significa que o procedimento seja totalmente invalidado.

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Estas consequências também estão ligadas ao lado positivo que pudermos tirar das circunstâncias. Isto é, os erros com as consequências mais negativas costumam ser os que têm o maior poder transformador. Neste sentido, não esqueçamos que o próprio processo de assumir as consequências pode ser um grande aprendizado.

"Os erros – digo com ênfase – também contam para mim. Não os apago nem da minha memória nem da minha vida. E nunca culpo os outros por eles."
-Andrzej Sapkowski-

Aprendemos a guardar as experiências ruins juntas na gaveta que tem a etiqueta de "não repetir". Contudo, estas estratégias errôneas às vezes escapam dessa gaveta por sorte: o fato de não terem funcionado em certas circunstâncias não significa que não funcionem em outras. Talvez aos 18 anos não estejamos preparados para montar a nossa própria empresa, mas com 30 talvez sim. No caminho teremos colhido experiência e aprendido com os acertos e os erros que nossos chefes cometeram.

Manter-se atento é uma arma de segurança

Alguém disse alguma vez que as pessoas se agrupam em três grandes grupos: um que assimila os seus erros, outro que além dos seus aprende com os dos outros, e aquele grupo que não faz nem uma coisa nem outra.

É bom pertencer ao segundo grupo, principalmente porque isso reduz a probabilidade de cair em um poço para comprovar que ali estamos. Manter-se atento diante do que acontece ao nosso redor é uma arma de segurança para esquivar-se de ferimentos evitáveis.

"Porque todos somos aquilo que nos fez cair no engano, e o vínculo do erro é às vezes mais forte do que qualquer outro."
-Belén Gopegui-

Os outros nos ensinam sobre acontecimentos reais sem a necessidade de termos que experimentá-los pessoalmente. De uma visão externa, somos capazes de chegar a eles com empatia e humildade, sem julgar nem criticar. Do mesmo jeito podemos fazê-lo com sensatez e com cautela, inclusive imaginando as possíveis consequências que poderiam ter nascido da realização de outras opções.

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Sempre há coisas novas para aprender

Mas, quais outras razões existem para olhar o comportamento dos outros? Talvez a mais importante de todas seja o fato de que sempre existe alguma coisa nova para aprender. Neste sentido, a vida é uma oportunidade de aprendizagem constante.

Uma oportunidade que faz parte do presente da vida. Além disso, mais além do prazer que implica e que só alguns encontraram, é uma atitude pragmática e inteligente. Talvez não elimine todos os espinhos do caminho, mas com ela localizaremos vários e poderemos nos esquivar deles.

"Deveríamos nos dedicar a nos desapegar de grande parte do que foi aprendido

e aprender o que não nos ensinaram."

-Ronald Laing-

Por isso é fundamental pertencer ao grupo dos sábios que aproveitam tudo de bom que a vida nos preparou. Viver como quem não considera nem os seus erros, nem os dos outros, não é viver de uma forma inteligente.

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Os elogios adormecem, as críticas ensinam


A mente é maravilhosa – Raphael
28 de fev de 2017 03:56

Assumir as críticas é tão difícil quanto receber os elogios. Na verdade, há pessoas que se sentem muito desconfortáveis quando recebem algum comentário agradável. Isto se deve em parte a aspectos culturais: fomos educados na exigência, no fato de termos que fazer tudo certo e no entendimento de que não existe nenhum mérito nisso.

Além disso, o fato dos elogios e das críticas terem um grande poder sobre a nossa autoestima é muito perigoso, já que isso significa que estamos deixando tudo "à mercê" dos outros. Quando recebemos elogios a mensagem de admiração pode estimular tanto a autoconfiança que podemos chegar a ficar "bêbados". Por outro lado, quando recebemos críticas destrutivas o oposto acontece: há uma tendência mórbida de desprestigiar, de nos ofender.

Pense que em qualquer tarefa você pode ganhar ou perder, o importante é a nobreza dos recursos utilizados. O que é realmente importante é a dignidade com a qual viajamos pela estrada em busca dos nossos objetivos. Aceitar críticas construtivas do nosso ambiente facilita a adaptação a situações diferentes, enquanto o elogio pode nos enfraquecer, fazendo com que diminua nosso esforço nas qualidades lisonjeadas.

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As críticas são inevitáveis

A avaliação faz parte do pensamento de cada ser humano. Em nossa cultura, estamos acostumados a prestar mais atenção no negativo do que no positivo. Vemos mais facilmente as falhas e os problemas do que as qualidades e as oportunidades.

Cada pessoa responde à crítica de uma forma diferente. Achamos que isso depende  da crítica ser construtiva ou destrutiva, mas não é inteiramente assim. Até mesmo a crítica feita por duas pessoas diferentes pode provocar respostas e emoções totalmente opostas.

Às vezes a maneira como recebemos a crítica não depende daquilo que nos dizem, mas sim do que pensamos a respeito. Independentemente da crítica e de quem a faz, a diferença está em quem a recebe, na importância e interpretação que damos, tanto às palavras e gestos que recebemos quanto à pessoa que os transmite.

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Como tirar proveito dos elogios?

Para que os elogios não nos façam cair na armadilha da vaidade é importante elogiar a atividade ou comportamento especificamente, e não a pessoa. A maneira como elogiamos pode afetar o pensamento do outro e, por sua vez, a sua propensão para assumir desafios, perseverar e ter sucesso. Há duas mentalidades particulares: fixa e de crescimento.

Por outro lado, se somos nós que recebemos o elogio, pensamos que ele tem um componente positivo, pois reafirma o trabalho bem feito, fornecendo informações que dizem que o caminho seguido está correto. Há autores que nos dizem que vivemos para sermos reconhecidos, e não podemos negar que, para certas pessoas, isso parece ser verdade. Além disso, para algumas pessoas os elogios podem ser a base de orgulho, que em excesso pode distorcer a realidade do ambiente e do valor das próprias ações.

Para fortalecer alguém com um elogio, o melhor a fazer é formular sobre fatos ou resultados concretos. De pouco servem generalizações do tipo "você faz isso muito bem" ou "como você é inteligente". Melhor dizer "eu gostei de como você resolveu este problema em particular" ou "você trabalhou muito bem para superar o objetivo atribuído, mesmo sabendo que não gostava da tarefa".

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Da mesma forma que destacar apenas os pontos negativos gera frustração, dizer apenas o positivo gera comodidade. O problema com a maioria de nós é que preferimos ser arruinados pelos elogios do que salvos pelas críticas.

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